Les synapses se divisent par duplication synaptique
Chapitre 3 : l’Actine et la Plasticité synaptique
1. Biochimie de l’actine
1.2. Assemblage de l’actine : une dynamique en tapisroulant
Na etapa 1 foi realizado o levantamento e análise de dados secundários com a finalidade de rumar o desenvolvimento do estudo. O primeiro passo em um estudo é a busca de literatura secundária, sendo essencial para a definição do problema (COOPER; SCHINDLER, 2003; MATTAR, 2008) e para guiar o andamento da pesquisa, de forma a sugerir métodos testados e aprovados de coleta de dados, indicar a coleta de outros tipos de dados e servir como fonte comparativa e complementar para os dados primários a serem coletados. (MALHOTRA, 2006; MATTAR, 2008; MARCONI; LAKATOS, 2009). Os dados secundários são aqueles que já foram coletados, tabulados, ordenados e analisados, com o propósito de atender às necessidades da pesquisa em andamento e que estão catalogados à
ETAPA 4 - RESULTADOS
Conclusões da pesquisa Proposições
ETAPA 3 - TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE DADOS E INFORMAÇÕES
Sintetização e análise dos dados Descrição dos dados
ETAPA 2 - PESQUISA DE CAMPO
Entrevistas Observações Análise documental e bibliográfica
ETAPA 1 - BUSCA DE INFORMAÇÕES PRÉVIAS
Levantamento e análise de dados
secundários Definição da amostra
Elaboração de instrumentos de coleta de informações
disposição dos interessados. (MARCONI; LAKATOS, 2009). Esses dados podem ser divididos em (1) dados internos (gerados na instituição onde está sendo realizada a pesquisa) e (2) dados externos (gerados por fontes externas à instituição onde a pesquisa está sendo realizada). (MALHOTRA, 2006). As fontes básicas dos dados secundários são: a própria instituição, publicações, governos, instituições não governamentais e serviços padronizados de informações de marketing. (MATTAR, 2008).
Para fins de estruturação do presente estudo, utilizou-se de dados secundários externos, consultados em publicações do governo e instituições não governamentais, conforme apresentado no Quadro 3, bem como todas as fontes utilizadas na elaboração do referencial teórico do presente estudo.
Quadro 3: Fontes de dados secundários
Fonte Tipo Website
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística Base de dados http://www.pintec.ibge.gov.br Associação Brasileira das Indústrias da
Alimentação
Associação de
classe http://www.abia.org.br Banco Nacional do Desenvolvimento Instituição pública
federal http://www.bndes.gov.br
Receita Federal Órgão
Governamental http://www.receita.fazenda.gov.br Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos Associação de classe http://www.apexbrasil.com.br Anuga Fair Feira internacional da Indústria de Alimentos http://www.anuga.com
Fonte: elaborado pela autora
Também se constituiu nesta primeira fase o levantamento e análise de dados estatísticos, bem como estudos anteriores sobre inovação na indústria brasileira de alimentos. Nesta etapa foi possível fundamentar o padrão de atuação, estudos já realizados sobre o objeto de estudo deste caso, números relativos ao setor e suas características gerais.
As informações foram analisadas e nortearam a etapa seguinte do estudo, contribuindo para a elaboração do instrumento de coleta de informações, definição do público alvo e consequentemente da amostra a ser entrevistada.
Os critérios de escolha do público alvo foram definidos com base nos dados secundários pesquisados e nas fontes citadas no Quadro 3.
Através da busca primária, foi verificado que os principais dos estudos sobre inovação na indústria de alimentos já realizados possuem abordagem quantitativa, e são geralmente focados na análise econômica do setor, conforme descrito no subitem 4.1.
Diante disso foi percebida a oportunidade de um estudo que buscasse entender a inovação sob outra perspectiva, e que analisasse em profundidade como as empresas desse setor estão inovando, através da visão dos gestores que atuam diretamente nos setores de P&D ou exportação das mesmas.
Surgiu então o propósito de pesquisar esse público durante a realização de uma feira de alimentos, ambiente onde ocorre a busca por relacionamentos entre os atores do Sistema de Inovação, a busca por tendências de mercado e sementes para a inovação. Segundo dados da Pintec de 2008, que podem ser visualizados na Figura 11, a participação em feiras foi bastante citada como fonte de informações para a inovação, tanto pela visão das indústrias (55,6%), quanto mais internamente, por seus setores de P&D (69,2%). (IBGE, 2013f). Na PINTEC de 2011, feiras e exposições mantiveram o índice de 55,6%, estando entre as cinco mais importantes fontes de inovação, segundo a visão da indústria. (IBGE, 2014). Na feira, portanto, acreditava-se ser possível encontrar um grupo seleto de empresas que estão buscando essas novas tendências mundiais e relacionamentos diferenciados, e com isso o estudo teria um foco mais objetivo. Acredita-se que as empresas que participam desse tipo de evento estão, teoricamente, com um olhar mais aguçado para o mundo e consequentemente para os consumidores.
Figura 11: Fontes de informação para inovação – Pintec 2008
Fonte: IBGE, 2013f
Delimitou-se como população alvo as empresas brasileiras de alimentos e bebidas, participantes da Feira Anuga9 (feira internacional da indústria de alimentos e bebidas), que ocorreu na Alemanha, entre os dias 5 e 9 de outubro, no ano de 2013. O critério participação foi expandido para duas modalidades: empresas brasileiras expositoras e empresas brasileiras visitantes que participassem através da Missão Prospectiva à Feira Anuga 201310. Essas duas limitações foram utilizadas, pois assim seria possível quantificar a população alvo do estudo,
9 A Feira Anuga é considerada uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que ocorre a cada dois anos,
(juntamente com a Feira Sial, que acontece na França). Reúne expositores de todo o mundo, considerada como uma grande plataforma para negócios e tendências de mercado, sendo portanto um local extremamente rico para as empresas do setor que buscam desenvolvimento.
10 Missão promovida pela FIERGS, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS), em parceria com a
Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios e apoio da unidade de atendimento da Apex-Brasil no RS e do Sebrae-RS.
que resultou em total de 117 (cento e dezessete) empresas. Optou-se por incluir na população não somente as indústrias de alimentos, mas também as de bebidas, pois além de a maioria dos estudos sobre inovação na indústria de alimentos incluírem a indústria de bebidas, ambas pertencem a seção de Indústrias de Transformação11 (Seção C), conforme tabela do CNAE- Fiscal e, até o ano de 2010, alimentos e bebidas encontravam-se também na mesma divisão quando limitada a dois dígitos (divisão 10 – Fabricação de Produtos Alimentícios). (IBGE, 2013ª). Entretanto em dezembro do mesmo ano começou a vigorar uma nova tabela considerando a evolução no mercado e o surgimento de novas atividades, visando a melhoria na padronização nacional da tabela de atividades econômicas. Nessa nova classificação, alimentos e bebidas não encontram-se mais na mesma divisão de dois dígitos.
Definido o público alvo, com base nas informações obtidas na literatura, foi elaborado um questionário semiestruturado (Apêndice A), com 39 questões abertas, como instrumento de coleta de informações sobre características organizacionais (física e de pessoal), atividades de inovação, relação universidade-empresa e perspectivas futuras das indústrias de alimentos e bebidas. O questionário foi utilizado na etapa 2, para realização de entrevistas, um dos métodos de coleta de dados utilizados durante a participação na Feira Anuga.