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A categoria em questão é a que mais representa preocupação para a organização em termos do resultado deste método. O resultado médio anual alcançado por IQA3 foi de 0,071, significando que, em média, os resultados da

categoria estão apenas 7,1% melhores que os exigidos por legislação.

Além de uma média anual baixa, observa-se, a partir dos dados do Apêndice B e do gráfico da Figura 4.18, que há dois meses do ano em que o resultado é negativo, demonstrado em vermelho na planilha IQA: janeiro (-0,020) e dezembro (-0,355).

Apesar do resultado da categoria, como um todo, não ter sido satisfatório, somente um único indicador influenciou decisivamente para o mau desempenho (Monóxido de Carbono – IQA32). A conseqüência do comportamento deste indicador

em relação ao resultado da categoria pode ser observada, sobretudo, nos meses de junho e dezembro (valores mais distantes da média anual). A avaliação individual de cada indicador é apresentada nas seções seguintes.

Evolução - Chumbo (QA)

0,533 0,940 0,960 0,947 0,973 0,973 0,980 0,973 0,973 0,973 0,960 0,967 0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900 1,000 1,100

Figura 4.18 – Gráfico demonstrativo da evolução dos valores de IQA para a categoria Emissões Gasosas, no período de janeiro a dezembro de 2005.

Em função dos resultados apresentados, essa categoria mereceu atenção especial da organização e foi alvo dos primeiros estudos para possíveis soluções do problema, que tiveram como base a aplicação do método em desenvolvimento neste trabalho. Os resultados desses estudos podem ser observados no capítulo seguinte.

4.3.1 Dióxido de Enxofre – SO2 (IQA31)

Este indicador apresenta resultados excepcionais, sendo o melhor da categoria. A média anual de IQA31 atingiu 0,986 (98,6%), sendo o melhor resultado

entre todas as médias anuais de indicadores considerados neste método.

Além disso, observa-se a grande estabilidade dos valores de IQA31, cuja

amplitude no período, diferença entre o maior e o menor valor de IQA31 registrados,

é de apenas (0,009), o que representa apenas 0,9% do valor médio anual. Dessa forma as emissões de SO2 não representam, de forma alguma, uma preocupação

para a organização.

No gráfico da Figura 4.19, pode ser observado o desempenho completo de IQA31.

Evolução da Qualidade Ambiental (Emissões)

0,031 0,005 0,028 0,023 0,494 0,109 0,052 0,160 0,169 0,139 -0,335 -0,020 -0,400 -0,300 -0,200 -0,100 0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600

Figura 4.19 – Gráfico demonstrativo da evolução dos valores de IQA para o indicador Dióxido de Enxofre (SO2), no período de janeiro a dezembro de 2005.

Pode-se admitir como razão para o bom desempenho de IQA31 a pequena

quantidade de enxofre que, provavelmente, existe nos tipos de combustíveis que são utilizados pelas caldeiras da planta industrial em estudo (casca de castanha de caju e gás natural).

4.3.2 Monóxido de Carbono – CO (IQA32)

É exatamente neste indicador que se encontra a principal preocupação da organização, a partir dos resultados revelados por este método. É possível perceber, a partir dos dados do Apêndice B, na planilha IQA, que, ao longo de todo o período de ano, os valores de IQA32 são negativos, ou seja: as emissões de CO estão acima

do parâmetro estabelecido na planilha “Entrada de Dados”.

Embora os valores negativos indiquem um péssimo desempenho, as ações a serem tomadas assumem caráter preventivo, pois a legislação atual, adotada pelo órgão ambiental (Resolução CONAMA 008/90), ainda não prevê o monitoramento da emissão deste gás. Conforme comentado na seção 3.2.3.1.1 deste trabalho, os valores adotados para a planilha “Entrada de Dados” foram determinados a partir de um projeto de resolução existente no CONAMA, o qual passará a regulamentar as emissões de CO na situação em estudo.

O desempenho completo de IQA32 pode ser observado no gráfico da

Figura 4.20.

Evolução - Dióxido de Enxofre (QA)

0,984 0,984 0,984 0,983 0,983 0,990 0,983 0,983 0,992 0,991 0,989 0,991 0,900 1,000

Figura 4.20 – Gráfico demonstrativo da evolução dos valores de IQA para o indicador Monóxido de Carbono (CO), no período de janeiro a dezembro de 2005.

O melhor resultado de IQA32 foi registrado em junho (-0,420) e o pior em

dezembro (-3,820). Considerando-se o resultado de dezembro, ainda que pareça ser atípico, chega-se à média anual de -1,883 para os valores de IQA32. Significa dizer

que a diferença entre os valores das emissões de CO e o valor assumido como parâmetro (811 mg/m³), é quase 2 vezes maior que este mesmo parâmetro.

Sobre esse indicador, vale ressaltar que o melhor resultado (mês de junho) foi obtido com uma das caldeiras operando com gás natural, combustível que apresenta maior índice de combustão completa (responsável pelo baixo índice de CO). Ainda assim, o valor chega a ser negativo, em função de se ter, no processo, outra caldeira operando com casca de castanha de caju. No caso do resultado de dezembro, devem ser considerados fatores como manutenção, partida de caldeira, dentre outros, para a piora do resultado.

4.3.3 Óxidos de Nitrogênio – NOX (IQA33)

Este indicador contribui positivamente para o desempenho da categoria e tem, na maior parte do ano (janeiro a novembro), seu desempenho estável. O maior valor para IQA33 foi 0,877 (registrado em dezembro). O pior desempenho deste

indicador ocorreu em novembro (0,520). A estabilidade, que pode ser observada no gráfico da Figura 4.21, garante uma certa segurança, pois as emissões estão, em média, num patamar cerca de 58% menor que o máximo admitido pelo parâmetro adotado.

Evolução - Monóxido de Carbono (QA)

-2,210 -2,025 -2,083 -1,993 -2,001 -1,690 -1,928 -1,498 -1,421 -1,506 -3,820 -0,420 -4,500 -4,000 -3,500 -3,000 -2,500 -2,000 -1,500 -1,000 -0,500 0,000

Figura 4.21 – Gráfico demonstrativo da evolução dos valores de IQA para o indicador Óxidos de Nitrogênio (NOX), no período de janeiro a dezembro de 2005.

Para o caso de NOX, é também válida a observação de que o valor do

parâmetro tomado na planilha “Entrada de Dados” faz parte do projeto de resolução que tramita no CONAMA. Nesse caso, conclui-se que, quando da entrada em vigor da resolução, não haverá problemas para a organização quanto a este parâmetro.

4.3.4 Material Particulado (IQA34)

Assim como IQA31 e IQA33, este indicador contribui positivamente para o

desempenho da categoria. A média anual de IQA34 foi 0,598. O melhor e o pior

desempenho ocorreram, respectivamente, em junho (0,795) e abril (0,550).

Figura 4.22 – Gráfico demonstrativo da evolução dos valores de IQA para o indicador Material Particulado, no período de janeiro a dezembro de 2005.

Evolução - Óxidos de Nitrogênio (QA)

0,583 0,573 0,571 0,540 0,553 0,612 0,557 0,534 0,561 0,523 0,520 0,877 0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900 1,000

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Evolução - Material Particulado (QA)

0,563 0,593 0,550 0,583 0,557 0,795 0,583 0,617 0,583 0,583 0,552 0,613 0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900

A observação atenta do gráfico na Figura 4.22 permite constatar que há uma certa estabilidade mas, também, uma leve tendência de aumento dos valores de IQA34. Como é possível constatar, as emissões de material particulado não

representam uma preocupação para a organização, em função dos resultados obtidos.

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