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ADVANCED CBECRPOINT/RE5TART

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COURSEWRITER III FOR SYSTEM/360 VERSION 2 SYSTEM PROGRAMMER'S GUIDE PROGRAM NUMBER 360A-UX-01X

VERSION 1 DESIGN OBJECTIVES SHEET, PROGRAM NUMBER ~

05 ADVANCED CBECRPOINT/RE5TART

negócio e não somente no curto prazo ou no dia-a-dia. Verificou-se uma vantagem competitiva na fala dos sócios, a empresa está focada na valorização da opinião e da satisfação dos clientes, é um diferencial para que possam se mantiver competitivas.

Foram identificados fatores restritivos para o uso do Planejamento Estratégico, o volume de recurso para investimentos, materiais, humanos e ausência de profissionais na empresa, reforçando a intolerância a riscos devido à dificuldade de recuperação do valor investido porque a empresa não possui fundo de reserva para corrigir erros. Os sócios demonstram fragilidades em estabelecer de forma clara e objetiva seus ideais e sua razão de existir, a falta de uma gestão profissional, aumenta a dificuldade em compreender e utilizarem na prática o planejamento estratégico formal, se torna preocupante pois somente depois de declarar a visão é que a empresa vai conseguir explorar os benefícios do planejamento no longo prazo e não comprometer o futuro do negócios , não pode depender da sorte, o mercado é extremamente agressivo para aqueles que não se planejam.

5.1 O principal resultado do uso do Planejamento Estratégico na empresa estudada

A busca da eficiência dos processos e além da qualidade dos produtos e do atendimento aos clientes e fornecedores, sendo somente possível devido à

visão sistêmica dos sócios de todas as áreas e sobre os processos de planejamento.

Ainda que simplificado, é possível identificar a utilização de um pensamento estratégico na fala dos sócios, que afirmam que suas metas e objetivos “estão na cabeça”. Por depender de um retorno a curto prazo, procuram elaborar formas de fazer as mudanças necessárias para atingir esses resultados priorizando o planejamento financeiro.

Como citado anteriormente, a forma como são divididas as habilidades entre os sócios na empresa colabora na execução desse planejamento estratégico e a identificar as áreas que requerem mais atenção, o que é típico em empresas de pequeno porte – os gestores conhecem todos os procedimentos da empresa. As práticas apontadas demonstram que desenvolvem um planejamento estratégico de forma intuitiva, apoiando suas decisões na extensa experiência que adquiriram na área.

Este estudo verificou que a gestão de pessoas dentro das microempresas familiares é uma área desafiadora, uma vez que os dirigentes realizam o recrutamento e seleção por meio de indicação pessoal e não consideram o capital intelectual como fonte de vantagem competitiva.

Ressalta-se que este estudo demonstrou que apesar da importância do uso do planejamento estratégico em MPE como meio de aumentar suas vantagens competitivas, bem como sua sobrevivência no mercado, o seu uso formal não é taxativo para o sucesso desses empreendimentos, conforme foi verificado nesta pesquisa, a EPP estudada já possui 23 anos de mercado sem planejamento formais, contando com o conhecimento de negócio de seus administradores, que não possuem formação administrativa ou mesmo contaram com auxílio de profissionais especializados, verificando-se nesse caso fatores de sucesso que podem ser atribuídos à especialização em um segmento de mercado, ao engajamento, lealdade e comprometimento dos sócios e funcionários em melhor atender aos seus clientes.

Na Idralar pode-se verificar predominância dessa gestão familiar, com ausência de planejamento estratégico a longo prazo e formalidades administrativas, contando com uma Contabilidade Fiscal terceirizada, sendo todas as demais atividades administrativas e operacionais realizadas pelos seus sócios, que ao contrário do que demonstram as pesquisas não consideram as indicações de familiares como funcionário como algo negativo, mas sim como um fator positivo, já que conseguem ter maior comprometimento, lealdade e engajamento no seu negócio.

Como sugestão para os sócios , a necessidade de melhorar a estrutura organizacional em termos de gestão, pois não apresenta um Planejamento Estrátegico formal.

Suas práticas de RH atendem apenas os aspectos legais, os sócios não apresentam as competências técnicas para a gestão da empresa, fazendo com que sobressaiam os aspectos operacionais, percebe-se que não há evidências de que esta empresa familiar esta se profissionalizando.

Nota-se que os sócios possuem amplo conhecimento dos aspectos técnicos e sobre a parte operacional do negócio, entretanto, precisa desenvolver os aspectos técnicos de gestão, pois, segundo Freitas e Krai (2010), a profissionalização é essencial para a gestao de empresas familiares.

A profissionalização permite o aperfeicoamento do uso Planejamento Estratégico podendo levar a melhoria da performance e ao aproveitamento de todos os recursos familiares investidos, de forma a se destacar das demais. Nesse sentido, espera-se que este artigo possa apoiar o desenvolvimento da aplicação do Planejamento Estratégico como processo de melhoria continua e longevidade das MPEs e contribuir com o avanço na literatura, específica da àrea de Administração.

Esta pesquisa como mencionado, foi realizada em uma cidade específica (Itanhaém, litoral sul paulista), o que, consequentemente, gera algumas limitações quanto à generalização dos resultados. Sendo assim, indica-se, para

futuras pesquisas, a replicação do estudo em outras cidades, que podem ser do mesmo estado e/ou de outros, tendo em vista que as realidades regionais são distintas, além da comparação dos fatores condicionantes para o Planejamento Estratégico formal das MPEs em diferentes seguimentos.

Sugerem-se novos estudos com a finalidade de aprofundar essa pesquisa, estudos de natureza quantitativa poderiam mapear as principais dificuldades enfrentadas pelas MPEs no uso do planejamento estratégico formal e além de identificar características comuns entre as MPEs que obtêm sucesso nessa etapa.

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