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le Jeudi et le Dimanche à la Cnanx-de-Fonis.

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Les Consulats suisses à l'étranger reçoivent le journal. pa

Huitième Année. — N" 84.

P r i x d u n u m é r o 1 0 c e n t i m e s .

Jeudi 18 Octobre 1894.

B u r e a u x : R u e d e l a S e r r e , 2 7 .

Un an: Six mois:

Suisse . . . . Fr. 0»— Fr. 3»—

Union J)OsIaIe » 12»— » 6»—

On s'abonne a tous les bureaux (Io poste.

le Jeudi et le Dimanche à la Cnanx-de-Fonis.

A N N O N S E S l-rovenant de la Suisse 20 (

» de l'étranger 23 » » Minimum d'une annonce 30 cent.

Les annonces se paient d'avance:

Orft-nnc d e 1» S o c i é t é t n t c r c a n t o i m l e «les IIMIUMI r i e (lu . l u r s i . d e » C l i a m h r c e d e c o m m e r c e , (IeH I l i i r c a n x (Ie c o n t r ô l e e t d c « S y n d i c a l H itroleMMiomielH.

Envois groupés

L e s e r é t a r i a t s o u s s i g n é a e u , à diffé- r e n t e s r e p r i s e s , l ' o c c a s i o n d e m e t t r e e n g a r d e n o s n é g o c i a n t s c o n t r e l e s c o n s é - q u e n c e s d e l ' i n f r a c t i o n s o u v e n t c o m m i s e p a r d e s e x p é d i t e u r s é t r a n g e r s , c o n s i s -

" tant à l e u r a d r e s s e r d e s e n v o i s c o n t e - n a n t d e s o b j e t s d e s t i n é s à p l u s i e u r s p e r s o n n e s .

C e l t e i n f r a c t i o n r é s u l t e d e l ' a r t i c l e 21 d e la loi fédérale s u r l e s t a x e s p o s t a l e s tpii dit :

« Il est interdit de réunir sous un seul et même emballage plusieurs envois qui, sépa- rément, ne pèsent pas plus de 20 kilogram- mes et qui sont destinés ή plusieurs personnes différentes. Les infractions à celte prescription sont considérées et punies comme contraven- tion à Ip régale des postes.»

Cet a r t i c l e 21 s e r a r e m p l a c é p a r l e s n o u v e l l e s d i s p o s i t i o n s d e la loi s u r la r é g a l e d e s p o s t e s , e n v e r t u d e s q u e l l e s il n e s e r a p l u s i n t e r d i t d e r é u n i r d a n s u n s e u l e n v o i p l u s i e u r s l e t t r e s et p a - q u e t s non fermés.

Il n ' e s t d o n c p a s a b s o l u m e n t e x a c t d ' a f f i r m e r — c o m m e cela r é s u l t e d ' u n e c o r r e s p o n d a n c e d e « l ' I m p a r t i a l » — (pie les m e s u r e s p r i s e s p a r l e s a u t o r i t é s d o u a n i è r e s , e n v e r t u d e l ' a r t . 21. d e l a loi a c t u e l l e m e n t e n v i g u e u r , s e r o n t p é - r i m é e s à p a r t i r d u Ie r j a n v i e r 1 8 9 5 . V o i c i d ' a i l l e u r s l e s p r e s c r i p t i o n s c o n t e n u e s d a n s les a r t i c l e s 2 et 3 d e la n o u v e l l e loi :

E t e n d u e d e la r é g a l e d e s p o s t e s ART. 2. Sauf les expéditions prévues a u x articles 't, ô et C>, la poste possède le droit exclusif:

a. du transport régulier et périodique des per- sonnes :

b. du transport des personnes par extrapostes;

c. du transport des lettres f e r m é e s et des cartes portant des communications m a n u s - crites (cartes postales) :

d. du transport des j o u r n a u x :

e. du transport des envois f e r m é s de toute espèce qui ne dépassent pas le poids de ô kilogrammes.

Sont considérés comme fermés tous les objets qui sont cachetés, ficelés, cloués, collés, cousus, munis de s e r r u r e ou renfermés dans leur emballage de telle sorte qu'on ne puisse atteindre le contenu sans rompre ou couper l'emballage ou sans employer des clefs ou autres instruments.

ART. 3. 11 est interdit de réunir, dans u n seul envoi, plusieurs des objejs mentionnés à l'article 2, lettres c, d et β et destinés à diffé- rentes personnes. Cette interdiction s'applique aux cas où l'envoi groupé est expédié par la poste ou par une autre entreprise de t r a n s - port.

Ce q u i r é s u l t e c l a i r e m e n t d e s d i s p o - s i t i o n s d e la n o u v e l l e loi, c'est q u e l'in- t e r d i c t i o n d e g r o u p e r d a n s u n e n v o i , d e s o b j e t s d e s t i n é s à p l u s i e u r s p e r s o n - nes, s u b s i s t e e n fait. S e u l e m e n t l ' e n v o i n e s e r a c o n s i d é r é c o m m e « g r o u p é » , q u e l o r s q u ' i l c o n t i e n d r a d e s o b j e t s

« f e r m é s » d a n s le s e n s d u d e r n i e r ali- n é a d e l ' a r t . 2.

P r e n o n s u n e x e m p l e :

L e fait d e r é u n i r d a n s u n s e u l e n v o i , p l u s i e u r s p a q u e t s ficelés, — a l o r s m ê m e q u ' a u c u n e a d r e s s e n ' y s e r a i t é c r i t e — c o n s t i t u e r a u n e i n f r a c t i o n , a u p o i n t d e v u e d e la loi q u i e n t r e r a e n v i g u e u r le 1e r j a n v i e r 1 8 9 5 .

L a loi d i t « f i c e l é s » . Il p e u t ê t r e n é - c e s s a i r e , p o u r la s é c u r i t é d e l ' e m b a l l a g e , - d ' e n t o u r e r d ' u n e ficelle d e s p a q u e t s r e n f e r m a n t d e s o b j e t s d i f f é r e n t s , r é u n i s d a n s u n s e u l e n v o i d e s t i n é à u n e s e u l e p e r s o n n e . Il n ' y a u r a é v i d e m m e n t p a s c o n t r a v e n t i o n , q u a n d la lïcellle p o u r r a ê t r e d é t a c h é e e n t i r a n t s i m p l e m e n t s u r s e s b o u t s , e t s a n s q u ' i l l'aille la c o u p e r .

Q u a n t à l ' a r t i c l e 4 2 d e l ' a n c i e n n e l o i , a y a n t t r a i t a u d é n o n c i a t e u r d ' u n e c o n -

t r a v e n t i o n , il n ' e s t n u l l e m e n t a b r o g é e t figure d a n s Ia n o u v e l l e l o i .

ART. 42. Le dénonciateur a droit au tiers des amendes effectivement p e r ç u e s : le reste est versé à la caisse fédérale.

L a C h a u x - d e - F o n d s , 1(5 o c t o b r e 1 8 9 4 . Secrétariat général de la Chambre

cantonale :

¥. HUGTJEXIN.

Les automates des Jaquet-Droz

Le Musée neuchàtclois publie, dans s'a dernière livraison, un intéressant article de M. Charles P e r r e g a u x , professeur de mathé- matiques ή l'Ecole industrielle du Locle, qui donne de très curieux renseignements sur les voyages sans nombre accomplis par ces chefs-d'œuvre dont aucun, le croirait-on, n'a été conserve au pays.

Après de laborieuses et minutieuses recher- ches, M. P e r r e g a u x est arrivé à la certitude que trois des œ u v r e s do l'artiste chaux-de- fonier sont en la possession de la veuve d'un Henri Martin, mécanicien à Dresde, laquelle serait disposée à vendre l'Ecrivain, le Dessi- nateur et la Musicienne qui sont, écrit-elle, en parfait état de conservation'.

«C'est là, dit M. P e r r e g a u x , une occasion unique pour n o t r e p a y s d c r c n t r e r e n p o s s e s s i o n d'œuvres d'art qui n'auraient jamais du en sortir et qui ont leur place bien marquée dans un musée national. »

« U n e voix autorisée s'élèvera-t-elle pour demander le retour au pays de ces chefs- d'œuvre que nous a i m o n s ? »

Nous ne pouvons que nous associer a u x conclusions de l'auteur et nous espérons que son vœu sera prochainement réalisé.

Propriété industrielle

Le ministère danois des affaires étrangères a notifié au conseil fédéral l'accession du D a n e m a r k , à partir du 1er octobre courant, a l'Union pour la protection de la propriété industrielle. Cette accession comprend les ilcsFéroë, mais ne s'étend pas pour le moment à l'Islande, au Groenland et aux Antilles danoises.

(2)

390 L A F E D E R A T I O N H O R L O G E R E S U I S S E

Les Trade Unions et leur nouvelle attitude

par Ernest Brelay

L ' é t u d e dont n o u s r e p r o d u i s o n s la plus g r a n d e partie, contient des rensei- g n e m e n t s l'orI intéressants sur les Trade- Unions. Nous ne s o m m e s n a t u r e l l e m e n t p a s à m ê m e de contrôler les renseigne- m e n t s que l'auteur nous d o n n e sur l'al- titude nouvelle qu'il attribue à ces vastes associations ouvrières, mais n o u s taisons nos réserves sur le caractère fatal qu'il d o n n e à la « loi physique et invincible » de L'offre c t . d e la d e m a n d e . Sans d o u t e (pie le prix d'une marchandise d é p e n d r a toujours, en q u e l q u e m e s u r e , de son abondance ou de sa rareté sur le m a r c h é ; mais s'agissanl de l'offre cl de la de- mande du travail,, des b r a s , celte loi cruelle et i n h u m a i n e , lorsqu'elle s'exerce sans correctif, peut a m e n e r la ruine ma- térielle et morale de milliers de travail- leurs qui ne peuvent, aux taux actuels des salaires d'un trop grand n o m b r e d'in- d u s t r i e s , épargner d u r a n t les p é r i o d e s de b o n n e s affaires, de quoi vivre, eux el leurs familles, q u a n d sévissent les crises et le chômage.

foute naturelle (pie soit Ia loi de l'of- fre et de la d e m a n d e , il existe un prin- cipe tout aussi naturel et infiniment plus h u m a n i t a i r e , q u e nous e x p r i m e r o n s c o m m e s u i t : Toul être humain qui a le désir et la volonté de travailler doit p o u v o i r vivre.

Si, en v e r t u de p h é n o m è n e s écono- m i q u e s q u e la classe ouvrière ne p e u t ni prévoir ni empêcher, le travail et, par conséquent, les m o y e n s d'existence font défaut, le p r e m i e r devoir d'une société civilisée, c o m m e on aime à qualifier la nôtre, est de v e n i r en aide à ceux de ses m e m b r e s dont l'existence est mise en péril.

P o u r le faire efficacement la création d'institutions de prévoyance au caractère p e r m a n e n t , —- assurances contre tous les risques de force majeure — est le moyen qui n o u s parait pouvoir être e m p l o y é , d a n s l'état actuel des choses.

Mais il faudrait de l'argent, b e a u c o u p d'argent, el le p l u s clair des ressources des nations civilisées s'engloutit dans les budgets militaires !

Ceci d i t , nous laissons la parole à M. Ernest Brelay:

I

En Angleterre où la démocratie socialiste fait tous les a n s de redoutables progrés, c'est d a n s les Trade Unions que la g r a n d e armée de la destruction s'organise : elle a déjà démo- ralisé une multitude d'ouvriers, elle a imposé une partie notable de ses desiderata a u x sociétés coopératives, et définitivement elle adopte comme articles de sou credo les reven- dications collectivistes, à la fois logiques et nébuleuses, éeloses sous le crâne de Karl M a r x .

J'ai l'air de sonner, chez nos voisins, la cloche d'alarme. C'est un peu vrai, car depuis plusieurs années, j ' a i signalé le péril, et je n'ai pas élé, à beaucoup p r è s , le seul à

l'apercevoir. P e n d à n l u n e a s s e z longue période, on s'est plu à dire, sans informations suffisantes, que l'âge héroïque. — c'est-à-dire brûlai et destructif—des Trade Unions était devenu de l'histoire ancienne, et qu'on était entré d a n s l'ère nouvelle de la conciliation, de l'arbitrage, de l'entente entre le capital et le travail. 11 y a eu, en effet d'assez nombreuses tentatives de pacification, et de divers côtés on a consenti, entre la direction industrielle et les ouvriers, à une sorte de sliding scale ou échelle mobile des salaires, se haussant ou s'abaissant en raison du prix de vente des produits.

Cela va très bien tant qu'il ne s'agit (pu1 de majoration : mais eu cas de dépression des cours on voit tout naturellement naître les conflits: el si des ouvriers laborieux el équitables croient pouvoir se soumettre. Ia minorité turbulente les oblige à se démettre et les condamne à taire la grève.

A cet é g a r d , les choses se passent en Angleterre et en Amérique comme en France, et les tyrans unionistes trouvent le concours moral, tan tôt de ces «bourgeois» ma I informés, ou simples perroquets, que M. Léon Say qualifie cruellement d'innocents: tantôt celui des socialistes de renseignement plus ou moins officiel : tantôt enfin celui des dignitaires de divers culles. tels que le défunt cardinal Manning, de W e s t m i n s t e r : de Mgr Gibbons, de Baltimore et de Mgr Ireland. du Minnesota : qui. tous trois, sous prétexte de compassion et de charité, ont fait île g r a n d s efforts pour pervertir le jugement du vénérable pontife romain.

Ces gens sont certainement bien inten- t i o n n é s : mais la théologie ne les a pas renseignés s u r les effets de la loi de la demande et de l'offre: loi physique et invin- cible, contre laquelle le protectionnisme ouvrier ne prévaut pas plus que la superstition méliniste.

Un d e . nos lecteurs, très compétent en matière industrielle, qui toute sa vie a dirigé des millions de travailleurs manuels, et s'est efforcé, avec succès, d'améliorer leursitualion , nous demande quelques renseignements statistiques sur les « Trade Unions » afin d'en tirer parti pour une utile étude qu'il prépare. Nous venons justement de recevoir Ic document le plus récent s u r ce sujet : relatif a l'année 1892: el nous en remercions son rédacteur, M. E. W . Brabroock, chief registrar, à qui les publicistes étrangers sont redevables de tant d'utiles informations.

Au 31 décembre de ladite année, les Trade Unions enregistrées étaient au nombre de 5 1 5 : mais 51 avaient cessé d'exister: 13 avaient été dissoutes pour des motifs l é g a u x : certaines autres κ n'avaient pas été trouvées p a r l a poste», enfin 428 seulement avaient fourni leur rapport a n n u e l .

Elles comptaient 1.OiS.218 membres c'est- à-dire 77,495 de plus qu'en 181)1. Le montant de leurs recettes avait élé de doll. 1.503.171 Celui de leurs dépenses, de . . . 1.540.182

Il leur restait donc doll 13.1)81) à ajouter à leur capital global.

Le Registrar fait connaître les unions par r a n g d'importance: nous devons nous borner à citer les principales, ce s o n t :

Membres llessources

Amalgamated Societv of

Èngincers . . . ' . . 20.909 245.009 United Societv of Boiler

Makers .' 79.000 113.330 Yorkshire Miners Asso-

ciation 55.000 73.245 Amalgamated Operntive

Cotton spinners . . 18.303 90.330 Amalgamated Railway

Servants . . . * . . 30.(511 :î5.833 Amalgamated Garpenters

and Joiners . . . . 37.588 98.911)

On voit pur ces échantillons. — comprenant des mécaniciens, des constructeurs de ma- chines, des mineurs, des fileurs. des char- pentiers, des menuisiers, des employés de chemins de fer. — que toutes les professions peuvent se syndiquer. Ce qui est interdit, c'est'l'existence occulte et l'irresponsabilité d a n s l'anonymat, telles qu'y prétendent ceux de nos nationaux qui refusent obéissance à la loi française du 21 m a r s 1881.

Depuis vingt a n s . le progrés des Trade ( W o n s a éléà peu prés interrompu ; exemples:

AtHiCi1S Trade Unions Xombre île ayant fourni membres

leur éouiple

1872 IiO 1877 131) 1882 144 1887 159

201.993 200.222 253.088 335.040 1.018.218

(/i|iilau\ existant»

la lin de l'année .ΙυΙΙ.

103.181 371.989 431.1115 581.421 1.518.318 1892 128

L'accroissement est formidable depuis 18S7, bien que ces chiffres, si l'on considère l'im- portance de la population industrielle du Royaume-Uni. ne s'appliquent guère peut- être qu'au quinzième de l'effectif de celle-ci.

Mais ces hommes sont les plus militants, les plus é n e r g i q u e s : ils payent el font payer les autres. On leur résiste difficilement, et il était naturel qu'avec l'extension du droit de vote, leur groupement attirât les politiciens.

Ceux-ci n'ont pas manqué d'accourir et de s'assurer celte clientèle, en s'y asservissaul et en abaissant chez 'die le sens juridique.

Rien n'est changé à cet égard depuis l'anti- quité. Il v u maintenant, en Crande-Brelagne et en Irlande, un parti, urbain el r u r a l , qui considère que la loi peut tout: qu'elle constitue le droit en soi. à la condition qu'on s'assure·

le concours du nombre qui donne la force.

Celle-ci, en effet, dispense de toute raison : (die est le dernier argumenl des brutes, comme le canon est celui des rois. Pour être tout à fait j u s t e , disons que les protectionnistes continentaux n'ont pas d'autre prétexte à faire valoir eu faveur de leur pillage imposant et correct: car les abstractions industrie, agriculture el travail, qui composent leur clientèle subjective, jeûnent de plus en plus...

dans la personne très réelle des millions d'êtres h u m a i n s qu'ils prétendent hypocrite- , ment... on naïvement favoriser. C'est le suffrage universel qui décide, avec celle compensation de pouvoir d i r e : « J e souffres, donc, je suis!...» C-I suivre)

Relations franco-suisses

M. Hanotaux et M. Lourties ont reçu le 15 courant les délégués de VUnion.

M. Poirrier président de l'Union laissa entre les mains des ministres une note documentée s u r la dépression du commerce avec la Suisse. Les délégués de Màcon ont de leur côté, remis une note insistant sur la nécessité d'une union commerciale entre la France et la Suisse. En voici le principal passage: « N o t r e région a fait des sacrifices immenses pour reconstituer nos vignobles.

Maintenant (die attend d'être payée dé son labeur. C'est une erreur d'avoir fermé les débouchés. Nous sommes obligés d'accepter une baisse ruineuse ou d'attendre sans grand espoir. Parmi les clients qui ont élé écartés, il en esl un qui est notre voisin, qui venait lui-même chaque année goûter et enlever une partie importante de nos p r o d u i t s : c'est le consommateur suisse. Xeserait-il pas possible de faire quelques sacrifices pour le ramener '.

M. Piolet représentant la fabrique lyonnaise, demande que le gouvernement français négocie au plus tôt les traités de commerce avec les pays étrangers, afin que les fabriques de soieries de Lyon retrouvent des débouchés.

(3)

. . • . · '

LA FEDERATION HORLOGERE SUISSE 397

MM. Hanottiux et Lourties après avoir entendu les délégués, promirent d'en référer

au gouvernement. ,

— Dans un meeting des viticulteurs .à Montpellier, M. Méline,. réfutant les attaques contre le protectionnisme dit : « L ' a n n é e der- nière fut calamiteuse. Elit; l'aurait été piremenl s a n s le tarif douanier. Nos tarifs ne sont, au contraire, pas assez élevés. Nos exportations ne diminuent p a s . C'est la valeur de nos produits qui diminue. Les blés, les vins, les soieries soutirent à la suite de la baisse de l'argent· »

'— Dans un discours prononcé au banquet offert lundi par les associations viticoles, M.

Méline a vanté les avantages du nouveau régime douanier. P a r l a n t de la récente réu- nion de Màeon, il a dit (pie celle-ci n'a eu aucun résultat. « L a réunion de Montpellier n'est pas une réponse à celle de Màcon·, c a r j e suis trop soucieux des relations avec la

Suisse. La rupture des relations commerciales avec la Suisse est due plutôt à notre diplomatie.

Je lui demanderai d'être moins enfantine et de ne pas découvrir notre j e u , de ne pas céder un pouce de terrain. Les journaux suisses Conseillent au gouvernement fédéral de faire des concessions. En F r a n c e , une foule de journaux crient que nos tarifs sont excessifs. .Ie suis venu ici pour vous aider et

pour défendre vos intérêts. >>

— Le Malin dit au sujet de la réception

•des délégués de Γ «Union franco-suisse» que M. Lourties a reçu les délégués avec une

>' bienveillance toute particulière. Il a promis de faire tous ses efforts pour faire cesser un état de choses préjudiciable au commerce français.

M. Hanotaux a été, disent les délésués.

plus réservé. Il a déclaré qui lui semblait impossible de faire· un traité qui puisse en- tamer le tarif minimum. M. le sénateur Poir- rier a fait remarquer que la commission des douanes en 1892 avait consenti à certaines concessions et qu'il y aurait peut-être lieu, sur ce terrain, à reprendre la conversation avec. Ia Suisse. M. Hanotaux a répondu en effet que ce terrain serait le meilleur et a promis de saisir de la question le Conseil des ministres.

— Une note de-l'agenceHavas, dit qu'aucun pourparler n'est engagé entre la Suisse et.la France au sujet d'un modus vicèndi commer- cial à instituer. La F r a n c e , serait très désireuse de voir les relations avec la Suisse établies s u r un pied plus favorable. Mais le gouvernement ne peut que se mouvoir dans la conception des tarifs minimum et maximum que la loi impose.

Exposition nationale suisse à Genève 1896

Le Conseil d'Etat du Canton de NeuchàteJ, proposera au Grand Conseil, a u cours de la prochaine session, d'accorder une subvention de 5000 francs en faveur de la participation neucliàleloise à cette exposition.

Nouvelles diverses

S a v o n p o u r m é t a u x . On découpe

"2 IcIl. 000 de savon de coco et on le fait fon dre dans un vase de fer en y ajoutant un peu d'eau. Lorsque la masse est entièrement fon-

due, on y incorpore, en mélangeant conti- nuellement 180 g r a m m e s de craie, 87 g r . 50 d'alun, 87 g r . 50 de tartre et 87 g r . 50 de cé- ruse, le tout finement pulvérisé. On verse en- suite le savon, ainsi obtenu, dans des moules carrés en fer blanc ouverts des deux côtés.

Lorsqu'il est refroidi et durci, on détache dou- cement les briques qui sont prèles pour l'usage.

Son mode d'emploi est des plus Simples. On frotte avec une brosse douce, humectée d'eau, sur la brique, puis on se sert de cette brosse pour nettoyer les métaux. On finit en frottant avec un linge sec ou une peau de chamois et en obtient un brillant parfait.

S o u d e r u n e b a g u e q u i p o r t e u n j o y a u .

—• P o u r préserver le joyau de la brûlure,pre- nez une pomme de terre fraîche, coupez-la en deux et pratiquez dans chacune des moitiés un· c r e u x , dans lequel le joyau puisse être ajusté exactement, de telle sorte que la partie à souder de la bague fasse saillie. Ensuite, enveloppez le joyau dans un papier de soie, placez'le de façon à ce qu'il se trouve dans la partie creusée, et liez la pomme de terre avec du fil de fer fin. Vous pouvez maintenant sou- der avec de la soudure tendre à l'or, non pas sur un charbon, mais en teeant la pomme de terre à la main.

P o u r faire ce genre de réparation, un autre bon moyen consiste à· remplir un petit creu- set de sable mouillé, et à enfouir la partie qui porte le joyau dans le s a b l e : on peut ensuite souder.

Cote d e l ' a r g e n t

du Ij Octobre i8g4

Argent fin en grenailles . . fr. 110.50 le kilo.

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