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8. Les variables dépendantes : performances individuelles, engagement dans la formation et « qualité » des productions collectives dans la formation et « qualité » des productions collectives

8.1 Analyse des performances individuelles

Ainda na primeira parte da entrevista, os professores foram questionados sobre a utilização e função do manual na preparação das aulas e sobre o incentivo que eventualmente promoveriam junto dos alunos quanto ao uso do manual escolar (5.ª e 6.ª questões). Já no final da conversa (15.ª questão) e em síntese voltava-se a indagar sobre a (in) dispensabilidade do manual na aula e em casa pelos alunos.

Alguns professores, logo no início, ao caracterizarem o manual, de forma espontânea falaram da importância deste recurso. Outros, ao serem questionados, evidenciaram a mesma ideia – o manual escolar constitui um excelente apoio quer na preparação das aulas, quer na sala de aula enquanto material fundamental e /ou repositório de fontes, que de forma organizada e estruturada, constituem a base do trabalho que os alunos devem desenvolver para a aprendizagem das matérias e na aquisição de competências previstas no currículo da disciplina de História.38

38 Morgado (2004:48) refere que numa entrevista sobre manuais escolares Michael Apple afirmou que “os manuais escolares continuam a ser

Destacamos alguns exemplos das ideias que os professores apresentaram e que poderão, também, ajudar a compreender a utilização do mesmo na sala de aula e a frequência de utilização das fontes do manual.

A1Z (EBI):

Manual – transporta material de apoio importante para o trabalho na sala de aula: Manual facilita tarefa de selecção de documentos ao professor;

Facilita aprendizagem dos alunos;

Facilita à escola porque reduz a necessidade de fotocópias; Estrutura as aprendizagens dos alunos;

Possibilita ao aluno o acesso a documentos (fontes escritas e iconográficas) imprescindíveis;

A2L (EB2,3):

Manual – por vezes é a única fonte que o aluno tem de chegar ao conhecimento: Manual é de adopção obrigatória, por isso os alunos devem usá-lo;

Investimento material que tem de ser usado;

As fontes do manual são as fontes a que os alunos têm acesso; Manual comprova aquilo que o professor ensina na sala de aula;

Importante para os alunos terem os conhecimentos e para utilizarem as fontes;

A3B (EB2,3):

Manual “a Bíblia” é o guia a partir do qual o professor ajuda os alunos a construir os conhecimentos: Manual é o que os alunos têm em casa para estudar;

Não podemos ensinar História sem o manual porque é o que eles (alunos) têm; Necessário para estruturar o trabalho do aluno;

A4Z (EBI):

O manual, o seu uso é obrigatório;

Sem manual, ou então se cada um levasse para a aula um suporte diferente, também não teria cabimento; e então, aí seria muito mais difícil de explorar a matéria;

O manual tem essa vantagem. Claro que eu acho que o manual é fundamental.

A5F (ES/3):

O manual é importante para o aluno nas aulas, ou então temos de acrescentar (matéria) o que seria impossível fazer para todos os outros conteúdos uma vez que não temos tempo;

O que seria impossível eu fazer para todos os outros conteúdos uma vez que não temos tempo.

A6A (EB2,3):

Este, eu não o considero indispensável. Porque eu dou apontamentos e eles podem seguir praticamente tudo

.

A7Q (EB2,3):

O manual é importante para os alunos e porque eles não têm, muitas vezes, outros recursos ao seu dispor; Eu selecciono o que me interessa do manual e/ou de outros manuais;

É importante. Estes alunos têm problemas económicos. Não se pode colocar tudo no caderno.

A8E (EB2,3):

T1J (EB2,3):

Não me parece correcto; os alunos estarem a comprar o livro e não o utilizar;

O manual, é sempre um ponto de apoio para os alunos, e muitas vezes é, é onde eles se agarram mais; Penso que devem existir manuais, sim. Mas não nesta linha. Acho que os manuais não cativam, tem de haver uma reformulação dos manuais;

T2B (EB2,3):

Eu uso, em todas as aulas uso o manual. Aliás a primeira coisa que faço é mandar abrir o manual. Até para …há sempre uma coisa ou outra que eu quero chamar a atenção e o manual para mim nesse aspecto é muito útil; Ler o manual é útil, (…) apesar de na aula eu não ler o manual, o aluno deve-o fazer em casa e que eu recomendo para eles fazerem;

E eu não sou muito favorável à história das fotocópias…é uma coisa que se perde, eles teriam de ser muito organizados para que aquele material lhes fosse útil. E assim, o manual tem essa virtude de … se for razoável permite-lhes ter já muita, muita informação, útil e sistematizada.

T3N (ES/3):

Eu pessoalmente, penso que os alunos não precisavam do manual. Eu dou apontamentos em tudo. Os alunos só precisam do manual para ver as imagens e ler os documentos.

Por exemplo para fazer testes, no meu caso, o aluno não precisa de abrir o manual. Para isso bastam os apontamentos que eu dou. É certo que os meus apontamentos se baseiam no manual

Imprescindível! Na aula, não é? Agora…para estudarem em casa se é imprescindível ou não, não sei. Eu dou apontamentos. Não, porque ache que o livro não os tem, mas porque acho que os alunos precisam de escrever

.

T4E (ES, 3):

Obrigatório.

Não podemos ficar com ideia de que o professor por si só resolve tudo; Eles têm o livro e no livro está aquilo que é importante;

T5S (EB2,3):

É o único material que os alunos têm; a realidade que eles têm, quer social, quer económica, não lhes permite (à maioria) ir buscar outros recursos, nem a própria biblioteca da escola com os computadores que vai tendo lhes permite isso.

T6A (EB2,3):

Não podemos esquecer que se já se gasta dinheiro no manual, também não sou muito apologista de estar a pedir dinheiro aos alunos para tirarem fotocópias

Sim, é a base que eles têm, não é? Nós em casa temos vários manuais e se calhar outros documentos e os alunos não têm nada. Têm o caderno e têm o manual para visualizarem as imagens.

T7P (ES/3):

O uso do manual é pertinente, sim.

Para os alunos é mais prático ter um livro estruturado, encadernado, onde tem os conteúdos que necessitaria saber, onde tem um caderno de actividades que pode trabalhar. Portanto, eu acho que a utilização do manual é importante.

A partir do manual, podermos seleccionar uma outra fonte é uma coisa; outra coisa é seleccionar todos os dias fontes para o trabalho da aula.

T8M (EB2,3):

O manual é indispensável (…) há muitos alunos que eu acho que nem têm hipótese de outra coisa. Não têm em casa pais com possibilidade de ter uma biblioteca, computador; (…) ainda temos essa realidade.

É o instrumento deles de trabalho; e muitas vezes não temos tempo na aula e eu mando muitas vezes determinadas tarefas para casa. E depois no seguinte corrijo. E vejo se eles foram capazes ou não através dos documentos que eu pedi para interpretarem.

Em síntese, todos os professores entrevistados foram unânimes em considerar o uso do manual (quase) obrigatório.

Salientamos alguns atributos utilizados pelos professores para qualificar o manual: “a bíblia”, “única fonte” de conhecimentos, “o guia”, “obrigatório”, “fundamental”, “útil”, “único material” acessível aos alunos, “pertinente” o seu uso, “repositório de fontes”, “imprescindível”, “indispensável”, “integrador de conhecimentos”, “regulador de práticas” e “o instrumento” de trabalho dos alunos.

Consideram-no importante para a aquisição e compreensão de conhecimentos os professores, A1Z, A2L, A3B. Outros referem que o manual é o guia do aluno e o condutor e estruturador das suas aprendizagens (A1Z, A3B, T7P, T8M).

Também é um bom auxiliar para os professores, na medida em que é útil na gestão do tempo e do programa. O manual sistematiza e transporta os materiais e propõe as actividades necessárias à preparação e às actividades das aulas. Seria necessário a escola dispor de fotocópias e/ou de outro material de apoio o que dificultaria o desenvolvimento de um trabalho estruturado e sistemático como acima exemplificamos (Cf. exemplos de A1Z, A2L, A4Z, A5F, A8E, T2B, T7P).

Apenas dois professores (A6A e T3N) referem que nem sempre utilizam o manual na sala de aula, considerando-o desnecessário na medida em que dão apontamentos aos alunos. Uma outra professora refere que em casa poderá será útil para os alunos estudarem a matéria, embora dite apontamentos na aula porque “acha que eles devem escrever”.

As imagens do manual, também, são pertinentes, segundo a opinião de alguns professores, mesmo no caso da professora Noémia (T3N) que “pensa que os alunos não precisavam do manual, pois dá apontamentos”. Além de serem coloridas, os alunos podem observá-las e em casa podem recordar o trabalho de análise e interpretação realizado nas aulas (T3N, T6A).

Josefa (T1J) que apresenta uma postura crítica em relação ao manual diz que devem existir manuais, mas não nesta linha, por achar que os manuais não cativam e deveria haver uma reformulação dos manuais. Mesmo assim, considera o argumento da compra como suficiente para a sua utilização.

Este investimento material realizado, não pode ser, segundo alguns professores, por eles relegado. Se os alunos compram ou são obrigados a comprar o manual, e as dificuldades

económicas da família não lhes permite ter outros livros e/ou materiais de consulta, se a biblioteca da escola nem sempre está acessível e/ou dispões de livros sendo incomportável possibilitar fotocópias as alunos, o uso do manual é fundamental por parte deles e dos professores que devem ter isso em conta (A1Z, A7Q, T1J,T2B, T5S, T6A, T8M).

A este argumento relacionado com a questão do investimento material na compra do manual pelos alunos/pais e as características sócio -económicas (e mesmo culturais) das suas famílias ou até as carências de recursos da (s) escola (s) acresce outro aspecto importante. A referência ao manual enquanto comprovativo inequívoco do que o professor ensina, certificando perante o aluno e a família que o que o professor ensina está certo (de acordo com o manual) (A2L).

A relevância do manual assume pois, um lugar indiscutível ao atribuírem-lhe funções inequívocas de transmissão e aquisição de conhecimentos, repositório de conteúdos e de fontes, promotor de actividades cujos destinatários preferenciais são os alunos. 39

Acresce, a obrigatoriedade da sua adopção e compra, instituída por disposição legal do Ministério da Educação40, criando uma espécie de consciência colectiva do destaque indiscutível que tal instrumento merece.

4.4. A utilização de fontes do manual a partir de uma situação concreta de aula.

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