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A mortalidade causa decréscimos de uma população e, assim, também impacta a estrutura etária das populações. As populações analisadas encontram-se na segunda fase da transição demográfica e, dentre suas características, poderemos observar a queda nas taxas de mortalidade.

4.2.1 Taxa Bruta de Mortalidade

O Gráfico 9 mostra a evolução da Taxa Bruta de Moralidade (TBM) do estado de Alagoas de 1991 a 2030. Observa-se que este indicador apresenta tendência decrescente até o ano de 2010. Estima-se que esta tendência se mantenha até 2020, porém que seu valor aumente em 2030. 2,73 2,29 1,82 1,61 1,51 3,38 2,54 1,92 1,69 1,57 3,78 2,87 2,09 1,77 1,60 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 1 9 9 0 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 Q U A N TI D A D E D E FI LH O S ANO BR NE AL

Gráfico 9 – Taxa Bruta de Mortalidade – Alagoas– 1991 a 2030.

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

4.2.2 Taxa de Mortalidade Infantil

A Taxa de Mortalidade Infantil – TMI é considerada um dos indicadores de condições de saúde mais sensíveis, segundo Santos, Siqueira, Tejada e Jacinto (2006).

Segundo pesquisa sobre os determinantes da mortalidade na infância realizada por Mendonça e Seroa da Motta (2005), usando dados dos estados do Brasil, no período de 1981 a 200l, a redução da taxa de mortalidade na infância, que estava ligada às doenças de veiculação hídrica, foi alcançada através da melhoria de saneamento e acesso a serviços de saúde e, também, de educação. Dessa forma, quanto maiores os valores desta taxa, piores são as condições de saúde e vida da população analisada.

Verifica-se uma evolução das condições de vida e saúde da população alagoana, pois o estado que registrava uma TMI de 116,30 óbitos por mil nascidos vivos, registrou, em 2010, uma TMI de 30,20 mortos por mil nascidos vivos (GRÁFICO 10).

9,70 8,59 7,28 6,55 7,18 5,50 6,00 6,50 7,00 7,50 8,00 8,50 9,00 9,50 10,00 1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 ‰ ANO Alagoas

Gráfico 10 – Taxa de Mortalidade Infantil – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

Até o ano de 2010, as TMIs registradas para o estado de Alagoas são maiores que as do Nordeste, que, por sua vez, são maiores que as do Brasil. Estima-se que, a partir de 2020, o estado de Alagoas se encontre num patamar de condições de saúde e vida mais próxima dos patamares nordestino e brasileiro. Em 2030, estima-se TMIs por volta de 10‰.

4.2.3 Esperança de vida ao nascer

Este indicador tem aumentado ao longo dos anos para o estado de Alagoas. Até o ano de 2010, seu valor é inferior aos valores do Nordeste e do Brasil, mas estima-se que até 2030, Alagoas alcance o patamar nordestino de esperança de vida ao nascer.

Analisando este indicador, observa-se a influência direta da queda das taxas de mortalidade mostradas anteriormente neste capítulo. Estas impactam diretamente no aumento da esperança de vida ao nascer, seja para a população alagoana, nordestina ou brasileira.

69,10 45,10 30,10 16,70 11,56 9,01 97,70 71,60 45,20 23,00 14,17 11,08 116,30 98,50 63,80 30,20 15,56 11,40 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 1 9 8 0 1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 ‰ ANO

Gráfico 11 – Esperança de Vida o Nascer – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

Analisando o Gráfico 11, pode-se observar que de 1980 para 2010, a população alagoana teve um ganho de 13,49 anos na expectativa de vida ao nascer. Até 2030, estima-se um ganho de 6,47 anos, quando comparado a 2010, totalizando um ganho de 19,96 anos em todo o período analisado, superior ao ganho no mesmo período do Nordeste, que teve um ganho de 17,88 anos, e do Brasil, que teve um ganho de 16,12 anos, o que permitiu a redução das diferenças. 62,52 66,93 69,83 73,86 76,74 78,64 58,25 62,83 67,35 71,23 74,13 76,13 55,69 59,72 64,28 69,18 72,98 75,65 50,00 55,00 60,00 65,00 70,00 75,00 80,00 1 9 8 0 1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 A N O S D E ID A D E ANO

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da análise dos indicadores de tamanho, crescimento e composição da população, pode-se notar uma relevante mudança no estado de Alagoas: o envelhecimento populacional. Essa mudança ocorre de forma um pouco mais lenta que na população nordestina que, por sua vez, ocorre de forma um pouco mais lenta que na população brasileira.

A população alagoana, assim como as populações do Nordeste e do Brasil, está passando pela segunda fase da transição demográfica, caracterizada pelas reduções das taxas de mortalidade e fecundidade, que ficaram evidenciadas na análise dos índices de mortalidade e de fecundidade.

Um fato que ficou evidenciado foi o envelhecimento populacional, que ocasiona um aumento da população idosa e que pode vir a se tornar um desafio no sentido de elaborar políticas direcionadas a este público, principalmente à longo prazo. Assim, torna-se necessária a disponibilização de serviços e benefícios que garantam qualidade de vida, o que depende principalmente da solidez das políticas de saúde, previdência e assistência social.

Por outro lado, analisando os indicadores de mortalidade e de fecundidade, nota- se que o estado de Alagoas possui condições de saúde e vida inferiores tanto do Nordeste quanto do Brasil. O estado possui uma das piores situações socioeconômicas do país, segundo Santos, Siqueira, Tejada e Jacinto (2006).

Do período inicial da análise, o ano de 1980, até o ano de 2010, o estado alagoano teve um grande avanço, no sentido de redução da mortalidade, o que revela melhoras sociais e econômicas, mas ainda são necessários investimentos em saneamento, saúde e educação, apontados nas pesquisas de Mendonça e Seroa da Motta (2005) como os fatores mais associados às causas de mortalidade e mortalidade infantil, para que o estado possa chegar ao mesmo patamar do Nordeste e, posteriormente, do Brasil.

No presente trabalho, as migrações não foram consideradas, mas por terem um impacto populacional, sugere-se adicionar seus indicadores em trabalhos futuros.

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