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Application : chute de capacité et comparaison avec le modèle ARZ

As variáveis analisadas se dividiram em 2 grupos, um que se refere as métricas de desenvolvimento das plantas e outro que se refere as métricas dos fatores externos, e classificadas como sendo qualitativas e quantitativas. A tabela 2 apresenta todas as variáveis analisadas para mensuração do desenvolvimento da planta, dividindo-as em grupos e classificando-as. As formas de obtenção das variáveis foram direta e indireta, feitas através de cálculos e/ou correlações matemáticas.

Tabela 2: Variáveis avaliadas no sistema para o desenvolvimento das plantas

VARIÁVEL CLASSIFICAÇÃO FORMA DE OBTENÇÃO

QUANTIDADE DE FOLHAS QUANTITATIVA DIRETA

ALTURA DE CADA FOLHA QUANTITATIVA DIRETA

LARGURA MÁXIMA DE CADA FOLHA QUANTITATIVA DIRETA

ÁREA FOLIAR DE CADA FOLHA QUANTITATIVA INDIRETA

ÁREA FOLIAR TOTAL QUANTITATIVA INDIRETA

TAXA DE CRESCIMENTO FOLIAR QUANTITATIVA INDIRETA

ESTIMATIVA DE MASSA SECA QUANTITATIVA INDIRETA

ESTIMATIVA DE ABSORÇÃO DE

NITROGÊNIO QUANTITATIVA INDIRETA

VARIÁVEL CLASSIFICAÇÃO FORMA DE OBTENÇÃO

ESTIMATIVA DE ABSORÇÃO DE POTÁSSIO QUANTITATIVA INDIRETA

MANCHAS NAS FOLHAS QUALITATIVO DIRETA

MURCHAMENTO QUALITATIVO DIRETA

MORTANDADE QUALITATIVO DIRETA

A quantidade de folhas foi obtida através da simples contagem de folhas aparentes externamente. Este tipo de contagem implica em um erro sistemático, no qual a folha já pode existir e estar em crescimento, mas não ser contada. Este erro experimental ocorrerá principalmente quando uma nova folha crescer entre folhas antigas, já que o desenvolvimento de novas folhas da Typha se dá no centro do ramo. Foi adotada tal técnica, pois mesmo a folha já existindo, as suas atividades fotossintéticas somente iniciarão quando houver a incidência de luz sobre a mesma, ou seja, quando estiver visível externamente. Outra vantagem de tal técnica para aferição é que não há danos físicos para a contagem de folhas, o que ocorreria se a contagem objetivasse folhas ainda não visíveis.

A altura de cada folha foi mensurada com fita métrica com graduação em milímetro, na qual foi aferido o comprimento, desde o ponto de poda até a crista da folha. Uma interferência possível neste tipo de medição seria a curvatura da folha ser diferente da curvatura da fita métrica. Este fato foi minimizado através da junção da fita com a folha, prensando-as levemente com os dedos, em intervalos aproximados de 15 centímetros, tomando cuidado para não haver deslizamentos entre a fita e a folha. Tomou- se cuidado também, em relação a possíveis danos às folhas, principalmente em relação a quebras próximas a base durante as aferições. Esta mesma atenção foi tomada em relação às plantas vizinhas, de forma a impactar o mínimo possível o ambiente externo. Um exemplo foi deixar as folhas da mesma forma que estavam antes da aferição, pois uma folha estruturada em outra planta naturalmente se fosse deixada solta, poderia na outra semana estar quebrada, ou seca.

A largura máxima de cada folha, foi medida a aproximadamente 5 cm acima do aparecimento da folha com fita métrica. Este método de coleta de dado não capta a medida da maior largura da folha, a qual ocorre na base, mas é uma medida muito próxima, na qual visivelmente não apresentou erros maiores que 1 milímetro, já que a folha

da taboa apresenta estreitamento da folha apenas na proximidade da crista. A medida na base implicaria na remoção das folhas, causando assim o término do experimento.

O perímetro (Pe) da base foi obtido através de uma fita métrica com graduação de 1 milímetro. Esta medida foi obtida, ao invés do diâmetro (D) da base, devido a facilidade local de obtenção, como a base se aproxima muito de uma seção circular, o diâmetro médio pode ser obtido através da seguinte expressão:

=𝑃𝑒𝜋 (I)

A área foliar (Af) de cada folha foi obtida através de correlação descrita por Bianco et al. (2003) que, através de observações e apurações estatísticas de 200 limbos foliares de T. latifólia, chegou a um equacionamento para área foliar da planta, em função da largura máxima da folha (L) e do comprimento (C) desta, que pode ser descrito abaixo:

= , ∙ ∙ (II)

Já área foliar total (Aft), foi obtida através do somatório das “n” áreas foliares de cada folha da planta, conforme segue:

= ∑ (III)

A taxa de crescimento foliar (TCf) foi obtida através do cálculo da derivada da função da área foliar total em função do tempo. Ou seja:

= 𝐴 (IV)

Para estimar a massa seca das folhas utilizou-se o método indireto, pois o método direto implicaria na remoção das folhas. Partindo deste princípio coletou-se 14 folhas de 4 plantas Typha de diferentes tamanhos. Elaborou-se uma curva de correlação entre medidas obtidas diretamente, largura máxima e comprimento da folha, com a pesagem de sua massa seca. Com isto foi possível correlacionar a área foliar com a estimativa de absorção de nitrogênio, fósforo, potássio, sódio e incorporação de carbono fixo descritos por Brasil e Matos (2008) e Martins et. al. (2012).

A verificação das variáveis qualitativas de surgimento de manchas, murchamento e mortandade, foram feitas visualmente durante as visitas semanais ao campo experimental, e quando ocorridas foram relatadas e fotografadas. As variáveis qualitativas têm por finalidade explicar ocorrências na variação dos dados quantitativos avaliados, juntamente com as variáveis ligadas a fatores externos. Estas por sua vez, estão expressas na tabela 3 juntamente com suas respectivas classificações e formas de obtenção.

Tabela 3: Variáveis avaliadas no sistema para fatores externos.

VARIÁVEL CLASSIFICAÇÃO FORMA DE OBTENÇÃO

TEMPERATURA QUANTITATIVA DIRETA

UMIDADE RELATIVA DO AR QUANTITATIVA DIRETA

EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE

REFERÊNCIA QUANTITATIVA INDIRETA

EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA

CULTURA QUANTITATIVA INDIRETA

VENTO QUANTITATIVA DIRETA

DIREÇÃO QUANTITATIVA DIRETA

RAJADA DE VENTO QUANTITATIVA DIRETA

RADIAÇÃO QUANTITATIVA DIRETA

CHUVA QUANTITATIVA DIRETA

FATORES EXTERNOS DIVERSOS QUALITATIVA DIRETA

Todos os dados meteorológicos foram obtidos por estação meteorológica de observação de superfície, do tipo automática, localizada a aproximadamente 2 km do campo experimento, dentro do Instituto de Pesquisas Meteorológicas – IPMET (UNESP), e disponíveis no site do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET.

Os dados disponíveis pelo INMET para temperatura, conforme nota técnica 001/2011 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, são obtidos através de amostragens realizadas em um intervalo de 5 segundos, na qual se apura o valor máximo (Tmáx) e mínimo (Tmín) dentro do espaço amostral de 1 hora. Já para o valor da temperatura instantânea, utiliza-se a média de 12 amostras em hora redonda completada. Os valores utilizados para compilação não puderam ser os valores médios de temperatura em

uma hora, pois em relatório disponibilizado pelo INMET, apresenta apenas valores máximos, mínimos e instantâneos. Sendo assim trabalhou com o ponto médio da série (Tpm), pois no intervalo trabalhado não existe grandes variações entre a média e o ponto médio. O cálculo foi feito com base na seguinte equação:

= á𝑥+ í (V)

A umidade relativa do ar (UR) e a pressão atmosférica (Pr), ainda segundo a norma técnica 001/2011, segue as mesmas premissas da temperatura, sendo assim a compilação dos dados foi feita a partir das seguintes formulações.

= 𝑅 á𝑥+ 𝑅 í (VI)

= 𝑃 á𝑥+𝑃 í (VII)

A radiação solar apresentada em relatório do INMET é a média de 12 amostras coletas durante 1 minuto em horas redondas transformadas como sendo a energia total aplicada em uma área unitária durante uma hora.

Os valores eólicos, segundo o INMET, são aferidos por medidas digitais nas quais são coletados dados a cada segundo apresentando valores médios horários. A velocidade média do vento é uma informação fornecida, onde existe ainda a indicação da direção predominante do vento naquela hora, especificados como sendo 0°/360°, para ventos que vêm do norte e seguem para o sul; 90° para ventos que vêm do leste e vão para o oeste; 180° para ventos que vêm do sul e vão para o norte e 270° para ventos que vêm do oeste e vão para o leste. Por último, há a especificação da maior velocidade do vento naquele intervalo de hora, denominada de rajada.

Os valores de chuva fornecido pelo banco de dados do INMET, refere-se à precipitação acumulada em uma hora na estação meteorológica, e é expressa em

lâmina d’água precipitada.

A evapotranspiração foi calculada a partir do Método de Penman- Monteith-FAO, o qual segundo Lee et al. (2004), é uma metodologia de estimativa adequada quando se tem dados meteorológicos próximos ao local, pois baseia-se em todos os

parâmetros climatológicos que influenciam na evapotranspiração. A equação VIII expressa o cálculo utilizado para o valor de evapotranspiração de referência, a qual é dada por:

= , ∙ ∙ 𝑅 − + ∙+ ∙ + , ∙𝑣900∙𝑣∙ 𝑒 −𝑒 (VIII)

Onde:

ETo: Evapotranspiração de referência [mm]

s: Declividade da curva de pressão de vapor [kPa.°C-1]

= + ∙𝑒, (IX)

Rn: Radiação Líquida disponível à superfície [MJ.m-2.dia-1]

= + (X)

BOC: Balanço de ondas curtas [MJ.m-2.dia-1]

= ∙ − 𝛼 (XI)

α: Coeficiente de Reflexão [adimensional]

Rg: Irradiância Solar Global [MJ.m-2.dia-1]

= ∙ , + , ∙𝑁 (XII)

Qo: Irradiância solar no topo da atmosfera [MJ.m-2.dia-1]

Qg: Irradiância solar na superfície [MJ.m-2.dia-1]

n: Insolação[horas], calculada a partir dos dados de Qg / Qo

N: Fotoperíodo [horas]

BOL: Balanço de ondas longas [MJ.m-2.dia-1]

= − ( , ∙ − ∙ 𝑎 ∙ ( , − , √ ) ∙ , + , ∙

Tar: Temperatura do ar [K]

e: Pressão atual de vapor na atmosfera [kPa]

= 𝑅∙𝑒 (XIV)

: Pressão de Saturação à temperatura de bulbo seco [kPa]

= , ∙ 𝑇 + 7,𝑇 ∙7,5 > ℃ (XV)

UR: Umidade Relativa do Ar [%]

G: Densidade de fluxo de calor para o solo [MJ.m-2.dia-1]

γ: Constante psicométrica

Tb: Temperatura do bulbo seco [K]

v: velocidade do vento [m.s-1]

𝑎: Pressão real ou atual de vapor d’água [kPa]

A variável qualitativa denominada fatores externos diversos, refere- se a observações realizadas em campo em relação a presença de pragas, animais, vandalismo, pisoteio e manutenção. Estes registros foram feitos em forma de relatório escrito e fotográfico.

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