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13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild

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(1)

m io in e q u e c a n io n a ie , 01011 ^ ^ t ... w u; r h L j j i

j.A . No 10 Sion

LE PR EM IER J O U R N A L ILLUSTRÉ DU V A LA IS

Février 1952

O R G A N E IN D É P E N D A N T

PA R A IS S A N T C H A Q U E M O I S

Depuis plus de 20 ans au service

de la clientèle valaisanne

I M

E l ,

Martigny - Saxon - Sion Sierre - Viège Même Maison

Hoirie Pernollet S. A.

Monthey iG riettieij ( P h o to D u b o ê t, o b l i g e a m m e n t p r ê t é e p a r la d i r e c t i o n d u t é l é p h é r i q u e C ran s -B ellalu i)

©rinttme

aux fine* griottes de nos coteaux que

l / V ) c > i r s » r t f r a créée pour votre régal, perpétuant

une vieille trtfltion

£& ci}alalà

PAYS DE RÊVE DES SKIEURS

G l à a a i l a S G l h ô d c u i i ç j u m ô

N e i g e

j

Q u a n d j ’ét a is gosse, u n e d e m e s p lu s jo y e u s e s s u rp rise s co n sis ta it à m e ré v e ille r î d e v a n t un p a y s a g e so u d a in to u t blanc. Il n e ig e ! La n e ig e q u ’on a t t e n d a i t a v e c u n e im pa- | tience e n f a n t i n e qui g r a n d it e t se d é f o r m e au fu r e t à m e s u r e q u e p a s s e n t les an né es, la j 1 neige s’é t a i t m ise à t o m b e r p e n d a n t la n u it et faisait s u b i t e m e n t son a p p a r i t i o n

trioni-j

phale sous m e s y e u x ébahis.

$ C ’é t a i t en d é c e m b r e . P r e s q u e to u jo u rs . Car N o ë l, alors, n e se c o n c e v a i t pas sans

j

neige. « Le ciel es t noir, la te r r e es t bla nch e.. » Vous s o u v e n e z - v o u s ? E t n ous so rtio n s I nos luges. Les rues d e nos vill e s se tr a n s f o r m a ie n t en p i s t e s q u e p e r s o n n e n e so n geait à | I sabler p o u r ne p a s r a v ir ce b o n h e u r au x p e t i t s , ni m ê m e au x gran ds. Les be lles p a r t i e s j

qui s o u v e n t se p r o l o n g e a i e n t à la nuit t o m b é e ! f

E t pu is , on fa isait des « glisses », ces longs ruba ns ve rg la c és, b le u t é s, où s’élanç ait ! une c o h o r t e d e g am ins h u rla n t leur jo i e à ple in s p o u m o n s . C h è r e s « glisses » que l’on j ar ro sa it le soir, da n s la co u r d e l’école, p o u r ê t r e sur d e les r e t r o u v e r en b o n é t a t le len- j

d em ain matin-.. j

Il ne n eig e p lu s en d é c e m b r e . Ou. du m o i n s, c'est bien rare. En p la i n e , en t o u t cas. t

On ne v o i t p lu s d e luges sur les ch aussées, d'où le m o t e u r les a chas sé es a v e c leurs p il o te s j insouciants. Les p e t i t s t é m é r a i r e s qui t e n t e n t d e s ’o b s ti n e r p a i e n t s o u v e n t ch er le ur * h ardiesse in co n sc i e n te . Les q u e lq u e s luges que l ’on v o i t en c o r e en ville s o n t m o n t é e s p a r de m in u scu le s b a m b i n s que les m a m a n s t r a î n e n t à g ra n d -p e in e sur les t r o t t o i r s où crisse I

le g r a v ie r fin d ’u n e v o i r ie p r é v e n a n t e .

i

Que les t e m p s so n t d o n c changé s ! Il n eige m a i n t e n a n t en f é v r i e r , a v e c a bon dan c e. t Et le b o n h e u r q u ’a p p o r t a i e n t a u tr e f o is les gros flo con s d ru s se t r a n s f o r m e v i te en inqu ié- t tude. Car le m o n d e bou ge et chac un se d é p l a c e a v e c fiè v r e . Et voilà q u e c e t t e neige ,to u jo u rs bie n f a isa n te , h e u r e u s e m e n t , p o u r la c a m p a g n ec o n s ti tu e un o b s ta c le à ce j

besoin d'agi ta ti on . Une in d ésira b le , dès l o rs, la neige ? J

J ’allais l’o u bli e r, il y a les s p o r t s d 'h iv e r, ces va can ces bla n ch es qu'on a cr éé es et f qui, très v i t e , so n t d e v e n u e s n é ce ssit é. B o n n e e t saine d é t e n t e p o u r l’h u m a n i t é s u r m e n é e j

p o u r a u ta n t, bien e n t e n d u q u ’on pu is se se l ’of fr i r . j

Mais je ne p e u x m ’e m p ê c h e r d e so n g e r du co u p à ces vagues h u m a i n e s qui, le dim an- che, d é f e r l e n t aux g u ic h e ts d e s gare s p o u r s écra se r, un p e u plu s tard , to u jo u rs aussi agi­ tées, au d é p a r t d ’un d e ces « m o y e n s d e r e m o n t é e m é c a n i q u e » im agin és p o u r s u p p r i m e r to u te f atig ue.

Et, si je l ’osais, je p e n s e r a is aussi à c e u x p o u r qui ces va canc es so n t p r é t e x t e à un J étalage d e c o s tu m e s « se n s a t io n n e l s » ou à d ’a u tre s p r é o c c u p a t i o n s qui n ’o n t a v e c le sport q u ’un r a p p o r t f o r t lointain- De m a u v a ise s langue s n on t-e ll e s pas r a c o n t é le r e t o u r j tr i o m p h a n t d ’u n e d e ces s p o r t i v e s m e r v e i l l e u s e m e n t b r o n z é e s , d o n t le m ari a v a i t quel- | que p e i n e à a jo u te r f o i aux e x p l o i t s p o u r la s i m p l e raison q u ’il avait t r o u v é in t a c t e la \ j pla qu e d e c h o c o l a t q u ’il a v a i t f u r t i v e m e n t glissée e n t r é les « la t te s » au m o m e n t dn |

j d é p a r t ? J

! D é c i d é m e n t , la n eig e a ch an gé d ’a sp e c t. C o m m e elle é t a i t belle, t o u t d e m ê m e , q u a n d > t on Vallait c h e r c h e r bie n haut, un jo u r de congé, e t q u ’on a v a i t p o r t é , p e n d a n t des h e u r e s t j ses b ra v e s skis d e f r ê n e su r d e s épau le s u n p e u m e u r t r i e s le soir ! Il n ’y avait, p o u r la j f maculer à c ô t é d e nos pas, q u e d e gros b â to n s d e m e r i s i e r t un p e u lo u rds aussi, il es t vrai. J I Mais ne le d it e s s u r to u t pas à v o s en fan ts . Ils vo u s r é p o n d r a i e n t a v e c un hausse. j m e n t d ’é pau le s, plus larges, plu s f o r t e s qu e les v ô t r e s à le ur âge : « E v i d e m m e n t , de

j v o t r e te m ps... » EDMOND GAY

« E lle e t lui » ou les plaisirs du ski à deux. ( P lm to O SST)

L a saison des sports d ’hiver b a t son plein. N o tre canton peut s ’enorgueillir non seulem ent de posséder des sta tio n s qui com p ten t parm i les plus belles de Suisse, m ais il dispose égalem ent d’une foule de moyens de rem o n tée les plus m oder­ nes. Il nous a p a ru in té re ssa n t d’en évoquer quelques-uns ici e t dans les pages qui suivent ; nos skieurs et, avec eux, les fidèles de nos sta tio n s contem pleront sans doute ces im ages avec plaisir.

Ci-dessus : L ’une des 67 cabines du téléphérique Crans- Bellalui, occupée p a r T yrone P ow er e t Linda C hristian, qui sem blent ravis de tro q u e r les p ro jec te u rs d’Hollywood contre la lum ière étin celan te de nos sommets.

(2)

A la (onquête des hauteurs

« L ’h o m m e est u n grand e n fa n t auquel il fau t de gran d s jou ets » ai-je lu quelque part.

C’est u n p eu la réflexion qui m e v ie n t à l ’e sp r it en v o y a n t le su c c è s rem porté par des té lé s iè g e s et des télép h ériq u es r é c e m ­ m e n t a m é n a g é s dans le pays.

En fait, il n ’y a pas de doute que le p o u ­ voir attractif de ces m e r v e ille u se s r é a lis a ­ tio n s m é c a n iq u e s est con sid érab le et que le s im p le p la isir d’être transporté en tre ciel e t terre e t de braver u n danger qui n ’est au reste qu’apparent, e x p liq u e p o u r u n e bonne part la v o g u e de ces in s ta lla tio n s de p lu s e n p lus répandues.

A jou ton s à cela la fièvre de v ite sse qui ga g n e le m onde e t qui opère chez n o u s a vec u n peu p lu s de retard, e t l ’on com prendra a isé m e n t pourquoi ces m o y en s de tr a n s­ port s o n t de p lu s en p lu s « d’a ctu a lité ».

D ans le d om ain e du ski, certains ferven ts de ce sport n ’ép rou ven t p lus de p la isir à g a g n er p én ib lem en t u n e cime, u n col, à transpirer sou s le poids d’u n sac garni des m eille u r e s choses, à m u se r à travers une forêt aux arbres chargés de n eig e ou sur u n e arête d’où se déploie u n p a n oram a grandiose.

A utres tem ps, a u tr e s m œ u r s ! Ce qui im porte pour eux, c’e s t d’effectu er le m a x i­ m u m de d escentes dans le m in im u m de tem ps, d’a c c u m u le r e n u n seul jour des différences de n iv e a u im p r essio n n a n tes, de se jo u er de toutes les d iffic u lté s d’u n e p iste offrant des p o ssib ilité s de v ite sse et d’a cro b a tie in fin im e n t variées e t grisantes.

C’est peut-être, à certains égards, la con­ sé q u e n c e la m o in s réjo u issa n te de cette conquête technique, qui n o u s réserve par a illeu rs d’autres sa tisfa ctio n s.

A in si la m o n tagn e, si belle, si p leine fie charm e, d evien t a cce ssib le à tous ceux à qui l ’âge, la sa n té o u le d é fa u t d’e n tr a în e ­ m e n t ne p e r m etten t pas de la conquérir de p ied ferme. E lle p erm et a u x g e n s pressés d’atteindre e n peu de tem p s les h a u te u r s les p lu s pittoresques.

A lors que la route et le rail reste n t trib u ­ taires de la c o n figu ration du sol et d oivent s ’a c c o m m o d e r de ses caprices, le télé p h é r i­ que, lui, se joue des précipices, des d é n iv e l­ lations, de la roche et des ébou lis ; il d om in e ces é lém en ts qui ren d en t la c o n s­ tru ction des voies de c o m m u n ic a tio n s tra ­ d itio n n elles si co û teu se et, partant, si peu développée.

A vec des so m m e s d’a r g e n t r e la tiv e m e n t m in im e s, on brave l’espace e t on p erm et la découverte d’u n p a y s au x sites e n c h a n ­ teurs, au x contrastes sa n s cesse renouvelés. E t a in si le tourism e, qui joue le r ô le éco­ n o m iq u e que l ’on sait, a ccr o ît ses ch an ces de se d évelopper par le m o n d e qu’a ttiren t ces in s ta lla tio n s et par les b e a u tés n o u ­ velles q u ’elles font connaître.

A u surplus, en m a in ts endroits, le t é lé ­ phérique v ie n t e n aide à la p op ulation m ontagnarde, a tté n u e son iso lem en t, rend la vie de ces gen s m o in s dure et leu r per­ m e t e n d éfin itive d’accroître leu r revenu.

Que de p a y sa n s de nos v a llées p e u v en t dès lors chercher leu r g a g n e-p a in a u dehors, to u t en r esta n t a tta c h é s à, leur v illa g e h a u t perché, d éso rm a is a isé m e n t a ccessib le.

Un progrès e n d éfin itiv e q u ’a c c u e ille n t a v e c e n th o u s ia s m e tous ceux q u ’u n lien se n tim en ta l, u n besoin éco n o m iq u e ou u n e tradition sécu la ire a ttiren t vers la m o n ta ­ g ne ou les y retiennent.

Edouard Morand.

Qflêé iêléâièg-ëâ-, âBzilifté^»

Le télésiège de V erbier-M édran qui débite 400 personnes à l ’heure e t s ’éten d su r une longueur de 1800 m. avec une dénivellation de 680 m ètres.

(P h o to s U .V .T.) L e p an o ra m a m erveilleux qui se déroule sous les yeux des privilèges que tra n sp o rte le télésiège Z erm att-Z unegga.

L ’un des skilifts de S aas-F ee qui prom ène les sportifs sans effo rt dans un cadre splendide.

Giovanola Frères

S. A.

Constructions M étalliqu es et Mécaniques

H O N T H E Y

V e r b ie r , té l é s iè g e d e M é d r a n P O N T S - C H A R P E N T E S - C H A U D R O N N E R I E EN TOU S GENRES - M É C A N I Q U E

-

AP PA REILS P O U R L'INDUST RIE C H I M I Q U E - FUTS EN M É T A L LÉGER P O U R T R ANSPO RT TOUS L IQ U ID E S

-

TÉLÉSIÈGES

(3)

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de Zëm&a€iêë

Le rapide e t vertigineux téléphérique qui, de la sta tio n de C ham péry — que l’on aperçoit en bas — conduit aux m ajestueux cham ps de ski de Planachaux.

Qui ne connaît ce paysage aussi fam ilier que féérique ? Le funiculaire du G ornergrat, m e r­ veille de la technique ferroviaire, au-dessus de

Riffelalp.

Le skilift si connu a u jo u rd ’hui des fa n a ti- Une a u tre contrée ravissante, qui se ra b ie n tô t m ieux connue grâce à son téléphérique :

ques de M ontana, qu’il tra n sp o rte au Moerel-Riederalp.

M ont-Lachaux.

Un a u tre systèm e, qui n ’a rien perdu de son a t t r a i t : le funi-luge de C rans-sur-Sierre.

(4)

LES V I E U X TEXTES

SUR LE V A L A I S

N o u s av o n s eu le plaisir, a u hasard de lectures, de re c u e illir des textes a n c ie n s su r le Valais, te x te s fort peu c o n n u s et p a r ­ fois plein s d’intérêt. Quelles im p r e ssio n s ont rapportées de leur p a ssa g e chez nous, les n u e s v o y a g e u r s du X V Im e siècle qui s a v a ie n t écrire ? Voilà de quoi ex c ite r les curiosités.

Il s ’agit en gén éral d’h u m a n is t e s en voyage, de g éograp h es qui te n a ie n t à voir s u r place les p ays qu’ils décrivaient. Ils s o n t du reste fort p eu nom breux. N ou s ne co n n a is s o n s que quatre au teu rs qui a ie n t parlé du V alais a u X V Im e siècle. L ’érudit H ein rich Loriti, dit G lareanus, qui n a q u it en ju in 1488 à Mollis dans le canton de Glaris et m o u r u t à F rib ou rg-en -B risgau e n m ars 1563 portant le titre e n v ié de poète la u réa t de l’E m p ereu r M a x im ilie n I, a co n sa ­ cré q uelques é lég a n ts vers la tin s à la so u rce du Rhône, dans u n p o èm e qui p aru t à B âle en 1514. P u is v in r e n t T sc h u d i A e g i­ dius, Sim ler, Stum pf, G u illa u m e P a r a d in au m êm e siècle. S u r to u t S é b a stie n Münster, qui, au fond, e st l ’an cêtre, et chez qui S im le r et P a r a d in ont a b o n d a m m e n t puisé.

S éb a stien M ü n ster e s t né à In g e lh e im clans le P a la t in a t en 1489. Il d ev a it décéder à B â le le 23 m a i 1552. D ’abord cordelier, il p a ssa e n su ite à la Réform e. C’é ta it u n m a th é m a tic ie n fort savan t, u n h é b r a ïsa n t de prem ier ordre, qui p r o fe ssa lo n g te m p s à

Bâle. On lui doit u n e œ u v r e variée, dont la p lu s co n n u e est u n e C osm ographie qui p aru t d’abord e n a lle m a n d à B â le e n 1541, p u is fu t trad u ite e n la tin e t en fra n ça is au m êm e siècle. C’e s t u n im m e n se ouvrage com m e en p r o d u isa ie n t les érudits de la R en a issa n ce.

Ce S éb a stien M ünster a été le prem ier à m ettre en d ou te l ’a u th e n tic ité de notre fa ­ m e u se Caroline, la s o i-d isa n t d on ation du com té du V a la is faite par C h a rlem agn e à S a in t-T h éod u le, e n d ém on tran t que cet acte de donation ne p o u v a it être q u ’apocryphe, S a in t-T h é o d u le a y a n t v écu p o u r le m oin s

400 an s a v a n t C harlem agne. Et chose

curieuse, les in téressés ne lui en tin ren t pas rigueur. C’e s t en effe t l ’évêque A drien I de R ied m a tten (1489-1552) qui in v ita lui- m ê m e S é b a stie n M ünster à v e n ir e n Valais. L ’écriv a in a été é g a le m e n t b ien a c c u e illi à

St-M aurice, par l ’abbé B a r th é lé m y IV

S o stio n qui lui a o u v ert les archives. M ünster resta q uelques jours e n Valais, q u ’il v is it a d’un b o u t à l ’au tre, e t se rendit e n su ite e n S u is s e centrale par la Furka.

V oici q u e lq u es-u n es de ses im p ression s, que n o u s don n on s dans u n e traduction fr a n ça ise d u X V Im e siècle, dont l’arch aïsm e ne m a n q u e pas de saveur. Il s ’ag it de Sion et de ses e n v ir o n s :

« Les V u a le sie n s n ’on t p o in t d’aultres v ille s m u r a illé e s (ceintes de m u railles) que Syon... Ils on t toute la v a llé e d epuis Sainct- M aurice ju sq u e s a u m o n t de la F ourche (Furka) p o u r forteresse, laquelle, ta n t du costé droit que d u costé g a u c h e est ferm ée de m o n ta ig n e s in a c c e ssib le s e t de rochiers

in v in cib les qui serv en t de m urailles...

A doncques, ce seroit u n e chose su p erflu e et inutile, si l’on e n v ir o n n o y t les aultres v illes de m urailles...

Syon est u n e belle ville, à l ’entendre selon la co u stu m e du p ays, e t les b a stim e n ts d’icelle c ro issen t touz les jours en hauite... Au nord, s ’élève en pente u n e m on taign e p ierreuse fort estroite, laquelle devient beaucoup p lu s h a u lte que n’est V aleria (Valére) et elle p résen te des deux coustés des lieu x m a la is é s et d an gereu x à cheoir (danger de chute), a u x q u e ls on ne peut m o n te r par quelque in d u strie ou labeur h u m a in que ce soit, p rin c ip a le m e n t du costé de septentrion. E t cette m ontée dure a u tan t q u ’u n e h a cq u eb u tte pour tirer loin g (qu’une portée d’arquebuse). Et s u r le fin bout d’icelle m o n ta ig n e il y a u n chasteau, fort et assiz en p la isa n t et beau lieu, lequel ch a stea u e s t appellò Tyrbile ou Turbillon. Il renferm e beaucoup de belles et p la isa n tes cham bres et h a b ita tio n s. Il y a a u s s i du bon vin dedans là, duquel on d on n e à boire a u x estra n g iers qui so n t m en és en ce lieu p o u r voir le chasteau.

Le prince se retire là a vec s a fam ille, quand les ch a leu rs so n t trop grandes... d’a u ta n t que l’a ir est là p lu s tem péré qu’au bas c h a stea u a ppellé M ayerin (Majorie), lequel est b a sti s u r u n rochier ém in en t, qui p a sse en h a u te u r p resq u e tou s les édifices de la ville, excepté b ien peu de b a stim e n ts qui so n t viz à viz d’ic e llu y rochier, a u pied du m o n t Valeria, co m m e est la m a iso n m a g n ifiq u e du S e ig n e u r Jehan Kaleber- m atter, e t bien p eu d’aultres.

Au reste, on ne sa u ro y t dire combien fertile est le territoire de Syon. Il ne faut point chercher là l’e n to u r (ailleurs) du vin p lu s excellen t, ne (ni) m eilleu r pain. Il y a des jardins plaisant/, et gracieu x, de belles prairies et b ea u x vergiers. D ’a v a n ta ig e (qui p lu s est), il y a si grande abondance de m iel, que toute l’a n n ée on en tire hors des ru ch es des m o u c h e s à miel. Il y a aussi grande abondance de from aiges bons en to u t le p ays de V u alais, m a is p rincipale­ m en t à l ’en tou r de Syon. On p esch e là de fort excellen ts p o isso n s au Rhosne, et sin­ g u liè r e m e n t des tru ites si gran d es que quelques fois e lle s p o ise n t 30 livres. On y trouve a u ssi gran d es p ro u v isio n s de chairs saléz, p rin cip a le m e n t de brebis grasses et de m ou ton s. Les V u a le sie n s ne les seichent p o in t à la fum ée, m a is en l ’air, p uis après les ga rd en t en la paille, les a y m a n t mieux a in si que si elles esto ie n t fumées...

Le territoire de Syon à l’en tou r de la ville est très fertile e t a b o n d a n t en vin, bled, saffran, fru ictaiges, p o isson s, bestail et au ltres choses n écessa ires. Et au coppet (sommet) des m o n ta ig n e s hau ltes, il y a g ran d e q u an tité de bestes sa u v a ig es, capri­ cornes, cham ois, raz de m o n ta ig n e (mar­ m ottes) e t d’o y se a u x e x cellen ts, comme fa isa n s, coqs sa u v a g es, perdrix, item des vautours, oyes sa u v a g e s et aultres. Nulle part les Alpes ne so n t a u ta n t rem p lies de ces bestes e t o y sea u x com m e dans !e V ualais.

L u cien Lathion.

Vers une grande fête à Saxon

Ce gros bourg v a la isa n c o n n u t naguère un e fort en viab le célébrité. Ses établisse­ m e n ts b aln éaires reçurent la v isite d’hôtes de marque. H ugo s ’y est plû. Dostoïewski y écrivit une partie de « l ’Idiot ». En une nuit, au Casino, des fortunes se sont faites ou effondrées.

Sic transit...

On ne c o n n a ît p lu s ce Saxon-là. Mais, il se devait de reconquérir la célébrité. Car c’est u n lieu aim é des dieux. A dossé à la n a is s a n c e du coteau, il participe aux géné­ rosités de la p lain e et lu tte contre la gri­ sa ille de la plaine. La nature, ici, semble rassem bler toutes ses largesses.

Alors qu'on aurait pu attendre de ses h o m m e s le se u l so u ci de savoir comment se com portent les arbres et la vigne, le so u c i de calculer le re n d em en t net d'une fraisière ou d’une aspergière, ils ont tout de su ite adopté le beau projet de Fred Fay d’y créer une Ecole ca n to n a le des Beaux- Arts. Car S a x o n est encore ad m in istré par des gens qui croient aux v aleu rs essentiel­ les. Cette n ou v elle in s titu tio n devait redon­ ner à S axon un éclat p lu s brillant à son blason. D an s toute la S u isse romande, du reste, et m ê m e à l’étranger, on connaît m a in te n a n t ce petit coin où « souffle l’es­ prit ». Ceux qui p réd isaien t la faillite de cette in stitu tio n en sont pour leur salive.

Doit-on s ’arrêter en si bon c h e m in ? Quand l ’esprit a sa bonne part il co n v ien t de célé­ brer d ig n e m en t ses joies et ses peines quotidiennes. Les fruits de la terre méri­ tent bien d'être chantés. Ils coûtent tant de p ein es et d’entête m en ts. Tant de recom­ m en cem en ts, tant d’in q u iétu d es, tant d’es­ pérances et de d é sillu sio n s a v a n t de pou­ voir palper les quelques p iéc iette s d’argent qui vou s v ie n n e n t en récom pense. Que tou­ tes ces h eu res claires ou grises, que toute cette sueur, que l’obstination de tout un peuple qui a im p rim é à une partie du pays la form e de son am our, que tout cela, pen­ dant des jours, éclate en m u siq u e et en ch an son s. La fraise e m baum era, l ’a b r i c o t

sera doux co m m e une joue a m ie — et tous les s a v a n ts astrologues prédisent déjà le beau tem ps pour la Fête cantonale des A bricots qui aura lie u du 13 au 20 juillet prochains.

Car c’est de cela qu’il s ’agit. On n ’a pas un faible pour les fêtes populaires, mais celle-ci sera d’une form ule tout à fait nou­ velle. II y aura un grand jeu scénique. Ses auteurs en donnent l’entière garantie. On se s o u v ie n t des su c c è s remportés par Aloys

T heytaz et Jean D aetw yler. Quant à

B a erisw yl, il a l’habitude de dompter les foules. Les décors seront dirigés par Fred F a y et assu rés par l ’Ecole c antonale des Beaux-A rts. Déjà les artistes s ’a f f a i r e n t

pour ne pas tomber dans le « déjà vu » et re hausser ces journées par un jeu de valeur.

Il faudrait encore sig n a ler le cortège avec

participation internationale, les nombreu­

ses exp osition s horticoles et autres. On y reviendra.

Oui, il y aura de belles heures à Saxon, en ce prochain été.

Jean Follonier.

Avec le „C E R C LE DE C U L T U R E

P H Y S IQ U E DE D A M E S “ à Sion

C e tte sym pathique société de gym nastique fém inine a donné sa trad itio n n e lle soirée annuelle le 2 fév rier devant une salle comble e t enthousiaste. O u tre une série de b allets f o rt bien mis au point et dont nous reproduisons ici quelques in stan ta n és, elle a p rése n té une re v u e tte spirituelle « A vos bar... res... fixe ! » due à la plum e de M me I rm a A rle tta z e t in te rp ré té e avec a u ta n t de verve que de ta le n t p a r Mlle S tella M é tra ille r e t M me C hristiane L avau-L escaut — une M anon-présidente — qui o n t obtenu un fra n c succès.

Q uand elles p o rte n t le pantalon...

Je u x de cow-boys en Arizona.

Le b allet des optim istes.

B allet espagnol. A Séville.

Les p e tits nains, b allet des pupillettes.

(5)

LE CINEMA AU SERVICE DES ŒUVRES SOCIALES

UN FILM SUR LA POUPONNIÈRE VALAIS ANNE

P re m ie rs pas, prem iers jeux, sous l’œil a tte n tif e t bienveillant des jeunes nurses.

N ’a-t-il pas l ’a ir heureux, ce petiot, d ’avoir tro u v é un to it grâce à n o tre in stitu tio n v alaisanne ?

On v ient de p ré se n te r au public sédunois un film consacré à la P ou­ ponnière valaisanne. C e tte bande en couleurs retrac e, p a r une suite d’im a­ ges ém ouvantes, to u tes les phases de l’existence m ouvem entée de ce tte Pouponnière, qui, m a lg ré to u tes les difficultés, a réussi enfin à s ’in sta l­ le r dans les locaux de l’ancien hôpi­ ta l de Sion, où elle com pte bien pou­ voir re s te r et prospérer. Ce qui se ra it d’ailleurs to u t à fa it dans l’esp rit des fo n d ateu rs du dit hôpital, qui en fire n t dès le début un b âtim e n t desti­ né à a b rite r une œ uvre charitable.

L ’histoire de n o tre P ouponnière, qui d ate de 23 ans, se confond avec celle des pauvres en fa n ts de chez nous, qui o n t enfin trouvé un to it e t une atm osphère affective favorable, dans laquelle ils peuvent s’épanouir e t devenir des hommes. C’est le b u t de ce tte œuvre, dont la fondatrice, Mlle Zingg est p a rtie du principe qu’il fallait donner beaucoup à ces en fa n ts qui, plus que tous les au tre s, é ta n t nés sous le signe de la misère, o n t besoin p a r com pensation d’ê tre entourés e t d’avoir enfin une fam ille digne de ce nom. G râce au film qui vient d ’ê tre tourné, l’on p eu t voir to u tes les phases de ce développe­ m ent, depuis les quelques lits du début, jusqu’à la grande Pouponnière de m ain ten an t, qui e st une in s titu ­

tion modèle, à laquelle se sont annexées une Ecole de N urses e t une M aternité. L a directrice de l ’étab lis­ sem ent s ’occupe égalem ent de l’Oeu­ vre S te Elisabeth, qui recueille des filles-m ères e t le u r donne l’occasion de p ré p a re r dans un m ilieu sain, l ’a r ­ rivée de le u r enfant.

A joutons enfin que, p en d a n t l’été la Pouponnière place ses en fa n ts dans le m agnifique chalet des M ayens qui lui a p p a rtie n t.

C e tte institution, plus c e rtain e­ m e n t qu’aucune a u tre œ uvre valai­ sanne, m é rite que l’on s ’intéresse à elle. Pensons en effet, au fa it q u ’elle a recueilli jusq u ’à m a in te n a n t plus 3,000 en fa n ts de chez nous. Si, à ju ste titr e d'ailleurs, nous sommes souvent sollicités p a r des œ uvres in té re ssa n t les en fa n ts de l'étra n g er, nous ne devons cependant pas oublier les en fan ts de chez nous, qui, bien sou­ vent sont m a lheureusem ent dém unis de to u t. Pensons-y, lorsque la P oupon­ nière organise ses quêtes, ou ses actions de « ram assag e » de légumes, de fru its ou encore de lait. Si chacun donnait, ne serait-ce q u ’un litre de la it ou un kilo de pain po u r n o tre P ouponnière, le problèm e qui consiste à n o u rrir les en fan ts q u ’elle ab rite se ra it v ite résolu. N e l’oublions pas !

J. C.

Ronde enfantine dans le ja rd in de la pouponnière. Les pauvres p e tits o n t trouvé une famille.

La sieste aux M ayens-de-Sion, où le p e tit m onde de la pouponnière se tra n s p o rte en été.

L a fille adoptive de Mlle Zingg, qui fm. elle-m êm e une Mlle Zingg, directrice e t fondatrice de la Pouponnière e n fa n t de la pouponnière, est m a in te n a n t une n u rse qui

valaisanne, qui consacre sa vie aux en fa n ts déshérités. donne à son to u r les soins aux bébés de la Maison.

L a P ouponnière valaisanne com prend égalem ent une école de nurses e t une M aternité. L ’arrivée des élèves à l'ancien hôpital de Sion, qui ab rite l’école. Celle-ci, qui ouvre ses portes deux fois p a r an, le 1er juillet et le 1er octobre, jouit en Suisse e t à l ’é tra n g e r d ’une renom m ée sans

cesse accrue.

(T'Ozz.espöM

do

n ce

C o m m e la va gu e au p o r ts c e t t e b r u y a n t e f o u le L e n t e e n f in se re tir e , et m o n c œ u r m a i n t e n a n t L ib re p e u t r e s p i r e r ce ca l m e rena issant.

Je n e sens p a s le f r o i d ni le t e m p s qui s ’écoule.

Je n ’e n t e n d s q u e le bru it d e la n eig e qui ro ule S ur le j o y e u x c h e m in que m e s pas h é sit a n ts F o u la ie n t h eu reu x , jadi s, lo r s q u e j ’étais enfa nt... Oh ! ces la rm es qui de m e s y e u x a f fli g és cou le n t,

C ’es t une p a r t d e vie, un p e u d e m a je u n e ss e Q ui s’e n v o l e d é jà ! P l e u r e alors ta tr iste sse

0 to i m o n â m e en p e i n e — et to n r ê v e qui fuit.

Je songe, il es t m i n u it, to u t se ul à m a fenêtre-.. P o u r q u o i c e g r a n d silence, e t p o u r q u o i c e t t e n u it ? U n e f e m m e se meurt .. . à c e t t e heu re... p e u t- ê t r e .

F e r n a n d M o t t ie r F é v r i e r 1 9 5 2 .

Les voici heureux à la salle de jeux ; ils oublient q u ’ils n 'o n t pas de parents.

(6)

d o l e

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la region de Planachaux

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C om m ent le Valais lutte contre la tuberculose

LE SERVICE CANTONAL DE RADIOPHOTOGRAPHIE

Les en fa n ts des écoles a tte n d e n t su r la place du village l’arriv ée du ca r tra n s p o r ta n t le m a té rie l de radiophoto- graphie au m oyen duquel chacun d ’eux se ra exam iné

de la façon la plus atten tiv e.

Les plus gran d s écoliers m e tte n t la m ain à la p â te e t aid en t à tr a n s p o rte r les lourds appareils dans la m aison d ’école où

va avoir lieu l’examen.

M. A. Bon vin, qui se dévoue sans com pter pour la cause de la radiophotographie e t opère dans to u t le Valais, doit connaître tous les m é tie rs ! Le voici in sta lla n t le

co u ra n t dans les combles de l’école.

Une infirm ière, Mlle Solioz, m esure le th o ra x des enfants, afin de pouvoir calculer la puissance de la décharge du

tu b e à rayon X.

Les prises de vue s’effec tu en t rapidem ent, chaque en fa n t p o rta n t une c a rte su r laquelle est indiqué son nom, ainsi qu ’un num éro d ’ordre. Ces carte?, au m om ent de l’in te rp ré ta tio n du film p a r projection, p er­ m e ttro n t au m édecin de re tro u v e r le su je t exam iné et

de n o te r les observations éventuelles.

( R e p o r t a g e Jo b. C o u c h c p i n , Sion) Souvent, l ’on voit dans des jo u rn au x rom ands ou

suisses além aniques une annonce aux te rm e s de laquelle le « ca r radiophotographique » de telle ou telle ligue a n titu b e rc u le u se se tien d ra à la disposition du public à un jo u r donné. Il nous a sem blé in té re ssa n t de p résen ­ te r ici ce qui se fa it en V alais dans ce domaine. En effet, en ce qui concerne la lu tte co n tre la tuberculose e t n o ta m m e n t le dépistage de c e tte m aladie p a r la radiophotographie, n o tre canton se tro u v e en fo rt bonne place e t ceci m algré les difficultés in h é re n te s à sa topographie particulière.

Le service cantonal de radiophotographie com m ença à fonctionner en V alais en fév rier 1946. Il fu t m is su r pied p a r le D r R. Taugw alder, alors chef du Service ca n to n a l de l'hygiène. L a prem ière cam ionnette tr a n s ­ p o rta n t le m a té rie l nécessaire, ainsi que ces appareils, p u t ê tre acquise grâce à la L oterie R om ande e t n o ta m ­ m e n t à l’action en tre p rise en ce sens p a r M. N o rb e rt Roten, chancelier d’E ta t. J u sq u ’à c e tte date, on procé­ d ait dans les écoles à des exam ens radioscopiques des enfants. G râce à la radiophotographie, l’on p u t désor­ m ais exam iner tous les en fa n ts des écoles, to u t en conservant un cliché négatif, qui e s t la photographie de l’écran radioscopique, effectué su r un film de 35 mm. C e tte nouvelle technique a perm is de c o n stitu e r des archives qui ren d e n t de grands services aux médecins, to u t en p e rm e tta n t de voir, lorsque la m aladie se déclare, l ’é t a t pulm onaire des en fa n ts exam inés av a n t le déclenchem ent de l'infection, le cas échéant. R a p ­ pelons enfin que cet exam en radiophotographique fut approuvé p a r le G rand Conseil avec la loi su r l ’ensei­ gnem ent p rim a ire e t m é n ag er de 1947.

L ’exam en radiophotographique, qui se fa it dans to u t le V alais se com plète p a r la m ise en p ratiq u e de la cuti-réaction de Moro qui p e rm e t aux m édecins de p ara ch e v er ce tte œ uvre de dépistage. Les clichés sont projetés su r écran e t in te rp ré té s p a r des spécialistes des m aladies pulm onaires. A joutons enfin que ce s e r­ vice reço it une subvention du D ép a rtem e n t de l’In s tr u c ­ tion publique, ce qui p erm et de rad iophotographier les en fa n ts g ratu item en t, ou avec une p articip a tio n m inim e des com m unes ou des ligues.

J u sq u ’à m a in te n a n t près de 100,000 radiophotogra- phies o n t été effectuées en Valais. C’est là un trav a il énorme, si l’on considère les difficultés auxquelles on se h e u rte chez nous pour déplacer ces lourds e t encom ­ b ra n ts appareils dans nos villages de m ontagne, spécia­ lem ent en hiver, c’est-à-dire pen d an t la saison scolaire. Les r é s u lta ts ont été m agnifiques et g râce au service de radiophotographie, le ta u x de la tuberculose pulm o­ n aire e s t en régression chez nous. Nous ne saurions t e r ­ m in er ces quelques lignes sans ra p p e ler en ce domaine to u t l’in té r ê t que p o rte n t à ce service M. le Conseiller d ’E t a t Schnyder, chef du D ép a rtem e n t de l ’H ygiène et M. le D r Calpini, qui dirige avec com pétence le Service

can to n al d’hygiène. J- C.

L a cam ionnette radiophotographique vient d ’a rriv e r dans un village de m ontagne. On va com m encer le m ontage des

appareils.

Les films sont soigneusem ent classés avec les c a rte s qui les accom pagnent. Si le sujet exam iné ou son m édecin le désire, il peut obtenir un ag ran d issem en t du cliché à un

(8)

LES CHAMPIONNATS VALAISANS

DE SKI A SAAS-FÉE

C 'est la troisièm e fois que l’Association valaisanne des clubs de ski confiait l ’o rganisation de ses cham pionnats au S.-C. Allalin de S aas-F ée, dont la r é p u ta ­ tion n ’est plus à faire. Ces courses se sont disputées les 26-27 jan v ier p a r le beau tem ps. N o tre champion, le P it R o b e rt Z urbriggen les a v a it prép arées de m ain de m aître.

Comme il fa lla it s ’y a tte n d re , nos sélectionnés olym piques se sont distingués une fois de plus. A n o te r spécialem ent la perform ance rem arq u ab le des q u a tre frè re s Kronig, de Z e rm a tt, dont le cadet, V ictor, re m p o rta le double ti tr e de cham pion de fond et de saut, im ita n t ainsi les exploits de son frè re Alfred, que l’on voit ci-dessus en plein e ffo rt e t qui va d isputer nos chances en Norvège. L ’anim atio n au d é p a rt de la course de fond.

Montana, champion de série A

/ ( o c c n o s s p c z l i f i s

en janoiez

Les a b o n d a n tes ch u tes de n e ig e dont n o u s a v o n s été g ratifiés, co m m e a u ssi l’arrivée b ie n v e n u e du froid in d isp en sa b le au bon fo n c tio n n e m e n t de n os patinoires, n o u s o n t v a lu un m o is de ja n v ie r p arm i les p lu s riches de tous ceux consacrés ces der­ nières an n ées a u x sports d’hiver.

L a p rem ière m a n ife s ta tio n im p ortan te de l ’a n n é e a été le m a tc h in te r n a tio n a l de h o ck ey su r glace S u is s e B-Italie, disputé le 3 janvier, su r la p a tin o ir e d’Y-Coor, à M ontana. E lle rem p o rta u n su c c è s m érité et eu t Vlieur de sa tisfa ir e d o u b lem en t tou t le m onde, d’abord parce que n os cadets en sortiren t v a in q u e u r s (4-1), p u is a u s s i et su r to u t en ra iso n des trois p rem iers buts m arq u és p o u r n os couleurs, le p r em ier par le M artignerain O scar Mudry, les deux s u i­ va n ts par l ’e n fa n t de la lo ca lité B ernard B agnoud.

Q uant au x épreuves de ch am p io n n a t, elles p u ren t g é n é r a le m e n t se d isp u ter selon le p ro gram m e établi, m a is n o u s réserv è­ rent, par contre, u n nom bre in a c c o u tu m é de surprises. En lig u e n a tio n a le B, le H.-C. V ièg e g a g n a deux de ses dix m atch es, ce qui lui f u t s u ffis a n t p o u r c o n serv er sa place dan s cette série. En série A, M ontana v a in q u it a is é m e n t dans le groupe du Haut, ta n d is que Sion se d is tin g u a à -m aintes reprises dans celu i du Bas, se q u a lifia n t du m êm e coup pour la fin a le cantonale. Se jou an t en deux fois, celle-ci n ’a encore donné au cu n r é su lta t à l’h e u r e où n o u s réd igeon s ces lign es, M on tan a e t Sion a y a n t ch a cu n gagné u n m atch, r e s p e c tiv e ­ m e n t par 7 à 3 et 5 à 4. U ne « belle » sera donc nécessaire.

En série B, Zermatt, M o n tan a II o n t fin a ­ le m e n t triom phé dans ch a cu n e de leurs su b d iv isio n s . U n e p o u le fin a le d ésign era le ca n d id a t à la prom otion. Celui-ci devra se m esu rer a v e c le dernier classé de série su périeure, qui, lui a u s s i, n ’est pas encore connu. Les deux lan tern es rouges, Si erre et M artigny, o n t tour à tour rem porté la victoir^ et u n e tro isièm e rencontre d ési­ g n e r a u lté r ie u r e m e n t le p lu s m al en point des deux.

Q uelques équipes du dehors so n t v en u e s s'exhiber chez n o u s au cours du m ois. Ce fu ren t n o ta m m e n t les A m atori de Milan, qui jo u èren t le 27 à B rigue, et le H.-C. L a u ­ sa n n e en tournée le 29 à M artigny et deux jours p lu s tard à Sion.

Il v a sa n s dire que les c o m p étitio n s à s k i n ’o n t pas été d é la issées pour a utant, bien loin de là. Les 5 e t 6 janvier, M ontana e t Crans v écu ren t le fa m e u x Trophée du

M ont-Lachaux, au q u el p rirent part la

m ajorité, de nos a s h elv é tiq u e s e t de n o m ­ breux étrangers. Le 6 ja n v ier encore, le Ski-Club S al va n m it su r pied les Courses v a ia isahines de relais, qui v iren t la victoire des garde-frontières du Ve A r r o n d issem en t

chez les se n io rs e t du S.-C. A llalin , de S a a s-F é e chez les juniors. Le 13 janvier f u t p lu tô t réservé à des épreuves régionales, su r lesq u elles il s e r a it trop lon g de nous étendre ici. N os to u t gra n d s cham pions, par contre, se ren d iren t a u x courses inter­ n a tio n a le s du L a u b e r h o m , où ils tém o i­ g n è r e n t d’u n e form e déjà très avancée.

A ce propos, il c o n v ie n t de relev er avec s a tisfa c tio n que h u it de n os rep résen tan ts on t été s é le c tio n n é s pour faire partie de l’équipe o ly m p iq u e su is s e qui se ren d ra au x Jeux d’Oslo. Ce s o n t A lfred Kronig, Martin Julen, Bernard et Gottlieb Perren, de Zer­ matt, F ranz B u m a n n e t A lp h o n se Super­ saxo, de S aas-F ée, René Rey, de Crans, et Karl Ischier, d’Obergoms. D ’autres cou­ reurs on t é g a le m e n t été reten u s pour faire partie de sélectio n s officielles qui seron t en v o y ées à l ’étranger.

L’é v é n e m e n t p rincipal du 20 ja n v ie r fut la Coupe de Verbier, com m e de cou tu m e fort fréquentée, alors que q u elq u es-u n s des nôtres se d istin g u è r e n t s u r les p istes de Villars, entre au tres A ndré B on vin , René Rey et le ju n io r R a y m o n d F ellay, de Ver­ bier, qui se c la s s a prem ier dans toutes les épreuves.

Le 27 enfin, S a a s-F ée r e c e v a it tous

les m e ille u r s sk ie u r s du canton pour

les 18es c h a m p io n n a ts val ai s an s. Les titres officiels s u iv a n ts fu ren t décernés : chez ies dam es, D orly Lehner, de Zermatt, g a g n a a u ssi bien le sla lo m g é a n t que la descente et le s la lo m sp écial ; chez les m essieu rs, catégorie junior, R a y m o n d F ellay, de Ver­ bier, rem p o rta les m ê m e s d isc ip lin e s et Victor Kronig, de Zermatt, s ’a d ju g e a le fond et le s a u t ; en catégorie élite e t seniors, René R ey se c la s s a prem ier du slalom géant, du sla lo m sp écial e t du com biné alpin, p en d a n t q u ’André B on vin , de Crans égalem en t, e n le v a it la descente, qu’Alfred Kronig, de Zermatt, trio m p h a it a u fond, A lp h o n se Supersaxo, de Saas-F ée, a u sa u t com biné et Fritz Schneider, de D avos au s a u t spécial.

Les trois jo u rn ées ca n to n a les de Saas- Fée la issero n t à ceux qui ont eu le privilège de les v ivre un s o u v e n ir a u ssi lu m in e u x q u ’inoubliable.

En ce m êm e dernier d im a n ch e du mois, les pit. Gilbert May, de Sarreyer, e t Jean- Pierre Clivaz, de M ontana, particip èren t aux ép reu ves de triath lon et de tétrath lon m ilita ires au Lac Noir. Ils s ’y classèren t r e s p e c tiv e m e n t 8e a u triathlon e t 3e au tétrath lon , ch a cu n g a g n a n t larg em en t la course de fond de s a catégorie. P a rtic ip a n t a u x ch a m p io n n a ts de l ’A sso c ia tio n ro m a n ­

de, à St-Cergue, Sophie B onvin, de Crans, e t Charly Furrer, fils du regretté Otto, y rem p ortèren t tous deux u n e m a g n ifiq u e victoire, elle a u sla lo m spécial, lui au sla lo m géant.

N ’om etton s pas de s ig n a le r qu’a u x demi- fin a les des ch a m p io n n a ts s u is s e s de boxe, le 27 ja n v ier à L au san n e, le S éd u n o is Morard b a ttit d’abord n e tte m e n t le Soleu- rois Eschenberger, p u is d u t a b an d on n er pour blessures. D o m m a g e !

E t m a in ten a n t, à bientôt, a m is sportifs'.

Josv Vuilloud

E n hockey, les événem ents se sont précipités depuis la chronique ci-contre de n o tre co rrespondant sportif.

E n effet, ap rès un troisièm e m a tc h d’appui co n tre Sion, le H.-C. M ontana a re m p o rté le ti tr e qu ’il a v a it bien m é rité après une saison brillan te. Voici l’équipe victorieuse, en to u rée p a r ses supporters.

AVEZ-VOUS L’ESPRIT D’OBSERVATION?

Voici les 13 e r r e u r s à d é c o u v r i r d a n s le des sin d e la p a g e s u i v a n t e :

1. Le p i o l e t d e l' a l p i n i s t e n ' a p a s d e p o in t e .

2. O n ne p a r t p a s e n h a u t e m o n t a g n e a v e c u n e r a q u e t t e d e te nnis...

3. ...ni a v e c un ch i en b a s s e t ! 4. L 'a lp ini ste p o r t e u n e c a n n e d e ville. 5. S a b r e t e l l e est d é c r o c h é e .

6. Il n ' a p a s d ' o r e i l l e d r o i t e .

7. Les dess ins d e ses c h a u s s e t t e s ne s ont p a s id e n ti q u e s . 8. Il y a un p o m p o n à s a c h a u s s e t t e g a u c h e .

9. L' al p in is te p o r t e u n e b o t t i n e a u p i e d g a u c h e et un so u li e r b a s a u p i e d droit .

10. Il n 'y a p a s d e b a r r i è r e à u n e a l t i t u d e d e 3 8 7 2 mè tres... 11. ...ni d e s narc iss es I

12. Les nar ci sse s o n t ici d e u x e s p è c e s d e feui lles.

13. E nc o r dé a v e c u n e c h a î n e , il a a t t a c h é celle-ci à s on sac.

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s k i

...

10 11

Solution

du jeu p ré c é d e n t

H orizontalem ent: 1. Incidem m ent. 2. Nuire — Aube. 3. Ga — Sure. 4. Assurance. 5. T alc — Tain. 6. Abeille — Ces. 7. To — B ayadère. 8. Ongle — Ca. 9. Innerver. 10. R ea — Tiédi. IL Emée — Série.

Verticalement : 1. In v itato ire. 2. N u — Abonner. 3. Cigale — Gnan. 4. Irascible. 5. Dé — L ae rte. 6. Sully. 7, Maur — Eacées. 8. M u rât — Darde. 9. Ebénacé — Ir. 10. N e — Cierge. 11. Danse — Rie. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Horizontalement :

1. Etablissem ent d’instruction. 2. Ce que l’on avance.

3. Soldat tu rc jouissant d ’un fief. — Meugle dans la m ythologie.

4. Ulcère du nez. — D ans la pomm ade. 5. En fléau. — Saintes.

6. Faisait m o n ter la m o u tard e au nez de nos pères. — Le caissier infidèle le fa it à la lune. — L ettre grecque.

7. Un homme m arié l’est-il encore ? — A brévia­ tion d’un g rade militaire.

8. Dansent e t c h a n te n t en m êm e tem ps su r les bords du Nil. — In te rje c tio n inversée. 9. Au début d ’un m é ta l f o rt employé. — C ro­

chet. — Possessif.

10. Peintre flam and (1577-1640). •— P honétique­ ment : mer.

11. Parfois avide de gain.

V e rtic a le m e n t :

1. N avigue lourdem ent e t lentem ent. 2. R acine de garance.

3. Son feu se voit au som m et des m âts. — I n te r ­ dit.

4. P ré n o m d’un homm e d ’E t a t am éricain a c tu e l­ lem ent au pouvoir. — P h onétiquèm ent : baie. — Préposition.

5. C om porte une ce rtain e rudesse parfois. 6. Joyeux. — D ieu su r le dos. — Cheville pour

m a in te n ir une roue.

7. P o u r voir au fond de l ’oreille.

8. S u r une p ie rre tom bale. — Les grains le font grossir. — S ’associe souvent à un désir de rhubarbe.

9. Génisse. — F in de participe. 10. C om plètent le 1 horizontal. 11. S e rt l ’estomac.

/

4

oez-ocHS C espzil ?'cbsczoaticn ?

D ans le num éro de ja n v ier de « T reize E toiles » nous avons évoqué pour vous, am is lecteurs, le pays que nous considérerons, si vous le voulez bien, comme le berceau du ski de com pétition : la Norvège. N ation modèle, to u t comme sa voi­ sine la fière F inlande, la N orvège a droit, à plus d’un titre , à n o tre reconnaissance e t à n o tre adm iration. C e tte reconnaissance e t c e tte adm i­ ratio n sont to u t spécialem ent justifiées su r le plan sportif. D ’une incroyable sobriété e t d’une endurance à to u te épreuve, les grands champions sportifs de Norvège, de F inlande e t aussi de Suède, sont tr è s souvent cités comme les modèles de l’e sp rit chevaleresque e t du flair-play sportif. Les innom brables exem ples que nous pourrions c iter ici sont la preuve indéniable que ce tte rép u ta tio n n ’e st aucunem ent surfaite.

Mais, revenons, sans plus ta rd e r, au su jet dont nous avons projeté de vous e n tre te n ir au jo u r­ d ’hui : L ’époque héroïque du ski en Suisse. Mais peut-on v raim en t p a rle r d ’héroïsm e au su jet d’un sp o rt que nos bam bins de 5 ans p ratiq u e n t de nos jours avec ta n t de désinvolture ? N ’est-ce point avilir ce tte expression plus propre à dési­ gner les ac te s m érito ires de quelque m a rty r ou de p a trio te à la foi bien trem pée, qu ’à qualifier les « folies » de quelques av e n tu rie rs de la fin du siècle dern ie r ?

Tous ces p réc u rse u rs se laissèren t rapidem ent décourager p a r les difficultés ren co n trées et d éc la rè re n t que le ski ne pouvait convenir au te rr a in m ontagneux des Alpes. C e tte a ffirm a ­ tion nous p a ra it au jo u rd ’hui saugrenue, m ais souvenons-nous que skis e t fixations é ta ie n t ru d i­ m e n taire s e t qu ’il n ’existait, à l’époque, ni in stru c teu rs, ni m anuels de ski.

E n 1890, une de ces lacunes fu t comblée p a r la publication, à Berlin, d ’un livre de l ’explora­ te u r N ansen qui rac o n te la tra v e rsé e du Groen­ land à skis e t donne su r la technique de ce sport, de nom breux renseignem ents. A ussitôt, en divers points de Suisse, des jeunes gens en tre p re n an ts, enflam m és p a r ce tte lecture, se fab riq u en t des skis su r les indications de N ansen e t se lancent s u r les pentes. Le plus souvent d’ailleurs, pour échapper aux moqueries, c’e s t au clair de lune ou dans l ’épais brouillard que s’exercent ces p r e ­ m iers enthousiastes. M algré le u r zèle, nos jeunes ex p é rim e n tateu rs n ’o btiennent pas de ré s u lta t ; le m anuel ne su ffit pas, il m anque un in stru c teu r.

Le plus ac h arn é de ces skieurs d’avant-garde s ’appelle C hristophe IS E L IN e t h ab ite C laris. C’est lui qui, en 1892, découvre l’in stru c te u r et m êm e deux in stru c teu rs, deux ingénieurs norvé­ giens fixés à W in terth o u r. Ces deux Messieui's, K jelsberg e t K refting, viennent à C laris e t

mon-Les réc its q u \ vont suivre vous p e rm e ttro n t d’apprécier, à le u r ju ste valeur, les m érites de ces adm irables pionniers du ski suisse auxquels nous voulons ren d re ici un bien m odeste hom ­ mage, en évoquant leurs prouesses, leurs joies profondes e t aussi leurs cruelles déceptions.

Comme on le v e rra p a r la suite, la N orvège a joué un rôle prép o n d éran t dans le développe­ m ent du ski en Suisse, en fournissant à nos in tré ­ pides conquérants des im m ensités blanches les fam euses « la tte s » dont les plus âgés de nos le cte u rs conservent, sans doute encore, le sou­ venir am usé, m ais su rto u t en m e tta n t à le u r dis­ position les prem iers in stru c teu rs. Des docum ents que nous avons compulsés, il re sso rt que le ski fu t vraisem blablem ent p ratiq u é pour la prem ière fois en Suisse, aux environs de 1873.

C’est, en effet, en 1873 q u ’un m édecin de Davos, le D r Spengler, dont la coupe de hockey su r glace du m êm e nom perpétue la mémoire, re ç u t d’un de ses p a re n ts norvégiens, une paire de skis lapons. Le p e tit K arl, fils du docteur, essaya ces engins su r la neige. Le ré s u lta t fu t désastreux, ce que l’on com prendra sans peine quand on sa u ra que les dits skis m e su ra ie n t l ’un 2.85 m e t l ’a u tre 2.58 m e t qu’ils n ’av a ie n t pour to u te fixation q u ’une sim ple courroie d’orteils. C et essai r e s ta donc sans lendem ain, to u t comme celui de deux jeunes garçons allem ands en pen­ sion à Davos vers 1880, qui, eux aussi re ç u re n t des skis de Norvège. L ’un d’eux s’ap p e la it Paulke. Il devait p o u rta n t, dix ans plus ta rd , se re m e ttre au ski avec plus d’assiduité e t devint, p a r la suite, un des pionniers du ski alpin. Sans len­ dem ain égalem ent les te n ta tiv e s des moines du G ran d -S t-B ern ard e t d’un médecin allem and en séjour à Arosa.

tr e n t à Iselin e t à ses am is ém erveillés ce que c’est que de faire du ski. K re ftin g fa it m êm e un sa u t de h u it m è tres de long du h a u t d ’un m uret, ce qui déchaîne l’enthousiasm e des assistants. L ’im pulsion est donnée, le ski va pouvoir s ’im ­ poser en Suisse.

L ’année 1893 m é rite d ’ê tre reten u e. E n janvier, Iselin, K jelsberg e t deux com pagnons tra v e rs e n t le col du P ragel. C’est pour l’époque un exploit re te n tiss a n t, en m êm e tem ps q u ’une expérience cruciale. C a r l’un des q u a tre excursionnistes, le D r Naef, s ’est m uni, non pas de skis, m ais de ra q u e tte s canadiennes, seul auxiliaire employé jusq u ’alors pour l’alpinism e hivernal. Il s’ag it de com parer les m é rites des deux sortes d’engins. Le ré s u lta t n ’e st pas douteux : N aef su it assez bien ses am is à la m ontée, m ais les p erd de vue dès le début de la descente. L a presse re la te ce tte course originale, ce qui suscite, dans to u t le pays de nouveaux enthousiasm es. E n 1893 égalem ent est fondé le p rem ier Ski-Club de Suisse, celui de Claris, dont les 13 m em bres élisent comme p ré­ sident C hristophe Iselin. E t la m êm e année s’ou- vre à C laris, la prem ière fabrique de skis de l’E urope continentale, celle de M elchior Jakober.

Ce p rem ier âge du ski en Suisse est en tiè re ­ m e n t placé sous le signe de C laris e t l ’on peut bien appelé C hristophe Iselin « le père du ski suisse ». De to u tes les régions du pays, les dem an­ des afflu en t à C laris. E n 1902, p réc éd a n t les Bernois de trois sem aines, le Ski-Club de C laris organise son p rem ier concours de Suisse. Les G laronnais invitent, en 1904, deux cham pions norvégiens, Leif B erg e t T horleif B jörnstad, pour donner, dans to u t le pays, une série de cours de ski. C’est de C laris encore que p a rt, la m êm e année, l'in itiativ e de la fondation de l’A ssociation suisse des Clubs de ski.

Si bien que la période héroïque de développe­ m e n t du ski en Suisse, de 1893 à 1904, m é rite d’ê tre appelée la « période glaronnaise ».

Le ski a, e n tre tem ps, p én é tré dans d’a u tre s p arties du pays. E n 1893, les frè re s B ran g e r fra n ch issen t la M aienfelder F u rk a e n tre Davos e t Arosa. Ils ré é d ite n t le u r exploit l’année sui­ vante, en com pagnie du rom ancier Conan Doyle, le père du fam eux détective Sherlock Holmes. E n 1894, Claudio S aratz, de P o n trésin a, fra n c h it la F u o rc la Surlej. E n 1896 le Genevois Thudi- chum fait p a ra ître , dans l’Echo des Alpes, un article in titu lé «Les skis norvégiens e t nos Alpes» qui p eu t ê tre considéré comme le p rem ier tr a ité de ski en langue française.

E n 1897, P au lk e e t q u a tre com pagnons réussis­ sen t la prem ière g rande tra v e rs é e alpine, de la G rim sel à la Vallée du Rhône p a r Concordia et le glacier d’Aletsch.

E n 1903, le Ski-Club R ä th ia de Coire, précé­ d an t m êm e C laris en ce tte m atière, organise à Lenzerheide le p rem ier cours de ski qui groupe soixante-dix p articip an ts, sous la direction de deux N orvégiens venus exprès de le u r pays à ce tte occasion.

C’est en 1904, enfin, que fu t effectuée la p re ­ m ière ascension du M ont-B lanc à ski p a r les fam eux guides-skieurs A lexandre T ännler, K asp a r M a u re r d ’In n e rtk irc h c n e t le célèbre alpiniste allem and H ugo Mylius.

Mais, c'est là une a u tre histoire, que nous vous réservons pour une a u tre fois.

F r a n c i s P e lla u d .

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