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5. Techniques et démarches d’analyse adoptées dans la recherche 1 Analyse de contenu catégorielle des interventions des tuteurs (AC) 1 Analyse de contenu catégorielle des interventions des tuteurs (AC)

5.4 Analyse des modèles d’intervention propres à chacun des tuteurs (modèles idiosyncrasiques)

5.5.2 Analyse des interactions (activité de débat)

A construção da primeira entrevista “fechada” ou “estruturada” foi inspirada no instrumento (questionário – I parte) utilizado por Magalhães no seu estudo “

Concepções de

História e de Ensino da História

”.

Solicitamos informação sobre a idade, sexo, tipologia da escola onde exercia funções as habilitações académicas e profissionais, situação profissional, tempo de serviço, níveis de escolaridade e número de turmas atribuídas no ano lectivo 2005/06, cargos atribuídos, manual adoptado e autorização de gravação da entrevista sobre a utilização das fontes do manual de História.

Todos os dados foram assinalados pelo entrevistador, numa “ficha técnica” previamente preparada para o efeito. Este momento serviu também para estabelecer uma relação de empatia com o entrevistado, identificar as suas características, enunciar a natureza e os fins do estudo e garantir-lhe a confidencialidade.

Sousa (2005:34-35) descreve dez princípios publicados pela “

American Psychological

Association

” em 1981 em que se consideram, entre outros, a responsabilidade por parte do investigador em avaliar a sua aceitabilidade ética por parte do investigador salvaguardando os direitos humanos dos participantes; deve ainda, assegurar a ética dos procedimentos da sua investigação, estabelecer com todos os participantes, antes do início da investigação, um protocolo de cooperação que pode ser verbal ou escrito, clarificando entre outros aspectos o acordo da confidencialidade dos dados, explicando os objectivos da investigação, fazendo sentir

aos participantes a importância da sua colaboração para o desenvolvimento de conhecimentos e consequente progresso na educação. Deve deixar claro os procedimentos a desenvolver e os instrumentos a utilizar, acordando a data e a hora de disponibilidade dos mesmos para participar no estudo.

A segunda entrevista semi-estruturada18, foi construída a partir de notas registadas por nós no estudo exploratório, da revisão bibliográfica no âmbito da metodologia e sobre manuais escolares e inspirada quer no instrumento utilizado por Magalhães (2002), acima referido, quer no instrumento utilizado por Cabrita “

Utilização do manual escolar pelo professor de

Matemática

” publicado por Vieira (1999:149-160).

Desta entrevista constam duas partes: a primeira incide sobre dados relativos ao manual adoptado e utilizado pelo professor; a segunda sobre a utilização do manual a partir de uma situação concreta de aula propondo-se o tema do Renascimento e a observação dos materiais propostos no manual utilizado na escola/aula pelo entrevistado, nas páginas correspondentes (Manual A – páginas 34-39 e/ou Manual T – páginas 56-63).

Na primeira parte da entrevista, o guião apresenta seis questões (1 a 6): sobre o ano de adopção do manual (pretendia-se iniciar a conversa, de forma descontraída e amena de modo a construir-se uma relação de confiança)19 na escola onde o professor exercia funções, a sua participação na escolha do manual e indagar sobre a importância atribuída à utilização do manual na preparação das aulas pelo professor e/ ou na sala de aula e em casa pelos alunos.

De forma intencional tentou-se indagar sobre a forma de recepção do manual (análise genérica realizada pelo professor pronunciando-se sobre as qualidades e defeitos identificados na utilização quotidiana realizada pelos professores e alunos) e a importância atribuída à sua utilização enquanto “recurso pedagógico” para a leccionação dos conteúdos programáticos da disciplina de História.

A indicação da participação do professor na escolha do manual com que trabalha poderia, também, ser importante para tentarmos perceber os recursos e/ou fontes que selecciona para trabalhar na sala de aula.

18 Cf. Anexo II B, pp. 239-240.

19 Cf. Bogdan & Biklen (1999:135) “ A maior parte das entrevistas começam por uma conversa banal (…) em situações em que não se conhece

o sujeito terá provavelmente de quebrar o gelo inicial”. Sousa (2005:252-253) refere que “alguns entrevistadores dividem a entrevista em três partes: uma parte inicial, demorando de 10 a 15 minutos, em que o tema é abordado nas suas generalidades, utilizando a terminologia comum da população inquirida. As perguntas são genéricas procurando essencialmente despertar o interesse do entrevistado e suscitando respostas breves. O corpo central da entrevista, em que se questiona o entrevistado de modo mais incisivo, ajudando-o a classificar as suas ideias e a ir mais fundo nas respostas. As técnicas “do espelho”, das “expressões curtas” ou dos “silêncios” são por vezes empregues na altura. A terceira

A segunda parte, constituída por onze questões (7- 17), incidiu sobre o tema a que aludimos, pedindo-se ao professor que tendo em conta a planificação realizada e os materiais propostos no manual nos descrevesse uma situação de aula. Foi dada alguma liberdade ao professor para falar da (s) aula (s), sendo necessário, depois introduzir algumas questões, conforme o guião apresenta ou outras, tentando-se perceber quais os documentos seleccionados para trabalhar com os alunos, quais considerou mais importantes e/ou rejeitou e a forma como se desenvolveu o trabalho na aula.

No capítulo seguinte (análise dos dados) serão transcritas partes da entrevista com exemplos de algumas questões.

Em momentos de hesitação foi necessário estimular, por vezes, pedindo que esclarecesse melhor, deixando algum tempo para pensar, utilizando a técnica “

dos silêncios

” e/ou utilizando a técnica das “

expressões curtas

”, como “

hum - hum

”, “

sim

”, e demonstrando interesse pelo que estava a ouvir. Também a técnica de “

perguntas adicionais

”, o mais neutras possível, como por exemplo: “

porquê?

”, “

poderia desenvolver melhor essa ideia?

”, técnica da “

reformulação

” de uma parte da conversa, de tal modo que se volte a ela para aprofundar e técnica da “

revisão da

entrevista

”, em que se repetiram algumas respostas, em síntese, solicitando mais pormenores sobre a questão.

A conversa decorreu em ambiente sossegado, no local de trabalho do professor (escola), numa sala de aula disponível, por vezes, noutras situações foi providenciada uma sala mais pequena. Em ambas as situações apenas o entrevistador e entrevistado, sem interrupções ou barulhos.

Procurou-se no momento da primeira entrevista, definir as condições em que deveria ocorrer, sendo sempre o entrevistador a deslocar-se e a procurar tomar as precauções necessárias para que decorresse num ambiente de cordialidade sem constrangimentos para o entrevistado e de forma a que a entrevista não fosse eventualmente influenciada por factores que afectassem de algum modo o resultado.

Cada entrevista teve em média uma duração de 40 minutos, sendo depois transcrita por nós, nos dias seguintes, antes de uma nova entrevista, como atrás tínhamos referido.

À medida que as entrevistas foram sendo realizadas, o domínio da técnica foi-se aperfeiçoando, apesar de a personalidade dos entrevistados ser o factor que se impôs a requerer do entrevistador ponderação, objectividade, atenção e domínio das técnicas supra referidas de modo a controlar e minimizar o efeito de distorção das perguntas e das respostas.

Sousa (2005:248) refere como uma das desvantagens das entrevistas o “risco de distorções, devido ao modo como o entrevistador encaminha a sequência das perguntas, a ênfase com que as faz, a expressão com que as apresenta”, entre outros factores.

Também Vala (2003:106-107), lembra a propósito da “análise de conteúdo” que,

“Um dos problemas com que se debate a investigação empírica, quando recorre a indivíduos como fonte de informação, é saber que em tais condições as respostas são afectadas por um certo número de enviesamentos, pelo menos potenciais, decorrentes da consciência que os sujeitos têm de que estão a ser observados ou testados, dos constrangimentos associados ao papel de entrevistado, da inter – acção entrevistador – entrevistado.

(…) a análise de conteúdo tem exactamente como uma das suas vantagens o facto de poder exercer-se sobre material que não foi produzido com o fim de servir a investigação empírica.(…) é uma técnica que pode incidir sobre material não –estruturado (…) correspondência, entrevistas abertas, mensagens dos mass – media (…)”

3. 3. Procedimentos

3.3.1. Procedimentos de recolha dos dados

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