UNIVERSITE DES SCIENCES ET TECHNIQUES DE LILLE
THESE
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.L'UNIVERSITE DES SCIENCES ET TECHNIQUES DE LILLE
pour *mir
LE TITRE DE DOCTEUB ES SCIENCES MATHEMATIQUES Jean- Paul DELAHAYE
ThEORlE- DES TRAN S DE SUITES E N ANALYSE N.UMERIQUE. APPLICATIONS.
Thbse Soutenue le 10 decemtwe 1982 devant la Commission d'Examen
Membres du Jury : POUZET
N. GASTINEL P. HUARD
R.S. VARGA ROBERT
PROFESSEURS lère CLASSE
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-BACCHUS Pierre
BEAUFILS Jean-Pierre (dét.) BIAYS Pierre
BILLARD Jean BONNOT Ernest BOUGHON Pierre BOURIQUET Robert CELET Paul
COEURE Gérard CONSTANT Eugène CORDONNIER Vincent DEBOURSE Jean-Pierre DELATTRE Charles M. DURCHON Maurice M. ESCAIG Bertrand M. FAURE Robert M. FOURET René
M. GABILLARD Robert
M. GRANELLE Jean-Jacques M. GRUSON Laurent
M. GUILLAUYE Jean M. HECTOR Joseph M. HEUBEL Joseph
M. LABLACHE COMBIER Alain M. LACOSTE Louis
M. LANSRAUX Guy
M. LAVEINE Jean-Pierre M. LEBRUN André
M. LEHMANN Daniel Mme LENOBLE Jacqueline M. LHOMME Jean
M. LOMBARD Jacques M. LOUCHEUX Claude M. LUCQUIN Michel
Mathématiques Chimie
G.A.S.
Physique Biologie
Fathématiques Biologie
Sciences de la Terre Mathématiques
I.E.E.A.
I.E.E.A.
S.E.S.
Sciences de la Terre Biologie
Physique
Mathématiques Physique
I.E.E.A.
S.E.S.
Mathématiques Biologie
Mathématiques Chimie
Chimie Biologie Physique
Sciences de la Terre C.U.E.E.P.
Mathématiques Physique Chimie S.E.S.
Chimie
Chimie
Mme
MAILLET P i e r r e
MONTREUIL
Jean
PAQUET
Jacques
PARREAU Michel
PROUVOST
Jean
SALMER G e o r g e s
SCHWARTZ M a r i e - H é l e n e S E G U I E R G u y
STANKIEWICZ
F r a n ç o i s
T I L L I E U JacquesT R I D O T G a b r i e l VIDAL P i e r r e V I V I E R E m i l e
WERTHEIYER R a y m o n d ZEYTOUNIAN R a d y a d o u r
S . E . S . B i o l o g i e
Sciences
del a
T e r r e M a t h é m a t i q u e sSciences
del a
T e r r e I . E . E . A .M a t h é m a t i q u e s I . E . E . A .
Sciences
E c o n o m i q u e s P h y s i q u eC h i m i e I . E . E . A . B i o l o g i e P h y s i q u e
H a t h é m a t i q u e s
PROFESSEURS 2Gme
CLASSE-P-I-P-I-E-I-t-E-=-e-=-
AL F A K I R S a b a h
# a t h & m a t i q u e s
ANTOINE P h i l i p p e M a t h é m a t i q u e 6
EWRT A n d r é B i o l o g i e
BATTIAU Y v o n n e Géoqraphie
BEGUfN P a u l M a t h é m a t i q u e s
BELLET J e a n P h y s i q u e
BKOUCHE R u d o l p h e P l a t h B m a t i q u e s
BOBE B e r n a r d
S.E.S.
BODART Marcel B i o l o g i e
B O I L L Y B B n o n i B i o l o g i e
BONMELLE J e a n - P i e r r e C h i m i e
BOSQ D e n i s M a t h é m a t i q u e 8
B R E Z I N S K I C l a u d e I . E . E . A .
BRUYELLE P i e r r e ( C h a r g e
d'enaeignemene
G é o q r a p h i eCAPURON A l f r e d B i o l o g i e
CARREZ C h r i s t i a n I . E . E . A .
CHAMLEY H e r v i 5 E . U . D . I . L .
n,
CHAParCrrAlain
M. COQUERYJean-Marie Mnua
CORSIN P a u l eM. CORTOIS
Jean
W. COüTURIER D a n i e lnie
DACHARRYMonique U.
DEBRAE3ANT P i e r r eM.
DEGAUQUE P i e r r eM.
DELORME P i e r r e M. DEMUNTER P a u lM. DE PARIS Jean-Claude M. DEVRAINNE P i e r r e
M.
DHAIHAUT AndrO M. DoRMARD S e r g eDl. DoUKHAN J e a n - C l a u d e
M.
DUBOIS H e n r iM. DUBRULLE A l a i n W. DUEE Gérard M. DYMENT A r t h u r M. FLAMME
Jean-Marie
M. FONTAINE H u b e r tM.
GERVAISMichel
W. GOBLOT R&mi
U.
GOSSELIN G a b r i e l M. GOUDMAND P i e r r e M.GREVET
P a t r i c eM . GUILBAULT P i e r r e
M .
HANGAN
T h e o d o r eM.
HERMANMaurice M.
JACOB G é r a r dM.
JACOB P i e r r e M. JOURRELGérard M,
KREMBELJean
M. LAURENTFrançois
M l e LEGRAND D e n i s e M l eLEGRAND
S o l a n g e .m e
LENMBNNJosiane
C.U.E,%-.P.
B i o l o g i e
Sciences
del a Terre
C h i m i e G a o g r a p h i
e
E.U.D.I.L.
I.E.E.A.
B i o l o g i e
. c ~ - . ~ e . P = .
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B i o l o g i e S.E.S.
E.U.D.I.L.
Physique
P h y s i q u eChtMmti~ogr E-VmDeT-L.
Physique
S.E.S.S.E.S.
C h i m i e S.E.S.
Mologte
Math4matiques Physique
I.E.E.A.
Math6matiqueri E.U.D.X.L.
B i o l o g i e I.E.E.A.
Mathematiques
Math&matiques (Calais)
M a t h O m t i q u e sLEMAIRB J-
LEmACKER Fir&-r LEVASSEUR M i c h e l LHBNAFF R e n O
LOCQUENEUX R o b e r t LOSFELD Joseph LOUAGE
F r a n c i a MACKE
B r u n oMAIZIERES C h r i s t i a n H l e MARQUET S i m e M. MESSELYN
J e a n M.
XIGEON M i c h e l M. MIGNOT F u l b e r t W. MONTELMarc
#ne NGUYEN VAN C H I
Régdue M.
PARSY F e r n a n dM l e PAUPARDIN C o l e t t e M. PERROT P i * r r e
M.
PERTUZONmile
M. PONSOLLEL o u i s
M. PORCHET M a u r i c eN. POVY
L u c i e ne
M. RACZY L a d i e l a b , M. RICHARD A l a i n W. RIETSCH
Franço-
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ROGALSKImrc
W. ROUSSEAU J e a n - P a u l
M.
ROY J e a n - C l a u d e M. SALAMA P i e r r eMme
SCH1IARI;BACH Y v e t t e (CCP!W. S C W P S
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M. SIXON Michel
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SLIWA H e n r iM.
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STERBOULFrançoie N.
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P h y s i q u e I.B.E.A.
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m t h d a œ l a i q r e e P h y s i q u e
E.U.D.I.L.
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B i o l o g i e E.U.D.1.L.
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A g r i c o l eW. TOULOTTE Jean-Marc
W. VARWRPB
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WALLARTF r a n c i s
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Chimie
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W . IKIFLACK Jacques M e LAWWW Serge
M.
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OPXGEZ P h i l i p p eS . E . L . S . E . S .
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6 . B . S .
J e s u i s t r è s r e c o n n a i s s a n t à M o n s i e u r l e P r o f e s s e u r POUZET d u grand h o n n e u r qu ' i l me f a i t en p r é s i d a n t l e j u r y d e
cette
thèse.Monsieur HUARD a é t é mon i n i t i a t e u r d a n s l e domaine d e l a recherche, il m ' a g u i d é , c o n s e i l l é e t a i d é ; q u ' i l t r o u v e e x p r i m é e i c i ma p l u s p r o f o n d e
g r a t i t u d e .
Monsieur l e P r o f e s s e u r GASTINEL a s u i v i e t e n c o u r a g é m e s recherches p r e s q u '21 l e u r d é b u t ; j e 1 'en r e m e r c i e t r è s v i v e m e n t .
Monsieur l e P r o f e s s e u r VARGA a a c c e p t é d e s ' i n t é r e s s e r e t d e j u g e r mon t r a v a i l ) je l u i en s u i s trés r e c o n n a i s s a n t .
Monsieur l e P r o f e s s e u r ROBERT est 1 ' u n d e c e u x à q u i je d o i s d ' a v o i r p o u r s u i v i mes recherches a p r è s ma thèse d e t r o i s i è m e c y c l e , j e l e r e m e r c i e d e
t o u t 1 ' i n t é r ê t q u ' i l a p o r t é à mes t r a v a u x .
Monsieur l e P r o f e s s e u r BREZINSKI a s u i v i e t s o u t e n u l e d é v e l o p p e m e n t d e s r é s u l t a t s e x p o s é s i c i ; j e l e r e m e r c i e du t e m p s q u ' i l m'a c o n s a c r é , d e s o n dynamisme c o m m u n i c a t i f e t d e ses n o m b r e u s e s r e m a r q u e s .
J e n ' o u b l i e p a s Bernard GERMAIN-BONNE q u i a p a r t i c i p é a c t i v e m e n t d 2 ' é l a - b o r a t i o n d e p l u s i e u r s d e s r é s u l t a t s d e cette thèse e t d o n t l e s o u t i e n a m i c a l e t c o n s t a n t m'a é t é d % n e g r a n d e a i d e . J e l e r e m e r c i e v i v e m e n t , a i n s i d ' a i l l e u r s q u e Paul SABLONNIERE e t t o u s l e s membres d e 1 ' é q u i p e d ' a n a l y s e n u m e r i q u e d e L i l l e p o u r l e s é c h a n g e s s o u v e n t f r u c t u e u x q u e n o u s a v o n s e u s e n s e m b l e .
La c o m p é t e n c e d e P a t r i c i a CARON a é t é d é m o n t r é e u n e d o i s d e p l u s e t j e l a r e m e r c i e v i v e m e n t p o u r s o n t r a v a . i l r a p i d e e t p r é c i s d e d a c t y l o g r a p h i e . J e r e m e r c i e a u s s i Madame DEBOCK q u i a s u m a l g r é u n l o u r d t r a v a i l , i m p r i m e r e t relier c e t t e thèse.
C e t t e thèse a é t é p a r t i e l l e m e n t r é a l i s é e d a n s l e c a d r e d e l a s u b v e n t i o n OTAN 027-81.
THÉORIE DES TRANSFORMATIONS DE S U I T E S EN ANALYSE NUMÉRIQUE APPLICATIONS
TABLE
DES
MATIERESIntroduction Références
Notations générales
Chapitre 1 : Les divers types de transformations algorithmiques de suites Introduction
5
1 Transformatiorsde suites5
2 Algorithmes pour suites et transformations algorithmiques5
3 Algorithmes k-normaux et transformations k-normales5
4 Algorithmes à k-mémoires et transformations à k-niémoiresb
5
5 Algorithmes k-stationnaires et transformations k-stationnaires5
6 Transformations rationnelles et transformations linéaires5
7 Schéma d'inclusion RéférencesChapitre 2 : Décidabilité et indécidabilité à la limite pour les problèmes 41
de suites a
Introduction
5
1 Définition et théorème de normalisation5
2 ~rodlème de la nature converge~te, turbulente ou périodique d'une suite 4 95
3 Algorithmes de recherche du nombre de points d'accumulation 58 5
4 Algorithmes de recherche de la période d'une suite asymptotiquementpériodique
(a) Méthodes de coefficients détecteurs (b) Méthodes par barycentres
(c) Résultats de limitation
5
5 Familles de suites d'itérés5
6 Deux résultats généraux sur la décidabilité â la limite Annexe 1 Force d'un point d'accumulation et rapidité d'une suite(a) Foqce d' accumulation, (b) Rapidité d'une suite
Annexe 2 Décidabilité à la limite et récursivité
Annexe 3 Problème de la nature convergente, turbulente ou asymptotiquement 105 périodique d'une fonction continue
a
Références
Chapitre 3 : Algorithmes d'extraction de sous-suites convergentes Introduction
5
1 Les algorithmes T5
2 Les algorithmes S5
3 Les algorithmes U5
4 Résultats de limitations RéférencesChapitre 4 : Systèmes ordonnés de familles accélérables Introduction
5
1 Vitesse d'accélération, accélération, devination5
2 Transformations pour l'accélération de la convergence ; familles accélérables5
3 Exemples de familles accélérables5
4 Relations entre les différents systèmes ordonnés de familles accélérables5
5 Familles accélérables maximales RéférencesChapitre 5 : Familles de suites non accélérables 1 7 3
v Introduction 174-
5
1 Rémanence et premières applications5
2 Familles de suites monotones5
3 Familles de suites alternées et oscillantes5
4 Familles de suites à convergence linéaire5
5 Familles de suites à convergence logarithmique5
6 Résumé tRéf érences
Chapitre 6 : Accélération de la convergence linéaire Introduction
5
1 suites à convergence linéaire et périodico-linéaire (a) Problèmes de convergence(b) Problèmes de pseudo-périodicité (c) Exemples d'applications
5
2 Accélération de la convergence des suites périodico-linéaires5
3 Optimalité du procédé hL d' Aitken pour l'accélérati'on de la convergence linéaire(a) Optimalité algébrique du procédé h 2
(b) Impossibilité de l'agrandissement de Lin
(cl Impossibilité d'une accélération de degré l+s sur Lin
Références
Chapitre 7 : Sélection autanatirne entre transformatiowde suites Introduction
5
1 Méthodes générales de sélection automatique (a) Définition des méthodes de sélection(b) Deux résultats généraux sur les méthodes de sélection (c) Expériences numériques
5
2 Choix automatique entre suites de parametres dans l'extrapolation de Richardson(a) Propriétés d'exactitude des transformations obtenues par le procédé de Richardson
(b) Sélection entre k-igmes colonnes
(CI Sélection entre k-ièmes diagonales descendantes (d) Sélection entre diagonales rapides
Références Conclusion
La notion de transformation de suites telle qu'elle est utilisée en analyse numérique (et plus particulièrement en accélération de la convergence), a déjà été plusieurs fois formalisée (r11 C31
C51 C61).Cependant ces formalisations ne sont que partielles et très loin de recouvrir tous les types de transformations effectivement utilisés. D'autre part, la notion de transformation de suites telle qu'elle peut être introduite en théorie de la récursivité, outre des aspects techniques assez lourds (machine de Turing, réels calculables) est trop éloignée des préoccupations des numéri- ciens, et de la forme qu'ils donnent
àleurs problèmes.
4
Cette situation a pour inconvénient l'impossibilité de formuler et de démontrer des résultats qui paraissent pourtant naturels et
àpeu près certains concernant les limitations intrinsèques de toutes les transformations de suites utilisables en analyse numérique
;elle a aussi pour inconvénient l'inexistence (ou le peu de développement) de méthodes permettant la classification des trans- formations de suites.
De même qu'en optimisation où la théorie des algorithmes généraux
E'21 C41C71 (qui est une ihéorie algorithmique propre
àl'optimisation et indépendante de toute théorie de la récursivité) a permis de formaliser et de synthétiser
la plupart des méthodes d'optimisation existantes, tout en fournissant une compré- hension théorique améliorée des problèmes, il semblait utile de développer une théorie algorithmique des transformations de suites propre
àl'analyse numérique et
àl'accélération de la convergence. C'est là le but principal de notre thèse.
La partie la plus importante de notre travail est donc une tentative
pour formuler, commencer
àdévelopper et tirer les ~remières applications d'une
théorie des transformations de suites aussi proche que possible des préoccupa-
tions des numériciens et qui permette l'énoncé de résultats de limitation et
de classification. Sans prétendre avoir créé une théorie définitive des trans- formations de suites de l'analyse numérique, nous pensons avoir introduit les concepts et posé les bases d'un système cohérent de notions, et nous croyons en avoir montré dans ces pages, l'utilité, autant pour la compréhension profonde des méthodes anciennes que pour la conception de méthodes nouvelles.
Voici le plan que nous avons suivi
:Au chapitre
1,reprenant en les complétant et les unifiant les diverses forma- lisations de la notion de transformation de suites, nous introduisons plusieurs définitions qui font apparaître un système de sous-classes de la classe de
toutes les transformations de suites (voir le schéma d'inclusion de la page
371.
Nous étudions ce système en nous attachant surtout
àétablir l'intérêt de
chacune des classes envisagées, relativement aux autres
;nous montrons en parti- culier que, sauf dans des cas triviaux, la classe des transformations algorith- miques est strictement incluse dans la classe de toutes les transformations, ce qui signifie (et les résultats négatifs ultérieurs préciseront cette idée) qu'avec des transformations algorithmiques les possibilités sont strictement moindres qu'avec les transformations abstraites.
Le chapitre
2, àpropos de problèmes relativement simples concernant le traitement des suites, illustre certaines des notions introduites au chapitre
1,et surtout en montre l'utilité. Sans avoir
àfaire intervenir de notions de récursivité nous établissons des résultats concernant la décidabilité de questions élémentaires du traitement des suites en analyse numérique. Par exemple nous étudions les possibilités algorithmiques de déterminer la convergence d'une suite, d'en compter les points d'accumulation, d'en trouver la période (quand on sait que les suites
àtraiter sont asymptotiquement périodiques). Des résultats positifs
(constructions d'algorithmes) et négatifs (démonstrations d'impossibilité) sont
donnés.
Au c h a p i t r e 3 nous r e p r e n o n s un d e s problèmes que nous a v i o n s abordé dans n o t r e t h è s e de 3e c y c l e , c e l u i de l ' e x t r a c t i o n de s o u s - s u i t e s c o n v e r g e n t e s d'une
s u i t e non convergente. Aux méthodes d ' e x t r a c t i o n s i m u l t a n é e s que nous réexposons brièvement a u § 3 de ce c h a p i t r e , nous avons d e p u i s l o r s a j o u t é d i v e r s e s méthodes d ' e x t r a c t i o n ( p e u t - ê t r e p l u s n a t u r e l l e s ) q u i ne c o n s t r u i s e n t qu'une s e u l e s o u s - s u i t e à l a f o i s , e t que nous p r é s e n t o n s aux $1 e t 2 . Les a l g o r i t h m e s d é c r i t s s o n t e n v i s a g é s e n d é t a i l e t nous énonçons e n p a r t i c u l i e r pour chacun d ' e u x d e s c o n d i t i o n s de convergence. C e t t e é t u d e p o s i t i v e d e s problèmes d ' e x t r a c t i o n e s t complétée a u § 4 p a r deux r é s u l t a t s n é g a t i f s q u i marquent b i e n l e s l i m i t e s
a b s o l u e s d e s p o s s i b i l i t é s d e s a l g o r i t h m e s pour s u i t e s f a c e à c e t y p e de q u e s t i o n s . Le c h a p i t r e 4 a b o r d e l e s problèmes d ' a c c é l é r a t i o n de l a convergence auxquels e s t c o n s a c r é t o u t l e r e s t e de n o t r e t h è s e . Comme nous l ' a v i o n s d é j à remarqué avec B. Germain-Bonne t o u s l e s problèmes d ' a c c é l é r a t i o n de l a convergence peuvent s e f o r m u l e r en termes de f a m i l l e s de s u i t e s , c e t y p e de f o r m u l a t i o n p e r m e t t a n t de t r a i t e r p l u s en d é t a i l l e s q u e s t i o n s q u i s e p o s e n t , que l e s e u l p o i n t de vue d e s d e s c r i p t i o n s de méthodes. P r é s e n t é donc, e n termes d e f a m i l l e s de s u i t e s nous exposons l e s d é f i n i t i o n s fondamentales de l ' a c c é l é r a t i o n , p u i s nous é t u d i o n s l e s d i v e r s systèmes de f a m i l l e s de s u i t e s a i n s i i n t r o d u i t s . En p a r t i c u l i e r nous e n v i s a g e o n s l e problème d e s f a m i l l e s a c c é l é r a b l e s maximales, e t donnons d e s c o n d i t i o n s s u f f i s a n t e s p o u r qu'une f a m i l l e de s u i t e s s o i t dans une c l a s s e donnée.
Le c h a p i t r e 5 e s t s a n s d o u t e l ' i l l u s t r a t i o n l a p l u s c l a i r e de l ' u t i l i t é d e s n o t i o n s du c h a p i t r e 1. I l c o n s i s t e en une é t u d e , que nous avons e s s a y é de f a i r e a u s s i f i n e que p o s s i b l e , du système d e s f a m i l l e s a c c é l é r a b l e s , a b o r d é du p o i n t de vue d e r é s u l t a t s n é g a t i f s . Avec B , Germain-Bonne,nous avons m i s a u p o i n t il y a quelques années une t e c h n i q u e de d é m o n s t r a t i o n p e r m e t t a n t
d ' é t a b l i r que c e r t a i n e s f a m i l l e s de s u i t e s ne s o n t p a s a c c é l é r a b l e s . C e t t e t e c h n i q u e ( d e l a rémanence) e s t i c i r e p r i s e , d é t a i l l é e p u i s a p p l i q u é e à d i v e r s t y p e s de s u i t e s fréquemment r e n c o n t r é s en a n a l y s e numérique : s u i t e s monotones,
suites
àconvergence linéaire, suites
àconvergence logarithmique.
Le chapitre
6visant des problèmes plus directement pratiques que le précédent, reprend du point de vue positif la question de l'accélération des suites
àconvergence linéaire ou de "type linéaire". Après quelques pages consacrées
aux suites périodico-linéaires, nous proposons des algorithmes nouveaux permettant1 d'accélérer ces suites (certains sont basés sur les méthodes de détermination de la période exposées au chapitre
2 ) .Nous terminons en montrant que de plusieurs points de vue différents, le procédé
h2dtAitken peut Stre considéré comme la
@meilleure transformation de suites pour
l'accélération de la famille des suites
àconvergence linéaire.
Le chapitre
7conclut notre thèse avec la présentation de méthodes concrètes d'accélération. La multitude d'algorithmes d'accélération (et au chapitre
6- -
nous en avons introduit encore quelques-uns
! )rend très difficile le choix de
celui
àappliquer face
àun problème précis, aussi avons-nous pensé que des
méthodes automatiques permettant la mise en compétition de plusieurs algorithmes
et le choix
àchaque étape de calcul de celui semblant devoir être le meilleur,
pouvaient être intéressantes. Nous présentons un schéma général pour ces méthodes
automatiques de choix, étudions leurs propriétés et donnons quelques résultats
d'essais numériques.
Cl1
BREZINSKI C ." A c c é L é W o n de t a convengence en andybe nwné*ueU,
L e c t u r e Notes i n Mathematics 584, S p r i n g e r - V e r l a g , H e i d e l b e r g 1977.
C21 DENEL J .
"ConttUblLtion
àla a y n t h a e d u dgohi-thmu d ' o p f i n d a t i o n " ,
Thèse d f E t a t , L i l l e , 1979.
C31 GERMAIN-BONNE B.
" E b t i W o n de h &mite d a ouitfab et &mnaLibation de ptocédéb dfaccé&éhdtcon de La convengence",
Thèse d ' E t a t , L i l l e 1978.1 4 1 HUARD P.
"Optimisation dand R~
:ALg0M.u Génénaux",
Cours p o l y c o p i é de D.E.A. Uni. d e s Sc. e t Tech. de L i l l e , 1972.C
51
P E N N A C ~ I R."Le
M n bdomazioni W o n d i c ü m a auccedoione",
~ a i c o i o,
5 , 1968, pp 37-50.
C
61
WIMP J. "Sequence doh.m&onb and th& appficationb ",
Academic P r e s s , New York 1981.C71 ZANGWILL W.
" N o n U n m pkoghamming
:a d g e d appkoach"
P r a n t i c e H a l l , Englewood C l i f f s 1969.: ensemble des e n t i e r s p o s i t i f s ou n u l s ;
=
IN-
(0) ;: c o r p s des nombres r é e l s ;
= { X E R I x 2 0 ) ; R
*
= I R - { O ) ;=
{ X E R(
x > 0) ;: c o r p s des nombres complexes ; a!*
= D -
{O}Lorsaue
A
e t B sont deux ensembles auelconauesf : A + B ': f o n c t i o n de A v e r s B ;
dom f : domaine de d é f i n i t i o n de l a f o n c t i o n f dom f
=
{x E A1
f ( x ) e s t d é f i n i )S i dom f
=
A nous d i s o n s que f e s t une a p p l i c a t i o n .C
Lorsque E e s t un ensemble quelconque
, P(E) : ensemble d e s p a r t i e s de E ;
E" : ensemble d e s n - u p l e t s (ou s u i t e s f i n i e s de longueur n ) d'éléments de E ;
6
E"
=
I ( x l , x2,...,
x )1
Y i Ei l ,
2 , .&., n ) : x E E) ;n i
E ~ ): ensemble de t o u t e s l e s s u i t e s f i n i e s d'éléments de E , y compris l a s u i t e v i d e n o t é e
a
;: ensemble d e s s u i t e s ( i n f i n i e s ) d'éléments de E ; .
t
Lorsque E e s t un espace & t r i q u e dont l a distance e s t notée d E~ : ensemble des p o i n t s d'accumulation de E ;
E ~ = { x E E I V E E I R
+*
, 3 y c E : O < d ( x , y ) S ~ }Conv(E) : ensemble d e s s u i t e s convergentes de E ;
Conv ( E ) X : ensemble des s u i t e s c o n v e r g e n t e s de E d i f f é r e n t e s de l e u r l i m i t e à
partir
d f ü n c e r t a i n r a n g :l i m x = x e t J n ~ N , Y n 2 n : x # x ;
n O O n
n-
a v e c x E E, r E I R t :
B(x, r )
=
{y E E1
d ( x , y ) < r) ; a v e c A c E , B c E :d(A, B)
=
i n f { d ( x , y )1
x E A , y EBI
;&(A, B)
=
sup {sup { d ( x , B)[
x E A ) , sup { d ( ~ , y )1
y E B I ) .LES D I V E R S TYPES DE T R A N S F O R M A T I O N S
ALGORITHMIQUES DE SUITES
Les transformations de suites servant en analyse numérique ne sont pas toutes du même type. Certaines, pour calculer le n terme t de la suite e
n
transformée, utilisent toujours la même formule
àpartir d'un nombre fini, constant, de termes de la suite initiale
( x )(par exemple x x
n n-2' n-1'
Certaines, pour calculer t utilisent un nombre fini, constant, de termes n '
de la suite initiale mais changent de formule
àchaque étape (la formule dépendant de n). D'autres utilisent tout le "passé" xo, xl, ..., x n ' d'autres
encore changent de formule selon la nature de la suite (les procédés de choix automatique sont basés sur cette idée
C31, C91,Cl01 chapitre
7 ) .Cependant,des plus particulières
auxplus générales, toutes les trans- formations de suites utilisées en analyse numérique respectent
leprincipe suivant
:le ne terme de la suite transformée ne dépend que d'un nombre fini de termes de la suite initiale.
La notion d'algorithme pour suites exprime cette idée générale et nous appelons transformation algorithmique toute transformation de suites pour laquelle il existe un algorithme pour suites qui en effectue le calcul.
D'autres notions plus simples (mais aussi plus maniables) d'algorithmes fournissent des classes particulières de transformations de suites
:transformations k-normales
;transformations
àk mémoires
;transformations k-stationnaires etc ...
C'est
àla définition et
àl'étude générale de ces divers types d'algo-
rithmes et de transformati.ons qu'est consacré ce chapitre. Pour des exemples de
transformations destinées
àl'accélération de la convergence voir Cl] C21 C231, pour des exemples de transformations destinées
àl'extraction voir C51 C61 C71 [81 ClSI.
Nous nous intéressons ici principalement
àdeux problèmes
:- celui de la classification
:quand est-ce que deux types différents d'algorithmes engendrent la même classe de transformations
?quelles sont les relations d'inclusions entre classes de transformations
?(propositions 3, 4,
5,8, 11)
- celui de l'étude des familles de suites pouvant gtre domaine de définition d'une transformation
:caractérisation de ces familles, recherche de conditions pour qu'une transformation soit définie partout (propositions
1, 2,6, 7,
9,10, 12, 13).
Un schéma d'inclusion résume les différents résultats.
Les ~roblèmes de noyau de régularité et plus généralement les problèmes spécifiques aux transformations de suites destinées
àl'accélération de la
convergence ne sont pas abordés ici (se reporter
àC41
r 1 6 3Cl71 ri81 C23l chapitre '
Ce comporte beaucoup de définitions générales dont certaines
sont parfois un peu lourdes et peuvent sembler compliquées. Cependant il nous
a paru indispensable de disposer d'un jeu complet de notions
àpropos des
transformations de suites. D'une part,cela nous permet de mieux comprendre et
de classer les transformations rencontrées dans les ~roblèmes d'extraction de
sous-suites convergentes, et d'accélération de la convergence
;d'autre part,
cela nous autorisera
àformuler et
àdémontrer des résultats négatifs (non
existence d'algorithme pour tel ou tel type de problèmes C51
C7?r81 Cl11
Ci21Cl31 r141 Cl51 C211) dont llintérét, ne serait-ce qu'en accélération de la
convergence est maintenant évident (Cl91 ï201 r221).
Les définitions formulées ici, pour la plupart, l'ont déjà été (parfois sous des formes légèrement différentes) dans divers travaux antérieurs i l 1
C51 C71 C111 C
1 2 1C
1 4 1 C 1 6 1C
1 7 1 C211.Par contre, la classification systématique des transformations et les résultats concernant les domaines de définition sont nouveaux.
:
ensemble des suites (infinies) d'éléments de l'ensemble E
;E
:ensemble des suites finies d'éléments de
1'ensemble
E :0
:l'ensemble vide, ou la suite vide
;Per (E)
:ensemble des suites périodiques d'éléments de E
; (X II1
EPer
( E ) <=>(xn)
E8 et
3 p ~ I N ~ V n n l N : x * = x n+p n
Jcard E
:cardinal de l'ensemble E
;dom f
:domaine de définition de la fonction f
;Conv (E)
:ensemble des suites convergentes de E. Si (xn)
EConv
( E )nous noterons x sa limite, de même si (y
) EConv (E),y sera sa limite etc..
n
P ( E ) :ensemble des parties de E.
1 - TRANSFORMATIONS
DES U I T E S
Avant de parler de transformation algorithmique de suites, il nous faut
préciser ce que nous entendons par transformation de suites.
Définitions et notations Soient E et
F
deux ensembles.Nous appellerons transformation de suites de E? à valeurs dans I? toute fonction T de l'espace de suites
?
dans l'espace de suitesp.
Nous appellerons domaine de définition de T l'ensemble des suites (x de n pour lesquelles T(x
1
est défini(*). Cet ensemble sera noté : dom T.n
Nous dirons que T est défini sur S CI? lorsque : dom T 3 S.
'
NOUS noterons Trans (E, F) l'ensemble des transformations de suites de
?
àvaleurs dans
9.
Si T et T' sont deux transformations de suites, on dira que T est contenu3 dans T' si :
(dom
T
c dom T t et1
V (xn) dom T : T(xn)=
T1(xn).
Si (xn) E dom T, T(xn) est une suite de
?
que nous noterons (T (ml( x , ) ) , .
Lorsqu'il n'y aura pas d'ambiguïté sur (x
1,
la suite T(x sera notéen n
(T'")).
~ors~u'il n'y aura pas dlambigu;té sur (x ) et sur T la suite T(xn)n sera .notée(t ) .
n
Lorsqil'il n'y aura pas dlambigGté sur T et que plusieurs suites (x,), O
1
i
(x ),
...,
(x,),...
de dom T seront considérées simultanément (situation nqui se produira fréquemment dans les démonstrations de résultats négatifs) les
O 1 i O
suites T(xn), T(x n),
. . . ,
T(xn),. . .
seront respectivement notées (t1,
n(*) c'est-à-di~e le
domaine de
&finitionde ta
fonctionT
:%
+B.
Exemples
1°) Transformation identique : Tl-
E = F
quelconque ;V x E
p
: Tl (xn)=
(xn), c 'est-à-dire :v (x,)
E ,Y
n rN
: = x . tn n 2O) TransformationA
2 dlAitken : T2-
Lsi x
n+2
-
2xnt1+
x n # 0 : tn-
(xnt2 xn-
X ~ + ~ ) / ( X ~ + ~ - 2 x nt1 +xn), sinon :tn
=
O 3O) Transformation pour l'extraction :3
E = F
espace métrique ; a E E V (xn), %,
tn=
X oùi
i
=
mar {j(
n ij
i 2n, d(x a)=
min {d(xk, a) n 2 k<
2011.j
'
4O) Transformation indicatrice des suites périodiques : T4.
E
quelconque,F =
{O, 1).T4 (xn)
=
(1, 1,...,
1,... 1
si ( x est périodique, nT4 (xn)
=
(0, 0,...,
0,...
) si (x ) n'est pas périodique.n ,
Une transformation de suites n'est effectivement utilisable en analyse numg- rique que si elle satisfait à la condition suivante énoncée dans l'introduction :
le n terme de la suite transformée ne dépend que e d'un nombre fini de termes de la suite initiale.
Les n o t i o n s de t r a n s f o r m a t i o n s normales
Cl11
[121 Cl51 e t de t r a n s f o r -mations s t a t i o n n a i r e s Cl61 Cl71 expriment c e t t e i d é e mais c e r t a i n e s t r a n s f o r - ( 1 ) mations de s u i t e s en a n a l y s e numérique ne s o n t n i normales, n i s t a t i o n n a i r e s
.
Aussi nous a - t - i l semblé n é c e s s a i r e de d i s p o s e r d'une n o t i o n englobant t o u t e s l e s t r a n s f o r m a t i o n s de s u i t e s s a t i s f a i s a n t l a c o n d i t i o n c i - d e s s u s .
Voici c e t t e d é f i n i t i o n ( i n t r o d u i t e dans C51 e t u t i l i s é e depuis dans
D é f i n i t i o n s e t n o t a t i o n s
Nous a p p e l l e r o n s algorithme pour s u i t e s de I? à v a l e u r s dans
?
l a donnée : i ) d'une f o n c t i o nR
: 1V x E@) x F@) + Fii) d'une f o n c t i o n C
=
( a ,8)
:IN
x E@) x Fm)+ N
x IN~ p p l i ~ u é à l a s u i t e ( x n
1
r I?,l1algorithme A=
(R, C ) f o n c t i o n n e de l a f a s o n s u i v a n t e :.
C a l c u l e r C ( 0 , 0 , 0 )= ( a ( Q ) ,
@(O>) EN
X I N ,.
Demander l e s p o i n t s : x a ( o ) X a ( o ) + i y...,
x B ( 0 ) '.
C a i c u l e r R ( 0 , ( x ~ ( ~ ) , x ~ ( ~ ) + ~ ,...,
x ), 0 ) = t o E FB ( 0 )
( t o e s t l e premier p o i n t de l a s u i t e transformée ou Ifpremière réponse")
. . . . . .
Etape i
.
C a l c u l e r C ( i , x a i 1 x a ( i - 1 ) + 1 9 B(i-l)),(tas
t l ¶ *O 3 ti-l>
=
( a ( i ) ,B ( i ) )
EN
XiN,
.
Demander l e s p o i n t s : x xa ( i ) ' a ( i ) + 1 9 * * * ' x f 3 ( i ) '
(1) La
transfomation T3 par
exempte.(ti est le (i+l)-ème point de la suite transformée ou "(i+l)-èrne réponse"),
L'ensemble des suites (x r
k
pour lesquelles ce calcul peut se npoursuivre indéfiniment (c'est-à-dire sans jamais sortir du domaine de défi- nition des fonctions C et
R )
sera appelé domaine de définition de l'algorithme A=
(R, C) et sera noté dom A.L'ensemble des algorithmes pour suites de F? à valeurs dans
?
seranoté : Alg (E, F).
Si (x ) E dom A,nous noterons A(x ) la suite obtenue par A à partir
n n
de (x
1.
Comme pour les transformations,nous noterons cette suite (A m( x , ) ) ,
* net parfois
(A")
ou (tn).A tout algorithme A
=
(R, C) r Alg (E,F)
on associe la transformation'
A
c Trans (E, F) dont le domaine de définition est dom A et qui,; la suite (xn)r dom(A), fait correspondre la suite (t ) r ?,calculée par A étape par étape.
n
Soit T É Trans (E,
F),
s'il existe A É Alg (E,F)
tel que T~=
T,nous dirons que T est une transformation algorithmique.L'ensemble des transformations algorithmiques de
F
à valeurs dans?
sera noté : 'r Alg (E, F).
Par définition,on a évidemment : 'r Alg (E, F) c Trans (E,
FI.
Remarque
Dans l a d é f i n i à c a l c u l e r t
n
'
tion,C détermine l a "tranche" de l a s u i t e i n i t i a l e q u i va s e r v i r
R
c a l c u l e q u e l e s t l e n p o i n t transformé. eOn p o u r r a i t m o d i f i e r l a formulation de n o t r e d é f i n i t i o n t o u t en obtenant f i n a l e - ment l e même ensemble de transformations algorithmiques.
Par exemple~on p o u r r a i t donner une d é f i n i t i o n où l e c a l c u l de ( a ( n ) , B(n)) e t d e t s e f e r a i t en u t i l i s a n t comme données non p a s une "tranche" de l a s u i t e n i n i t i a l e , m a i s une " p a r t i e f 1 f i n i e quelconque de c e t t e s u i t e . On p o u r r a i t à
l ' i n v e r s e pour s i m p l i f i e r l a d é f i n i t i o n , admettre que l e c a l c u l de tn ne dépend que de "tranches commençantes" (xo, xl,
. . . , x
) ion p o u r r a i t a u s s i ne pasa ( n )
f a i r e i n t e r v e n i r l e s réponses a n t é r i e u r e s ( c a r e l l e s o n t é t é c a l c u l é e s à p a r t i r de p o i n t s de l a s u i t e ) .
Reprenons l e s exemples du paragraphe précédent.
1") Transformation i d e n t i q u e : T l ,
T e s t algorithmique ; e n e f f e t T
=
'C Al où Al=
(R,C)
e s t d é f i n i de l a façon1 1
s u i v a n t e :
(Cl e t
R
n l é t a n t pas d é f i n i s a i l l e u r s , ou l é t a n t d é f i n i s a r b i t r a i r e m e n t ) 12O) Transformation dlAitken : T2
T 2 e s t algorithmique; en e f f e t T2
=
T A 2 où A2=
(R2,C 2 )
e s t d é f i n i de l a façon suivante :aN)
3V ~ ~ N , Y ~ ~ E ~ ) , V, v ( x , ~ , z ) ~ E , S ~ E E
C2(i, O , s l )
=
( i , i + 2 ) ,R q ( i y
( x , y , z ) , s l )=
( z x-
y ) / ( z 2-
2y+
x ) s i z-
2y+
x=
0,sinon.
(C2 et R n'étant pas définis ailleurs ou étant définis arbitrairement) 2
3 O )
Transformation pour l'extraction
:'
T 3 est algorithmique en effet T 3 =
TA3
oùAg = (R3> C3) est défini de la f a ~ o n suivante
:031 = max
{ j1
O 5j
6i, d(y , a) = min
{d(Yk,a)
1û I
k < il),
( C a et R3 n'étant pas définis ailleurs ou étant définis arbitrairement).
4 O )
Transformation indicatrice des suites périodiques
:Tg.
Il résultera de la proposition 4 démontrée plus loin
quedès
quecard
E 22,
T,, n'est pas algorithmique.
Cc
rgsultat peut d'ailleurs être am%îior6 de la faqon suivante
:Si
card E 22 il n'existe pas de trenaformatian
algorithmiqueT telle
que :V (xn) d e r (a), 3 no E N , V n
2no
: tn=
1,e t V
(x,) 1
Psr(El, 3
noc m , Y n
l n o : tn O,e t dom T
= 8.
P ~ o p o s W o n
1s o d s
c8, s # 0.
S OF # O:
~(3 T
E' ~ 1 ~
( E , F ) :dom T = S)
<=>
Démonstration
( i ) S o i t T E T Alg ( E , F),montrons que
S =
dom T v é r i f i e b i e n l a p r o p r i é t é voulue. S o i t ( x ) sE?
t e l l e que :n
k k
V k E
IN, 3
( x n ) e S : ( x o ,..., 5 ) =
( x o ,...,
On s e donne A
=
(R, C) t e l que T A= T.
Montrons p a r r é c u r r e n c e que t
. . . ,
t n ,...
s o n t d é f i n i s . S o i t C(0,0 ,
@ )=
( d o ) , B ( 0 ) )B( 0
1
B ( o ) ) s S t e l i e que (x
, . . . ,
xP u i s q u ' i l e x i s t e (xn B ( 0 ) )
-
B( 0
> -
(Xo, S.* YO X ~ ( o ) ) >
( 0 Y (xa(,) Y
...,
x) , a )
E domR, e t donc t e s t d é f i n i .@ ( O > O
Supposons que t t l y
...,
t s o n t d é f i n i s . PPosons y ( p ) max {B(0),
. . . ,
B(p)1 .
Y'')) s S t e l l e que ( x y ( ~ ) ,
. . . ,
xP u i s q u ' i l e x i s t e ( x n
O Y ( P )
=
(x0.. . .
y Xy(p))( p t i , ( x
a ( p )
' . . . ,
x1,
( t o y...,
t1)
E domC,
B(p) P
donc ( a ( p + l ) , B ( p + l ) ) e s t d é f i n i .
P u i s q u ' i l e x i s t e ( x y ( p + 1 )
E S t e l l e que (xo
, . . . ,
x Y ( P + ~ ) )-
n y ( p + l )
-
(x0 9.
Y X ~ ( ~ + ~ )( p + l Y ( x ~ ( ~ + ~ ) ~ . . . Y X B ( p + l )
1,
( t o y...
, t1)
E domR, d o n c t e s t d é f i n i .P p + l
La s u i t e ( t n ) e s t donc d é f i n i e c e q u i s i g n i f i e que ( x n ) E S.
i i ) S o i t S c
?
s a t i s f a i s a n t l a p r o p r i é t é :k k k
v
( x n ) sP
:I V
k e l ,3
(xn)s
( x o,...
,xk)=
( x o , . . . , ~ ) 1=
( X n ) eS.
S o i t f s F. D é f i n i s s o n s A
= ( R ,
C) en p o s a n t : V ~ E I N , Y ( X ) E S :ri
C(ky ( x O y
.-.,
) , ( f ,. . . ,
f ) )=
( 0 , k ) , k V f o i sR
e t C n ' é t a n t pas d é f i n i s a i l l e u r s . On a :dom C
=
k , s , s ' ) e N x E ~ x )rm) 1 4
( x n ) ÉS
:Montrons que dom
A= S.
Il est clair que S
cdom A.
Montrons que
:dom
A cS.
Soit (x
)4 S. Par hypothèse
:n
3 k Ny (yn)
S :(xOy
. yxk) # (yoy .
. yyk).
Donc
: (k, (xOy...,
xk), (f,..., f)) 1 dom R.
kvfois Donc
:(x,) 1 dom
A.Remarques
1°)La propriété caractéristique des ensembles de suites qui sont domaines de définition d'une transformation algorithmique énoncée
àla proposition 1 peut aussi s'exprimer de la façon suivante
:S est un fermé de $ pour la topologie produit des E munis de la topo- logie discrète.
2O)Si E
= n i , l'ensemble des suites convergentes (resp. l'ensemble des suitesconvergentes
àconvergence linéaire, resp. l'ensemble des suites convergentes
àconvergence logarithmique) ne possède pas la propriété caractéristique des
familles de suites pouvant être domaine de définition d'une transformation
algorithmique. Ceci signifie que
lestransformations (par exemple destinées
àl'accélération
)qui fournissent des réponses pour les suites convergentes
en fourniront aussi pour d'autres suites non convergentes et que ceci est
irréniédiable (parfois cela est inté~essant),
6
Soit S
c?, nous noterons
Sle sous-ensemble de E ~ constitué des débuts ) de suites de
S :Une conséquence immédiate de la proposition 1 est
:1 T
c TAlg (E, F).
S OS ~= dom T.
Cette proposition est importante car elle va nous permettre de démontrer que, sauf dans des cas triviaux, il existe toujours des transformations de suites qui ne sont pas algorithmiques, (la condition
( * )de la page
13est donc vraiment restrictive).
I
T ~ l g ( E , C = > F )= Trans
( E , F )(card E
< 2ou card F
< 1)Démonstration
a) Supposons que card E = O ou card F
0.Trans (E, F) ne contient que la fonction de domaine vide qui est algorithmique (on prend A = (R, C) avec dom (R) = dom (C) = 0).
b )
Supposons que card E = 1, E = {el.
Soit T
ETrans
( E ,F). Ou bien dom (T) =
(8et alors nous venons de voir que T est algorithmique, ou bien dom (T) contient la suite (e,
e,..., e, ...
)qui
est la seule suite de
E?,on pose alors (t n
)= T(e, e, . . . , e, . .. et on
vérifie que T =
T A où A= ( R , c)
estdéfini par
:R
etC
n'étant définis nulle part ailleurs.c) Supposons que : card
F
2 1 et card E 2 2.L'hypothèse card E 2 2 implique :
Per
(E) #
E?4
Per (E)
=
Eml
et donc aucune des transformations de suites ayant Per(E) comme domaine de définition ne sera algorithmique (proposition 2).
1
(VT
r Trans (E, F),3 T' L ' ~ 1 ~ (E, F) : T c T t )<=>
(card E
<
2 ou card F < 2)a) Si card E < 2 ou si card
F
< 1, le résultat est une conséquence immédiate de la proposition 3..
6 ) Si card
F =
1, toute transformation T est contenue dans la transformation T'de domaine l? définie par :
V
(X n ) L l? : T(xn)=
(f, f,...,
f,...
)(F
=
if))Or cette transformation est algorithmique car T'
=
T A , où A= O?, C)
est défini par :v i e , ~s s ~ ~
Y
) s 1 , rF
0.l) :C(i, S, s') = (O, i) et R(i, s, s') = f.
c) Supposons que
:card E
22 et card F
2 2.Soient fl, f2
rF, fl
#f2. Soit T la transformation suivante de domaine LN.
T(xn) = (fly fly ..., fly ...
)si (xn)
rPer (E)
T(xn) =
(f2,f2, . .., f,, .. .
)si (x,)
CPer (E)
Si T est contenue dans une transformation algorithmique, alors T est elle-même algorithmique (car dom T =
l?),il existe donc
:A = (R, C) tel que
: T A= T.
Soit (a(O), B(0)) = C(0,
@, @ ) EIN 2 . L'hypothèse card
2 2permet de construire
O
1
deux suites (xn) et (x
n)telles que
:(il ( x : )
sPer (E)y
(ii) (xk) L Per ( E l ,
(iii) x0 n = x pour tout n n 1
E(a(0),
~ ( 0 )+ 1, ...,
B ( 0 ) ) . (O)1
De (i) et (ii),on déduit
:T'O) (xO) n = fl, T
(Xn)= f2.
O O O
1
TDe (iii),on déduit
: A(x
A(x 1, il est donc impossible que A = T.
n n
O
Remarque
Les propositions
3et 4 signifient les choses suivantes
:Dès que E et F ne sont pas trop petits, il existe des transformations de suites qui ne sont pas algorithmiques (proposition
3 ) ,et même des transfor- mations de suites T telles qu'aucune transformation algorithmique éventuellement définie sur un domaine plus grand ne corresponde
àT sur dom T (proposition 4).
Dans les problèmes d'accélération de la convergence,il est essentiel
de considérer des transformations de suites n'utilisant pour le calcul de t
n
que les points
:X
x
yx
XO
' n' ntl'
. . . y Xn+ k'
où k est une constante fixée (en fait, par un changement dans les indices, on peut même se ramener au cas où t est calculé uniquement grâce
à :xo, xl,..,
n Xn
)Ceci nous conduit
àdéfinir ce que nous appelons des algorithmes
k-normaux. De la même façon que les algorithmes pour suites ont donné la notion de transformation algorithmique, nous obtenons ici la notion de transformation k-normale.
Toute transformation k-normale est une transformation algorithmique, la réciproque n'étant vraie qu'exceptionnellement (proposition
5).Moins évident
:les familles de suites qui peuvent être domaines de définition d'une transformation k-normale sont les mêmes que celles qui peuvent être domaines de définition d'une transformation algorithmique (proposition
6).Définitions et notations Soit k
c NNous appellerons algorithme k-normal de ?
àvaleurs dans ? la donnée d'une suite de fonctions (f
)telle que
:Y n E N
:f
:E n+k+ 1
n n
-+F.
Appliquée
àla suite (x
F?,1 'algorithme k-normal
A=
(f )fonctionne de
n n
la façon suivante
:Lorsque k = O au lieu d'algorithme k-nomal,nous dirons algorithme normal.
L'ensemble des suites (x,)
EE? pour lesquelles ce calcul peut se poursuivre indéfiniment, c'est-à-dire l'ensemble des suites (x,) telles que
:Y n E 1I :
(x0, xl, ..., x ntk
) Édom fn,
sera appelé domaine de définition de l'algorithme A = (f
)et sera noté
:dom
A .n
L'ensemble des algorithmes k-normaux de 8
àvaleurs dans ? sera noté
:Nor? (E, F).
A tout algorithme k-norma1,A
ENorm
( E ,F),on associe la transformation
kT
A
ETrans (E,
F )dont le domaine de définition est dom
Aet qui
àtoute suite, (x
Edom A,fait correspondre la suite (t
) E? définie plus haut.
n n
Soit T
ETrans
( E ,F), s'il existe A
ENorm (E, k F) tel que T =
TA nous
dirons que T est une transformation k-normale.
L'ensemble des transformations k-normales de E?
àvaleurs dans ? sera
noté
: TNo-
( E , F I .Par définition on a évidemment
: TNor? (E, F)
cTrans (E, F). (En fait, si la définition de transformation algorithmique est bien aussi générale que
T T
nous l'avons affirm6,on doit avoir
:N o y ( E , F)
cAlg(E, F),ce que nous montrons
àla proposition
5 ) .Exemples
Reprenons les exemples du 5
1.la)
Transformation identique
:1.
T est une transformation normale car T =
7:N oii N = (fn) est défini par
:1. 1 1
1
Y n
€ N Y V(xO, ..., x n
EE
:fn(xo, ..., x n = xn0
2 O )
Transformation
h2dlAitken
:Tî .
T est une transformation 2-normale car T =
TN2 où N = (f
)est défini par
:2 2 2 n
fn(x0, XI,
. . . y X= (x
X - X2
nt2 -2x tx
)si x -2x +x
#O
nt2 n nti)/(Xrit? nt1 n nt2 n+l n
= O sinon
Comme nous le disions au début du paragraphe,il est possible de normaliser la transformation T en posant
:2 1
tn
= Xs i n = O o u n = l , n
Cette transformation T ' , que nous appellerons transformation normalisée, est normale (i.e. O-normale)
Dans toute la suite, il sera sous-entendu, lorsque nous définirons une transformation par une formule du type
:tn
- - hn ( x ~ - ~
3 . . . ixn),
que l'algorithme normal associé
àcette transformation est donné par
:T et T ne sont pas des transformations normales (ni même k-normales, quel
3 4
que soit k).
Pour T on le montre
àl'aide d'un raisonnement par l'absurde (pour tout
3espace métrique dans lequel il existe b et c tels que
:d (a, b)
#d(a, cl).
Pour T cela résulte de la proposition
5et du fait que T n'est pas algorithmique
4 4