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A service-oriented solution

William K. Cheung

7.2 A service-oriented solution

A abordagem de análise de conteúdo tem por finalidade, a partir de um conjunto de técnicas parciais, mas complementares, explicar e sistematizar o conteúdo da mensagem e o significado desse conteúdo, por meio de deduções lógicas e justificadas, tendo como referência sua origem (quem emitiu) e o contexto da mensagem ou os efeitos dessa mensagem. (Oliveira et al., 2003, p.4)

Em Oliveira et al. (2003), podemos ler qual o objetivo da análise de conteúdo, tendo por base as mensagens na sua origem, contexto ou efeito. Em Guerra (2006) podemos ler outras caraterísticas:

“a análise de conteúdo tem uma dimensão descritiva que visa dar conta do que nos foi narrado e uma dimensão interpretativa que decorre das interrogações do analista face a um objecto de estudo, com recurso a um sistema de conceitos teórico-analíticos cuja articulação permite formular as regras de inferência.” (p.62)

Estas dimensões da análise de conteúdo, a dimensão descritiva e interpretativa, que partem das questões de investigação do próprio investigador, no caso desta Dissertação, e de um sistema de análise com base em conceitos teóricos-analíticos, permitem-nos “...formular as regras de inferência.” (idem).

Podemos considerar que tudo o que é dito, e no caso dos documentos analisados por esta Dissertação, tudo o que é escrito, pode ser objeto para análise de conteúdo: «Isto fez Henry e Moscovici (1968) apud Bardin (1979, p. 33) dizerem: ”tudo o que é dito ou escrito é suscetível de ser submetido a uma análise de conteúdo”.» (Oliveira et al., 2003, p.3). Estes autores acrescentam:

“Nesse processo, faz-se necessário considerar a totalidade de um “texto”, passando-o pelo crivo da classificação ou do recenseamento, procurando

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identificar as freqüências ou ausências de itens, ou seja, categorizar para introduzir uma ordem, segundo certos critérios, na desordem aparente.” (idem, p.4)

Neste processo de análise de conteúdo, os mesmos autores afirmam que é necessário considerar a totalidade de um texto “passando-o pelo crivo da classificação ou do recenseamento, procurando identificar as frequências ou ausências de itens, ou seja, categorizar para introduzir uma ordem, segundo certos critérios, na desordem aparente.” (Oliveira et al., 2003, p.4).

Neste sentido, o conteúdo dos textos é fragmentado em unidades mais pequenas, que no caso desta Dissertação se refere aos excertos selecionados, processo este que é referido por Silva et al. (2009): “A mensagem pode ser apreendida, decompondo-se o conteúdo do documento em fragmentos mais simples, que revelem sutilezas contidas em um texto. Os fragmentos podem ser palavras, termos ou frases significativas de uma mensagem (CHIZZOTTI, 2006).” (p.11).

Deste modo, para iniciar este processo de análise adotou-se o método das categorias, as quais se assemelham de acordo com Bardin a uma “espécie de gavetas ou rúbricas significativas que permitem a classificação dos elementos de significação constitutivas, da mensagem.” (p.37).

As categorias, 1. Identificação; 2. Contextualização; 3. Desenvolvimento do Tema/

Investigação; 4. Conclusões do(s) autor(es), e as suas subcategorias definidas

inicialmente pela Grelha de análise de conteúdo, tinham como objetivo passar os textos analisados pelo crivo da classificação e encontrar posteriormente aspetos semelhantes ou diferentes, os quais fizeram emergir novas categorias, que nos permitiram dar as respostas às questões de investigação, como por exemplo: a categoria dos desafios à integração das TIC na aprendizagem da língua Inglesa.

Este aspeto, de que a análise de conteúdo dos textos escritos ajuda o educador, neste caso o investigador, a retirar o conteúdo manifesto ou latente, é também mencionado por Oliveira et al. (2003).

Oliveira et al. (2003) também recorrem a Bardin para nos indicar que as categorias como as acima descritas podem ser definidas a priori e a posteriori, após a análise dos dados. Ou seja, “Ainda, Bardin (1979) indica a possibilidade de uma categorização com

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categorias a priori, sugeridas pelo referencial teórico e com categorias a posteriori, elaboradas após a análise do material.” (p.9).

Os mesmos autores mencionam Bauer (2000), o qual afirma que estas categorias definidas a posteriori “devem ser construídas, levando em consideração a orientação teórica e os objetivos da pesquisa.” (p.9).

Na definição das categorias para análise de conteúdo procuraram-se seguir as regras que Bardin (p.36) considera serem necessárias para que a análise seja válida. Assim, procurou-se que estas fossem homogéneas na medida em que se referem ao mesmo tema e assunto em análise, exaustivas por terem sido aplicadas a todo o texto, exclusivas, pois não permitem que a mesma unidade de registo se enquadre simultaneamente em duas categorias diferentes, objetivas já que a seleção de cada elemento se enquadrou nos objetivos específicos de todas as categorias sem margem para qualquer subjetividade por parte do investigador, e adequadas ou pertinentes pois correspondem e tiveram em conta o conteúdo e objetivos desta Dissertação.

Desta forma, após a leitura integral de todos os documentos, foram selecionados os excertos mais significativos, tendo em conta a sua clareza e síntese no assunto a que se referiam, e que se enquadravam nas categorias e subcategorias definidas com o objetivo não só de descrever todos os dados analisados como também o de inferir acerca do tema desta Dissertação a partir dos resultados obtidos.

O objetivo de inferência é a intenção da análise de conteúdo para Bardin (2008) “A intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou, eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não).” (p.38).

Na análise de conteúdo foram então consideradas, após a análise categorial, as unidades de registo resultantes da categorização de cada documento através da Grelha de Análise de Conteúdo, as quais nos permitiram após a sua comparação, não só observar diferentes conceções de ensino-aprendizagem da língua Inglesa face às TIC, assim como diferentes conceções de autores que se dedicam ao estudo deste tema entre outros indicadores de relevância para a investigação.

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Estes indicadores, nomeadamente a incidência de documentos com foco tecnológico semelhante, ou ainda, o número de estudos que afirmam ter obtido resultados satisfatórios na utilização das TIC, foram abordados e serão representados graficamente nas secções seguintes desta Dissertação.

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