Partie IV Construction de fonctions de hachage
8.6 Attaque en seconde préimage contre le mode cascade avec tramage
Em 1963, Gildo Macedo Lacerda, com 14 anos, mudou-se, com sua família, para Uberaba, MG. Vieram de Ituiutaba, onde a família possuía uma fazenda e dela sobreviviam. Fora estudar no Colégio Triângulo, onde cursara a 7ª e 8ª séries do ensino fundamental, antigamente 3ª e 4ª séries do curso ginasial.136 Em 1965, transferiu-se para o Colégio Cenecista Dr. José Ferreira, onde ficaria por mais dois anos.
Encontra Gildo Macedo Lacerda, em Uberaba, um Movimento Estudantil (ME) bastante organizado137. Existia a União Estudantil Uberabense (UEU), fundada em 1948, que representava os estudantes secundaristas e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que fazia a representação dos estudantes universitários e existia desde 29 de setembro de 1955.
Interessante notar que a entidade de representação dos estudantes secundarista é fundada antes da entidade de representação dos estudantes universitários. A explicação mais provável é que a primeira faculdade só iria ser fundada em meados dos anos 50. Para a solidificação do ME universitário, a existência anterior da UEU e de seus quadros é de grande significância, pois, quando foi fundado o DCE, os quadros que iriam ocupá-lo já tinham experiência na militância política.
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LACERDA, Maria Aparecida Macedo. Dep. a/a em agosto de 2004.
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O golpe civil-militar de abril de 1964, de imediato, implanta uma dura perseguição, em todo país, aos estudantes engajados na militância política138.
Em 1965, Gildo Macedo Lacerda, já membro da Juventude Estudantil Católica139 ─ JEC ─, que tinha na figura de Monsenhor Juvenal Arduini e Padre Prata seus principais representantes140, transfere-se para o Colégio Dr. José Ferreira, onde se torna presidente do Grêmio Estudantil Machado de Assis, entidade representante dos alunos. Vale ressaltar que, desde 2005, o referido Grêmio teve seu nome alterado para Grêmio Estudantil Gildo Macedo Lacerda.
Expressavam em suas reuniões, Gildo e os demais membros dessa entidade, uma preocupação muito grande com a situação política do país, especialmente os rumos do ME. Segundo sua mãe141, Célia Garcia Macedo Lacerda, muitas dessas reuniões aconteciam na sua própria casa:
Vinham todos os estudantes do grêmio. Alguns eu nem conhecia e o Gildo não deixava perguntar [quem eram]. Os assuntos tratados eram sempre sobre a participação dos estudantes na política: que assim não podia ficar, que tinha de ser feito alguma coisa... Acho que eles já sabiam das torturas. Lembro de ver meu filho muito envolvido com esses assuntos (informação verbal).
Em 1966, Gildo Macedo Lacerda e sua chapa, intitulada Partido Unificador Estudantil e concorre e se elegem para a gestão da UEU desde ano. Nesse ano também se dá sua entrada na Ação Popular (AP), tendência natural de quem já militava na Ação Católica (AC), via JEC.
Aqui, no Triângulo Mineiro, principalmente em Uberaba e Uberlândia, a AP é introduzida no ano de sua fundação, 1963, por militantes vindos de Belo Horizonte. Supõe-
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Conforme capítulo II desse trabalho.
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Para maiores detalhes, consultar o capítulo I dessa dissertação.
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PRATA, Maria Madalena. Dep. a/a em setembro de 2004.
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se que um deles teria sido José Carlos Novaes da Mata Machado, filho do deputado cassado pelo AI-5, Edgar Godoi da Mata Machado, que era estudante da Faculdade de Direito da UFMG e teria vindo para Uberaba, como dirigente da AP regional, no intuito de ampliar os quadros da organização no interior do Estado.142
Numa visita de três dias, outros militantes da AP, também vindos de Belo Horizonte, entraram em contato com, entre outros, Danival Roberto Alves143, então estudante de Filosofia na Faculdade São Tomás de Aquino, a Fista, que assim descreve o encontro:
A reunião foi na casa da Vilma Valim. Foi lá que Antônio José Duarte Jácomo, egresso de JUC (Juventude Universitária Católica), e depois de AP, cede-me a gestão dos trabalhos. Esse encontro de três dias ocorre a portas fechadas e lacradas, em face da vigilância exercida pela repressão (informação verbal).
Danival Roberto Alves tornara-se, então, o responsável pelos trabalhos da AP em Uberaba e região. Fazia parte da sua função, portanto, atrair novos quadros para o movimento de resistência contra a ditadura. Ainda como estudante, Danival passa a dar aulas no Colégio Dr. José Ferreira, onde, como já dissemos, Gildo Macedo Lacerda fora estudar. É certo que, com o afastamento de Danival Roberto Alves da AP, Gildo Macedo Lacerda assume seu comando no Triângulo Mineiro, até sua ida para Belo Horizonte144.
Interessante, aqui, tomarmos contato com o depoimento de Ney Francisco145 acerca da militância, nesse momento, de Gildo Macedo Lacerda. Ney Francisco era militante da AP de Belo Horizonte e um dos encarregados de organizar a AP no interior do estado de
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Sobre a vinda de José Carlos Novaes da Mata Machado à Uberaba, foram ouvidas duas pessoas: Madalena Prata, sua ex-companheira e Danival Roberto Alves, um dos primeiros dirigentes da AP no Triângulo Mineiro. Para Madalena, é possível que José Carlos realmente estivesse por aqui, uma vez que ele tinha uma namorada em Uberaba, que estudava no Colégio Nossa Senhora das Dores. Já Danival reconhece José Carlos quando o autor mostra-lhe uma fotografia, publicada no livro “Dos Filhos Desse Solo” (ver bibliografia).
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ALVES, Danival Roberto. Depoimento ao a/a. em agosto de 2004.
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ALVES, Danival Roberto. Depoimento ao a/a. em agosto de 2004.
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MG. Refere-se a Gildo Macedo Lacerda e aos seus últimos instantes em Uberaba, da seguinte forma:
Conheci Gildo no final de 1966, em Uberaba. Estava encarregado de organizar a AP entre os secundaristas. Visitei várias cidades do Estado recrutando lideranças estudantis para AP. O Gildo já era próximo de algumas pessoas ligadas a Ação Católica e nesse contato ele entrou para a organização. Depois nunca mais o vi, pois saí de MG no ano seguinte e não mais militei no estado (informação verbal). .
E é como membro da AP que, no final de 1966, Gildo, com 17 anos, muda-se para Belo Horizonte. Vai morar na rua Guajajaras, na pensão da dona Sebastiana.146