capacit´ e d’action
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Tendo em conta que o ponto de partida deste relatório é baseado na nossa experiência profissional, passaremos a fazer uma breve descrição do que foi a nossa experiência enquanto formanda.
O Estágio Pedagógico decorreu na Escola Secundária de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo. É com grande gáudio e orgulho que afirmamos que foi uma experiência francamente positiva, sentimento que nutrimos ao longo desse ano de estágio.
Tivemos a excelente oportunidade de ter, sobretudo a Português, uma orientadora científica e pedagogicamente competentíssima. Pautando a sua profissão pelo princípio do empenho, trabalho, cumplicidade, orientação, diálogo, motivação e exigência, com a Drª Margarida Laranjeira tivemos a oportunidade de aprender a aprender, aprender a ensinar e aprender a refletir sobre as nossas práticas pedagógicas; aprender estratégias pedagógicas que ainda hoje pomos em prática, sem sentir que possam estar desatualizadas.
Assistimos a todas as aulas de todas as turmas dos nossos orientadores ( Português e Latim), não só porque os orientadores consideravam que assim devia ser, mas também porque sentíamos que valia, deveras, a pena. Por mais que não queiramos, aprendemos observando. Sem dúvida que em todas as aulas tivemos oportunidade de aprender muito; ganhámos um ritmo de trabalho que consideramos extraordinário e que continuamos a fomentar. Apraz registar que a cumplicidade era, efetivamente, tão grande, que intervínhamos ao longo das aulas da nossa orientadora, caso fosse oportuno, e tal se verificava por parte da mesma durante as ditas aulas assistidas, o que, garantidamente, nunca constituiu um constrangimento, pois a Drª Margarida fazia-o de uma forma entusiástica, com espontaneidade, numa perspetiva construtiva, quer para nós, quer para os alunos, jamais para nos perturbar nem criar constrangimentos. E isso era não só percebido por nós, como também pelos alunos. Registe-se, porém, que apesar desse à vontade, amizade, cumplicidade e harmonia, a nossa orientadora questionou-nos, desde o início, sobre a hipótese destas suas intervenções nos criarem insegurança e nervosismo. De facto tal nunca aconteceu, pois havia uma cumplicidade e harmonia inquestionáveis. Regista-se desde já que nesta situação de líder e liderado a cumplicidade foi uma mais valia para o sucesso e enriquecimento mútuos.
Além disso, acrescentando às aulas assistidas pelos orientadores, Supervisores ( as aulas ditas calendarizadas) , não raras vezes também estava presente o Coordenador de Estágio, sem que fôssemos atempadamente informados, o que se deveu ao seu objetivo de se certificar sobre a classificação que a orientadora e Supervisor sugeriam ao longo das diversas reuniões. É óbvio que esta panóplia de circunstâncias nos conferiu competências e nos proporcionou um à vontade muito considerável face a qualquer situação em que nos tenhamos de expor oralmente perante um público e, logicamente, perante qualquer pessoa que possa assistir às aulas por nós dinamizadas. Também
pudemos compreender, e ir cimentando esta ideia, pela reflexão que fizemos sobre essa etapa profissional, que a partilha e o trabalho cooperativo são importantíssimos, bem como a reflexão de todas as nossas práticas, pois não chega concretizá-las, é necessário que se compreenda o que de bom nos proporcionaram, e fomentá-lo, ou o que de menos bom implicou e evitá-lo, elencando outras estratégias que possam ser mais eficientes.
Para além das aulas a que assistimos, também foram muito importante as reuniões diárias feitas com os orientadores, não só para se refletir sobre o que havia sido realizado nesse dia, mas também para organizar o trabalho e preparar aulas dos dias seguintes. Embora, lentamente, os orientadores nos fossem fomentando a autonomia, nunca deixaram de fazer um trabalho conjunto connosco, o que, indubitavelmente, foi muito enriquecedor, pois os seus conhecimentos científicos, aliados à experiência profissional, o seu saber e a sua sabedoria, foram, para nós, uma mais valia. Garantidamente, estes orientadores "criaram" professores autónomos, ainda que com a lúcida consciência da riqueza do trabalho cooperativo, e legaram-nos a ideia da importância da reflexão como geradora de evolução, mudança e sucesso. O que concluímos, então, destas reuniões diárias? Ainda que esse caráter quotidiano só seja possível em situações análogas às do nosso modelo de estágio, concluímos que é muito importante que os professores trabalhem em equipa; que reúnam em grande grupo e, com maior periodicidade, em grupos setoriais, pois este trabalho colaborativo terá grandes frutos para os docentes e, sobretudo, para os alunos, o motivo de todo o nosso empenho.
É também importante mencionar que o trabalho que os nossos orientadores desenvolveram connosco não se confinou à dinamização das aulas. Desde o início nos integraram nas mais diversas atividades da escola, nos projetos dinamizados, nomeadamente na visita de estudo a Itália, durante quinze dias, um projeto multidisciplinar. Estivemos presentes em todas as reuniões que deram corpo a esse imponente projeto; foram-nos confiadas responsabilidades, quer na planificação, quer ao longo dos quinze dias da visita. Também fizemos parte de vários clubes, nomeadamente de representação e comunicação e de leitura.
Pode ver-se que foi uma orientação bastante abrangente , eficiente e, sem dúvida, muito gratificante. À luz de muitos anos, percebemos claramente quão importante foi esta integração na dinâmica das atividades extra-aula; com efeito, deram-nos alguns requisitos para nós continuarmos a desenvolver ao longo do nosso percurso profissional. É evidente que nos fomos aprimorando, pela experiência profissional, mas essa base, esse ponto de partida foi crucial.
Com efeito, esta vivência como estagiária deu-nos uma performance , que, continuando a desenvolvê-la, repercutiu-se nos momentos em que assumimos o cargo de Orientadora de Estágio.
Depois desta resenha sobre o nosso ano de estágio, porque o consideremos o pilar para o nosso percurso profissional, detalhar-nos-emos sobre o nosso papel enquanto Orientadores.
No âmbito do protocolo estabelecido entre a escola e a UTAD e UCP, realizámos o acompanhamento, monitorização e avaliação do trabalho desenvolvido por estagiários dos cursos de
Português/Francês e Línguas e Literaturas Clássicas, respetivamente nas disciplinas de Português e Latim.
Privilegiando práticas colaborativas, reconhecemos os conhecimentos das estagiárias e, desde o primeiro encontro, percecionámos as crenças, valores e os objetivos que norteavam a sua maneira de encarar esta nova etapa das sua vida profissional. Estabelecemos, desde esse momento, em conjunto, uma metodologia de trabalho na qual a partilha esteve sempre presente.
Como professora acompanhante da prática pedagógica, foi nossa preocupação fornecer às estagiárias o conhecimento que já possuíamos dos alunos com quem trabalhávamos, suas características, estilos de aprendizagem, motivações, interesses e desempenhos, providenciando a observação de aulas, para um conhecimento em ação e não apenas um conhecimento filtrado através da observação de professora cooperante.
Após este período inicial, analisámos os programas e o manual adotado e começámos a elaborar a planificação anual. Numa etapa seguinte, partimos para a planificação por unidade didática e, posteriormente, a planificação de aula. Selecionámos os materiais, elencámos estratégias e construímos os instrumentos de avaliação. Saliente-se que foi sempre nosso cuidado apelar à criatividade das estagiárias no sentido da otimização das suas capacidades ao serviço dos alunos.
Relativamente à observação de aulas, pusemos em prática a metodologia da pré-observação, observação e pós-observação, tendo sido decidido que a professora cooperante adotaria uma atitude de observadora participante.
Realizámos a reflexão anterior à ação, na fase da planificação e seleção dos conteúdos, identificação dos objetivos, na seleção das estratégias e das atividades, na preparação dos materiais e no rigor científico e linguístico utilizado nas planificações.
Também se refletiu sobre a ação, posteriormente à dinamização das aulas, sendo que as estagiárias, primeiramente, refletiam sobre a sua prática, seguindo-se a nossa reflexão e a apresentação de sugestões para ultrapassar situações que pudessem ter sido menos eficazes.
Destes encontros, eram realizadas as respetivas atas bem como os relatórios de avaliação intermédia e relatórios finais, instrumentos reflexivos sobre a qualidade do trabalho desenvolvido.
Assim, desenvolveu-se um trabalho de colaboração e partilha, aconselhamento e reflexão conjunta, conducente ao desenvolvimento da autonomia e autoestima das estagiárias que, em abono da verdade, corresponderam às expectativas , mesmo perante desafios inovadores.
Com efeito, a sala de aula foi o ponto de partida para o desenvolvimento dos processos de supervisão, privilegiando a colaboração entre a formadora e as formandas; relevámos o mundo da relação entre formadora e formanda e entre estas e os alunos; considerámos e promovemos o desenvolvimento profissional das estagiárias, fomentando a construção do seu conhecimento; articulamos a ação com a reflexão, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento das capacidades das estagiárias para a resolução de problemas de ordem diversificadas; conseguimos
passar o nosso entusiasmo às estagiárias em relação à nobre arte de ensinar ; demos espaço e abertura à criatividade e inovação através de uma reflexão crítica construtiva , conseguindo transmitir às formandas o nosso entusiasmo sobre a docência.
Desceremos, agora, ao particular e ir-se-á refletir sobre cada momento em que exercemos este cargo de gestão intermédia.
Começaremos pelo primeiro ano em que desempenhámos o cargo de orientadora , Profissionalização em Serviço. Admitimos que não agradaram os moldes deste sistema de estágio, tanto mais que acabávamos de sair de um modelo que requereu uma entrega cabal, associada a uma coordenação e Supervisão muito constantes, colaborativas, cúmplices, reflexivas, exigentes e formativas. Sem dúvida que vínhamos de um molde de estágio com um grau de exigência considerável e fomos confrontados com um sistema onde imperava bastante facilitismo, e pouca margem nos foi permitida para coordenar como considerávamos correto , obrigando-nos a "embarcar" numa postura de forçado facilitismo, o que entrou em choque com a nossa maneira de encarar o cargo, pois ia de encontro à maneira como partimos para a profissão de docente no ano de estágio.
No que se prende com o Estágio integrado, Português, pela Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro (UTAD) e Latim, pela Universidade Católica Portuguesa, (UCP), consideramos que foi uma experiência francamente positiva , por quanto continuou a contribuir para o nosso enriquecimento.
Tivemos oportunidade de pôr em prática muito do que vimos fazer aos nossos orientadores. Assim, também as nossas estagiárias assistiam voluntariamente a todas as nossas aulas; reuníamos diariamente para fazer o ponto da situação do dia e para preparar as aulas ou atividades dos dias seguintes. Habituámos as nossas estagiárias a serem críticas em relação ao seu trabalho e ao trabalho dos seus pares, e até ao nosso. Também foi nossa preocupação acompanhá-las, encaminhá-las, apresentar-lhes sugestões, fazer-lhes tomar consciência da importância que havia em comprometerem-se com a escola, sendo elementos dinâmicos e empreendedores, não porque era o ano de estágio, mas porque é essa a postura de um bom docente; contudo, tivemos sempre em linha de conta que era crucial ajudá-las a serem autónomas, mas com a consciência de que o trabalho de grupo, em grupo - cooperativo - é uma mais valia para todos os elementos implicados na Escola. Conseguimos passar-lhes a mensagem de que a reflexão e cooperação são essenciais para todos os elementos da escola.
Dos processos desenvolvidos/implementados resultou sempre um enriquecimento pessoal e profissional que permitiu ir formando um quadro de referência, passo a passo, mais alargado no âmbito da Supervisão, tornando mais consistentes alguns juízos de valor pessoais neste domínio, o que, inevitavelmente, é crucial no desenvolvimento docente.
Acresce que este cargo nos habituou , periodicamente, a fazer uma análise não só enquanto orientadora, mas também como professora, afinal é o nosso papel de destaque na nossa carreira.
É um facto que tudo corre mais pacificamente em função das pessoas com quem trabalhamos. É um dado adquirido. Sem dúvida que trabalhámos com estagiárias de grande hombridade, honestidade e profissionalismo, quer as estagiárias da UTAD, quer as da UCP, pessoas pró-ativas, empreendedoras, abertas à aprendizagem, dotadas de espírito crítico em relação a si e aos outros. Pessoas com as quais trabalhámos numa atitude de cumplicidade; uma partilha de saberes e experiências, cônscios da responsabilidade do nosso papel como formadora de futuros professores.
Assim, o exemplo tinha que ter início na nossa pessoa. Seguindo o que fizemos enquanto estagiária, como orientadora aconselhámos as nossas formandas a assistirem a todas as nossas aulas, quanto possível. E sem lhes inibir a criatividade, auto-estima e espírito crítico, orientámo-las na preparação de todas as aulas ( assistidas e não assistidas). Só com esta postura concebemos a importância de um orientador. Tal como o vocábulo diz: orientar; direcionar; aconselhar, jamais impor. E, progressivamente, a naturalidade, a espontaneidade e a autonomia das estagiárias foi crescendo. Assim, ficamos sempre com a consciência de termos sido o que era expectável: uma orientadora e não uma controladora, uma fiscalizadora , nunca ciosa de exercer a autoridade ,avaliar e apontar o dedo, mas sim conseguir transmitir o gosto pela arte de ensinar; auxiliar a aprender a aprender; aprender a ensinar; ensinar a aprender ;e fomentar a reflexão.
Ao nível do exercício deste cargo, julgamos ter exercido dois tipos de liderança que se completam: a liderança "normativo-instrumental" ( Day, 2011), e a " liderança facilitadora" ( Day, 2011), pois as formandas demonstraram confiança umas nas outras, evidenciaram as suas competências individuais e de formação de cada uma, evidentes na partilha de ideias, materiais e conhecimentos, para um responsável desempenho do seu papel.
Fomentamos a capacidade de escuta e o respeito e valorização das opiniões dos pares, e soubemos estimular a autonomia, reconhecendo e elogiando quando tal se justificava, pois o elogio frívolo é tão negativo quanto a crítica sem fundamento.
Se por um lado nos guiámos pelo modelo normativo-instrumental de liderança, de cariz burocrático, o qual releva as normas abstratas e as estruturas formais, modelo caracterizado pela racionalidade e pela eficiência, devido à orientação unipessoal e à hierarquia da autoridade, com a observância das regras e dos procedimentos, esperando-se do formando a competência técnica para os implementar ( Day, 2001), por outro lado, consideramos que muito do nosso trabalho teve subjacente os pressupostos da liderança facilitadora ( Day 2001), visto estarmos sempre com os olhos postos no horizonte de uma liderança democrática ( Day 2001), que enfatiza e valoriza o trabalho cooperativo, em equipa, exigindo práticas cooperativas que conduzam à tomada de decisão em conjunto. Atuámos, portanto, como agentes facilitadores para orientar, ajudar nas soluções de problemas, coordenar as atividades e sugerir novas práticas, com vista à satisfação de todos os intervenientes no processo.
Coloca-se, também, na nossa ótica, a questão: O que poderá o orientador aprender com um estagiário? Numa atitude nihilista e omnipotente, a resposta é: pouco, ou nada. Com efeito, não
concordamos. Não concebemos o processo de orientação nessa perspetiva e passamos a apresentar o nosso ponto de vista. Talvez começando pelo fim, consideramos que se pode aprender bastante. Iniciando a nossa fundamentação por um argumento básico, temos sempre algo a aprender com os que nos rodeiam; acresce que mentalidades diferentes contribuem para uma visão mais lata, especificamente em relação a compreender os alunos. O facto de as idades dos estagiários serem mais próximas, numa perspetiva etária, das dos discentes , facilita essa vertente. Podem, portanto, contribuir para entendermos melhor algumas atitudes dos discentes, o seu modo de pensar e de estar no mundo; os seus interesses, objetivos, ânsias, receios. Como temos vindo a defender, o trabalho cooperativo é sempre enriquecedor, o mesmo acontecendo neste caso específico É ,também, uma das formas de nos levar a uma constante atualização e reflexão sobre o nosso papel e em relação ao modo como o colocamos em prática. Não podemos deixar de referir que, para além da formação de caráter obrigatório que, periodicamente, fazemos, investimos muito, a título individual, na nossa formação e informação, quer em ações de formação, quer pelas leituras que fazemos, sobretudo sobre assuntos relacionados com a adolescência , e Fernando Savater( 1997) tem sido uma excelente referência, e sobre Supervisão, uma prática de reflexão de formação enquanto docente.
A formação contínua de professores constitui um contexto de constante troca de experiências, opiniões, saberes. Para além de formanda de ações que abrangeram uma vasta galeria de temas, tivemos a oportunidade de orientar duas ações de formação, cujos resultados configuraram um balanço francamente positivo, contribuindo para alargar os nossos horizontes face à Supervisão.
Com efeito, encaramos a formação como um ato perene, recíproco ( formador/ formando) , e enquanto orientadora sentimo-lo claramente. Posicionamo-nos sempre num ponto de partida , na senda de " ferramentas" que nos possam enriquecer, como pessoas e como docentes.
Em suma, assumimo-nos como alguém que opera no sentido da concretização de uma Supervisão já não entendida como uma ação inspetiva, reguladora e certificadora, mas, sobretudo, numa perspetiva potenciadora do desenvolvimento profissional dos professores com quem interagimos, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino e das aprendizagens, em última análise, contribuindo para o sucesso escolar dos alunos, promovendo processos conducentes não só a resultados positivos, mas também ao desenvolvimento da escola enquanto organização.
IV | Conclusão
Cabe agora, quase no fim da caminhada, tal como uma viagem, limitada no tempo, mas em que o caminho é feito de bifurcações, de outros caminhos que não podem ser trilhados, fazer um balanço da mesma, uma apreciação do percurso e das conclusões a que chegámos. Conseguimos, com teimosia e persistência; tropeçámos, às vezes, mas não chegámos a cair, o que muito nos apraz.
Apesar de estarmos neste ponto do nosso trabalho, não significa que o caminho se fechou; queremos continuar a refletir, a avançar, a inovar, a partilhar, a progredir. É mais um ponto de partida para a caminhada que constituirá o nosso futuro profissional. Mas também temos a noção de que fica para outros a possibilidade de encaminharem pelo mesmo e traçarem percursos novos e de chegarem a outras conclusões, certamente uma mais valia para todos.
O pressuposto que norteou o nosso trabalho era o de que a força da liderança não se pode fundar, exclusivamente, em decretos. Enquanto realidade complexa, as variáveis que determinam se uma liderança é forte e boa são, parece-nos, no domínio práxico mais do que teorético, já que um tipo de liderança pode ser forte e bom num contexto e num determinado momento, e não ser num outro
contexto ou no mesmo, mas em momentos distintos. Foi nesta linha que várias conceções de líder e liderança foram mobilizadas ao longo do nosso trabalho.
Alinhando o nosso projeto com uma base teórica onde mobilizámos, de forma fundamentada, duas ideias- chave ( Direção de Turma e Supervisão), somos em crer, a esta data, que o plano que traçámos foi conseguido na medida em que, pensamos nós, de forma mais ou menos explícita, todas as ideias e questões foram objeto de análise.
Retomaremos, agora, a frase da autoria da Professora Doutora Carla Rêgo11 que serviu de
ponto de partida para a nossa reflexão: " Na vida, cada opção que com consciência é tomada, torna- se um dever sagrado. Pouco importa, pois, o sacrifício exigido.
Na vitória, na meta atingida reside a satisfação plena de um indivíduo que, esforçadamente, enriqueceu, realizando-se."
Neste momento, concluímos que a frase anteriormente citada espelha o caminho por nós trilhado na consecução deste trabalho.
Efetivamente, quando nos propusemos realizar este relatório estávamos cônscios de que assumíamos um dever público, que teria que ser realizado com todo o profissionalismo, empenho e gosto, sem ignorarmos que exigiria sacrifício. Mas também tínhamos consciência de que nada que valha a pena se alcança sem esforço. Por isso, foi essa a postura que abraçámos e que nos norteou ao longo desta caminhada. Somos da opinião que temos que ter uma estratégia para tudo. O imprevisto e natural emanam do agir.
Sentimos, agora, o sabor da vitória pela satisfação que vivenciamos, não só pelo nosso produto final, mas, sobretudo, pelo processo. Pesquisámos, lemos, partilhámos ideias, refletimos e, sem dúvida, enriquecemos, como profissionais e como pessoas. Sentimo-nos, portanto, realizados, com a noção do dever cumprido e com a satisfação face ao modo como o realizámos, e por todos os saberes, sabedorias e reflexões que nos facultou. Fica, também, a vontade de avançar para outros patamares a nível de formação, o que nos parece excelente, pois reforça os horizontes que este