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D. Difficultés rencontrées et améliorations possibles

3. Alternatives thérapeutiques

realidade comum a um conjunto social (Jodelet, 1989: 36).

7. Trata-se de uma amostra não probabilística, mas constituída intencionalmente, i.e., com base nas informações de que dispúnhamos sobre o universo das comunidades em causa.

8. O facto de se verificar um elevado número de estudantes nos grupos cabo-verdiano e chinês prende-se, sobretudo, com os critérios inicialmente estabelecidos para a selecção da amostra. Com efeito, e tal como já foi referido, deu-se, num primeiro momento, privilégio aos aprendentes de Português em contexto formal e não formal, mas posteriormente alargou-se o público-alvo àqueles que procuram desenvolver competências em LP em contextos informais.

9. Neste texto, utilizaremos indistintamente as expressões ‘Língua Chinesa’ e ‘Mandarim’ para nos referirmos à LM dos sujeitos da comunidade chinesa. Não serão, por conseguinte, tidos em

consideração os vários dialectos e subdialectos que compõem este idioma, mas apenas a variedade padrão, a língua veicular dos falantes chineses (o Mandarim).

10. O primeiro objectivo do projecto diz respeito à caracterização das especificidades de apropriação da LP dos sujeitos das 3 comunidades em causa, nomeadamente através da identificação das suas principais dificuldades linguísticas e das estratégias de aprendizagem a que recorrem (este último aspecto será analisado na secção seguinte – 2.3).

11. Não é nosso intuito fazer aqui uma análise exaustiva de todos os itens referidos pelos sujeitos. Reportar-nos-emos apenas àqueles relativamente aos quais se verificou uma maior frequência e que atestam, portanto, as principais dificuldades dos sujeitos em termos de apropriação do idioma do país de acolhimento. Far-se-á, casualmente e sempre que oportuno, uma alusão a outros tópicos gramaticais, no sentido de clarificar/explicitar/questionar a perspectiva apresentada pelos informantes do estudo.

12. No que diz respeito às dificuldades linguísticas dos ucranianos, a análise aqui realizada retoma os dados apresentados num outro texto especificamente centrado no público de Leste (Amaral, Oliveira, Faneca & Ferreira, 2007).

13. Referimo-nos à Língua Russa, por um lado, por haver um domínio da mesma por parte da maioria dos falantes de línguas eslavas (por razões histórico-políticas) e, por outro, pelo facto de ter muitos pontos de contacto com a Língua Ucraniana. Por estes mesmos motivos, duas de nós, cujos projectos de doutoramento estão relacionados com a aprendizagem da LP por aprendentes de origem eslava, frequentaram um curso de Russo.

14. Muito embora o CCV seja a LM da maior parte da população cabo-verdiana, a LP continua a ser a única língua oficial do país, na e através da qual se realizam todas as aprendizagens escolares. 15. Apesar de, nesta questão, ser solicitada a enumeração dos exercícios que os sujeitos consideram mais eficazes para a aprendizagem da LP, as suas respostas não remetem para exercícios, mas maioritariamente para competências (compreensão e expressão oral e escrita e funcionamento da língua).

16. Tal como já referimos na secção 1.3., não só as entrevistas foram semi-estruturadas, como também não existia uma correspondência total entre os guiões, os quais foram elaborados a partir dos resultados obtidos nos questionários. Para além disso, foi dada a oportunidade aos sujeitos de se exprimirem em relação ao que para eles fosse mais interessante, de acordo com uma perspectiva émica que privilegia a visão dos informantes sobre a dos investigadores.

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[ANEXOS]

ANEXO 1 – Gráfico 1: Nível de escolaridade

0 10 20 30 40 50 60 E ns in o Pri m ári o E ns in o Bá si co In co m pl et o E ns in o Bá si co E ns in o Se cu nd ári o In co m pl et o E ns in o Se cu nd ár io E ns in o Su pe ri or In co m pl et o E ns in o Su pe ri or E ns in o pó s- gra du ad o in co m pl et o E ns in o pó s- gra du ad o N ão re sp on de u Ucranianos Chineses Cabo-verdianos

ANEXO 2 – Quadro 1: Dificuldades linguísticas

Ucranianos Chineses Cabo-verdianos Total Nacionalidade

Dificuldades N % N % N % N %

Concordância das Formas Verbais 38 16,9 13 17,3 32 14,2 83 15,8 Utilização da Preposição 25 11,1 10 13,3 30 13,3 65 12,4

Estrutura da Frase 37 16,4 9 12 17 7,6 63 12

Pronúncia 27 12 7 9,3 26 11,6 60 11,4

Formação dos Tempos 28 12,4 10 13,3 21 9,3 59 11,2

Vocabulário 20 8,9 8 10,7 24 10,7 52 9,9

Ortografia 13 5,8 3 4 17 7,6 33 6,3

Concordância dos Nomes em Género 11 4,9 7 9,3 7 3,1 25 4,8

Formas de Tratamento 6 2,7 1 1,3 8 3,6 15 2,9

Concordância dos Nomes em Número 7 3,1 0 0 6 2,7 13 2,5

Fórmulas de Delicadeza 4 1,8 0 0 9 4 13 2,5

Alfabeto 3 1,3 0 0 2 0,9 5 1

Outra 0 0 0 0 1 0,4 1 0,2

Não respondeu 6 2,7 7 9,3 25 11,1 38 7,2

Total 225 100 75 100 225 100 525 100

ANEXO 3 – Quadro 2: Os quatro principais exercícios facilitadores da aprendizagem da LP Ucranianos Chineses Cabo-verdianos

Nacionalidade Respostas N % N % N % Comunicação/Oralidade 15 20 12 48 13 17 Leitura/Escrita 15 20 1 4 13 17 Comunicação+Leitura/Escrita 15 20 1 4 5 7 Gramática 4 5 4 16 6 8 Não respondeu 14 19 5 20 35 47

ANEXO 4 – Quadro 3: Semelhanças entre a LP e a LM

Existem semelhanças entre a LP e a sua LM? Ucranianos Chineses Cabo-verdianos Nacionalidade Respostas N % N % N % Sim 33 44 7 28 43 57 Não 32 43 15 60 15 20 Não respondeu 10 13 3 12 17 23 Total 75 100 25 100 75 100