3 Architecture interne du serveur Apache
3.2 Architecture interne
Na União Européia, fração equivalente a 65% do PIB decorre de ativi- dades desenvolvidas pelas pequenas e médias empresas. Para alguns espe- cialistas, as PMEs européias estão perdendo a batalha da concorrência global para a indústria da Ásia-Pacífico, com seus produtos baratos, e para a indús- tria de ponta norte-americana, mais avançada tecnologicamente41.
A Carta Européia para as Pequenas Empresas, lançada em 2000, foi enriquecida, em 2001, com o documento "Estratégia de Lisboa para a União Européia", e reforçada em 2003, em Barcelona. Nela se estabeleceu como prio- ridade estimular ações nacionais e regionais direcionadas ao desenvolvimento de clusters e redes que, entre outros benefícios, facilitam o compartilhamento de informações tecnológicas entre as pequenas e médias empresas. Para que os objetivos dessa Carta fossem postos em prática, criou-se o Programa Plurianual da União Européia (2001-2005).
Com o intuito de estimular a participação de PMEs da União Européia em atividades de P&D, a Comissão Européia lançou, em 2004, o DETECT-IT,
40 OCDE op cit.
41 "Innovation Business Partnering in Europe and the USA - are European SMEs Losing the Battle?" - de Ruth Taplin, Diretora do "Centre for Japanese and East Asian Studies", em Londres - em KnowledgeLink Newsletter, outubro de 2005.
programa de financiamento de pesquisas que conta com
€
2,2 bilhões. Segundo a Comissão Européia, este é o mais elevado orçamento destinado às PMEs, o que faz dele o mais importante instrumento de apoio à pesquisa e ino- vação desse grupo de empresas. O objetivo é fazer com que os investimentos das PMEs em P&D ajudem a União Européia a alcançar gastos totais da ordem de 3% do PIB, em 2010. Este programa é parte do Sixth Framework Programme (FP6), e conta com 42 parceiros em 16 países e milhares de PMEs associadas na Europa42.Existem outros projetos da União Européia que também beneficiam as pequenas e médias empresas43. O Best Procedure é um deles. O projeto está centrado no estímulo à transferência de tecnologia por institutos públicos de pesquisa e universidades. A rede de escritórios de tecnologia ProTon Europe, associada aos institutos e universidades, promove a comercialização da pesquisa realizada por essas instituições.
Criar novas empresas inovadoras, assim como redes e clusters, consti- tui outro projeto para o desenvolvimento tecnológico das PMEs. O projeto
Enterprise, lançado em 2002, tem o objetivo de aproveitar o conhecimento exis-
tente em clusters e redes na Europa, promovendo a análise de iniciativas reali- zadas dentro da União Européia, para identificar práticas ideais e ações futuras nesta área.
O projeto Intellectual Property Rights Helpdesk apóia um número rele- vante de PMEs que participam dos projetos de pesquisa, tecnologia e desen- volvimento financiados pela Comunidade Européia, através de um portal na internet que dá acesso a um vasto material relacionado aos direitos de pro- priedade intelectual.
O Innovation Relay Centre Network apóia a inovação e a cooperação tecnológica internacional, principalmente de PMEs, por meio de um conjunto de serviços especializados. O projeto conta com 68 centros de inovação regionais entre 31 países.
Muitas PMEs européias consideram difícil adotar TICs, principalmente o e-business. Os obstáculos identificados por essas empresas são: a ausência de conhecimento técnico e gerencial sobre soluções de e-business apropria- das; os elevados custos dos equipamentos de TIC; a segurança e a privaci- dade; e a regulação complexa para o e-commerce. Muitas dessas empresas, além disso, ainda não estão convencidas de que o e-business é adequado às suas necessidades.
42 "Strengthening R&D in Europe's SME backbone" - Research, Funding: Europe. April, 2004. 43 "Creating an entrepreneurial Europe: the activities of the European Union for small and medium-
Para estimulá-las foram criados programas como o e-Europe Action
Plan, o qual tem como propósito um conjunto específico de ações em relação
a normas legais, e-conhecimento, operacionalidade e confiança. Também há o Go Digital, iniciativa para identificar as necessidades de PME com relação à adoção de TIC e e-business.
O projeto EFT Start-up Facility, lançado em 1998, é mais antigo que os programas e projetos mencionados. Seu objetivo é apoiar o estabelecimento e o financiamento de pequenas e médias empresas nos estágios iniciais de suas atividades, investindo em fundos de venture capital e incubadoras. O Fundo de Investimento Europeu (FIE) investe em fundos especializados de venture capi-
tal - principalmente em fundos menores, regionais -, focados em setores ou tec-
nologias específicas, ou em fundos de venture capital que financiam a explo- ração de resultados de P&D - como, por exemplo, fundos associados a centros de pesquisa e parques tecnológicos que fornecem capital para as PMEs locais.
Cabe mencionar que uma importante iniciativa no âmbito da União Européia é a promoção de incubadoras de empresas. Em 2002, foi concluído um projeto cujo objetivo era identificar os indicadores de desempenho delas44. Concluiu-se, a partir da experiência desse projeto, que 90% das empresas que surgiram nas incubadoras ainda estavam ativas depois de três anos e que os gastos públicos para criar empregos nas incubadoras eram pequenos quando comparados com os gastos de outros instrumentos e programas.
O estudo concluiu também que 850 incubadoras de empresas européias geraram 29.000 novos postos de trabalho e, ainda, que esses empre- gos tinham mais sustentabilidade que os das empresas que não foram criadas em incubadoras. Além disso, o estudo observou que o número de incubadoras varia entre os países-membros da União Européia e que há diferenças também na forma de apoio entre elas.
Antes de encerrar a análise sobre a União Européia, vale acrescentar que:
- Aproximadamente, 1/3 das PMEs européias desenvolveram alguma inovação in house (incluindo a colaboração com outras empresas) e não incor- poraram inovações desenvolvidas fora da empresa. As inovações realizadas internamente foram em maior número na Suíça, na Islândia, em Luxemburgo, na Bélgica e na Alemanha.
- A cooperação das PMEs com outras empresas ou com entidades go- vernamentais é baixa na Europa (em média, somente 7% delas participam de projetos cooperativos); na Finlândia, ao contrário, 20% dessas empresas desenvolvem projetos cooperativos. No leste e no sul da Europa a cooperação é menos freqüente.