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Évolution historique des infrastructures du réseau

2. Les principales étapes du développement du réseau ferroviaire suisse entre 1844 et

2.2. Survol des différentes phases historiques de développement du réseau suisse

2.2.2. Évolution historique des infrastructures du réseau

Mencionando Chadwick (1987:15), pode definir-se a tecnologia no âmbito educativo:

como aplicação de um enfoque científico e sistemático com a informação concomitante ao melhoramento da educação nas suas variadas manifestações e níveis diversos.

Tal como a tecnologia em geral, a concepção da tecnologia no âmbito da educação, também foi tomando diversas percepções e concepções ao longo dos tempos. O conceito, tecnologia educativa, apresenta-se como polissémico, pelos diversos significados que tem possuído ao longo da sua história, e em função das mudanças verificadas no contexto educativo.

A expressão Tecnologia Educativa, segundo Etienne Brunswic (citado por Blanco 1989), surgiu em meados da década de 1960, quase exclusivamente associada aos meios audiovisuais do ensino e é entendida como o conjunto dos novos meios resultantes da revolução dos meios de comunicação utilizados com fins educativos.

Uma das definições, entre muitas, que contribuíram para a concepção actual da Tecnologia Educativa, foi resultado das investigações na linha da abordagem sistémica, método de análise da Teoria dos Sistemas dos investigadores canadianos Lachance (1970), Lapointe (1978) e Marton (1978):

A tecnologia educativa integra as diversas funções do processo educativo. Pretende, por um lado, analisar os problemas ligados ao ensino e à aprendizagem, e por outro, elaborar, implantar e avaliar as soluções a estes problemas, através do desenvolvimento e exploração dos recursos educacionais.

Blanco (1989) ao estudar a evolução da Tecnologia Educativa considerou que as práticas actuais de ensino como uma tecnologia resultam de uma evolução longa, de centenas de anos, realçando até os contributos de Herbart, Pestalozzi, Montessorie Freinet. No entanto, o mesmo autor dá especial ênfase ao impacto que os media provocaram nos sistemas educativos e no próprio conceito de Tecnologia Educativa.

35 Blanco define três grandes etapas na evolução do conceito de Tecnologia Educativa: a) aplicação na modernização do ensino (ajudas para o ensino); b) optimização do processo (ajudas para a aprendizagem); c) etapa em que se situa actualmente, aplicação nos processos de mudança (focagem sistémica).

a) Ajudas para o ensino: esta primeira etapa corresponde à base da tecnologia, constituída

pelos meios audiovisuais que se desenvolveram após a Primeira Guerra Mundial, aplicados no ensino como forma de concretizar o saber livresco abstracto através da imagem a qual é dado um grande valor didáctico. Os novos aparelhos de imagem ampliam e facilitam os processos de instrução, são ajuda e modernização das aulas, do ensino. Portanto este primeiro momento é definido pelo objectivo da modernização centrando-se na necessidade de proporcionar ao professor melhores instrumentos para o desempenho do seu trabalho, dando-se particular importância aos meios audiovisuais.

b) Ajudas para a Aprendizagem: constituem esta segunda etapa as investigações

desenvolvidas pelas ciências de psicologia da aprendizagem e da comunicação. Em meados da década de 60, começaram a comprovar que os meios audiovisuais e a sua técnica comunicativa, aplicados no ensino, modificavam o processo ensino aprendizagem, e em especial a relação entre professor aluno. Estas constatações justificam a evolução do conceito tecnologia educativa para uma nova concepção. Apoiadas nas teorias da psicologia da aprendizagem passa a estar ligada aos métodos e aos recursos usados na aprendizagem do aluno. A grande preocupação já não é de ajuda no ensino pelo professor, mas na aprendizagem pelo aluno. As técnicas isoladas agrupam-se numa tecnologia e o objectivo final é optimizar os processos na sala de aula.

Este segundo momento é caracterizado pelos modelos instrutivos, dando especial relevo à aprendizagem. A partir deste momento passa-se a dar importância não só ao

hardware, como acontecia no primeiro momento, mas também ao software, deixando o

audiovisual de ser entendido apenas como mero meio que por si só assegurava um ensino eficaz, atraente e moderno, sendo que o conceito de aparelho é superado pelo conceito de recurso, integrando-se numa perspectiva mais ampla e inerente às noções de método e metodologia.

36 Blanco (1989:46) caracteriza este segundo momento como uma passagem,

das ajudas aos métodos e dos aparelhos aos recursos: já não se preocupa o ensino pelo professor, mas a aprendizagem pelo aluno, as técnicas isoladas agrupam-se numa tecnologia e o objectivo final é optimizar os processos na sala de aula.

Colom (1986), nesta mesma linha de pensamento, considera que se enunciaram um conjunto de propostas tecnológicas, sustentadas na análise e na modificação de comportamento, enquanto desenho de estratégias, utilização de meios e controlo do sistema transmissor entre professor e aluno.

c) Focagem sistémica: a terceira etapa situa-se a partir das pesquisas educacionais

desenvolvidas na década de 70, que provaram que o valor de um programa dependia da resposta dada a uma necessidade, ou seja a aplicação prática e útil da tecnologia.

O terceiro momento marca uma mudança fundamental em que a Tecnologia Educativa anteriormente centrada nos elementos mecânicos e nos seus resultados, passa a ser centrada nos processos colocando em particular evidência o contexto e a construção, passando-se de uma abordagem mecanicista para uma abordagem tecno- sistémica atendendo-se à identificação das necessidades ou problemas para os quais são necessárias respostas, recorrendo a diversos meios de comunicação e a actividades que permitem ao aluno a manifestação de comportamentos.

Estas conclusões juntamente com o aparecimento da cibernética e o seu desenvolvimento nas estruturas organizacionais possibilitaram a aplicação da concepção sistémica à educação.

Portanto, a partir deste momento a Tecnologia Educativa começa a ser considerada como um sistema. Esta tendência marca profundamente o enquadramento da mesma. Lachance (1970) explicita os objectivos do sistema da tecnologia educativa como sendo:

analisar os problemas ligados ao ensino-aprendizagem e, por outro lado, elaborar, implantar e avaliar as soluções desses problemas pelo desenvolvimento e exploração dos recursos educativos.

Ora, a abordagem sistémica, segundo a UNESCO, é um método de análise que permite ao educador uma ampla intervenção no sistema educativo, pode ser um:

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instrumento de fabricação de novos modelos, de preparação de decisões a nível elevado, de pesquisa operacional, e pode ser instrumento de análise, diagnóstico e posterior intervenção. (UNESCO, 1980:35)

Figura 1 -Momentos de evolução do conceito de Tecnologia Educativa, segundo Blanco (1989)

Actualmente pode falar-se em Tecnologia Educativa, pois as focagens sistémicas e hipermédia permitem perspectivá-la como um processo complexo e integrado que implica homens e recursos numa interacção homem - máquina, métodos que exigem inovação e uma organização eficiente para analisar os problemas e imaginar, implantar, gerir e avaliar as soluções com a finalidade de mudança educativa.

Da aplicação das tecnologias do computador e do vídeo, em particular na modalidade interactiva, no contexto educativo, resultaram pesquisas sobre a interactividade entre homem-máquina e sobre os ambientes tecnológicos que reforçaram esta tendência da hipermédia (Bertrand, 1991).

Gallego e Afonso (1995), por seu lado, consideram que a diferença entre técnica tradicional e a nova tecnologia é que a primeira é orientada pela ideia de integração analógica e em tempo real de todos os elementos presentes na montagem do audiovisual, sendo a nova tecnologia presidida pelo conceito de informática que programa operações,

38 de estrutura lógica, sem a limitação do tempo real, nem das máquinas ou das imagens apresentadas.

Mas, afinal o que são novas tecnologias? Se a cada momento que passa emergem novas invenções, o ontem é um tempo velho para as tecnologias.

Na opinião de Rocha Trindade (1990), a designação de Novas Tecnologias traz alguma inconveniência, porque o conceito novidade é impreciso perdendo sentido com o decorrer do tempo e porque pode levar ao esquecimento de outras tecnologias educacionais que, apesar de actualmente já serem convencionais, não esgotaram ainda a utilidade nem as possibilidades de serem mais exploradas.

Porém, com base nas conceptualizações de tecnologias segundo Raposo (1998), é possível traçar-se a evolução da definição de Tecnologias:

Inicialmente com o desenvolvimento da informática, na década de 80, começa a surgir a denominação de Novas Tecnologias da Informação (NTI) Designação introduzida pela UNESCO (1982) definindo Novas Tecnologias da Informação como o conjunto de disciplinas científicas, tecnológicas de engenharia e de técnicas de gestão empregadas no manuseamento e processamento da informação; aponta a sua interacção entre homens e máquinas, associadas a aspectos de carácter social, económico e cultural.

Poucos anos depois a FUNDESCO (1986) usa a designação Tecnologias de Informação (TI), como sendo todas as tecnologias que permitem a aquisição, produção armazenamento, tratamento, comunicação, registo e apresentação de dados contidos em sinais de natureza acústica, óptica ou electromagnética.

Vázquez e Beltrán (1989) introduzem a denominação Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como sendo o desenvolvimento de máquinas e dispositivos desenhados para armazenar, operar transmitir, etc., de modo flexível, grandes quantidades de informação.

Bartolomé (1989) define Novas Tecnologias (NT), pela aplicação dos últimos desenvolvimentos tecnológicos centrando-se em processos de comunicação que se agrupam nas três grandes áreas da informática, o vídeo e a telecomunicação.

Vázquez (1991) surge com a designação Novas Tecnologias Aplicadas à Educação (NNTT), que definem como tecnologias da Informação aplicadas ao campo pedagógico

39 com o objectivo de racionalizar processos educativos, melhorando os resultados do sistema escolar e assegurar o acesso ao mesmo sistema de grupos convencionalmente excluídos.

Dois anos depois, Medrano (1993), volta ao termo Novas Tecnologias (NT) definindo-as por todos aqueles equipamentos ou sistemas técnicos que servem de suporte à informação através de canais visuais, auditivos ou de ambos. Em qualquer dos casos se trata de sistemas mecânicos, electromecânicos ou informáticos que contêm e reproduzem informação com aplicação em distintos campos e processos da comunicação.

Gonzalez (1994), considera Novas Tecnologias como o conjunto de ferramentas, suportes e canais para tratamento e acesso à informação.

Martínez (1995) define Novas Tecnologias por todos aqueles meios de comunicação e tratamento de informação que vão surgindo da união dos avanços da tecnologia electrónica com as ferramentas conceptuais, que vão permitindo o avanço do conhecimento humano. Martínez designa também por Novas Tecnologias da Comunicação (NTC), todas aquelas surgidas devido ao desenvolvimento da micro electrónica que transformam o mundo da comunicação, tanto ao nível da velocidade como da capacidade de transmissão e das possibilidades educativas.

García Valcarcel (1996) define para Novas Tecnologias (NT), três grandes sistemas de comunicação: o vídeo, a informática e a telecomunicação. A comunicação não se deve apenas aos equipamentos (hardware) mas também ao desenvolvimento de aplicações (software).

Adell (1997) considera Novas Tecnologias (NT) como o conjunto de processos e produtos derivados das novas ferramentas (hardware e software), suportes da informação e canais de comunicação relacionados com armazenamento, processamento e transmissão digitalizada de dados.

Assim, e no seguimento das abordagens anteriores, e ainda segundo Manuela Raposo Rivas (2002: 29) por Novas Tecnologias podemos:

enumerar abranger todos aqueles meios caracterizados – desde o ponto de vista técnico – pela digitalização e a interactividade: o vídeo interactivo, videotexto e teletexto, televisão por satélite e cabo, televisão interactiva,

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hiperdocumentos, discos digitais em diversos formatos (CD-ROM, DVD…), sistemas multimédia, tele e videoconferência, correio electrónico, telemática, etc.

Em suma, são várias as definições de Tecnologia Educativa apresentadas ao longo dos tempos, notando-se em todas elas uma preocupação pelos problemas da aprendizagem humana, sobressaindo um maior interesse pelo como do que pelo porquê, tal como, Bertrand & Valois (1994:107) referem:

sendo que a tecnologia deve ir mais além, integrando os elementos básicos do fazer e a reflexão teórica do saber, ou seja, deve ser considerada como uma aplicação de técnicas apoiadas num corpo teórico de conhecimentos.

O percurso actual da Tecnologia Educativa é o somatório de todas as transformações que foram mencionadas, sendo que o seu domínio de estudo e avaliação pode ser concebido dentro das áreas de saber que representam campos científicos fundamentais: a psicologia da aprendizagem, o enfoque sistémico e as comunicações, tendo em mente os progressos das Tecnologias da Informação e de Comunicação, de que são exemplo as novas tecnologias de vídeo e de informática.

A tecnologia aplicada no terreno da educação, não foge ao que permite fazer quando aplicada em outros campos, ou seja, permite mais desenvolvimento.

Tecnologia e educação, enquanto processos imbricados ao serviço do ser humano podem criar melhorias para o mesmo, daí nos parecer importante fazer uma breve análise acerca da sua integração no ensino do 1º Ciclo.