Nanographène sur 3C-SiC(100)/Si(100) : Propriétés électroniques
5.3 Étude des propriétés électroniques du nanographène
5.3.2 États de bords dans le graphène/3C-SiC(100) : Absorption des rayons X
Como tem sido sustentado por diferentes autores (Baum & Swick, 2008; Brazelton & Sparrow, 2003; Epstein, 2004; Gestwicki, 2007; Hill & Taylor, 2004; Hughes & MacNaughton, 2000; Lam, 2000) o envolvimento dos profissionais com as famílias está, por um lado, intrinsecamente ligado à qualidade oferecida pela creche e, por outro, assume uma profunda influência sobre o desenvolvimento das crianças.
Como temos vindo a sublinhar, consideramos que o envolvimento está muito para além das reuniões de pais, com a apresentação dos trabalhos a realizar ou já realizados na creche, bem como das celebrações em épocas festivas. Todos estes acontecimentos, embora sejam importantes, não são suficientes para que um trabalho em parceria com as famílias se desenvolva. As relações com as famílias estão muito para além disto e são um elemento determinante no sucesso do trabalho dos profissionais. Valorizar os saberes das famílias, respeitar os seus desejos, aceitar as suas particularidades e abrir espaço para que as decisões sejam tomadas em conjunto são alguns elementos- chave para que o trabalho em educação de infância seja bem-sucedido.
Como referem Baum e Swick (2008), se os profissionais não olharem as famílias como parceiros com potencialidades no apoio à aprendizagem das crianças, então o verdadeiro valor da experiência em educação na infância ficará perdido.
Com ou para as famílias? - “Da nossa parte tentamos sempre envolvê-los”
Verificámos através das observações realizadas e, particularmente, através do que foi dito nas entrevistas, que todos os participantes interpelados consideram que o envolvimento e a interação colaborativa dos profissionais com as famílias é importante, embora tenhamos constatado que nem sempre soubessem identificar a razão desta importância:
Passa primordialmente por sabermos que as crianças e os pais estão envolvidos com a escola, num fim- de-semana terem meia hora para nós ou que pensem em nós ou estejam a preparar alguma coisa para nós, isso é o essencial. (EI/CP 5:17)
A importância do envolvimento não pode ser dissociada da qualidade da creche no que se relaciona com o desenvolvimento das crianças, com o apoio às famílias e com o êxito do trabalho em educação de infância. Com efeito, sublinha-se, como tem sido indicado por diversos estudos, o impacto que o envolvimento das famílias na creche assume no desenvolvimento das crianças, (Baum & Swick, 2008; Brazelton & Sparrow, 2003; Dearing, Kreider, Simpkins & Weiss, 2006; Epstein, 2001; 2004; Fantuzzo, McWayne & Perry, 2004; Gestwicki, 2007; Hill & Taylor, 2004; Hughes & MacNaughton, 2000; Lam, 2000; MacNaughton & Hughes, 2011; Powell, 1998), bem como sobre as famílias que, ao se sentirem envolvidas, tornam-se mais interessadas nos objetivos e procedimentos adotados nestes contextos e demonstram ter mais autoconfiança na sua parentalidade e mais conhecimento sobre o desenvolvimento dos seus filhos (Epstein, 2001).
Apesar da colaboração ser considerada como importante pela globalidade dos agentes educativos interpelados no CE, constatámos, contudo, algum distanciamento entre desejos, expetativas e vontades de uns e de outros, como pudemos verificar na afirmação de uma das famílias entrevistadas:
Pai: De alguma forma a escola quer e faz um esforço para que os pais participem, então de alguma forma também terá que ouvir qual é que é a disponibilidade dos pais em participarem nesta, naquela ou na outra atividade que organizem, caso contrário é difícil arranjar pontos de interceção (...). Também sei que é um processo difícil de consultar todos e arranjar pontos de interceção, mas pelo menos ainda que não, por questionário, mas ir...; Mãe: Informalmente...; Pai: Colhendo essas respostas. (FAM 4:10)
Deste modo, e apesar de verificarmos a existência de diferentes procedimentos que visam promover a participação de todos na execução de tarefas, observámos, contudo, que são os profissionais que assumem o papel ativo nas decisões que afetam a educação das crianças no CE:
O envolvimento dos pais é sempre muito importante, nós é assim, da nossa parte tentamos sempre envolvê-los lá está, dando conhecimento das atividades que estamos a desenvolver, pondo-os em casa a fazer trabalhos para nós, para nós quer dizer, para os filhos, mas para a escola, estes pequenos convívios (...). (EI/CP 5:33)
Sempre, por mês, ou por estação, ou por um tema qualquer, nós geralmente mandamos sempre trabalhos de casa, digamos assim. Ou seja, no Natal pedimos que nos contem como é o Natal na vossa terra, ou que comidas costumam comer na vossa terra (...) é assim, a participação dos pais é muitas vezes pedida. (EI/CP 5:15)
Neste sentido, concordamos com o posicionamento de Brazelton (2006) quando defende que, independentemente de quem venha a cuidar do bebé/criança, "os pais têm de estar aptos a participar nas decisões que digam respeito ao (seu) bebé" (p.104).
Sobre este tema, quando questionámos uma das famílias acerca da possibilidade de se envolverem na tomada de decisões sobre a educação dos seus filhos no CE, esta mesma fa mília expressou a sua incerteza face a esta possibilidade de envolvimento:
Pai: Não sei até que ponto isso é realizável; Mãe: Isso era preciso que todos os pais não só concordassem, como também saibam o que uma criança de uma certa idade precisa. Imagino que elas têm mais experiência nesse sentido (...). Suponho que se perguntarem, os pais tenderiam a dar muito mais coisas do que as crianças conseguem absorver e (...) eu não sei se mudaria muito dos programas educativos porque penso que não estou qualificada (...) tendo em conta que as necessidades das crianças são bastante diferentes; Pai: Uma consulta talvez pudesse ser interessante. (FAM 5:5)
Perante estas afirmações argumentamos pela necessidade de os profissionais procurarem encorajar os pais a tomar decisões, evitando, assim, a procura de envolvimento somente pelo cumprimento de tarefas que poderão ser pouco significativas para as famílias e para o que consideram relevante para os seus filhos.
Para além dos aspetos mencionados, identificámos, particularmente nas entrevistas com as ajudantes de ação educativa, que quando questionadas sobre o envolvimento e a participação da família na creche, o cumprimento, e até mesmo, em alguns casos, a "obrigação" de realizar os trabalhos e as tarefas propostas às famílias, são confundidos como exemplos de envolvimento das famílias na creche: