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Com relação aos hábitos alimentares, a maioria dos estudantes 25 (89,3%), responderam dispor de tempo suficiente para se alimentar. Apenas dois estudantes responderam não ter tempo adequado, um estudante não respondeu a pergunta. Todos consideraram importante dedicar tempo adequado para a alimentação.

As refeições regulares consumidas com atenção e sem pressa facilitam a digestão dos alimentos, evitando também que se coma além do necessário. O apetite é regulado por complexos mecanismos biológicos, que dependem de vários estímulos, e um certo tempo para sinalizarem que já se comeu o suficiente, assim uma boa maneira de controlar naturalmente o quanto se consome é comer de forma regular, devagar e com atenção (BRASIL, 2014).

A maioria dos estudantes (96,4%) costuma fazer as suas refeições em casa e apenas um (3,6%), relatou fazer suas refeições em restaurantes ou similares. As refeições

44 compartilhadas feitas em casa com a família são momentos muito importantes para cultivar e fortalecer laços. Para as crianças e adolescentes são ótimas oportunidades para a aquisição de bons hábitos e valorização da importância de refeições regulares e feitas em ambientes apropriados. Comer fora de casa, no trabalho ou na escola em companhia, proporciona que colegas e amigos se conheçam melhor e troquem experiências. Promove o entrosamento de grupos e contribui para o bom desempenho de tarefas do trabalho ou da escola (BRASIL, 2014).

O Guia alimentar para a População Brasileira destaca como importante para uma alimentação saudável “comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados” (BRASIL, 2014, p. 85) e ainda salienta:

Procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias e evite comer nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em locais limpos e onde você se sinta confortável e evite ambientes ruidosos ou estressantes. Evite também comer em ambientes onde há estímulo para o consumo de quantidades ilimitadas de alimentos. (BRASIL, 2014, p.85).

De acordo com a rotina semanal dos estudantes, observamos a quantidade de refeições que eles costumam realizar habitualmente ao dia, tendo como opções, o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia. Dos estudantes, 32,10% responderam realizar três refeições ao dia, 46,40% quatro, 10,70% cinco e apenas 7,10% seis (gráfico 2).

Gráfico 2: Distribuição da população em estudo segundo a quantidade de refeições realizadas diariamente pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

Além disso, na questão que perguntava aos estudantes se eles consideravam adequado o número de refeições que realizavam ao dia, a maioria deles (16 estudantes - 57,1%),

Quantidade de refeições realizadas

diariamente pelos estudantes

Três refeições ao dia Quatro refeições ao dia Cinco refeições ao dia Seis refeições ao dia Não respondeu a questão 32,10% 46,40% 3 ,6 0 %

45 respondeu que estava adequado, 10 estudantes (35,7%) responderam não estar adequado, dois estudantes (7,1%) não responderam a questão.

Ao cruzar os dados sobre quais refeições costumam fazer diariamente e se eles consideram esse número de refeições adequado (Tabela 1), pode-se observar que dos nove (32,1%) estudantes que responderam realizar somente três refeições ao dia, destes, a maioria (66,7%) considerou este número como sendo inadequado e dos treze (46,4%) estudantes que responderam realizar somente quatro refeições ao dia, destes a maioria (69,2%) consideraram este número como sendo adequado. No entanto, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, o mais indicado seria consumir de cinco a seis refeições ao dia (BRASIL, 2008).

Um hábito muito comum entre os adolescentes é omitir refeições. Esta atitude é referida por Mahan (2010), como um fator de risco nutricional para os adolescentes, pois ao omitir refeições eles consomem mais lanches em resposta à fome, esses lanches geralmente são ricos em gorduras saturadas e trans, alimentos ricos em sódio, refrigerantes e doces. Tabela 1. Cruzamento de dados sobre quais as refeições os estudantes costumam fazer diariamente e se eles consideram esse número de refeições realizadas adequados. Ijuí/RS, 2013.

Número de Refeições/ Dia

Considera este Número Adequado

Sim Não Não respondeu TOTAL

N % N % N % N % Três 2 7,1% 6 21,4% 1 3,6% 9 32,1% Quatro 9 32,1% 4 14,3% 0 0% 13 46,4% Cinco 3 10,7% 0 0% 0 0% 3 10,7% Seis 2 7,1% 0 0% 0 0% 2 7,1% Não Respondeu 0 0% 0 0% 1 3,6% 1 3,6% TOTAL 16 57,1% 10 35,7% 2 7,1% 28 100%

Ao serem questionados sobre qual a sua refeição mais saudável (gráfico 3), a maioria dos estudantes (67,9%) listou o almoço como sendo a refeição mais saudável do seu dia, por ser um momento no qual eles consomem alimentos “mais saudáveis“ e uma maior quantidade de legumes e verduras.

46 Gráfico 3. Distribuição da população de estudo segundo a refeição mais saudável apontada pelos alunos. Ijuí/RS, 2013.

As respostas dos estudantes de porque escolheram determinada refeição como a mais saudável, estão expressas no quadro 2:

Quadro 2: Expressa as respostas dos estudantes sobre porque indicaram determinada refeição para considerá- mais saudável. Ijuí/RS, 2013.

Café da manhã como refeição mais saudável

A12: Porque é a primeira refeição que fazemos ao dia. A13: Porque faço sanduíches com saladas, tomo leite, etc. A16: Porque só nesse horário do dia eu como frutas. A20: Porque eu acho que ela não é muito pesada. Almoço como refeição

mais saudável

A1, A18, A21: É quando ingerimos mais quantidade de comida que o resto do dia. A2, A14, A23, A24: Porque no almoço eu costumo comer de tudo um pouco, arroz, feijão, carne, salada verde e salada de tomate quase sempre. É a minha refeição mais completa.

A3: Pois nos proporciona energia.

A4, A6, A24: Porque é a que eu consigo comer salada e alimentos mais saudáveis. A11: Porque é quando mais preciso.

A15, A17, A18, A25: Porque é a hora que tenho bastante tempo para comer tranquilo.

A17: Porque eu consumo alimentos saudáveis ricos em proteínas. A19: Porque é a hora em que não como besteiras.

A22, A26: Porque consumo mais variedades de alimentos. Café da manhã e o

almoço como refeição mais saudável

A10: Pois como coisas menos gordurosas, e como mais frutas ou legumes.

Jantar como refeição mais saudável

A9: porque é quando preparo uma salada, etc. A28: porque é mais completa.

Na realidade, não podemos afirmar por meio de uma recomendação qual seria o momento de refeição mais saudável, pois o ideal é que se tenha uma alimentação variada e assim consequentemente, todas as refeições fossem consideradas saudáveis. O curioso foi que nenhum estudante se referiu ao lanche da manhã, que é oferecido na escola, como refeição

14,30% 0,00%

67,90% 3,60%

10,70% 3,60% 3,60%

Refeição Mais Saudável

Café da Manhã Lanche da Manhã Almoço Lanche da Tarde Jantar Ceia

47 mais saudável do dia. Mediante este resultado acompanhamos o horário da merenda na escola e conversamos com as merendeiras. Identificamos que a merenda que vem para a escola é considerada pelos alunos e também pelos professores e merendeiras como “muito pesada” (arroz, feijão, carreteiro) para ser consumida as 10 horas da manhã, hora em que é oferecida a merenda na escola. Segundo eles, quando é algum lanche, como sanduíche, bolachas, cuca, cereais com leite, iogurte ou frutas, a maioria dos estudantes consome. Um ponto interessante citado pelas merendeiras é que quando elas tinham a autonomia de definir os alimentos e o modo de preparo do cardápio a aceitação dos estudantes era maior, em função do conhecer a realidade em que está inserida a escola.

Questinamentos também são feitos pela comunidade escolar a respeito de porque não há mais frutas na merenda, ponto este observado ao analizar o cardápio da merenda de um mês, em que a fruta apareceu em um único dia; nos demais ela estava “mascarada” em forma de “doce de frutas com pão” , mas que na realidade não passava de uma geléia, que não pode ser considerada como substituta da fruta in natura.

Ainda observamos no intervalo a venda de pastel frito e refrigerante, pelos alunos do terceiro ano do Ensino Médio, como meio de arrecadar dinheiro, para a festa da turma de conclusão do curso.

Ao questioná-los porque não optaram por lanches mais saudáveis, como sanduíches, bolos integrais ou frutas e sucos de frutas, as respostas obtidas foram simplesmente que “já

tentamos trazer bolo de cenoura, esses dias uma colega trouxe negrinho, até que vendeu, mas o pastel e a coca vende mais, dá mais lucro”; ainda disse “você pode ver hoje, que tem sanduiche de merenda da escola, nós encomendamos 25 pasteis, e já vendemos 22, mesmo tendo sanduíche de merenda”. Analisando estes aspectos podemos afirmar que a Educação

Alimentar e Nutricional é mais complexa do que imaginavamos. O observado aqui demonstra que os estudantes pesquisados estão em processo de educação e formação de hábitos, porém identificamos já aqui a necessidade de ampliação deste processo educativo para as outras turmas da escola, assim como até mesmo para seus familiares.

Sobre a ingestão de alimentos ao longo do dia, foram classificados os mais consumidos de acordo com as respostas dos participantes (Tabela 2). Considerando as opções: carnes, massas, vegetais, frutas e frituras, a primeira escolhida por 12 estudantes (42,9%) foram as carnes, como segunda foram as massas (12 estudantes - 42,9%). Em relação aos vegetais e frutas, o consumo ficou em terceiro e quarto lugares, e em último lugar, 11 estudantes (39,3%) escolheram às frituras. Ao analisar estes aspectos, observamos o elevado

48 consumo proteico proveniente da carne, o excesso de carboidrato simples, derivados da massa e ressaltamos a deficiência no consumo de vegetais e frutas, quando comparados com as recomendações propostas pelo Guia Alimentar para a população Brasileira (BRASIL, 2008). Um aspecto positivo identificado é o número de estudantes que escolheram as frituras por último, levando em consideração serem estas fontes de gorduras saturadas, que devem ser evitadas na alimentação.

Tabela 2: Distribuição da população de estudo segundo o consumo de carne, massas, frituras, frutas e vegetais. Ijuí/RS, 2013.

Alimentos consumidos

1º lugar 2º lugar 3º lugar 4º lugar 5º lugar

N % N % N % N % N % Carnes 12 42,9 8 28,6 4 14,3 2 7,1 2 7,1 Massas 7 25,0 12 42,9 5 17,9 1 3,6 2 7,1 Frituras 2 7,1 5 17,9 5 17,9 7 25,0 11 39,3 Vegetais 2 7,1 2 7,1 9 32,1 5 17,9 6 21,4 Frutas 5 17,9 1 3,6 3 10,7 11 39,3 5 17,9 * - - - - 2 7,1 2 7,1 2 7,1

*Não responderam a questão.

Na questão referente a quantidade de frutas (unidade/fatia/pedaço/copo de suco natural) consumidas ao dia (gráfico 4), a maioria dos estudantes (54%) respondeu consumir 3 ou mais unidades/fatias/pedaços/copos de suco natural ao dia, estando de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, que orienta o consumo diário de no mínimo 3 porções de frutas nas sobremesas e lanches diários (BRASIL, 2014).

Gráfico 4: Distribuição da população de estudo segundo a quantidade de frutas consumidas ao dia pelos alunos. Ijuí/RS, 2013.

O Brasil possui uma enorme variedade de frutas e uma grande diversidade regional. Elas podem ser consumidas frescas ou secas (desidratadas), podem fazer parte das refeições

1 estudante 4% 15 estudantes 54% 6 estudantes 21% 6 estudantes 21%

Quantidade de frutas consumidas ao dia

Não como frutas, nem tomo suco de frutas natural todos os dias 3 ou mais unidades / fatias / pedaços / copos de suco natural

2 unidades / fatias / pedaços / copos de suco natural

1 unidade / fatia / pedaço / copo de suco natural

49 principais ou como lanches, nos intervalos entre essas refeições. Nas refeições principais podem ser usadas em saladas ou como sobremesas (BRASIL, 2014).

Imagens representativas do uso de frutas.

Salada de frutas Frutas variadas Saladas de folhas com manga FONTE: BRASIL, 2014.

As frutas são alimentos excepcionalmente saudáveis, fontes de fibras e de várias vitaminas e minerais, além de compostos bioativos que promovem a saúde e previnem doenças (BRASIL, 2014).

Sucos naturais de fruta nem sempre proporcionam os mesmos benefícios da fruta inteira. Fibras e muitos nutrientes podem ser perdidos no seu preparo e o poder de saciedade dos sucos é sempre menor do que o da fruta inteira. Por isso, a substituição de frutas por sucos, mesmo sendo naturais, deve ser restrita a uma das refeições do dia, por exemplo, no café da manhã.

Frutas processadas com a adição de açúcar, como frutas cristalizadas e frutas em calda, preservam grande parte dos nutrientes das frutas frescas, mas, por conta do seu elevado teor de açúcar devem ser consumidas sempre em pequenas quantidades, complementando refeições baseadas em alimentos. Sucos de fruta industrializados e adicionados de açúcar de mesa, de concentrados de uva ou maçã ou de adoçantes, são produtos ultraprocessados e, como tal, devem ser evitados (BRASIL, 2014, p. 51).

Quanto ao consumo diário de legumes e verduras, pode se observar no gráfico 5, que a maioria dos estudantes consome de 4 ou mais colheres de sopa de legumes ou verduras ao dia, em adequação com o Guia Alimentar para a População Brasileira que orienta o consumo diário de no mínimo 3 porções de legumes e verduras nas refeições diárias (BRASIL, 2014).

50 Gráfico 5: Distribuição da população de estudo segundo a quantidade de legumes e verduras consumidos por dia pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

Outros estudos nacionais relacionados ao consumo alimentar por adolescentes, indicam que as práticas alimentares inadequadas são cada vez mais frequentes, como foi observado nos resultados de um estudo, que demonstrou que apenas 2,7% dos escolares avaliados apresentaram consumo adequado de frutas e hortaliças (> 5 vezes ao dia), enquanto 26,6% não chegaram a consumir esses alimentos sequer uma vez por dia(COSTA, 2012).

Assim como as frutas, a diversidade de legumes e verduras é imensa no Brasil. Eles podem ser consumidos de diversas formas, saladas, preparações quentes, cozidos, refogados, assados, gratinados, empanados, ensopados, em sopas, recheados ou purês. A escolha da forma de preparação varia de acordo com o tipo de legume ou verdura. Também se recomenda moderação na quantidade de sal e óleo adicionados e o uso generoso de temperos naturais. O uso do limão nas saladas ajuda a reduzir a necessidade de adição de sal e óleo. (BRASIL, 2014).

Os legumes e as verduras, assim como as frutas, são alimentos excepcionalmente saudáveis, são excelentes fontes de fibras, vitaminas e minerais, além de vários compostos bioativos que auxiliam na prevenção de doenças (BRASIL, 2014).

São alimentos que possuem alta densidade de nutrientes e baixa concentração de calorias, características que os tornam ideais para a prevenção do consumo excessivo de energia e da obesidade e das doenças crônicas associadas a esta condição, como as doenças do coração e o diabetes (BRASIL, 2014, p. 50).

Os legumes em conserva como cenouras, pepinos, cebolas, ervilhas, batatas e outros alimentos, preservam grande parte dos nutrientes do alimento fresco, porém devem ser

6 estudantes 21% 5 estudantes 18% 12 estudantes 43% 4 estudantes 14% 1 estudantes 4%

Quantidade de legumes e verduras

consumidos por dia

Não como legumes, nem verduras todos os dias 3 ou menos colheres de sopa

4 a 5 colheres de sopa

6 a 7 colheres de sopa

51 consumidos apenas ocasionalmente, pois possuem em sua composição uma quantidade elevada de sal (sódio) (BRASIL, 2014).

Imagens representativas do uso de legumes e verduras:

Abóbora refogada com cebola, Salada crua de alface, tomate e cebola Mix de legumes refogados cebolinha e /ou salsinha

FONTE: BRASIL, 2014.

O gráfico 6 representa o consumo diário de feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, fava, sementes ou castanhas. Observa-se que apenas 46% dos estudantes consomem o preconizado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira que é de no mínimo uma porção ao dia de feijão e outros alimentos vegetais ricos em proteínas. Recomenda-se ainda o consumo do feijão com arroz na proporção de uma parte de feijão para duas partes de arroz cozidos. Esse prato tipicamente brasileiro é considerado uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde (BRASIL, 2008).

Gráfico 6: Distribuição da população de estudo segundo o consumo diário de feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, fava, sementes ou castanhas, pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

Para assegurar refeições saudáveis, é preferível que os feijões não sejam preparados com carnes gordas ou embutidos, pois isso eleva muito o teor de gorduras saturadas e de sal, minimizando o efeito positivo do consumo de leguminosas. Feijoada e feijões com carnes gordas devem ser eventual ou ocasionalmente consumidos. Para melhor aproveitar o ferro existente nesses alimentos (aumento da biodisponibilidade do ferro), é adequado orientar o consumo de verduras ricas em vitamina C, junto com os feijões, ou temperar saladas com limão. A presença de um

2 estudantes 7% 13 estudantes 46% 8 estudantes 29% 4 estudantes 14% 1 estudantes 4%

Quantidade consumida ao dia dos seguintes alimentos: feijão de qualquer tipo ou cor, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, fava,

sementes ou castanhas

Não consumo

2 ou mais colheres de sopa por dia

Consumo menos de 5 vezes por semana 1 colher de sopa ou menos por dia

52 pedaço de carne na refeição, mesmo que pequeno, também aumenta a absorção do ferro de origem vegetal, se esses alimentos forem consumidos juntos. (BRASIL, 2014, p. 64).

A quantidade de carnes ou ovos consumidos pelos alunos é expressa pelo gráfico 7. Pode-se observar que a maioria dos estudantes 68% tem o hábito de consumir duas ou mais porções de carnes ou ovos ao dia, ultrapassando o recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, que é de uma porção de carnes, peixes ou ovos ao dia.

Gráfico 7: Distribuição da população de estudo segundo a quantidade de carnes ou ovos, consumida ao dia pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

Ainda recomenda-se a preferência por carnes magras e a remoção de toda a gordura aparente antes do preparo. Charque e derivados da carne suína, como salsicha, linguiça, presuntos e outros embutidos somente devem ser consumidos ocasionalmente, pois contêm, em geral, excesso de gorduras e sal (BRASIL, 2014). Neste estudo a maioria dos estudantes (86%) responderam retirar a gordura aparente das carnes, a pele do frango ou de outro tipo de ave, porém, 11% não retiram e 3% dos estudantes não comem carne vermelha ou de frango.

Quanto ao consumo de peixes (Gráfico 8), apenas 1 estudante respondeu consumir peixes pelo menos duas vezes por semana, sendo esta a recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira (2008). Tanto os peixes de rio como de mar são saudáveis, pois contêm proteínas de alto valor biológico e gorduras insaturadas que não são prejudiciais à saúde (BRASIL, 2008). 9 estudantes 32% 6 estudantes 21% 13 estudantes 47%

Quantidade de carnes (gado, porco, aves, peixes e outras) ou ovos consumida ao dia

1 pedaço / fatia / colher de sopa ou 1 ovo

2 pedaços / fatias / colheres de sopa ou 2 ovos

Mais de 2 pedaços / fatias / colheres de sopa ou mais de 2 ovos

53 Gráfico 8: Distribuição da população de estudo segundo a quantidade de carnes ou ovos, consumida ao dia pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

No gráfico 9, pode se observar as respostas dos alunos quanto à quantidade de leite e seus derivados (iogurtes, bebidas lácteas, coalhada, requeijão, queijos e outros) consumidos por dia (Pensando na quantidade usual consumida: pedaço, fatia ou porções em colheres de sopa ou copo grande (tamanho do copo de requeijão) ou xícara grande, quando for o caso). Observa-se adequação nas respostas da maioria dos estudantes, que responderam consumir de duas (36%), três ou mais (46%) porções de leite ao dia, sendo recomendado o consumo diário de aproximadamente três porções de leite e derivados (BRASIL, 2008).

Gráfico 9: Distribuição da população de estudo segundo a quantidade de carnes ou ovos, consumida ao dia pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio na alimentação, e juntamente com as carnes, aves, peixes e ovos fazem parte de uma alimentação nutritiva, contribuindo para a saúde e para o crescimento saudável. Recomenda-se que o leite e seus derivados não sejam consumidos junto com as refeições principais, almoço e jantar, devido ao cálcio contido

3 estudantes 11% 12 estudantes 43% 1 estudante 3% 12 estudantes 43%

Frequência de consumo de peixes

Não consumo

Somente algumas vezes no ano

2 ou mais vezes por semana 1 a 4 vezes por mês 1 estudante 4% 13 estudantes 46% 10 estudantes 36% 4 estudantes 14%

Quantidade de leite e seus derivados

consumidos por dia

Não consumo leite, nem derivados

3 ou mais copos de leite ou pedaços/fatias/porções 2 copos de leite ou pedaços/fatias/porções 1 ou menos copos de leite ou pedaços/fatias/porções

54 nestes alimentos interferir negativamente na absorção do ferro de origem vegetal e vice-versa (BRASIL, 2008).

Quanto aos tipos de leite e seus derivados consumidos habitualmente pelos estudantes, destaca-se que a maioria dos estudantes 72% tem como usual o consumo destes alimentos em sua forma integral, o que está adequado, pois, os tipos e quantidades destes alimentos precisam ser ajustados às diferentes fases da vida, sendo assim, os leites e seus derivados devem ser consumidos preferencialmente desnatados, para o consumo dos adultos e integrais para as crianças, os adolescentes e as gestantes (BRASIL, 2008).

Quanto ao consumo de doces (gráfico 10, a maior parte dos estudantes (57,16%) respondeu consumir de duas a cinco porções de doces na semana. Este dado pode ser considerado motivo de preocupação em relação à saúde, devido ao fato de uma quantidade maior do que o recomendado pelo Guia Alimentar, que preconiza o consumo destes alimentos raramente ou nunca (BRASIL, 2014).

Gráfico 10: Distribuição da população de estudo segundo a frequência de consumo de doces pelos estudantes. Ijuí/RS, 2013.

A Frequência de consumo dos alimentos: frituras, salgadinhos fritos ou em pacotes, carnes salgadas, hambúrgueres, presuntos e embutidos (salsicha, mortadela, salame, linguiça e outros), é apresentada no gráfico 11.

4 estudantes 14% 8 estudantes 29% 10 estudantes 36% 6 estudantes 21%

Frequência de consumo de doces

(doces de qualquer tipo, bolos recheados com cobertura, biscoitos

doces, refrigerantes e sucos industrializados)

Raramente ou nunca

Menos que 2 vezes por semana

2 a 3 vezes por semana

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