Février 1959 N° 2 — 9" année
ORSA7-w ORSA7-w ORSA7-w
Le dernier bouchon...
C ’est celui de la bouteille que
l ’on apporte avant de se séparer,
pour boire le coup de l ’étrier cher
aux cavaliers. Une aimable cou
tume que celle-là, mais qui a p
pelle une fine goutte, du
Johannisberg Orsat
p ar exemple, ce vin riche et fruité,
qui sent bon le terroir, un vin qui
scelle les amitiés, les réconcilia
tions et que l ’on boit en regret
tant la petitesse du flacon.
A. O rsat S .A .. M artigny/V alais
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Le V a la is s ' a p p r ê t e d e n o u v e a u à l i v r e r d e s R eine tt es d u C a n a d a à Paris. C 'e s t q u e les P a ri sien nes son t p a r t i c u l i è r e m e n t f r i a n d e s d e c e t t e b e l l e p o m m e c r o q u a n t e à la c h a ir p a r f u m é e . Faites c o m m e elle s : g r i g n o t e z s o ir et m a ti n u n e R e i n e t t e d u C a n a d a . C 'e s t très ra fra îc h is s a n t et e x c e l l e n t p o u r les d e n ts . O P A V En p l e i n h i v e r , le V a la is v o u s o f f r e des p o m m e s c r o q u a n t e s à s o u h a i t et d ’u n e m e r v e i l l e u s e fr a î c h e u r . C e so n t des R e in e tte s d u C a n a d a p r o v e n a n t d e c o t e a u x e n s o l e i l l é s , et g o r g é e s d e l 'a i r p u r d e la m o n t a g n e .
Qui perd
gagne
Vous n'avez pas succombé, mesdames. Vous n'avez sim p le m e n t pas vo ulu. Entre nous, vous n'y p erde z rien. Cette cuisine est infinim ent moins d é le c ta b le q ue la v ô tre Vous n'avez presque pas b o u g é le p etit d o ig t, pou rta nt les hommes ont eu peur de vous. « Si elles votent, elles iront voter. Et com m e nous n'y allons plus, qui nous d it que, d'ici que lq ue s années, elles ne fe ro n t pas passer une révision co nstitu tion ne lle p o u r nous interdire, à nous autres hommes, l'accès aux urnes ? » * Présentes à v o tre gré dans nos affaires — et « Treize Etoiles » a fait p re n d re exprès pour vous cet instantané qui m ontre M . G a briel Bérard présidant, entouré et assisté de deux de ses collègues, une séance c a p i tale d e l'U nio n des e x péditeurs de fruits du Valais ; et vous v o y e z dans q uel embarras le met l'in te rv e n tio n justifiée de l'u ne d 'elles ! — présentes dans nos foyers, présentes dans nos cœurs, vous avez, je vous l'assure, le beau rôle. Et quand vous v o u d re z v raim ent vo ter, m algré nos restrictions intimes, la chose passera com m e une lettre à la poste. C om m ent pourrions-nous vous le refuser ?
O ijiÜ ÏW
h m
T R EIZE E T O IL E S P a r a î t le 10 d e c h a q u e m o is R E D A C T E U R E N C H E F B o je n O l s o m m e r , S io n , a v e n u e d e la G a r e 10 A D M I N I S T R A T I O N E T I M P R E S S I O N I m p r i m e r i e P ill e t, M a r t i g n v R É G I E D E S A N N O N C E S I m p r i m e r i e P i l l e t , M a r t i g n y , té l. 026 / 6 10 52 A B O N N E M E N T S S uis se : F r . 12.— ; é t r a n g e r : F r . 18.— Le n u m é r o : F r . 1.20 C o m p t e d e c h è q u e s I I c 4230, SionS O M M A I R E N c 2, février 1959 : Qui perd gagne. — « Treize Etoiles » en Tunisie. — Joies du curling. •— Les XXVe* C ham pionnats valaisans de ski. — Jeux internationaux silen cieux. — Sion était-il Drusomagus ? — U nterbâcli ou l’épilogue d ’un problèm e juridique. — U ne vie de chien. — Potins valaisans. — Sois belle et tais-toi ! — Au pied de la lettre. — Le chem in de fer V iège-Zerm att et Gor- nergrat a soixante ans. — Carnaval sur les H autes T er res. — Carnaval à travers le canton. •— Julien Clavien a ressuscité Vermala. — Une Valaisanne a écrit « F e m mes parquées », livre à scandales.
V J v f J * V j
«TREIZE ÉTOILES)
v re D iv ic o n a v a it e u u n b a te a u , il y a lla it d a re -d a re . E t c e t a n t iq u e re n d e z -v o u s d e p ir a te s n ’e s t p a s d é s a i m a n té .
N o u s n o u s y re tro u v o n s e n fam ille. M. K u rt K rap f, si b ie n v e n u e t si assid u aux assises d u to u ris m e valai- san , e x p e rtis e e n ce m o m e n t le to u ris m e tu n is ie n p o u r le c o m p te d e l’O N U , d o n t le r e p r é s e n ta n t ré s id e n t, M. S a e n g e r, a au ssi d e solides a tta c h e s a v e c n o tr e c a n to n : il y a fa it ses p re m iè re s a rm e s e n g é r a n t la c o o p é ra tiv e d e M o n ta n a !
C o n c ilia b u le s a v e c d es p e rs o n n a lité s d u m o n d e d ip lo m a tiq u e , av ec d e s éco n o m istes e t d es c o m m e r çan ts. N o u s lo geons ch ez M. T u o r, q u i a aussi u n h ô te l d a n s les G risons, faisons le to u r d es r e s ta u ra n ts ,
P o u rq u o i p a s ? L e to u rism e , c e tte b o u g e o tte u n iv e r selle, n ’e st ja m a is à sen s u n iq u e . P as p lu s q u e la m o in d re affa ire , n i a u c u n c o n ta c t h u m a in ...
S a u f la tra v e rs é e q u i n o u s a fa it voir, à l’aller, b e a u c o u p p lu s q u e n o s tre iz e étoiles, c a r la M é d ite r ra n é e a d es h u m e u rs d e ch ien , d e lion, d e ta u re a u , d e fa u c o n , c o m m e o n le lit su r la c a rte (et l ’île d u M a l-d e -V e n tre , ce la vous d it q u e l q u e c h o s e ? ) , ce c o u rt v o y ag e r a n g é sous la r u b r iq u e « to u rism e d ’e x p lo ra tio n », d ’a p rè s le le x iq u e d u p ro f e s s e u r K ra p f, a é té un v rai rég al. E x p lo ra tio n d ’u n p a y s a u th e n ti q u e q u i n ’a p a s c h a n g é d e p u is m ille an s d a n s son é te n d u e v o u é e a u n o m a d is m e , av ec la c o n tr e p a r tie d ’u n e esp è c e d e c a rro u se l d e l’h u m a n ité , u n e k e rm e sse q u i se d é p lo ie a u so m m e t d u p a y s, su r la lig n e C a rth a g e - T u n isB iz e rte . Q ui n ’e st p a s p assé p a r là ? Si ce p a u
-D a n s le s u d t u n i s i e n , s p e c t a c l e r a r i s s im e : u n o u e d o ù l ' e a u c o u l e . E l le es t b o u e u s e , m a is q u e l l e p r o v i d e n c e p o u r les n o m a d e s
q u i s e rv e n t u n e e x q u ise c u isin e c o sm o p o lite ; a p p r e n o n s à m a n g e r le b rik à l’œ u f san s fa ire d e ta c h e s, e t s to ïq u e m e n t la c h a k c h o u k a . T o u rism e g a s tro n o m iq u e .
E x c e lle n ts m essag es d u p r é s id e n t B o u rg u ib a à nos c o m p a trio te s , e n p a rtic u lie r au x le c te u rs •— e t au x le c tric e s — d e « T re iz e E to ile s ». Il a a c c o rd é le d ro it d e v o te aux fe m m e s, lui...
EN TUNISIE
R e n d e z -v o u s à C a rth a g e , su r ces lieu x b a ig n é s d e so u v en irs e t d e sel. M é d ita tio n s d a n s la b la n c h e u r d e K a iro u a n ; u n s a u t j u s q u ’a u g r a n d d é s e r t p o u r vo ir les oasis, rô tir le jo u r, g e le r la n u it, e t t â t e r d u c h a m e a u (to u rism e à to u t p o il ?), e t re to u r à T u n is.
L e b u r e a u d e M. K ra p f d o n n e su r la m é d in a , e t la v u e e st im p re n a b le . E n c h e v ê tr e m e n t d e b asses m aisons, d e couloirs, d e c o u rs e t d e to its p la ts. P e rc e u n e flè c h e d e m in a re t, m o n te u n e la n c in a n te c o m p la in te ou u n a p p e l r a u q u e . S è c h e u n e lessive, v e rse u n ch a r d ’o ra n g e s su r les b id o n s d u m a r c h a n d d ’eau. E t M. K ra p f d e d ic te r ses r a p p o r ts d a n s u n fra n ç a is im peccable, m a is a v e c u n e rig u e u r d ’o u tre -S a rin e ...
Son avis su r le p a y s ? E n th o u s ia s te e t c o n stru c tif. D ’in e stim a b le s re s so u rc e s to u r is tiq u e s , e n c o re p re s q u e inexploitées. M ille d e u x ce n ts k ilo m è tre s d e litto ra l à m e u b le r, d e s circ u its d u d é s e r t à o rg a n ise r, d e s v a c a n ces a rc h é o lo g iq u e s , d e s v a c a n c e s fleu ries. P o u r l’in s
t a n t, l ’e n s e m b le d u tr a fic p o u r r a it se c o m p a re r à celui A r c h i t e c t u r e t u n i s i e n n e
d ’u n e sta tio n c o m m e Z e rm a tt. E n to u t e t p o u r to u t, la T u n is ie p e u t alig n e r, su r ses 125.180 k m 2, (trois fois
la Suisse), p e u p lé s p a r p rè s d e 4 m illions d ’h a b ita n ts , u n e v in g ta in e d ’h ô te ls c o n v e n a b le s e t 1700 lits (2500
L a g r a n d e jo i e d e s to u r i s t e s : t â t e r d u c h a m e a u ! à Z e rm a tt). E n gros, u n d e m i-m illio n d e n u ité e s . E t p o u r ta n t, 5000 km . d ’e x c e lle n te s ro u te s fra n ç a ise s, d es ru in e s ro m a in e s e n v e u x -tu e n voilà, e t d es c h a rm e s q u e p e u v e n t lu i e n v ie r p re s q u e to u s les p a y s d u m o n d e .
Il s’a g it d ’y c o n s tru ire p o u r c o m m e n c e r u n e d iz a in e d ’h ô te ls a u x e n d ro its s tra té g iq u e s , e t d e fa c ilite r les c o m m u n ic a tio n s a v e c l’E u ro p e . O n e s p è r e q u e la S uisse se m a n ife s te ra d a n s ce p ro g ra m m e . A u s u r plus, u n e id é e a u d a c ie u s e v ie n t d e n a îtr e , celle d ’u n ju m e la g e d e s saisons : fa ire en so rte q u e le to u ris te pu isse, p r a t iq u e m e n t d a n s la m ê m e jo u rn é e , fa ire d u ski su r nos p e n te s , e t p r e n d r e u n b a i n d e m e r. V a c a n ces m é la n g é e s, b la n c h e s e t b le u e s. C u e illir u n e o ra n g e e t re v e n ir p o u r sa p a r t ie d e c u rlin g . L ’avion, e n q u e l q u e s h e u re s , p e r m e t ce d é p a y s e m e n t, q u ’il se m b le ra it in té re s s a n t d ’o rg a n ise r. B. O. L e p r o f e s s e u r K r a p t (à d r o it e ) e x p o s e s es v u es s u r le t o u r i s m e t u n i s i e n à M . P a u l B o v e n ( au m i lie u ) e t à M. S a e n g e r , r e p r é s e n t a n t r é s i d e n t d e I’O N U . j m m
Celui qui passe près d ’une patinoire et voit pour la prem ière fois une partie de curling ne p eu t s’em pêcher de sourire au spectacle de graves messieurs brandissant chacun un balai, com m e de parfaites « pipelettes » !
E t pourtant, les initiés vous diront avec raison que le curling est u n jeu passionnant, qui jouit aujourd’hui des faveurs non seulem ent des hom m es d ’un certain âge, mais d e nom breux jeunes aussi.
V en u d ’Ecosse, ce jeu s’est im planté en Valais, tout d ’aborcl dans les sta tions fréquentées par la clientèle bri tannique. Mais m aintenant, les ressor tissants de presque toutes les nations le pratiquent et plusieurs clubs ont
joies du curling
p a r P ie rre V a ile tteété fondés. Il paraît m êm e que Sion aura le sien dès l’hiver prochain, très probablement.
A ctuellem ent, on joue au curling à Zerm att, Crans, Montana et Cham perty.
Ce sport si attrayant est en som m e un très proche parent du classique jeu de boules et les règles qui les ré gissent tous deux sont assez sem bla bles... L a glace remplace la terre battue et de gros palets de granit écossais se substituent aux boules.
Ces pierres, qui pèsent d e seize à dix-huit kilos et dem i, sont encerclées de fer et m unies de poignées prati ques. C haque camp com pte en règle générale quatre joueurs et chaque
joueur des deux cam ps a le droit de lancer deux pierres.
Q ue viennent donc faire les balais dans cette affaire, m e dem anderez- vous ?
E h bien ! ces auxiliaires jouent un rôle très im portant. Ils servent à ba layer la glace afin d e prolonger la glissade de la pierre après son lance m e n t e t de l’am ener le plus près possible d u but.
Il est évident que la glace des pistes de curling doit être lisse com m e un miroir et parfaitem ent entretenue. Ces pistes, sauf erreur, n’ont pas toutes la m êm e longueur.
Fait à signaler, de nombreuses per sonnalités affectionnent ce sport et prennent part aux compétitions.
O n se passionne au curling autant- q u ’à la pétanque, ce qui n’est pas peu dire ! Aussi est-il fort amusant d ’en tendre les joueurs encourager de la voix leur pierre dans sa course.
A utant que nous avons p u en juger, ce délassem ent sportif rajeunit son h om m e et lui apporte le m êm e bien- être physique que n’im porte quelle autre discipline.
Un vétéran ne nous a-t-il pas d é claré : « Goûter aux joies d u curling une seule fois, c’est l’adopter pour la vie... »
Le s c h a m p i o n s suisse s 1959 : d e g a u c h e à d r o i t e , M M . N a r c i s s e S p o z io , F r i t z W u r g l e r , F e r d i n a n d S a v a r y e t
Le film des C ham pionnats valaisans d e ski
Les 30 et 31 janvier et le l ”r février, p a r un temps déjà printanier, plus de trois cents sportifs se sont disputés les XXVe* C ham pionnats valaisans de ski sur les pistes de Loèche4es-Bains. Ils se sont mesurés dans un bel esprit de cam araderie et de lutte tout au long des épreuves de descente, fond, slaloms et saut qui figuraient au program m e de ces journées inoubliables.
Les grands noms d e ces cham pionnats valaisans resteront : Flurin, Torrent, Pitteloud, Guanziroli, pour la descente, Kronig, Hischier, Kreuzer, Possa pour le fond, Bonvin et Perren pour le slalom.
On rem arquait avec plaisir q u ’à côté de tous ces jeunes, quelques anciens (les cinquante ans passés) n’ont pas craint de se m ettre en piste. T out cela prouve que le ski valaisan est plus vivant aujourd’hui que jamais. E n h a u t , d e g a u c h e à d r o i t e , J e a n - L o u i s T o r r e n t , d e C r a n s , v a i n q u e u r d u c o m b i n é a l p i n (él ite e t s e n io r s ) , e t A lb y P i t t e lo u d , d es A g e tt e s , q u i s ’e s t cl as sé e n t ê t e c h e z les j u n i o r s , t a n t à la d e s c e n t e q u ’a u s la l o m g é a n t . (P h o to s U V T ) E n b a s , le s o u r i r e d e G i n a G u a n z i r o l i , p r e m i è r e d e la d e s c e n t e d a m e s , e t la f o u l é e ir r é s i s t ib le d e L o r e n z P o ss a, c h a m p i o n v a l a is a n d e f o n d . (P h o to s « T r e i z e E t o ile s »)
et des Jeux internationaux silencieux
A l’heure où les cham pions valaisans se m esuraient sur les cham ps de neige de Loèche-les-Bains, une autre station valaisanne, celle de M ontana-Vermala, voyait se dérouler sur ses pistes des joutes moins bruyantes, certes, mais qui firent tout aussi honneur au sport blanc.
Plus de deux mille personnes, en effet, assistèrent aux IVes Jeux internationaux d ’hiver des silencieux. Ces épreuves réservées aux sourds-muets de tous les pays (il y en avait de Norvège, de France, d ’Autriche, d ’Allemagne, d ’Italie, de Finlande, de Suisse, etc.) ont connu chez nous un véritable succès, non seulement sur le plan sportif mais sur le p lan hum ain p a r le contact établi entre ces hommes venus des quatre coins de l’Europe.
Relevons la belle perform ance du Valaisan Julien Kreutzer, d ’Obergoms, qui fut le m eilleur Suisse au slalom spécial.
E n m a r g e d e s é p r e u v e s s p o r t i v e s , l e c o m i t é i n t e r n a t i o n a l d es s il e n c ie u x a t e n u s é a n c e à M o n t a n a . — U n c o n c u r r e n t su is se p r ê t e s e r m e n t . (P h o to s D e p r e z , M o n ta n a )
Sion était-il
D r u s o m a g u s ?
Interrogez le prem ier collégien venu.Il vous dira que Sion se dit en latin
Sedunum . E t il aura raison. Mais...
Mais ce latin-là n ’est pas attesté avant le moyen âge. L a prem ière fois q u e le m ot S edunum apparaît dans un texte écrit, c’est en l’an 859, dans les « Annales Bertiniani ». A cette épo- que-là, les trois fils de Louis le D ébon naire s’étaient déjà partagé l’Em pire de Charlemagne. T out ce q u ’il est permis d ’affirmer, c’est que Sion se dit S edunum en latin médiéval.
L ’antiquité rom aine est absolument m uette sur ce point. A ucune inscrip tion, aucun texte ne sont venus nous éclairer sur le nom antique de la capi tale actuelle du Valais. E t ce silence est d ’au tan t plus surprenant que le Valais, rattaché à l’Em pire dès le règne d ’Auguste, n ’est nullem ent ava re en renseignem ents de ce genre. Nous savons que Massongex était
Tarnaiae, que M artigny fu t YOctodu- rum de César, puis Forum Augusti Vallensium, enfin Forum Claudii Val- lensium et que ses habitants étaient
alors les F'oroclaudienses Vallenses, ce qui les distinguait d ’autres Foroclau- diens de régions voisines.
Nous savons aussi que la peuplade celtique qui occupait le Valais central à l’époque de César était celle des
Sedimi, ce qui doit se traduire par
Séduniens et non par Sédunois. Pou vons-nous affirm er de ce fait q u ’il existait « sûrem ent » un Sedunum , leur capitale ? Absolum ent pas !
D ’innombrables exemples viennent prouver le contraire. Il existait en Gaule des Parisii, mais Paris s’ap p e lait Lutetia. E t c’est la p eu p lad e des
Parisii qui a fini p ar donner son nom
à sa ville capitale, et non l’inverse. D e m êm e les A m biani ont donné leur nom à Amiens. « Civitas Am
bia-nensis » doit se traduire p ar « la cité
des Ambiani » et non par la ville d ’Amiens ! D e m êm e encore les R em i ont donné leur nom à Reims, leur ca pitale. E t nous observons, avec l’ad jectif Remensis, comme avec A m -
bianensis, que le suffixe ensis s’ajoute
aussi bien au nom d ’un peuple q u ’au nom d ’une ville, de sorte que la forme « sedunensis » attestée par une ins cription rom aine 1 ne nous perm et pas de conclure à l’existence d ’une ville appelée Sedunum. U ne autre inscrip tion est dédiée à Auguste p ar la « ci vitas Sedunorum » en qui elle recon naît son « patron ». C ’est un docu m ent capital, aujourd’hui encastré dans le vestibule de l’H ôtel de Ville de Sion. Ici encore il est clair que la « ci vitas Sedunorum » désigne toute la région des Séduniens, la « civitas » rom aine n ’étant q ue la continuation de la peuplade celtique. Ces «
Sedu-U n a s p e c t p e u v u d e la c a p i t a l e ( rev ers d u T h é â t r e ) 1 V o ir « V a ll e s ia » 1950, p a g e 146, i n s c r i p t i o n N ° 4, c i t é e p a r M a r c - R . S a u t e r d a n s « P r é h is to i r e d u V a la is , d e s o r ig i n e s a u x t e m p s m é r o v i n g i e n s ». 2 V o i r « V a ll e s ia » V-1950, p a g e 128, i n s c r i p ti o n N ° 5, o p . cit. 3 D ’a p r è s F . S t ä h e l i n , « D i e S c h w e iz i n r ö m i s c h e r Z e i t », B à ie , 1948. 4 E n a p p e n d i c e à « S io n , c a p i t a l e a r i s t o c r a t i q u e e t p a y s a n n e », p a r M a u r i c e Z e r m a t t e n ( p p . 229 à 301).
ni » étaient si p eu les habitants d ’une ville que Tite-Live (21, 38, 9) parle des Sédunovéragres de la vallée Poeni- ne, réunissant en un seul m ot le nom des Sedurli et celui des Veragri, qui constituaient avec les N antuates du Bas-Valais et les Uberi du Haut-Valais les quatre cités valaisannes.
Or, ces q u atre cités, en l’an 23 de notre ère, d u vivant m êm e de Jésus- Christ, adressèrent ensem ble une dé dicace « à Drusus César, fils de Tibère Auguste, petit-fils du divin Jules, a u gure, pontife, questeur, flam ine augus- tal, deux fois consul, dans sa deuxième puissance tribunicienne. » Il s’agit d ’une plaque calcaire aujourd’hui con servée à Saint-M aurice 2.
Ce Drusus, fils de l’em pereur Ti bère, était assurément un personnage im portant. Q uel avantage avait-il valu au Valais ? U n bienfait assez notoire sans doute, si l’on considère q ue les q uatre « cités » de la vallée s’unissent pour lui élever un m onum ent.
T out le m onde connaît le « systè m e » de Ptolémée, cet E gyptien de culture grecque qui vivait au IIe siè cle de notre ère. C laude Ptolém ée a laissé aussi une « G éographie » où il cite quelques villes de notre pays et notam m ent « Ouilcos, Ebodouron, Oc- todouron, Drousomagos ». Il est clair qu ’Octodouron est la transcription grecque d ’O ctodure, et Drousomagos la transcription de Drusomagus. Mais où était donc cette Drusomagus qui p erp étu e dans son nom le souvenir de Drusus, fils de T ibère ? L ’illustre Mommsen l’identifie avec Sion ; un autre historien, Œ chsli, avec Masson- gex, mais avec moins de vraisem blan ce 3 Au surplus, le nom de Masson- gex, Tarnaiae, nous est connu avec certitude : il rem onte à l’époque cel tique et est encore attesté p a r l’itiné raire d ’Antonin qui est u n docum ent militaire du I I I e siècle après J.-C. Certes, O ctodurum a changé plusieurs fois de nom, à la m anière des villes soviétiques ou démocrates-populaires... Mais ces changem ents officiels consa crent généralem ent une augm entation d ’im portance, un honneur plus grand conféré à une cité. Q uelle autre que la capitale des Seduni pouvait ainsi faire l’objet de la sollicitude im pé riale ? Massongex avait été dépossédé au profit de M artigny d u rôle de p re mier plan q u ’il avait joué à l’époque celtique. E n outre, l’ordre dans lequel Ptolémée cite les localités helvétiques
U n t e r b ä c h
o u I ép ilo g u e cl un prob lèm e juridique
L e scrutin national d u 1er février a d onné u n regain d ’actualité à l’initiative de la com m une d ’U nterbâch dans le dom aine d u suffrage fém inin. O n se souvient que, l’hiver dernier, p eu av an t le vote fédé ral sur le service civil obligatoire, le Conseil com m unal d ’U nterbâch avait décidé d e laisser voter les femmes de la com m une. C ette déci sion soulevait le problèm e délicat d ’une nouvelle interprétation d e la Constitution fédérale et des lois électorales, qui n e p a rle n t dans leurs textes q u e des « Suisses », sans distinction d e sexe.
D epuis des années déjà, les partisans d u suffrage fém inin avaient insisté sur le fait que n i la Constitution fédérale, ni les constitutions cantonales — sauf celle d e Bâle — n i les lois électorales, n ’excluent les femmes des droits politiques. Seule la coutum e les te n a it à l’écart des urnes. D e là à dem ander q u ’on m odifie cette coutum e ou ce droit coutumier, il y a peu. L e pas avait été franchi p a r des suffra gettes q u i avaient requis leur inscription au registre électoral et, devant le refus d e la com m une, recouru au T ribunal fédéral.
Ju sq u ’à présent, le Tribunal fédéral a toujours jugé q u ’il n ’était pas arbitraire d ’exclure les femmes d u droit de vote, étan t donné q u e cette exclusion reposait sur u n ancien d ro it coutumier. P a r contre, un m em bre d e notre Cour suprême, M. le juge fédéral Stocker, a donné aux autorités du district de Rarogne, q u i lu i dem andaient son avis, le conseil de pren d re une décision en faveur d u droit de vote des femmes, et de to u t sim plem ent les laisser voter si cela leur faisait envie. C’est ce que fit le Conseil com m unal d ’U nterbâch, et c’est ainsi q ue les femmes d ’U nterbâch fu ren t les prem ières femmes suisses à voter, le 13 mars 1958.
L e verdict du 1er février 1959 a m ontré q u ’il n e fallait rien espérer d ’u n vote des hommes dans cette question, n i d ’u n change m e n t de texte d e la C onstitution fédérale. Voilà pourquoi la voie que le Conseil com m unal d ’U nterbâch a courageusem ent m ontrée à la Suisse a aujourd’hui plus d ’intérêt q ue jamais.
Peter von Roten.
nous oblige à placer Drusomagus en
am ont d ’Octodure.
Ce n ’est pas, bien sûr, une preuve absolue en faveur de Sion-Drusoma- gus. Mais qui dit mieux ? Celui qui ne dit rien ? Mommsen a osé affir m er ; devons-nous être plus timides q ue lui, jusqu’au jour béni où la d é couverte d ’une inscription viendra nous libérer d e toute incertitude ?
Dans une étude p h ilologique4 sur le sens d u m o t Seduni, J. U. H ub- schm ied en arrive à la conclusion sui vante : « Il paraît donc q u ’une tribu gauloise s’appelait « les cerfs » (Sedu ni) ; que le démon-cerf... hantait les
rivières (Sionne), les lieux solitaires (Sion, en France, Sionne), les marais (Sionnet). »
Q ue cette tribu ait donné son nom à sa capitale, n ’est-ce pas aussi h eu reux pour le Valais que le fait des
Parisii donnant leur nom à Paris ? E t Drusomagus ne méritait-il pas, bien
plus que Lutetia, d ’être oublié ? Ainsi en sera-t-il toujours de tous les Sta lingrad et autres Gottwaldov...
Cine oie 2>e eklen
Si le c h e v a l e st la p lu s n o b le c o n q u ê te d e l’h o m m e , l’h o m m e , à so n to u r, e s t la p lu s n o b le c o n q u ê te d u c h ien .
C e rta in e s p e rs o n n e s e n fo n t jo u r n e lle m e n t l’e x p é rience.
Il d o it y avoir, san s d o u te , u n m o y e n d ’é le v e r u n fox à p oils d u rs e t je veu x c ro ire q u ’u n p ro fe s s e u r d e p sy c h o lo g ie q u i se ra it, e n m ê m e te m p s , colo n el d a n s l’a rm é e , y p a r v ie n d r a it san s tr o p d e p e in e a v e c le c o n c o u rs d ’u n p s y c h ia tr e e t d ’u n e a s s is ta n te sociale, m a is voilà, il p a r a î t m a la isé d e re m p lir to u te s ces co n d itio n s !
E n t r e le fox à poils d u rs e t so n m a îtr e à p oils ras s ’élè v e u n p e r p é t u e l c o n flit d ’a u to r ité e t si l’o n m a r q u e u n te m p s d e faib lesse, l ’a u tr e a u s s itô t e n p ro fite . Q u a n d je p e n s e au x m e su re s q u ’o n d é p lo ie p o u r n o m m e r u n c h e f d ’e n tre p ris e , u n g r a n d m a g is tr a t o u u n o fficier su p é rie u r, je n e p u is m ’e m p ê c h e r d e so u rire, c a r p o u r s’a ss u re r d e s d o n s d e c o m m a n d e m e n t e t d ’e n tr a în e u r d e n ’im p o rte q u e l c a n d i d a t o n n ’a p a s b e so in d e te lle m e n t d e te sts...
I l s u ffira it d e le m e ttr e à la tê t e d ’u n fox à poils d u rs a v a n t d e le m e ttr e à la t ê te d ’u n e u sin e h y d r o é le c triq u e , d u C o n seil fé d é r a l o u d ’u n r é g im e n t d ’i n fa n te rie .
S ’il p a r v ie n t à d o m in e r l’an im a l, a u c u n g ro u p e m e n t h u m a in n e p o u r r a ré s iste r à sa fo rc e d e c a ra c tè re . T e lle e s t m a cla ire e t f r a n c h e p e n sé e .
J e p o ssè d e d e p u is p lu s d e seize a n s u n e p e tite c h ie n n e , o u p lu s p ré c is é m e n t c ’e st e lle q u i m e p o ssè d e.
E t j’ai co m p ris tr è s r a p id e m e n t, a u x lib e rté s q u ’elle p re n a it, a u m é p ris d es m ie n n e s, q u e je n ’avais a u c u n p e n c h a n t p o u r la d ir e c tio n d e s affaires.
N o u s avons p o u r t a n t tr o u v é u n te rra in d ’e n te n te . U n te rra in v a g u e...
E n re v a n c h e , u n d e m e s am is m ’a ra c o n té q u e son fox à poils d u rs fa is a it la loi d a n s sa fam ille.
Il v e u t av o ir to u t so n m o n d e a u to u r d e soi, e t si p a r h a s a r d q u e l q u ’u n p r é t e n d s’a b s e n te r, sans r e q u é rir sa c o m p a g n ie , il c o m m e n c e à e n g u e u le r les gens p ré s e n ts.
Si vous v o u le z so rtir le soir, il a m e u te le q u a r tie r d u r a n t d e s h eu res.
T a n t e t si b ie n q u e m o n p a u v r e am i, q u a n d il d é sire a lle r e n so irée a v e c sa fe m m e , e s t o b lig é d e se p r é s e n te r e n ch e m ise d e n u i t à so n c h ie n p o u r lu i fa ire c ro ire q u ’il v a se c o u c h e r, p u is d e s’h a b ille r a u f o n d d u v e s tib u le aussi d o u c e m e n t q u e p o ssib le afin d e n e p a s é v eiller son a tte n tio n su r so n d é p a r t secret.
C ’e s t co m m e ça, d ’ailleurs, q u ’il a m a n q u é à P aris le c o n c e rt d e la C allas : il a v a it laissé to m b e r u n e d e ses c h a u ss u re s e t n a tu r e lle m e n t le fox s’é ta it d o u té d e q u e l q u e chose...
N a tu re lle m e n t, il y a d es c o m p e n sa tio n s.
C ’e s t g râ c e à so n c h ie n q u e m o n a m i a n o u é d es re la tio n s d a n s la g e n d a rm e rie e t d a n s les b u re a u x c o m m u n a u x .
Si ja m a is s u r v ie n t u n c a m b rio le u r à so n do m icile, e h b ie n , m o n a m i n ’a u r a p a s b e s o in d e d o n n e r son ad resse.
O n a si so u v e n t suivi la p is te d e son c h ie n q u ’on s a u ra c o m m e n t tr o u v e r la s ie n n e :
— A llô, d ira-t-il, v e n e z v ite ! Ç a s ’e s t p a s s é d a n s l’a p p a r t e m e n t q u e v o u s o u v re z q u a t r e o u c in q fois p a r se m a in e , e n m o n a b s e n c e , à la r e q u ê t e d e s voisins.
P a s m o y e n d e se tr o m p e r , vous p e n s e z ! O ui, oui, il y a d e s c o m p e n sa tio n s.
T e n e z , ja m a is il n e se r a it v e n u à l’e s p r it d e m o n a m i d e s’in té re s s e r a u x m u r s d e s o u tè n e m e n t d es ja rd in s o u au x d iv e rse s v a rié té s d ’arb re s.
E h b ie n , d e p u is q u ’ils so rt a v e c so n c h ie n il s’e s t la n c é d a n s la c o n s tru c tio n e t d a n s l ’a rb o r ic u ltu re .
Il d i t q u e ç a le d is tra it d e ses o c c u p a tio n s o rd i n aires.
Il e s t p ro f e s s e u r e x tra o rd in a ire d e p h ilo so p h ie e t je m e so u v ien s d ’u n jo u r où, v ra im e n t, il a m o n tré p a r sa s é r é n ité l’ex c e lle n c e d e sa d o c trin e .
L e c h ie n lu i a v a it b o u ff é ses d ip lô m es.
O r, m ê m e à c e tte o ccasio n , m o n a m i n e l ’a p a s p ris à reb ro u sse-p o ils.
— T a n t p is ! q u ’il s’e s t écrié, m a g n a n im e , e t c ’e s t lu i — le p ro f e s s e u r — q u i a re p ris le collier.
Il m ’a av o u é , n é a n m o in s , q u ’il a v a it e u q u e lq u e m a l à g a r d e r so n sa n g -fro id .
F o rc é m e n t, n ’e s t-c e p a s ? O n n ’a im e p a s b e a u c o u p q u e c e so it le c h ie n q u i v o u s fa s se u n e n ic h e...
/~ j) c tin s o a i a i s a n s
L ettre à mon am i Fabien, Valaisan ém igré
Mon cher,
Sais-tu que, d e m émoire d ’hommes, notre Valais n ’a jamais connu un mois de février aussi beau que cette année ? D u froid la nuit et d u soleil la journée. D e quoi réjouir à la fois les touristes, ceux qui les reçoivent et les paysans. Il est assez rare que le Père étem el arrive ainsi à conten ter autant de m onde à la fois.
Aussi voit-on les travaux agricoles se poursuivre ardem ment tandis que les pentes e t les m onte-pentes connaissent des affluences inusitées d e skieurs.
T ant de motifs de satisfaction ont contribué à rendre moins am ère la pilule q u ’ont dû avaler les partisans du suffrage fém inin dans les rangs desquels j’avais choisi de militer.
« L a poire n ’est pas m ûre », a p u écrire un journaliste valaisan, en quoi il en avait d it trop et pas assez, car l’image, tu l’avoueras, sentait l’équivoque.
Certaines de ces dam es s’en sont offusquées qui, tout en s’estim ant p arfaitem ent mûres, refusent énergiquem ent la com paraison avec ce fruit, si délicieux soit-il. Q uant aux hommes, ils ne voulurent pas non plus être pris p o u r tel.
Bref, la page est tournée et nos femmes en resteront à leurs casseroles auxquelles 'le sort les a prédestinées.
Le Carnaval ayant suivi im m édiatem ent cette consulta tion populaire, l ’hum our eut tô t fait d e reprendre ses droits dans notre pays. S’il y eut moins de grands cortèges, on com pta, dit-on, une pléiade de mascarades non organisées, ce qui leur conféra p eut-être tout au tan t de pim ent et de spontanéité.
Une fois de plus, notre canton a dém ontré q u ’à se tra vestir pour quelques jours le visage e t la pensée, il y avait de quoi se retrouver soi-même, délesté d u m asque que l’on porte tous les jours de sa vie.
Relevons cependant que le sens de l ’hum our n ’alla pas jusqu’à atteindre notre Conseil d ’E tat, lequel jugea à p ro pos d e convoquer le G rand Conseil un lundi gras pour délibérer de sujets fort sérieux ainsi que tu pourras le constater.
A moins que, précisém ent, le théâtre qui s’y joue ait été considéré p ar notre gouvernem ent com me parfaitem ent adapté à la circonstance. Mais à m e lancer dans une telle comparaison, je risquerais d e devenir irrévérencieux envers nos institutions.
T u jugeras au reste d u sérieux de notre Parlem ent quand tu sauras q u ’e n plein m ardi gras il discuta ferme d ’une
nouvelle loi fiscale en s’alanguissant sur des textes dont tu connais le contenu alléchant. C ar le plaisir de payer des impôts, c’est un peu notre seconde nature, to u t comme celui de voter ou de boire e t manger.
Les discussions furent parfois orageuses. Elles ont géné ralem ent confirmé la b o utade selon laquelle l ’im pôt le plus juste est toujours celui que paie le voisin. O n d it à ce m om ent-là q u ’il est « social », en prononçant ce m ot avec la gravité et la solennité d ’un discours électoral.
Inutile d ’ajouter q u ’au m om ent m êm e où il s’évertuait à découvrir des ressources nouvelles, notre G rand Conseil votait en annexe de nombreuses dépenses, ce qui doit être considéré com me un incontestable souci d ’équilibre.
Mais je reviens à de plus solides réalités, t ’inform ant que la pomm e C anada est à l’ordre du jour puisqu’elle meuble nos caves et nos entrepôts avec une insistance qui la rend encom brante. A l’OPAV, on s’efforce de la rendre alléchante en évoquant toutes ses vertus.
Seulem ent voilà, il fau t chez nous que les fruits aient gelé p o u r q u ’on ait envie d ’en manger. Nous aimons ce qui est rare. E t comme ce n ’est pas le cas des pommes, cette année, tu vois où nous en sommes.
P ar bonheur, nos vins connaissent une situation inverse et chacun v eut en avoir p o u r son soûl ! Cela nous fait oublier m om entaném ent l’époque d u « R ubattel » où le jus d e la treille avait cessé d ’être une boisson délectable pour devenir un « problèm e », rébarbatif et grave, comme tous les problèmes.
Pour ne p oint quitter l ’élém ent liquide, je t ’avise que le Valais s’est mis su r les rangs pour recevoir une raffi nerie de pétrole. O n nous d it d ’une pareille aventure q u ’elle est fort lucrative, mais on en craint aussi les con séquences m alodorantes dans un pays qui a la prétention d ’exploiter la pureté de son atm osphère à des fins touris tiques.
Mais ceci est une histoire p o u r un avenir encore lointain. Ce qui doit nous préoccuper, p o u r l’instant, c’est que nous sommes entrés dans le carême. E t cela, ce n ’est pas p o u r s’amuser.
Aussi, trêve de plaisanteries pour aujourd’hui. Je ne songe q u ’à expier les fautes que j’ai p u com m ettre tout au long de l’année en traitant à la légère les événem ents de l’heure.
E t, pren an t la m ine d e circonstance — la mine de carê m e-prenant — tout en m ’efforçant de m e souvenir q u ’un saint triste est un triste saint, je t’invite à faire une péni tence m odérée mais sincère.
Bien à toi.
Zc?
comommateur exigeant
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E n fa m ille avec M adam e Z ry d
Le chemin de fer Viège-Zermatf et Gornergrat
a soixante ans !
S o is belle et ta is-to i !
L e leçon de cet échec fém iniste d u 1er février, la voici dans son éclatante vérité : tous les com mentaires faits depuis lors confirm ent notre m anque de m aturité, notre incapacité à voir l’ensem ble des problèmes, bref, notre tendance bien connue à to u t ram ener à Fétalon- macaroni.Soyons franche ; il a fallu, p o u r que je m e convain que de ces défauts, que j’assume avec toutes mes sœurs, la lecture d ’un journal de Suisse allem ande où l’on veu t voir, dans nos conclusions hâtives après le vote, la preuve évidente de notre esprit superficiel.
O n s’en voudrait de ne pas faire p rofiter autrui d ’u n e dém onstration aussi brillante de logique masculine.
O r donc, dans la fragilité de nos cogitations, nous avions cru devoir nous féliciter des résultats obtenus en Suisse rom ande. Ils étaient dus, pensions-nous, à une m entalité plus évoluée et, peut-être encore, à un sentim ent chevaleresque assez réconfortant.
Détrom pons-nous. Si le Vaudois, le N euchâtelois, le Genevois ont opté p o u r le vote fém inin, c’est par antiféminisme.
L e vrai féministe, allez le chercher parm i ces cohor tes de gens sérieux qui ont frappé, dim anche, un m âle
D f r i c A T » *a*
A u pied
d e la leffre
par Bojen Olsomm er et Géa AugsbourgV v V
U N ic E C H E L L E
L e chem in de fer V iège-Zerm att e t G ornergrat a soixante ans ! Une pla q u ette publiée p ar la direction d e la Compagnie contient une foule de renseignem ents du plus h a u t intérêt sur l’histoire de Z erm att et de son rail, sur la conquête d e la montagne, sur l’essor du tou risme dans la vallée. Nous en recommandons vivem ent la lecture et, p o u r fêter cet anniver saire, « T reize Etoiles » a le plaisir d e repro duire un éloge de Z erm att dû au savoureux écrivain q u ’est M. Adolf Fux.
ZERMATT
C’est au plus profond des vallées et à la limite extrêm e sud de la langue allemande que nous trouvons Zerm att, le village d u Cervin. Aussi vieux que la vieille Confédéra tion helvétique, son nom a été diffusé dans les quatre coins d u m onde depuis que W h y m p e r a gagné la bataille contre la montagne « terrible » au prix de la perte d e ses meilleurs amis.
A vec ce jour-là, pour le Zerm att ancien, une ère nou velle s’est ouverte dont le point de départ a été donné par le Cervin, cette montagne enchanteresse et fascinatrice, ce Cervin unique dépassant toute im agination et toute attente et se m oquant de toute comparaison. D ans le vaste m onde il ne se trouve pas une deuxièm e montagne mar quée par une telle fierté, u n te l escarpement, une telle aus térité dans la solitude. Mais il ne s’en trouve pas une deuxièm e non plus suscitant à la fois autant d'admiration et de crainte. A ucune plus que le Cervin n’a été décrite, peinte, photographiée. Celui qui n ’a jamais v u se dresser devant lui ses parois m ajestueuses connaît déjà sa form e, sa grandeur, ses tragédies. Aussi longtem ps que le m onde existera il y aura des hom m es qui chercheront à pénétrer ses énigmes et qui m ettront m êm e leur vie "à prix pour le connaître de plus près dans toute sa beauté et sa ru desse !
Dans le large espace environnant se dressent de nom breux autres « quatre mille » qui, avec les glaciers et les moraines form ent u n cirque imposant. C ’est dans ce cadre de hautes cîmes que s’est niché Zerm att, le vieux village rêvé, e t le Z erm att m oderne, la ville montagnarde.
Pour devenir ce q u ’il est aujourd'hui, à côté de l’apport des ascensionnistes et conquérants des hautes pointes, il a fallu une coordination intelligente de l’intrépidité, d u la beur, de l’esprit de réalisation des indigènes. Tour tous ceux qui viennent tirer la révérence au Cervin, com m e il
coup de poing sur la table familiale: « Taisez-vous, les femmes I »
Sous cet im pératif catégorique, seules les mauvaises volontés se refuseront à deviner la finesse d ’intention. D ans nos cantons, chaque enfant naissant soldat, on ne saurait lui reprocher u n laconisme b ru tal propice aux méprises. « Tais-toi ! », d it le Suisse à sa com pa gne, en espérant q u ’une longue h ab itu d e lui fera devi n er le m adrigal sous-entendu.
Si elle ne se souvient pas d u poète, si elle ne com prend pas la délicate allusion à sa beauté, la preuve sera faite de la fragilité de son raisonnem ent et de son incom pétence à juger des problèm es nationaux.
Evidem m ent, présenté sous cet angle, le refus devient un com plim ent, et seules quelques femmes dénaturées se dem anderont s’il n ’est pas outrecuidant,
y en a chaque année des légions, Zerm att s’identifie aux dynasties d ’hôteliers, issues de la paysannerie montagnarde, qui ont découvert ce lieu bien avant les Anglais et ont su en faire une station de villégiature de renom m ée m on diale ; il s ’identifie égalem ent à cette belle phalange de guides au visage osseux et au teint hâlé q u i partent à la conquête des m ontagnes à la tête des caravanes audacieu ses et avides d ’ém otions fortes.
L e véritable essor de Zerm att part de la construction des chem ins de fer et des prem ières traversées des Alpes, tem ps à partir duquel le peuple valaisan, verrouillé entre les hautes m ontagnes, vit s’ouvrir des horizons nouveaux. A peine la ligne d u Sim plon fut-elle achevée que l’autorité fédérale se v it saisir d ’une dem ande de concession pour la construction et l’exploitation d ’une ligne à voie étroite entre Viège et Zerm att. Personne ne recula devant une telle entreprise, si téméraire q u ’elle p û t paraître.
M il huit cent nonante et un v it la mise en exploitation de cette ligne de 35 km . qui s’étire entre une rivière im pétueuse et de profonds escarpements. L e succès en fu t tellem ent séduisant q u ’aussitôt après un projet de cons truction d ’une ligne allant jusqu’au Gornergrat fu t m is en avant. En 1898 le dernier rail était posé et le prem ier train accédait au point de vue le plus grandiose des Alpes.
C’est la plus haute ligne de chem in de fer de montagne du continent, exploité m êm e pendant l’hiver, et qui, com me dans un rêve, perm et à l’hom m e de passer des plaines, écrasées sous u n air chaud et hum ide, aux hautes régions baignées dans une atm osphère éthérée.
Un projet fantastique fu t e t re s te 'la ligne d u Cervin. E n l’année d ’ouverture du V iège-Zerm att déjà, cette œ uvre fu t projetée qui, avec un téléphérique allant de Zerm att au lac Noir, suivi de là par une ligne à crémaillère jusqu’au pied du Cervin devait perm ettre d ’atteindre par u n tunnel le som m et d u géant. Cependant, en Suisse com m e à l’étran ger, des voix se sont élevées avec énergie contre la réali sation de ce projet qui tom ba ainsi en échec. R écem m ent encore cette idée a été reprise mais elle a dû s’incliner de nouveau devant ses adversaires.
Nous osons espérer q u ’un tel projet n aboutisse jamais à une réalisation et que le génie de l’hom m e ne se m ette pas au service d ’un acte de profanation envers une œ uvre naturelle portant l’em preinte de dilection du Grand M aî tre I
L e visiteur de Zerm att ne se contente pas cl’admirer les hautes cîmes et de fréquenter les grands hôtels mais, d ’instinct, il se laisse conduire par ses pas dans les ruelles tranquilles et cahoteuses d u vieux hameau, entre les cha lets brunis, foyers paisibles de la population zermattoise de résidence. Q ue d ’hom m es influents e t de braves m ères de fam ille ont v u le jour dans ces dem eures rustiques et que de guides ont passé par ces portes étroites et basses com me des jougs ! Leurs nom s ont crû avec l’éclat de Zerm att et sont liés aux tragédies de l’alpe. L e m usée est suffisam m ent évocateur de souvenirs des victim es de la m ontagne, et le cimetière sert de dernière dem eure à de nom breux
étran-de la p a rt d ’homm es mûrs, étran-de laisser un blanc-bec de vingt ans trancher des questions à propos des quelles sa m ère est réduite au silence.
Seules, quelques épouses aigries continueront à trouver indécent q u ’on utilise leur dévouem ent dans l'om bre com me argum ent p o u r discours de cantine, « la fem me au foyer », comme si le foyer d ’une mère n’était pas aussi à la fabrique, à l’atelier avec ses enfants, à l’école de recrues avec son fils.
Nous autres, convaincues p a r l’argum entation p én é trante du journaliste d ont je vous parlais to u t à l’heure, nous ne nous poserons plus aucune question irritante. Comm e un poisson affamé, nous nous je tte rons sur l’ham eçon de ce com plim ent ellyptique, trop heureuses q u ’on nous trouve belles et, périodique ment, assez intelligentes p o u r rem plir nos feuilles d'impôt.
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o t-g ers qui, par une fin tra-gique, sont restés dans les chroni
ques de Zermatt.
Petulant les saisons d ’été et d ’hiver les habitants de Z erm att sont occupés, pour la plupart, à Vexploitation de la station d ’étrangers ; ils parlent la langue des hôtes, du m oins ils s’efforcent de l’imiter. Mais, la fin de la saison arrivée, ils se replient de nouveau sur eux-m êmes, leur langage reprend tout le charme d ’une langue chantante com m e on en trouve à peine d ’aussi sonores dans le H aut- Valais. C ’est que Zerm att qui, pendant des siècles a form é pour lui seid un m onde ferm é, s’est constitué un langage propre en m êm e tem ps q u ’il a éduqué ses habitants à une discipline d ’autonomie, nécessaire à surm onter la dureté de vie dans les hautes vallées.
L e visiteur qui pour la première fois arrive à Zerm att au fort de la saison d ’été, a l’impression de pénétrer tout à coup dans un caravansérail, tellem ent dans ses hôtes il voit de diversités frappantes ! Comm e dans une fourmilière, se croisent et se côtoyent alpinistes chargés de lourds sacs, personnes en cure de repos, poètes et peintres en quête d ’inspiration, hôtes de tous âges et de tous sexes cachés sous l’anonym at d ’accoutrem ents les plus baroques. E t de tout ce m onde se dégage un brouhaha de langues les plus diverses évoquant la confusion de la tour de Babel !
Ce pouvoir fascinateur ayant raison des goûts les plus divers nous paraît tenir cl’un m ystère que Zerm att se refuse à nous révéler ! Adolf Fux.
V oyage d'éfude de l'Office suisse du tourisme étranger L e c o m i t é d e la S o c ié té d e d é v e l o p p e m e n t d e V e r b ie r , a p r è s C h a m p é r y et M o r g in s , a r e ç u le s r e p r é s e n t a n t s d e s O f f ic es s uisse s d u t o u r i s m e à l ’é t r a n g e r . N os h ô te s o n t é t é e n t h o u s i a s m é s d e l e u r c o u r t s é j o u r e n V a la is et se s o n t d é c la r é s e n c h a n t é s d e l e u r v is it e d a n s n o s d i f f é r e n t e s s ta t io n s d u Bas e t d u H a u t - V a l a i s . N o t r e p h o t o : M lle N e li s s e n , A m s t e r d a m ; M M . T e l l e n b a c h , S t o c k h o l m ; M a y e r , V i e n n e ; W e t t e r , R o m e ; F l ü g l i s t e r , N e w - Y o r k ; B ä s c h l in , F r a n c f o r t ; S t r o m i n g e r s , L o n d r e s ; M o l l e t e t S e g e n r e i c h , P a r is ; M a t t h e y - D o r e t , M ila n , e n t o u r é s d e M M . C a s a n o v a , R o u x e t O r e il le r , d e V e r b ie r.
L a r é p u ta tio n d u C a rn a v a l v a la isa n d a n s la p la in e d u R h ô n e n ’est p lu s à faire... L es b rilla n te s festiv ité s d e M a rtig n y , M o n th e y e t B rig u e so n t c o n n u e s d e c h a c u n .
Il e n va to u t a u tr e m e n t d es ré jo u issa n c e s p lu s sim ples e t sp o n ta n é e s q u i se d é r o u le n t à c e tte é p o q u e de l’a n n é e d a n s les villag es d e s vallées recu lées. D e v ie il les tra d itio n s y s o n t e n c o re à l’h o n n e u r. S o u h a ito n s q u ’on n e les a b a n d o n n e p a s, e n p r é t e x ta n t les ex ig e n ces d u m o d e rn is m e .
L à -h a u t, p a s d e c o rtè g e s, n i d e b a ls à g r a n d fla-fla. C ’e st d a n s la r u e e t d a n s les p in te s q u e l’o n s’am u se.
A E v o lè n e , p a r e x em p le, p e n d a n t la jo u rn é e , les je u n e s g e n s r e v ê t e n t d e s p e a u x d e b ê te s d o n t l’o d e u r est s o u v e n t fo r t d é s a g r é a b le . L e u r cou e st e n to u ré d ’u n e so rte d e c h a p e le t d e b o îte s d e co n serv es, p e r cées e t e n filées su r u n e ficelle. M ais la p a rtic u la rité im p o rta n te d e ces d é g u is e m e n ts c o n siste e n d es visa- g ères te rrifia n te s , sc u lp té e s d a n s le b ois e t p e i n tu r l u rées d e c o u le u rs vives. E lle s r e p r é s e n te n t le p lu s so u v e n t d es tê te s d ’a n im a u x , d e m o n s tre s e t m ê m e d e d ia b les.
L ors d e le u rs e x h ib itio n s d a n s les ru elles d e s v illa ges, les je u n e s d é g u isé s b r a n d is s e n t d ’u n e m a in u n g o u rd in ou u n b a la i e t d e l’a u tr e u n to u p in d e v a c h e ! B ien e n te n d u , ils p o u rs u iv e n t g a m in s, g a m in e s et...
M a s q u e t y p i q u e d ’E v o l è n e
C a rn a v a l s u r les H a u te s T e r r e s
A M o n t h e y (P h o to s « T r e i z e E t o ile s »)
je u n e s tilles aussi. C h a c u n s ’e n fu it alors, m i-ria n t, m i-terro risé.
Les to u t p e tits gosses s’in g é n ie n t, il v a sans d ire, à im ite r le u rs aîn é s e t s ’im a g in e n t se m e r la t e r r e u r à le u r to u r. L e v is a g e re c o u v e r t q u e lq u e fo is d ’u n vieux rid e a u d e g u ip u r e , ils s o n t fo r t d rô le s e t r e m p o r te n t eux aussi u n fr a n c su ccès ! L a n u it to m b é e , c h a c u n r e n tr e à la m a iso n . E t l’on assiste alors à u n c h a n g e m e n t c o m p le t d e d é c o r. L e s a d o le sc e n ts , p o u r p la ire à le u rs b elles, a b a n d o n n e n t le u rs h a rd e s e t s’h a b ille n t d e co stu m e s é lé g a n ts. T rè s s o u v e n t, ils c h o isissen t d e s v e stig e s d ’u n ifo rm e s d e l’E m p ire , d é n ic h é s d a n s les g a le ta s, e t il y e n a d e fo rt p la isa n ts.
A insi d é g u isé s, p a rfo is a d ro ite m e n t, ces je u n e s re s s o rte n t e t s ’e n v o n t f r a p p e r a u x p o rte s, d e c h a le t e n ch a le t. L a tr a d it io n v e u t q u ’o n le u r ré s e rv e b o n a c cu eil e t q u ’on le u r o ffre soit u n v e rr e d e f e n d a n t, soit u n b o l d e café.
L es je u d i e t m a rd i g ras p rin c ip a le m e n t, d es rires e t d es c h a n ts f u s a n t d e d ro ite e t d e g a u c h e ju s q u e ta r d d a n s la n u it tr o u b le n t à eu x seuls le g r a n d silence m o n ta g n a rd . E t le m e rc re d i d e s C e n d re s, lo rs q u e to u t e s t fini, le c a lm e e t la so litu d e p e s a n te d e s H a u te s - T e r re s r e p r e n n e n t leurs d ro its. P. V. L e s t o u t p e t i t s i m i t e n t le u rs a î n é s (P h o to s P. V all e tt e )