M 4 R S
L A H O U I L L E B L A N C H E 71
l'usine génératrice o n a d i s p o s é u n b a r r a g e m o b i l e p o u r le flottage d e s bois. L e b a r r a g e c r é e u n e r e t e n u e n o r m a l e d e 1 7 m . H
e s tétabli s u r u n b a n c d e r o c h e r résistant, et est construit e n b é t o n c o m p o s é d e 1 partie d e c i m e n t A t l a s , 3 parties d e sable et 5 parties d e pierres cassées. D a n s ce béton, o n a intercalé q u e l q u e s g r o s b l o c s d e pierres p r o v e - nant d e s f o n d a t i o n s , o n les a p l a c é s à a u - m o i n s 3 o c m . les u n s des autres et d e s p a r o i s .
U n e d i g u e e n b é t o n d e gravier, d e 274 m . d e l o n g u e u r , et d'une h a u t e u r m a x i m a d e 8
m5 4 , est établie u n p e u a v a n t
d u barrage, s u r la rive M i n n e s o t a , p o u r p r o t é g e r u n e d é - pression d e terrain d a n s laquelle se t r o u v e la ville d e Taylor's Fall.
L'usine g é n é r a t r i c e f o r m e en- m ê m e t e m p s b a r r a g e , ains q u e le m o n t r e la figure ci-jointe. E l l e c o m p r e n d actuelle pient 4 g r o u p e s t u r b i n e s - a l t e r n a t e u r s , et 2 g r o u p e s t u r b i n e s - excitatrices, m a i s o n a r é s e r v é l ' e m p l a c e m e n t d e 4 autres g r o u p e s turbines-alternateurs. L e s m u r s d u b â t i m e n t p r o - p r e m e n t dit d e l'usine s o n t e n b é t o n a r m é .
L e s grosses t u r b i n e s d e s a l t e r n a t e u r s s o n t c o n s t i t u é e s p a r d e u x . r o u e s , d e o
mg i 5 d e d i a m è t r e , t o u r n a n t à 277 t o u r s p a r m i n u t e d a n s u n e h u c h e c o m m u n e e n tôle, d e 3™56 d e d i a - m è t r e . Elles m a r c h e n t à aspiration, s o u s u n e c h u t e m o y e n n e de i6
m-]6 a v e c 2 t u b e s d e d é c h a r g e d e 2m2 8 d e d i a m è t r e . L a conduite d ' a m e n é e est m u n i e d ' u n reniflard, d é b o u c h a n t à l'air libre a u - d e s s u s d u n i v e a u d e l'eau d ' a m o n t , ainsi q u e d e v a n n e s e n b o i s a c t i o n n é e s é l e c t r i q u e m e n t .
L e s petites t u r b i n e s d e s excitatrices s o n t d u m ê m e t y p e , m a i s à s i m p l e r o u e , d e
0 M 4 6d e d i a m è t r e , et t o u r n e n t à 5 o o tours p a r m i n u t e .
L e s alternateurs o n t u n e p u i s s a n c e - d e 2 5 o o k i l o w a t s , ils sont b o b i n é s e n étoile, et p r o d u i s e n t d u c o u r a n t triphasé a 2200 volts, 60 p é r i o d e s . U s p e u v e n t être s u r c h a r g é s d e 25 p o u r 100 s a n s échaufferaient t r o p sensible. L e c o u r a n t d excitation est p r o d u i t à 125 volts p a r d e u x excitatrices d e
too kilowatts.
L e s t r a n s f o r m a t e u r s s o n t d u t y p e m o n o p h a s é à b a i n d'huile et circulation d ' e a u . U s s o n t g r o u p é s p a r trois, et sont i n v a r i a b l e m e n t reliés à l'alternateur c o r r e s p o n d a n t . Ils sont b o b i n é s e n triangle, et é l è v e n t n o r m a l e m e n t la t e n s i o n
d e 2 200 à 5 o o o o volts, m a i s , g r â c e à d e s prises d e c o u r a n t établies s u r la b a s s e tension, o n p e u t r é d u i r e ce d e g r é d e t r a n s f o r m a t i o n , c e q u i p e r m e t d e les e m p l o y e r tout aussi b i e n à la sous-station d e M i n n e a p o l i s .
L e c o u r a n t p r o d u i t à l'usine g é n é r a t r i c e d e T a y l o r ' s Falls est t r a n s m i s à u n e sous-station située s u r les limites d e s villes d e M i n n e a p o l i s et d e S t - P a u l . Elle est construite e n acier, a v e c g a r n i s s a g e e n b r i q u e s . L e s t r a n s f o r m a t e u r s a b a i s - sent la t e n s i o n d e 47 5 o o volts à 13 5 o o volts.
L a ligne d e t r a n s p o r t d'énergie a u n e l o n g u e u r d e 6 5 kilo- m è t r e s . Elle est c o n s t i t u é e p a r 3 fils d e c u i v r e s ' a p p u y a n t s u r d e s isolateurs e n p o r c e l a i n e m o n t é s e n f o r m e d e triangle équilateral d e 1
1 1 183 d e côté. L e s p o t e a u x s o n t e n c è d r e s d e l'Idaho ; ils s o n t i3
m72 d e h a u t e u r , et sont d i s - tants les u n s d e s autres d e 43 m . A u p a s s a g e d e s c o u r s d ' e a u , o n s'est servi d e p o t e a u x m é t a l l i q u e s àtreillis q u i o n p e r m i s d e franchir d e s d i s t a n c e s atteignant 183 m è t r e s .
— • ' •
E X P O S I T I O N D E M A R S E I L L E
A P P A R E I L L A G E M A L J O U R N A L E T B O U R R O N
L'exposition do M M . Maljournal et Bourron, de Lyon, se compose de divers panneaux et tableaux pour appareillage à haute et basse tension.Basse tension. — A u milieu du stand, se trouve u n tableau destiné à une installation à basse tension, compor- tant u n moteur à gaz pauvre, une d y n a m o pouvant débiter 300 ampères |sous 200 volts, une batterie d'accumulateurs de 140 éléments, un survolteur de 100 volts 200 ampères, actionné par u n moteur électrique spécial.
L e tableau central comprend : 1° Tous les appareils de mesures, interrupteurs, coupe-circuits, pour la batterie, la d y n a m o , et le survolteur.
i° U n réducteur simple, branché au centre de la batterie, ainsi qu'un réducteur double de 200 ampères, comprenant 21 plots, pour la chage et la-décharge.
3° U n démareur pour le moteur électrique du survolteur, ainsi qu'un démarreur spécial qui permet d'utiliser la d y n a m o et la batterie pour lancer le moteur à gaz.
4° U n disjoncteur à m a x i m a et à minima pour la charge de la batterie.
5° U n panneau spécial comprenant 2 parafoudres tripo- laires à peignes, et à cornes de soufflage d'arc, pour 2 lignes à 3 fils, avec ses résistances et bobines de self.
A la droite du tableau central se trouve un panneau sapportant une série d'interrupteurs automatiques à m a x i m a et à m i n i m a à courant continu, ainsi que des commutateurs et interrupteurs à couteau en cuivre rouge, â pare-étincelles et ruptures brusques,de 25 à 500 ampères.
Faisant suite à ce panneau, il s'en trouve un second, qui comprend une série d'interrupteurs automatiques spéciaux, pour moteurs triphasés, fonctionnant à m a x i m a et à minima, pour des intensités de 25 à 1.000 ampères, avec des fréquences de 25 à 30 par seconde et une tension pou- vant aller jusqu'à 440 volts.
U n troisième panneau contient un interrupteur et u n commutateur horaires, ainsi que divers interrupteurs et commutateurs â relais, c o m m a n d é s à distance, pour monte-charges, élévation d'eau, etc.
E n avant du tableau, central, deux tables contiennent des échantillons de l'appareillage général de la maison : douil- les, coupe-circuit, prises-de-courant, interrupteurs, c o m - mutateurs, lanternes et appliques pour éclairage de villes.
Haute tension. — Signalons tout d'abord u n tableau pour station génératrice comprenant trois alternateurs de 500 kilowàts sous 500 volts.
Article published by SHF and available athttp://www.shf-lhb.orgorhttp://dx.doi.org/10.1051/lhb/1909017
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L A H O U I L L E B L A N C H E
L'agencement et l'équipement de ce tableau comprend tout le matériel employé en pareil cas: lampe de phases, fiches de couplage, appareils de syncronisation, ampère- mètres, voltmètres, transformateurs de tension et d'inten- sité, interrupteurs à m a x i m a à action diffé*ée.
Les interrupteurs à huile exposés sont intéressants en ce que leurs principales parties constitutives sont essentiel- lement démontables.
A l'arrière du tableau se trouvent installés 3 modèles différents des limiteurs de tension à veine liquide, munis chacun d'un ampèremètre spécial, permettant de régler le courant de perte en modifiant le jet d'eau.
A gauche du stand se trouve u n groupe de deux tableaux de sous-statinn pour haute et basse tension, avec leur équipement complet.
Les limiteurs de tension de ce tableau présentent un curieux aspect, et sont représentés par la figure 1 ci-jointe, Ils consistent en une série de lamelles et de rondelles
V u e de face V u e de côté FIG. 1. — Limiteur d e tension en cascade.
découpées, disposées en cascade, suivant la dénomination de ce genre d'appareils. Il remplit le m ê m e but que les appareils à rouleaux ordinaires, mais il permet de faire varier la grandeur des intervalles de déflagration, depuis
0,5 jusqu'à 10 m m . et plus, s'il était besoin, par le simple m o u v e - m e n t d'un écrou de ser- rage. Les rondelles et les lamelles sont très rapidement remplacées en cas de détérioration, et très peu coûteuses de renouvellement. Le limi- tateur en cascades fonc- tionne en parallèle avec u n parafoudre à inter- valles multiples, l'en- semble étant représenté par la figure 2. Bien en- tendu, dans le cas de très hautes tensions, on dis- pose plusieurs limiteurs en cascade ou parafou- dres à corne en série à la suite les uns des autres.
Les éléments en cascades, sont groupés en deux séries.
Les intervalles d'éclatement de la première série sont aussi petits que dans u n limiteur ordinaire à rouleaux;
quand à ceux de la seconde série, fis sont beaucoup plus grands. Le milieu du parafoudre est relié à la terre a u m o y e n d'une résistance liquide.
D a n s les postes de transformation, l'eau fait générale- m e n t défaut, aussi les exposants présentaient-ils des résistances liquides d'un type spécial (figure 3).
Fia. 2. — E n s e m b l e du parafoudre.
Les résistances liquides sont contenues dans des tubes de cristal, et le réglage est obtenu en faisant varier la profon- deur de la tige plongeante. A cet appareil est joint un réservoir siphoïde, contenant de 15 à 20 litres d'eau, dont le but est de maintenir constante la hautear de la colonne d'eau et compenser ainsi les pertes par évaporation pendant
FIG 3. — Résistances liquides pour distribu- tion triphasée, avec résenoir siphoide.
u n très long espace de temps. U n e soupape spéciale permet de le descendre et de le remonter après l'avoir renverse pour le remplissage, sans laisser échapper le liquide qu'il contient.
L'exposition se complète par une série de coupe-circuits, d'interrupteurs sur poteaux sectionneurs, commutateurs- disjoncteurs pour mise à la terre, pour tension de 3 à 30.000 volts.
P O T E A U X P O U R L I G N E S A É R I E N N E S
Poteaux en bois. —- L a maison bien connue, H I M M E L S B A C H frères de Fribourg-en-Brisgau (Grand duché de Bade), a fourni u n certain n o m b r e de poteaux portant les lignes et les appareils d'éclairage électrique de l'Exposition. En outre, elle exposait aussi une série de poteaux de 9, 10,12, 14, 15 et m ê m e 22 m . de hauteur. T o u s ces poteaux sont en sapins provenant de la Forêt Noire, ils sont imprégnés au bichlorure de mercure, suivant le procédé K Y A N .
La kyanisation consiste à plonger le bois à imprégner dans une solution de H g C l2 à 6,6 pour mille, contenue dans des récipients en bois ou en ciment. Cette imprégna- tion se prolonge pendant 10 à 15 jours, suivant la tempéra- ture de la solution, l'espèce et l'état d u bois. Ce procédé est basé sur la propriété qu'a le bichlorure de mercure, ou sublimé corrosif, d'arrêter le développement, ou m ê m e de détruire la plupart des microorganismes et des champi- gnons parasites. C'est d'ailleurs u n antiseptique puissant, très employé dans la prophylaxie des maladies conta- gieuses.
Si l'on traite la section d'un poteau kyanisé par le sulfure d'ammonium, on n'observe qu'un cercle de coloration noire relativement étroit, qui reste localisé à la partie périphérique du poteau, tandis que l'intérieur ne change pas de couleur.
Ce phénomène a été le prétexte de critiques contre la kya- nisation, à laquelle on a reproché une imprégnation insuffi- sante. Cependant, la pratique semble réfuter ces critiques.
E n effet, la durée m o y e n n e des poteaux employés par l'Administration des postes allemandes est de 17 à 18 ans;
d'autre part, on pouvait voir à l'Exposition de Marseille
73
des poteaux télégraphiques ayant servi pendant 2 1 ans (1884-1908) sur la voie de halage du canal de la M a r n e au Rhin, d'autres ayant 25 ans (1881-1905) sur la ligne Weiden- En-er,' et m ê m e 34 ans (1873-1900) sur la ligne de Schwetzin- genàSpire-sur-le-Rhin.
A fin de soustraire efficacement le pied du poteau aux variations de sécheresse et d'humidité qui accélèrent la pourriture du bois, M M . H I M M E L S B A C I I préconisent de pro-
téger le pied d u poteau, à l'encas- trement, par un dispositif qu'ils ont fait breveté et qui consiste en revê- tement de carton feutré asphalté disposé c o m m e l'indique la figure ci-jointe.
Les frères H I M M E L S B A C H expo- saient, en outre, des traversés in- jectées et imprégnées sous pression
à l'huile degoudron. Parmi celles- ci, nous signalerons des traverses en hêtre injecté qui ont été utili- sées pendant 34 ans sur la ligne à grand trafic Paris-Strasbourg.
Poteaux en ciment armé. — L a Société d'Installation de Lumière, Chauffage et Force motrice expo- sait des poteaux en ciment armé de 8m5 0 à 15 m . de hauteur, du sys- tème B O U R G E A T , avec â m e en bois, dont nous avons déjà plusieurs fois entretenu nos lecteurs (*). N o u s rappellerons seulement ici que l'armature de ces poteaux en barres et fils d'acier est supportée par u n poteau ordi- naire en bois, autour duquel est coulé le ciment dans u n
Fig. 1
Dispositif d e p r o t e c t i o n à l ' e n c a s t r e m e n t .
pas tenu compte dans les calculs pour le service définitif.
Plusieurs lignes d'éclairage et de force étaient montées sur ces poteaux dans l'intérieur de l'Exposition.
L a Société Rossignol et Delamarche, de Grenoble, expose des réductions au '/io des poteaux tubulaires en ciment armé, de 9 m . de hauteur, des lignes de trolley du chemin de fer de Saint-Georges-de-Commiors à La Mure, et des tramway s de l'Isère, des poteaux de 12 m . à 3 et 0 fils pour les lignes à haute tension de la Société de Fure et Morge, et des poteaux de 18 m pour pour 6 et 12 fils de la Compa- gnie des Chemins de fer du Midi.
Ces poteaux, du système, God'miaux Delamarche et Lépine, sont creux, et sont représentés en section transver- sale par la figure 3 ci-jointe. Pour un poteau de 14 m . de hauteur, calculé pour u n effort normal de service de
400 kgs au s o m m e t , le creux in- térieur à 30 cm. de diamètre à la ba«e et 9 cm. au sommet. Les diamètres extérieurs correspon- dants sont de 43 et de 17 cm. Les barres de renforcement ont 14 m m . de diamètre.
Pour construire ces poteaux, on c o m m e n c e par fabriquer à l'avance l'armature métallique.
Celle-ci est constituée par des barres droites et rondes en acier, disposées sur des cercles exac- tement calibrés. U n e spire en fil les barres longitudinales et les cercles transversaux, achève de donner a l'ensemble du treillis la rigidité nécessaire. Avant le moulage,cette arma- ture est placée dans un moule métallique spécial.
Fig. 3
Section d'un poteau G. D. L.
d'acier, ligaturée avec
FIG. 2 . — Ligne à haute tension du midi de la France, sur poteaux H i m m e l s b a c h . moule démontable portatif. L'âme en bois sert de mandrin
et de support à l'armature pendant la fabrication; elle peut soulager le poteau des efforts a n o r m a u x qui peuvent se développer pendant le transport et la plantation, alors que le ciment n'a pas encore acquis toute sa résistance, mais elle n'apporte qu'un supplément de sécurité dont il n'est
La Houille Blanche de juillet 1903 et septembre 1904.
Ce moule se compose d'une pièce de base, de deux enve- loppes extérieures, d'un mandrin extensible tronconique, et de dispositifs spéciaux de suspension et de centrage des- tinés à assurer au poteau une épaisseur de ciment par- faitement régulière, et à permettre u n démoulage facile de la pièce fabriquée. Les enveloppes ont une longueur plus grande que celle du mandrin, de telle sorte que l'on peut, avec le m ê m e moule, obtenir des poteaux de Ion-
74 L A H O U I L L E B L A N C H E
gueur, de diamètre et d'épaisseur variables, selon les posi- tions respectives du mandrin et des enveloppes.
Pour le moulage, on dispose le moule sur une aire plane, et, parallèlement à lui, une voie portant sur un truc de wagonnet la gamate dans laquelle on prépare le mortier composé de 800 kgs de ciment mi-prompt, par mètre cube
FIG. 4. — V u e de la ligne Livet-Grenoble, m o n l é e sur poteaux Bourgeat.
de sable grenu. O n peut ainsi faire deux ou trois coulées successives qui font parfaitement corps entre elles.
O n emploie exclusivement pour cette fabrication un mor- tier composé de 800 kgs de ciment naturel mi-prompt du rocher de Comboire.
Pylônes métalliques. — L a Société Energie du Sud- Ouest exposait une réduction au y5 d'un pylône de 15 m , en cornières d'acier, prévu pour supporter, avec des por- tées m o y e n n e s de 80 m., une ligne triphasée primaire à 55 000 volts, une ligne triphasé secondaire à 13000 volts, et une ligne de téléphone, pour le transport dans la région Bordelaise de l'énergie hydraulique produite dans l'usine de la Tuilière, sur la Dordogne, près de Bergerac. Ce type de poteau est identique à celui qui est employé par l'Ener- gie Electrique du Littoral méditerranéen.
La maison B O U C H A Y E R E T VIALLET. de Grenoble, exposait une maquette donnant en relief la gorge de Genissiat, telle qu'elle sera lorsqu'on aura a m é n a g é le Rhône en cet endroit.
O n y voit notamment le grand barrage et l'usine hydro- électrique dont la description ont été donnée dans La Mouille Blanche de m a r s 1907. Des pylônes, en profilés d'acier, sont représentés supportant une double ligne qui part de l'usine pour se diriger sur Paris.
L a Maison J O Y A père et fils, de Grenoble, exposait des poteaux métalliques de leur fabrication, pour hauts voltages ainsi que des supports de ville pour lampes à arc. °
M . P.
N o u s rappelons que tout ce qui concerne 7a Rédaction doit être adressé au rédacteur en chef, M C O T E 2 4 rue Sully, a L Y O N , et que tout ce qui concerne l'Administra- tion doit être adressé a u x éditeurs, M M . G R A T I E R et R E Y, 23, Grande Rue, à G R E N O B L E .
USINES HYDR0-ÉLECTRIQUES D U MICHIGAN
Transport d'énergie à 1 1 0 0 0 0 volts
La Grand-Rapids & Muskegon Power C° a installé, dans la région de Grand-Rapids et de M u s k e g o n (Michigan), un réseau de distribution électrique à très haute tension qui est alimenté par deux grosses usines hydro-électriques à basses chutes, installées sur la M u s k e g o n River, et par deux autres usines de moindre importance, sur la Fiat River près de Lowell. Son réseau est en outre relié à deux usines àvapeurde2000et 1500 H P appartenant à des sociétés filiales. Elle possède en outre des droits d'eau qui lui per- mettront de produire, un jour, u n total de 60 000 H P .
Cette Société est de plus intéressée dans la Common- loeallh Power O , de Jackson (Michigan), qui possède une grosse usine sur la Grand River, et six autres dé moindre importance sur la Kalamazoo River.
Usine de Croton. — L a plus importante de ces usines est située à Croton, sur la M u s k e g o n River, qui a u n débit relativement régulier. Elle utilise une chute de 12m20 créée par u n barrage, et peut développer normalement 10000 HP.
Le barrage a une longueur de 183 m., dont 78 m . sont cons- titués par un barrage creux en béton a r m é formant déver- soir, et 61 m . par une digue en terre. Entre ces deux élé nents distincts se trouve l'usine génératrice qui occupe 49 m . de longueur. D u côté du déversoir, les coteaux qui limitent la vallée émergent légèrement au-dessus de la retenue, mais, du côté opposé, ils sont bien plus élevés, aussi en a-t-on profité pour construire la digue en terre par le système de remblayage à l'eau (*).
L a partie du barrage qui forme déversoir est constituée par un barrage creux en ciment armé, m u n i de hausses mobiles du type des vannes T A I N T E R , qui sont constituées par u n segment de cylindre à axe horizontal, de 4m27 de rayon. E n faisant tourner ce segment, on livre passage à l'eau à la partie inférieure. Cette eau tombe dans un bassin amortisseur qui est créé par u n second déversoir, situé à 16 m . à l'aval du premier, et qui est arrasé à 2m29 au- dessus d u fond de ce bassin (Voir figure 1). Il y a 8 de ces vannes, de 6m1 0 d'ouverture chacune, réparties par i de chaque côté d'un déversoir central de 12m20 de largeur destiné à livrer passage a u x bois de flottage et aux ma- tières charriées à la surface, n o t a m m e n t a u x glaces.
L a pente de ce déversoir central, du côté aval, est de 2/3, L'ensemble est continué par u n e dalle générale en ciment a r m é s'étendant jusqu'à 61 m . à Ta val du bassin amortis- seur, de manière à éviter les affouillements, le sous-sol étant constitué par dé l'argile dure sur laquelle repose de l'argile ordinaire et des alluvions, sables et graviers.
Les vannes T A I N T E R sont levées au m o y e n de chaînes, attachées à leur partie inférieure, qui s'enroulent sur un treuil mobile actionné électriquement.- Ce treuil est porté par u n charriot qui se déplace le long d u barrage en rou- lant sur un pont de service, jeté au-dessus des vannes. Ce pont s'appuie sur les bajoyers qui séparent deux vannes consécutives et portent leurs axes de rotation.- Le moteur, d'une puissance de 4 H P , permet d'exercer sur chacune des chaînes un effort de 7,2 tonnes.
L'extrémité inférieure de chaque vanne est munie d'un madrier de chêne, qui vient appuyer sur u n seuil en bois, disposé dans une rainure ménagée à la partie supérieure du déversoir. Pour assurer l'étanchéité contre les parois des bajoyers, on a disposé des bandes de caoutchouc, de 10 c m . d'épaisseur, qui entourent les extrémités des vannes et viennent s'appuyer contre les parois des bajoyers.
Le déversoir central est m u n i d'une hausse mobile d'un (*) Les renseignements auxquels nous avons pujsé pour cet article sont tirés de l'Engineering Record des 19 et 26 octobre 1907.