• Aucun résultat trouvé

1.3 Les transformateurs pi´ ezo´ electriques

1.3.3 Principales applications

1.3.3.3 Alimentation des moteurs pi´ ezo´ electriques

Para definir a metodologia deste trabalho, optamos por nos munirmos dos pressupostos da pesquisa qualitativa fundamentada em Erickson (1989). Nossa escolha justifica-se pelo fato de essa metodologia proporcionar um papel ativo por parte do pesquisador, que contribuirá em futuras ações do professor em sala de aula, através da parceria no processo de ensino e aprendizagem.

Erickson (1989, p. 200) elabora algumas perguntas acerca do método de investigação qualitativo, por nós já convocadas na introdução de nosso trabalho, mas que merecem ser retomadas mais detidamente:

a) O que acontece, especificamente, na ação social que tem lugar no contexto particular?

b) O que significam as ações dos atores que participam de suas atividades sociais no momento em que estão no lugar?

c) Como está organizado o lugar em padrões sociais e princípios culturais aprendidos para a condução da vida cotidiana?

d) Como se relaciona diante do que está acontecendo no contexto da totalidade, por exemplo, na sala de aula ou fora dela, na família? e) Como se comparam os modos em que está organizada a vida cotidiana no entorno e em outras organizações da vida social?

De acordo com Erickson (1989), as respostas a essas perguntas são necessárias para uma investigação educacional e a razão parece óbvia: cada indivíduo é singular no seu cotidiano, mas a tarefa de interpretar as ações desses indivíduos é complexa, uma vez que, sem suas próprias narrativas, torna-se muito difícil analisar o que ocorre no lugar onde vivem os participantes da pesquisa.

As respostas a essas perguntas dizem respeito ao que deve estar ocorrendo no pano de fundo mais amplo do contexto da sala de aula, sendo muito útil fazer perguntas como essas, de caráter mais geral. Por exemplo, no momento em que um professor executa em sua aula uma atividade, é preciso indagá-lo sobre o que faz e por que faz. Sem dúvida, a partir da generalização deve-se buscar a resposta específica e os detalhes sobre a atividade desenvolvida. Apenas observar sua prática, como pesquisador, não nos parece suficiente, pois pode ocorrer um ajuste das atitudes, no momento da realização da pesquisa de observação empírica, por parte de quem está sendo observado, a fim de atender a suposta expectativa do pesquisador.

Além disso, o professor, na maioria das vezes, trabalha em diversas escolas, com diversas dinâmicas, e pode tratar seus alunos de forma igual, independentemente do lugar onde leciona, podendo ocorrer distorções tanto pedagógicas como culturais. O conhecimento curricular pode ser o mesmo, mas a interpretação de mundo por meio deles tem de ser diferente, considerando-se as individualidades de cada aluno. Em diferentes aulas, escolas e comunidades, certos aspectos que são aparentemente iguais podem ter significados distintos. Em investigação direta com alunos, professores ou membros da comunidade, podem aparecer as respostas desejadas, que são observadas pelo pesquisador, mas que não são comprovadas no geral. As considerações entre as relações encontradas em um contexto apresentado e seus ambientes sociais ajudam a esclarecer o que está realmente acontecendo.

Nesse contexto, o investigador pode facilmente cair na tentação de considerar o que ocorre habitualmente em sua vida cotidiana como

correspondente ao que devem ser as coisas em toda parte, partindo de um raciocínio indutivo, indo de dados empíricos particulares a formulações gerais, ao estabelecer, por exemplo, comparações entre aulas de diversos lugares.

Nesse sentido, a investigação qualitativa proporciona ao pesquisador a possibilidade de entender as particularidades dos participantes, como também de observar o que é singular no conjunto dessas individualidades. Ele deve ainda ficar atento, ao analisar os resultados, para não tomar posições já preexistentes em sua experiência, tanto no que concerne à investigação como à cultura que lhe cerca ao longo de sua vida.

Nesse sentido, percebe-se que é impossível a imparcialidade do investigador em suas pesquisas, principalmente em se tratando de uma sala de aula, pois ele já possui uma gama de conhecimentos sobre os fatos e eventos que ali ocorrem devido a sua própria experiência como aluno. É importante dizer que o contato com os envolvidos na pesquisa proporciona uma percepção particular ao pesquisador, no “calor” das respostas, permitindo perceber, nas falas e gestos, elementos indicativos do que realmente se passa. Isso evita que o pesquisador trabalhe apenas com respostas elaboradas cuidadosamente no intuito de preservar o professor ou a escola analisados pela investigação.

Para Gatti e André (2010, p. 34), alguns pontos contribuem para a investigação em Educação, tais como:

a) A incorporação, entre os pesquisadores em Educação, de posturas investigativas mais flexíveis e com maior adequação para estudos de processos microssociopsicológicos e culturais, permitindo iluminar aspectos e processos que permaneciam ocultados pelos estudos quantitativos;

b) A constatação de que, para compreender e interpretar grande parte das questões e problemas da área de Educação é preciso recorrer e enfoques multi/inter/transdisciplinares e a tratamentos multidimensionais;

c) A retomada do foco sobre os atores em Educação, ou seja, os pesquisadores procuram retratar o ponto de vista dos sujeitos, os personagens envolvidos nos processos educativos;

d) A consciência de que a subjetividade intervém no processo de pesquisa e que é preciso tomar medidas para controlá-la;

e) Compreensão mais profunda dos processos de produção do fracasso escolar, um dos grandes problemas na Educação brasileira, que passa a ser estudado sob diversos ângulos e com múltiplos enfoques;

f) Compreensão de questões educacionais vinculadas a preconceitos sociais e sociocognitivos de diversas naturezas;

g) Discussão sobre diversidade e equidade;

h) Destaque para a importância dos ambientes escolares e comunitários.

De maneira geral, com a consciência de que deve haver o maior rigor possível na articulação entre metodologia e referenciais teóricos que embasam nossa investigação, esta pesquisa assume uma abordagem qualitativa, tanto por nossa participação direta com os participantes – professores, alunos, coordenadores e diretores –, como também por nossa contribuição para constituir uma possível proposta de aula visando a ensinar os alunos a ler mapas a partir de situações didáticas.