3. Plan d’actions
3.5 Améliorer la sécurité routière
3.5.1 Appliquer un régime de vitesse approprié et faire respecter
No presente estudo, foi realizada a identificação de polimorfismos no
populacional selecionada, utilizando a metodologia de PCR-RFLP. Para o SNP
estudado, foram encontradas as seguintes frequências genotípicas, incluindo o
grupo de casos e controles: 77,5% (100 indivíduos) para o genótipo GG, 7%
(9indivíduos) para o genótipo GA e 15,5% (20 indivíduos) para o genótipo AA.
A frequência dos genótipos GA/AA na população total foi de 22,5% (29
indivíduos). Os genótipos e a distribuição alélica do polimorfismo R48H no
gene ADH1B do grupo de pacientes diagnosticados com CEC de cavidade oral
são mostrados na tabela 8.
Tabela 8 - Frequência genotípica dos polimorfismos da variante ADH1B R48H da enzima álcool desidrogenase em pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral.
Variável Casos, n=61 Controles, n=68 pa
ADH1B R48H rs1229984:G A GG 50 81,97% 50 72,53% 0,0789 GA 1 1,64% 8 11,76% AA 10 16,39% 10 14,71% GA e AA 11 18,03% 18 26,47% 0,2517 Frequência do Alelo A 21 17,21% 14 20,59%
R48H, substituição de arginina por histidina no aminoácido 48; G A, substituição de guanina por adenina; aTeste qui-quadrado bicaudal utilizado para calcular as diferenças na distribuição das frequências dos genótipos, genótipos combinados ou alelos entre casos e controles.
As frequências genotípicas observadas para ADH1B R48H nos casos e
nos controles não demonstraram estar em equilíbrio de Hardy-Weinberg. Os
dados referentes à distribuição genotípica observada e a esperada no grupo de
pacientes portadores de câncer de cavidade oral e na população estudada
Tabela 9 - Frequência genotípica dos polimorfismos da variante ADH1B R48H da enzima álcool desidrogenase em pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral e de controles saudáveis provenientes da população de Goiânia, Goiás.
Genótipos Casos Controles
Observados Esperados Observados Esperados
GG 50 81,97% 41,81 68,54% 50 72,53% 42,88 63,06% GA 1 1,64% 17,38 28,50% 8 11,76% 22,24 32,70% AA 10 16,39% 1,81 2,96% 10 14,71% 2,88 4,24% Frequência do Alelo G 101 82,79% 108 79,41% p=0,490 Frequência do Alelo A 21 17,21% 28 20,59%
R48H, substituição de arginina por histidina no aminoácido 48; G A, substituição de guanina por adenina; aTeste qui-quadrado bicaudal utilizado para calcular as diferenças na distribuição das frequências dos genótipos, genótipos combinados ou alelos entre casos e controles.
O grupo de casos com carcinoma de cavidade oral foi subdividido em
etilistas e não etilistas, tabagistas e não tabagistas, de forma a avaliar o efeito
do polimorfismo, os hábitose o desenvolvimento de câncer de cavidade oral. As
frequências genotípicas nos grupos de etilistas, não etilistas, tabagistas e não
tabagistas podem ser observadas na tabela 10.
Tabela 10 - Frequência genotípica dos polimorfismos da variante ADH1B R48H da enzima álcool desidrogenase em pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral e de controles saudáveis provenientes da população de Goiânia e os hábitos de etilismo e tabagismo.
Variável Genótipo GG Genótipos GA e AA p
Casos n % n %
Etilistas 42 84% 6 66,67% 0,2190
Não Etilistas 8 16% 3 33,33%
Tabagistas 45 95,74% 6 66,67% 0,0051
5.4. ESTIMATIVAS DE SOBREVIDA PARA OS DIFERENTES GENÓTIPOS
E CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS E
CLINICOPATOLÓGICAS DE PORTADORES DE CEC DE CAVIDADE ORAL, EM GOIÂNIA.
Variáveis clínicas e sociodemográficas potencialmente associadas à
sobrevida, em 5 anos, de pacientes com tumor de cavidade oral foram
analisadas, incluindo sexo, idade ao diagnóstico, estadiamento clínico TNM,
grau tumoral e hábitos de tabagismo e etilismo. Para tanto, foram geradas
curvas de sobrevida atuarial, pelo método de Kaplan-Meier.
A estimativa de sobrevida observada para o grupo estudado foi de
49,9% para um período de cinco anos (Figura 12), sendo de 46,7% para o sexo
masculino e 66,6% para o sexo feminino (p=0,43) (Figura 13). Os resultados
também demonstraram que os CEC de cavidade oral são mais comuns entre
os homens, numa razão aproximada de 3:1.
Figura 12 – Sobrevida global de pacientes diagnosticados com carcinoma de células
Figura 13 – Sobrevida global, por sexo, de pacientes diagnosticados com carcinoma de células
escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2005 e 2006.
Para o câncer de cavidade oral, a faixa etária mais acometida foi a partir da 6ª década de vida, sendo mais comum em indivíduos tabagistas e etilistas. Quando os pacientes foram distribuídos em dois grupos, etilistas e não etilistas (Figura 14), foi observada uma sobrevida de 63,6% para os não etilistas frente a 46,9% para os etilistas (p=0,73).
Figura 14 – Sobrevida global de pacientes diagnosticados com carcinoma de células
escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2005 e 2006, que apresentavam hábito de etilismo.
A sobrevida entre os pacientes que fazem o uso do tabaco (Figura 15) se mostrou inferior (47,2%) à dos indivíduos que não eram tabagistas (60%), apesar das curvas não apresentarem diferença significativa (p=0,879).
Figura 15 – Sobrevida global para pacientes diagnosticados com carcinoma de células
escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2006 a 2006, que apresentavam hábito de tabagismo.
Quanto à sobrevida relativa ao grau de diferenciação tumoral (Figura 16), foi observado que os pacientes com grau tumoral I e II, apresentam sobrevida inferior (45,7%), que aqueles com grau III e IV (67,6%), é possível que tal resultado tenha sido afetado pelo número de pacientes presente em cada classificação (p=0,186).
Figura 16 – Sobrevida global, por grau de diferenciação tumoral, de pacientes diagnosticados
com carcinoma de células escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2005 e 2006.
Foi realizada a avaliação da sobrevida dos pacientes frente ao genótipo para ADH1B (Figura 17). Observou-se que o grupo de pacientes com genótipo AA apresentou uma sobrevida pouco superior ao grupo de pacientes com genótipo GG, 51,1% e 49,2% respectivamente, para um período de seguimento de 60 meses (p=0,887).
Figura 17 – Sobrevida global para pacientes diagnosticados com carcinoma de células
escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2006 a 2006, ajustada ao genótipo.
A avaliação da sobrevida dos pacientes frente ao genótipo para ADH1B e o hábito de etilismo (Figura 18), revelou que o grupo de pacientes etilistas e com genótipo GG, apresentou sobrevida superior a 20% da sobrevida relativa apresentada pelo grupo de pacientes estilistas com genótipo GG, cerca de 50% e 30% respectivamente, para um período de seguimento de 60 meses (p=0,279). Mais uma vez, os resultados podem ter sido afetados pela distribuição genotípica apresentada pelos pacientes com câncer de cavidade oral.
Figura 18 – Sobrevida global para pacientes etilistas diagnosticados com carcinoma de células
escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2006 a 2006, ajustada ao genótipo.
Resultados semelhantes a aqueles apresentados pelos etilistas, a curva de sobrevida dos pacientes frente ao genótipo para ADH1B e o hábito de tabagismo (Figura 19) mostrou que o grupo de pacientes tabagistas com genótipo GG apresentou sobrevida superior a sobrevida relativa apresentada pelo grupo de pacientes com genótipo GG, com 51,1% e 17,8% respectivamente (p=0,099).
Figura 19 – Sobrevida global para pacientes tabagistas diagnosticados com carcinoma de
células escamosas da cavidade oral, em Goiânia, no período de 2006 a 2006, ajustada ao genótipo.