Problem Formulation and Analysis
3.4 Algorithm Applicability Analysis
O farmacêutico deve promover cuidados gerais de saúde dos pés, que podem atenuar ou até impedir a ocorrência das patologias acima descritas.
A higiene adequada dos pés é fundamental. Após a lavagem, os pés devem ser secos cuidadosamente, nomeadamente na zona interdigital, de modo a não se criar um ambiente propício para o crescimento de fungos. Aquando deste processo, deve-se estar atento a qualquer alteração do aspeto da unha, nomeadamente da sua espessura, cor, forma, entre outros. Após a lavagem deve-se aplicar um creme hidratante específico para os pés; contudo, deve-se evitar a sua aplicação na zona interdigital, para não provocar a maceração da pele [85].
De modo a evitar unhas encravadas, as unhas devem ser cortadas a direito, sem formar ângulos que possam favorecer a sua penetração na pele [86].
39 As meias devem ser de algodão, lã ou derivados, permitindo assim uma melhor transpiração, evitando problemas de mau odor [85, 86].
O calçado, que pode ser a causa da maioria das patologias descritas anteriormente, deve ser adequado à actividade diária do indivíduo, seja ela profissional ou de lazer. Tal como no caso das meias, o material de que é constituído é também importante. A pele e o couro facilitam a transpiração da pele, devendo por isso ser escolhido preferencialmente a outros materiais. Os sapatos devem ser usados de forma alternada, de modo a poderem ser arejados, e quando já estão deformados ou em mau estado devem ser substituídos [86].
De modo a transmitir melhor estas informações aos utentes da Farmácia Central, elaborei um panfleto informativo acerca da saúde dos pés, destinado aos peregrinos do Caminho de Santiago que se dirigiam à farmácia, e onde abordava os cuidados a ter com as flictenas, bem como cuidados gerais para a manutenção da saúde dos pés (ANEXO
III). Uma vez que a maioria dos peregrinos eram provenientes de países estrangeiros, o
40
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45
Anexos
47
48
Doentes com “olho vermelho” Dor? Moderada a inexistente, sem perturbações na visão Hiperémia Secreções? Não Hemorragia Subconjuntival Sim Intermitente Xeroftalmia Contínuas Aquosas ou cerosas Purido? Algum a inexistente Conjuntivite viral Moderado a severo? Conjuntivite alérgica Purulentas Conjuntivite infecciosa bacteriana Moderada a severa Perturbações na visão, envolvimento da córnea Queratite herpética, glaucoma, abrasão da córnea… Encaminhamento para consulta especializada
49
Patologia Sinais/Sintomas Referência a consulta médica
Tratamento
Xeroftalmia vermelhidão do olho, sensação de queimadura ou corpo estranho, prurido, muco espesso dentro ou à volta do olho, irritação ocular, desconforto no uso de lentes de contacto
Não (exceto quando são sintomas recorrentes que façam suspeitar de outro problema)
Colírios de hipromelose ou com agentes mucolíticos, para o alívio da irritação ocular. Conjuntivite alérgica prurido, sensação de queimadura e olhos vermelhos (hiperemia) e lacrimejantes
Não (exceto em caso de persistência dos sintomas durante um alargado intervalo de tempo)
Anti-histamínicos H1, inibidores da desgranulação dos mastócitos, agonistas adrenérgicos alfa. Hemorragia Subconjuntival Normalmente o seu aspeto inicial é vermelho-brilhante, contudo mais tarde a hemorragia pode espalhar-se e tornar-se verde ou amarela, como uma contusão
Não (exceto se estas hemorragias acontecerem de forma recorrente).
Normalmente autolimitada, não necessita de tratamento.
Conjuntivite viral irritação ocular, secreções aquosas abundantes,
fotossensibilidade e hiperémia
Não (exceto quando os sintomas têm uma duração de mais de 12 dias)
Normalmente autolimitada. Soluções lubrificantes e de conforto.
50
Patologia Sinais/Sintomas Referência a consulta médica Tratamento Conjuntivite infecciosa bacteriana secreções purulentas, edema da pálpebra, fotossensibilidade, olhos lacrimejantes e hiperémia
Não (exceto quando os sintomas têm uma duração de mais de 10 dias, ou se há suspeita de
envolvimento de estruturas mais profundas do olho)
Soluções lubrificantes; Antibioterapia tópica; Associações de antibacterianos e Corticosteróides. Queratite herpética
irritação e dor ocular, visão turva, olhos lacrimejantes, sensação de corpo estranho
Sim Antivíricos tópicos e orais; corticosteróides tópicos
Uveíte visão turva, visualização de pontos escuros flutuantes, dor ocular, hiperémia, e fotossensibilidade
Sim Corticosteróides; cirurgia.
Glaucma Aumento da pressão intraocular
Sim Análogos das prostaglandinas, bloqueadores beta, inibidores da anidrase carbónica, simpaticomiméticos. Cirurgia.
Blefarite prurido, sensação de corpo estranho, sensação de queimadura das margens das pálpebras, irritação da conjuntiva e
fotossensibilidade
Sim Medidas de suporte para alívio dos sintomas; antibioterapia tópica.
52
ANEXO III – Panfleto sobre a saúde dos pés destinado aos peregrinos do Caminho de
i
Colocar nome completo do Estudante
Hospital de Braga
i
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
Relatório de Estágio Profissionalizante
março de 2015 e abril de 2015
Juliana Sofia Figueiredo Ribeiro
Orientador: Dr.ª Sara Barroso
__________________________________________________
ii
Declaração de Integridade
Eu, Juliana Sofia Figueiredo Ribeiro, abaixo assinado, nº 200806746, aluno do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter actuado com absoluta integridade na elaboração deste documento.
Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (acto pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______
iii
Agradecimentos
Em primeiro gostaria de agradecer à Dr.ª Ana Plácido, Diretora dos Serviços Farmacêuticos do Hospital de Braga, e à Comissão de Estágios da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, pela oportunidade de realizar este estágio.
Um agradecimento especial à Dr.ª Sara Barroso, minha orientadora, pela simpatia e disponibilidade que demonstrou durante os dois meses de estágio.
Às minhas colegas de estágio, Ana, Gabriela e Inês, obrigada pela amizade, apoio e companhia.
A toda a equipa dos Serviços Farmacêuticos do HB, obrigada pela simpatia com que me acolheram e por tudo o que pude com eles aprender durante o meu estágio.
iv
Resumo
O presente relatório tem como objectivo descrever as atividades realizadas durante o meu estágio nos serviços farmacêuticos do Hospital de Braga, nos meses de março e abril de 2015.
Os Serviços Farmacêuticos Hospitalares são fundamentais ao funcionamento de qualquer Hospital. Possuindo autonomia técnica e científica, estão sujeitos à orientação dos órgãos de administração hospitalar e são obrigatoriamente dirigidos por um Farmacêutico especialista em farmácia hospitalar.
Este estágio teve como objectivo colocar em prática os conhecimentos adquiridos nos anos anteriores do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, bem como conhecer os diversos sectores dos Serviços Farmacêuticos Hospitalares, perceber qual o papel do farmacêutico na estrutura hospitalar e também adquirir competências da profissão.
Com este relatório pretendo demonstrar aquilo que aprendi nos dois meses de estágio, nas diversas áreas com as quais contactei.
v
Índice
1. O Hospital de Braga ... 1 2. Os Serviços Farmacêuticos ... 1 3. Sistema de Gestão da Qualidade ... 1 4. Comissões técnicas e grupos consultivos ... 2 5. Organização e Gestão dos Serviços Farmacêuticos ... 3 5.1. Seleção e aquisição de medicamentos ... 3 5.2. Receção de encomendas ... 4 5.3. Armazenamento ... 4 6. Autorização de Utilização Excecional ... 5 7. Sistemas de distribuição de medicamentos ... 6 7.1. Distribuição clássica ... 6 7.2. Distribuição Individual Diária em Dose Unitária ... 8 7.3. Medicamentos sujeitos a controlo especial ...10 7.3.1. Medicamentos estupefacientes e psicotrópicos ...10 7.3.2. Medicamentos hemoderivados ...11 7.3.3. Gases medicinais ...12 7.3.4. Medicamentos extra-formulário ...13 7.3.5. Citotóxicos – Hospital de Dia Oncológico ...13 7.4. Distribuição em regime de ambulatório ...14 8. Produção de medicamentos ...15 8.1. Preparação de formas farmacêuticas não estéreis ...16 8.2. Preparação de formas farmacêuticas estéreis ...16 8.2.1. Nutrição parentérica e colírios fortificados ...16 8.2.2. Citotóxicos ...16 8.3. Fracionamento e reembalagem de formas farmacêuticas orais sólidas ...18 9. Ensaios Clínicos ...19 10. Farmácia Clínica ...20
vi 11. Formações ...20 12. Trabalhos desenvolvidos ...20 12.1. Antiepilépticos e anticonvulsivantes ...20 12.2. Caracterização de medicamentos ...20 12.3. Critérios de polimedicação em idosos ...21 12.4. Novos medicamentos ...21 12.5. Quadros comparativos sobre polieletroliticos e ácido valpróico ...21 Referências ...22 Anexos ...24
vii
Índice de figuras
Figura 1 – Pyxis®; Figura 2 – Kardex;
viii
Lista de abreviaturas
AIM – Autorização de Introdução no Mercado; AO – Assistentes operacionais;
AUE – Autorização de Utilização Excecional; AT – Assistente técnico;
BO – Bloco Operatório;
CAUL – Certificado de Autorização de Utilização de Lote; CE – Comissão Executiva;
CEIC – Comissão de Ética para a Investigação Clínica; CES – Comissão de Ética para a Saúde;
CFLV – Câmara de Fluxo Laminar Vertical; CFT – Comissão de Farmácia e Terapêutica;
CNPD – Comissão Nacional de Proteção de Dados; DCI – Designação Comum Internacional;
DIDDU – Distribuição Individual Diária em Dose Unitária; DL – Decreto-Lei;
EC – Ensaios Clínicos;
FDS – Fast Dispensing System; FF – Formas Farmacêuticas; FH – Farmacêutico hospitalar;
FHJMS – Formulário Hospitalar José de Mello Saúde; FHNM – Formulário Hospitalar Nacional de Medicamentos; HB – Hospital de Braga;
HD – Hospital de Dia;
INCM – Imprensa Nacional da Casa da Moeda;
INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde; JMS – José de Mello Saúde;
ME – Medicamento Experimental;
MEP – Medicamentos Estupefacientes e Psicotrópicos; PE – Ponto de Encomenda;
SC – Serviços Clínicos; SF – Serviços Farmacêuticos; SNS – Serviço Nacional de Saúde; SU – Serviço de Urgência;
ix
UCIP – Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes;
1
1. O Hospital de Braga
O Hospital de Braga (HB) é uma unidade hospitalar integrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no âmbito de uma parceria público-privada celebrada através de um contrato de gestão assinado pela Administração Regional de Saúde do Norte, em representação do Ministério da Saúde, e o grupo José de Mello Saúde (JMS) [1].
Situado na zona este da cidade de Braga, e inaugurado em maio de 2011, permitiu alargar os cuidados médicos a cerca de 1,2 milhões de pessoas dos distritos de Braga e Viana do Castelo, disponibilizando maiores e melhores instalações totalmente equipadas com tecnologia de última geração, constituindo assim uma unidade de assistência médica, investigação e ensino universitário de excelência[1].
2. Os Serviços Farmacêuticos
Os Serviços Farmacêuticos (SF) constituem uma estrutura importante dos cuidados de saúde prestados em meio hospitalar, sendo “departamentos com autonomia técnica e científica, sem prejuízo de estarem sujeitos à orientação geral dos órgãos de administração, perante os quais respondem pelos resultados do seu exercício”. De acordo com o Decreto-Lei (DL) n.º 44 204, de 2 de fevereiro de 1962, a direção dos Serviços Farmacêuticos Hospitalares é obrigatoriamente assegurada por um farmacêutico com título de especialista em Farmácia Hospitalar [2].
O farmacêutico hospitalar (FH) é um profissional de saúde habilitado com grau de especialista, assumindo responsabilidades na utilização correta e racional dos medicamentos no hospital, e possuindo formação para fornecer informação sobre o medicamento a todos os outros profissionais de saúde [3]. Este integra uma equipa multidisciplinar de saúde hospitalar, assumindo diversas responsabilidades na gestão do medicamento, quer a nível da selecção, aquisição, armazenamento e distribuição, quer na implementação e monitorização da política do medicamento, tendo sempre em vista uma melhor gestão de recursos sem prejuízo para os doentes [4].
A direção dos SF do HB é desempenhada pela Dr.ª Ana Plácido, que coordena uma equipa composta por Farmacêuticos, Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT), Assistentes Operacionais (AO) e Assistentes Técnicos (AT).
3. Sistema de Gestão da Qualidade
A Direcção da Qualidade e Gestão do Risco, estrutura organizacional integradora de diversas áreas, tem como missão implementar uma política global da qualidade que garanta a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população que