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Figure 3 : Expression de marqueurs communs par les cellules endocrines et les cellules nerveuses

7.1.1. Les analogues de la somatostatine

Este estudo fez-me perceber o quão importante foi desenvolver o fantoche com as crianças, pois foi através deste que as crianças “combateram” a sua dificuldade no cumprimento das regras, no relacionamento com o outro e ainda na expressão oral. Para solucionar todos os “problemas diagnosticados” a este grupo na fase inicial desta investigação, foi importante utilizar o jogo como forma de proporcionar momentos emocionais e sociais, contribuindo para as interações com os outros (Gioca, 2001)39. Ao longo de todo o processo, senti que, para as crianças a construção do fantoche foi uma mais-valia, não só para enfrentar os problemas inerentes ao grupo, como também, uma maneira interessante de “brincar” com as crianças, incutindo-lhes valores sociais. Durante este processo, as crianças demonstraram prazer no que estavam a fazer, principalmente na construção do fantoche e na representação através deste. Foram estas atividades que mais promoveram a relação com o outro, a partilha de materiais e fomentaram o cumprimento de regras na sala de atividades e fora desta.

Segundo Kowalski (2006)40 é através das representações do jogo dramático e do que este envolve, que as crianças vão interagindo entre si. Perante estas palavras, posso afirmar que estas propostas educativas que foram conduzidas até à representação, proporcionaram a estas crianças uma grande aprendizagem partilhada pelas outras crianças a quem representaram as suas histórias. E isso, criou no grupo um sentido de responsabilidade enorme, sentido esse, que promoveu a interajuda, o companheirismo e a vontade de fazer sempre melhor.

Quando me refiro aos comportamentos das crianças, como a interajuda e o companheirismo, devo salientar que estes, foram adquiridos gradualmente e senti também, que foram adquiridos por necessidade por parte das crianças e não por imposição do educador. Embora as conversas das crianças com a educadora fosse uma forma de as levar a refletir sobre o que deveriam mudar nelas e no seu comportamento,

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Gioca, M. (2001). O jogo e a Aprendizagem na Criança dos 0 aos 6 anos.

UniversidadedaAmazônia.http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/O_JOGO_E_A_APRE

NDIZAGEM.pdf, acedido em 13.06.2013

64 não foram apenas estas a maior causa da mudança, mas estas que despoletaram essa necessidade.

Tendo em conta os objetivos definidos para o meu estudo, depois da análise dos dados, acho que foi um processo longo, que desde o início teve um bom fio condutor e uma boa interdisciplinaridade (todas as áreas do saber em que as crianças devem de alguma forma desenvolver capacidades). Pois uma das minhas principais preocupações foi também proporcionar às crianças atividades em que pudessem ter a oportunidade de desenvolver competências nas várias áreas de conteúdo bem como os domínios correspondentes.

Indo ao encontro do que era pretendido saber com este estudo, acho que consegui encontrar a resposta à minha questão de investigação que é, “Qual o contributo da

construção do fantoche no projeto “ O Nabo Gigante”, para a interação com a comunidade? “.

As crianças foram gradualmente mudando os seus comportamentos para melhor, não posso dizer que foi um trabalho apenas meu, posso sim dizer que tive um pequeno contributo para que tal acontecesse, porque os principais responsáveis pela mudança foram as próprias crianças e, de seguida a educadora cooperante que diariamente tenta combater os problemas “ diagnosticados “ ao grupo.

O projeto “ O Nabo Gigante” e a minha investigação tiveram algum contributo para desenvolver nas crianças a vontade de mostrar aos parceiros de projeto e à restante comunidade educativa da instituição, que o fantoche é um importante meio de desenvolvimento da criança em todas as áreas do saber. Por isso, não devemos nunca esquecer o valor pedagógico, social, psicológico, sentimental e afetivo que o fantoche pode proporcionar na criança ou num grupo de crianças.

Por fim, deixo uma pequena reflexão, acerca do que senti ao longo deste processo, que envolveu de mim tempo e muita dedicação, bem como da parte das crianças e de todos os intervenientes.

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“ A vida devia ser, em cada momento, de uma criatividade preciosa. O que criamos não interessa, podem ser apenas castelos de areia na praia, mas tudo o que fazemos devia vir da nossa alegria e capacidade de brincar.” (Osho,2007:22)41

O projeto “ O Nabo Gigante” foi a junção de duas investigações, que tinham como objetivo principal ajudar as crianças a tornarem a sua experiência no jardim-de-infância, uma experiência inesquecível, levando o saber mas também a amizade e sobretudo o pensamento e vontade de que todos precisamos de ajuda e o trabalho concretizado pela união, ajuda e cooperação é mais rico não só em aprendizagem mas em sentimento e emoção.

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4. C

ONCLUSÃO DA

D

IMENSÃO

I

NVESTIGATIVA

A presente investigação teve como questão de partida “Qual o contributo da construção

do fantoche no projeto “ O Nabo Gigante”, para a interação com a comunidade? “,

sobre a qual foram definidos os princípios orientadores:

- Observar o comportamento das crianças da faixa etária de 5/6 anos de idade no processo de construção de fantoches e representação com os mesmos;

- Criar propostas educativas promovedoras de interajuda, partilha de materiais e troca de ideias entre crianças;

- Criar momentos lúdicos de forma a favorecer a interação entre as crianças da sala B e destas com a comunidade;

De acordo com a minha questão de investigação e os princípios orientadores delineados para esta, devo destacar o que para mim foi mais significativo.

Debruçando a minha atenção sobre a questão de partida, a investigação apresentada demonstrou que a construção do fantoche contribuiu para o projeto “ O Nabo Gigante” e para a interação do grupo de crianças com a comunidade.

Em todas as propostas educativas desenvolvidas pelas crianças o final era sempre com o intuito de mostrar à comunidade o seu trabalho.

Durante toda a investigação, vim a observar (analisar) cada princípio orientador, para tal foi necessário fazer pesquisas e fundamentar atitudes, comportamentos e situações que apareciam aquando da realização da minha prática pedagógica.

As duas investigações que deram origem ao projeto “ O Nabo Gigante”, fazendo especial referência à minha, tive sempre em atenção a preocupação de em cada atividade desenvolvida pelas crianças dar-lhes a possibilidade de poder desenvolver competências em todas as áreas de conteúdo e domínios respetivos.

Não posso deixar de frisar que os domínios das expressões artísticas, foram os impulsionadores do decorrer das inúmeras atividades desenvolvidas pelas crianças.

68 A Expressão Dramática era uma das áreas com as quais as crianças raramente mantinham contacto pelo que foi observado. Perante esta situação umas das principais preocupações foi dar às crianças a possibilidade de realizar jogos e brincadeiras envolvendo o corpo e o jogo do faz de conta.

Foi com ajuda desta expressão artística que conseguimos ajudar as crianças a solucionar os seus problemas. A construção do fantoche envolveu a expressão plástica que de outra forma ajudou as crianças a perceber o valor da partilha de materiais, ideias, sentimentos e experiências vividas.

Foi desde de sempre nosso intuito ajudar na resolução de problemas do grupo de crianças da sala B. Para tal, juntámos o nosso conhecimento e estratégias baseadas na pesquisa sobre os temas que faziam parte da minha investigação.

Ao longo deste processo, foi sem dúvida importante refletir sobre as minhas atitudes, postura e atuação para com as crianças, mas foi sobretudo importante refletir com as crianças sobre o que foi feito, e o que poderia ter sido feito de outra forma.

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