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Les arts plastiques dans l'enseignement supérieur

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Academic year: 2021

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Texte intégral

(1)

PHILOSOPHIE

ECOLE ET DEMOCRA TIE

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(2)

COMITÉ SCIENTIFIQUE

Hélène Ahrweiler

Jean-

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ançois Bédarida

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André Bourguignon

Guy Braibant

Pie

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François Oagognet

Mireille Dalmas-Marty

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René Frydman

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François Gog

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DIRECTION

Blandine Kriegel

COMITÉ DE RÉDACTION

Jacques Billard

Bernar

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Bourgeo

i

s

D

ominique Colas

Pia Daix

Did

i

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Gérar

d

D

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CORRESPONDANTS ETRANGERS

Elie Barn

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Maurice Cranston

Harvey Mansfie

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d

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Shirley letwin

SECRETARIAT GÉNÉRAL

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SECRÉTARIAT DE LA RÉDACTION

F

rédérique

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Denis Kambouchner

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Jacques Mug

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Mona Ozouf

Raymond Poli

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Louis Querrnonne

Alain Renaut

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Gilbert Romeyer Oherbey

Pierre Sadran

Daniel Sou lez

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Odile Marcel

Yves Aoucaute

François Te

r

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L

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William Ossipow

OUo Poggeler

Denis Rosenfield

Yerimiyahu Yovel

VENTES ET ABONNEMENTS

Départemen

t

des Revues

BP 90.

9

1

0

03 Évry Cedex

Tél. 0

1

60873030

Télécopie 0

1

60792045

E

-

mail: revues@

p

uf.com

CC

P

392 33 A Paris

Le cou

r

rier et les manusc

r

its sont

à

adresser au sec

r

é

t

ariat de la rédaction:

11.

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t

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r

oix de la B

r

eto

n

n

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e 7500

4

Paris.

L

es manuscrits ne se

r

ont pas

r

endus.

(3)

PHILOSOPHIE POLITIQUE

Revue

internation

a

le

d

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philo

sop

hie politique

10

L'école et la démocratie

REVUE

SE

MESTRIELLE P

U

BLI

EE

AVEC

LE

CONCOU

RS

D

U C

ENTRE

NA

TIONAL DU LIVRE

(4)

ISIIN 2130476260

Dépôt "'gal - 1" &Iilion: lm. novcmbrc

o

l'rfis.es Uni'-cnilaircs de

l

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nme<:.

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(5)

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L G. Uachelartl. !;.s.wi s .. r / .. nHlIllliutml"f' "l,prlX"hff. Paris. Vrin. (1 éd .. 19~7. p. 9. Il précis:<'. p. 10; .. Ce qui poUSIiC l'OIIvenl à rejeler III dl:scripl;()11 ail r~nl d'IIne m~lhodc de pis-aller, C'esl quc.

dans les K'icnccs plu!! 'lu·ailleu .. , on C~l amcn~ il confondn: la connltiS$llncc lellc qu'on la lnUlsmCI el III connhinance 1elle qu'on la cr~e ...

2. Oan$ 511 fameuse .. ume Il Uo Ferrero ». Valéry nOie en marge que " lu science, au sens moderne du mOI. consistc A faire dépendn: le $llvoir du pouvoir; CI y~ jusqu" subordonner l'intelligible ~u vérifiable. Y confiance r~pose en!~rcmcnl sur lu ccrlÎtude de reproduire ou de rcyoir

un ccrl~in phénomène mo)'ennant (:Crlain, ~cl"" bien définis. QII~nI >li III mllnière de ~ri,e ce

phéno-~, de l'expliquer. C't'SI I~ lu partie mu.ble. diKulable. perfectible tk l'IIC(Toiuemcnt ou de l'exposition tic la science ..

IŒr'.'t'I.

t. l, Gallimard. p. 1253), IX f;açun plul ~phorislîque. dans

«MoraIÎIn»:« Il faut n'appeler Science: Il .... l'ensembl<: dc-o rcœtlCS lIul n!UUinCnIIOUjoUn. Toullc rt'Sie CSI lilltralUte» (;hltl .. l, 11. p. S22).

(7)

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es,

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1. Jacquc:s Orillon. de façon

u

n

document';".

etudie la

r~'ciproque solidarité enlre «chercher" el

«Irouver" en f;e$ ICrmes : «-(.~rcher-esl rUllribul de "Irou~r". CI "Irouver" ranribul de -cher. "her". 11$ vont en~ble CI du ~mc pas." les ç;lalions <lu'il lire du DlrtÛH",ui,~ fWS f'ÎlulWns de

l'ierre Oster (Utilitair~ f..to Rubn-/) <,k;morl\rent ra)CCJldancc philolo,i<juc de la boutade de l'icauo.

l'iIn~ parler de la formule de JCsu~: «Tu ne me chercher ... s point si lU ne m'avais dc!jà trouvé." Dril·

Ion fuit Tcmur<l"""r Ijue « -trouver" CSI victime d'une irlisistible dc!valuution. aU profit de ""hercher":

<lue l'un CI l'aUtre Ont mcme tendan<:e A tchan,er leurs signification,. ou du moins leurs positions To!S'

pc<;IivC$ dan, le déroulement "hronoIOlliljue. En 10UI cas. l'homme ilCmble plus IIrand dans l'errort que

dHns I,t récompense" (Jaequc~ Oril1OI1. Eu'fku. G"m!"IOlli~ "/ .. ":'",,,,1;'/'''' ,III .'nlH " mil/ver". l'a ris.

Gallimard, « Le l'rome,,eur ». 19')5. p. 114·117),

2. La T~ponse il cette qucslion meriterait bien s(lr un tTlLiternent historiljuc d"lf rel1ltion$ emre

a"

el connaissance. car en dcu~ notions s'!Us<x:iem ou s'opJlO'k'n! d'une fwçon loujours éduirnnte.

Cf. l'hilippe Junod. Tffmspum' .... ('/ u/,,,dlt. Lausanne. L'AlIe d'homme, 1976. p. 149·151.

J

.

« ... disliilCt;Ou ( ... ) elllre peintre' dielllèle CI peilllrc ... hcreheur nou~ apporte ici plus d'un "ritère ~ cla»irK'"dtion 1 ... ). Comme André LholC nou. l'a bien ruit IICmir. k peintre.cherchcur 11 moins tcndance li. rairc des t~bleau~ <lU<: k peintre à clientèle, il ruit plut61 des experÎl:nœs" (Ren~ l''d,seron, L '","." pk/u,,,/.: ~/ Ics !unf'llu,u Ik l'lIppu.cncc. Paris. Vrin, 2' id., 1974. p. 325).

(8)

Les arts plastiques dans l'

e

n

se

ignement

supér

i

eur

12

3

bien

s

ûr

au

ce

ntre

de

l

'

en

t

reprise

poï

é

tique

de

«c

h

e

r

c

her

»,

autant

que

faire

se

peut

.

à en

éclai

rcir

"

événement

par

l

'

avènement

l

.

M

a

i

s

p

o

u

r

l

'

h

e

ur

e,

quand

l

'

art

i

ste

r

éa

li

se

une

œuvre

,

pe

ut

-o

n

ava

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cer

q

u

'

i

l

«

r

ec

h

e

r

c

h

'?

Ne va

u

t-i

l pa

s

mieux

dire

qu

'

i

l

«c

h

e

r

c

h

e»2

'?

Or

ce

l

a co

rr

espon

d

-il

à

quelqu

e

c

h

ose

dan

s

l

'

id

ée

qu

e

l

es

sc

i

e

nce

s

e

t

l

'

Unive

r

s

it

é

se

fon

t

d

e

l

a recherche? No

u

s savo

n

s

b

i

en q

u

e

l

a c

r

éa-tion

a

rti

st

i

que

,

m

ê

m

e

s

i

e

ll

e

touche

à

une

«

vérité

humaine

»

-

l

e

s

in

g

uli

er e

t

l

e

l

oca

l

peuvent

ê

t

re à vocation univer

se

ll

e

-

e

t

peut à

ce

t

itre

être

un

«

moyen de

co

nnai

ss

ance

»

3,

ne veut nullement

étab

lir

d

es

ri

tés

«

sc

i

entifique

s»,

car

c'es

t par

so

n

ex

i

s

ten

ce

et

non

par

ses

loi

s

géné

r

al

i

sab

l

e

s

qu

'

un

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œuvre

d

'

art apporte un

s

urcroît de

savoi

r".

Nous to

u

c

h

o

n

s

à

un problème

liti

gieux

qui

est

par exemple de

déter

min

er ce

qu

'

o

n

e

nt

e

n

d

p

ar

«

r

ec

h

erc

h

dan

s

l

e domaine

de

s

a

rt

s

p

l

ast

iqu

es.

M

ais

il

fau

t n

éanmoi

n

s

préci

se

r

qu

e,

m

ê

me

s

ur

l

e

ur

terra

i

n

,

e

t

E.

Morin

5

ou

1. Pri

gog

in

e

6

l

'

o

nt

bien

montr

é,

l

es sc

i

ences

l

e

s

plu

s «

dure

s

»

o

nt

r

e

n

co

ntr

é,

dans

leur f

o

n

ct

i

onnement prop

r

e,

1. Comme disait Gœthe: • Nom~ opinion 6t lIu'ilsiro li rhomme: de 5up~r IIU" y il quo:lque cho$e d'inconnilÏS5abk, nlais Iju"i' ne don pas nl<Cl1re de limile i sa m:herche .. (cit~ par l>;erre Bour.

dieu, Lu r~8/"1 ,k rUrl • • '~ris, Le Seuil, 1992, p. 12).

2 . • Lol"Jolju'on cherche, on ne connalt p;'J uaClemenl ce qu'on cherche. On sait ce qu'on

chl:rchc quand on le recherche; l ... ) La Cherche (:!it donc de "cnergie pure, du dbir, une apptlence. un appel. ( ... ) Cc qu'on cherche, c'est 1<1 rin du c'""hcrcl>cr. C'est pr.!dséulÇnl la do!couflC du lemps. la

bornc. le j:llon. le bas de la p.~gç .. (JaQ111CS Orillon . • )p. dl .• p. 1'7).

J. Une dcs IheSo:s çour~mmçUl :lY!UlC6eS par le 1l1urxismc propose de considérer le~ arlS comme

~ aCliv;l/: de connaissance ... Elle s'llllpUÎI: ~ur divers tCXICS de Mar~ CI d'Engels. lIu Iypc lie III cclèbre Ictue d'Engels 1\ Mis. Harl:ne.., (IHH8). disant qu'il a "plus app.is. m~nlC en « qui concerne I~

délail, o!conomÎqu~'$ l ... ) " chez B~lll:lC • que d:Ul~ tous les livres d~ hiSlOrien~. i!conomislCS, Slalisl;' eieui prof~sionnels de "époque pris ensemble ..

(ct"

.

Brkfwllcl,,fc/. IIcrlin, Dkl1. Veria" 1953. p. 481).

Certn 1'11'1 peul tl.e un mo)'Cu de connais!lallcc. ma,. faul·il poor aulanl faire etllrer la prulÎque art'$tique rbelle dans la dérinillOll, accommoder le mOI. .. connaililiilnce: .. â 100les ~ saUoCCS 1 Une pein· IUre ~ KMndinsl:y ne fall rien connaître d'autre qu'ellc·rn!mc. Soli ;mer!1 ni dolIC dllns sa créalion.

el nOll dans I~ priso: dc connal~roee d'Il$pccls ,u,jà exisUOnts, mais non cncore connus du monde. L·.cliYit~ artistique: n'CSI pas plus (ni moins) mode de connaissance: quo: 10UIC parole. tOUI mil, Ioule

fabrication. El comme IOUle parole, IO!.II « ril, IOUle ŒUyre. clic peUl jouer un rôle de dts;nformation, dc m«Onlliiissaroee. Lonque. en 18711, rl. Palo AllO (Californie). Muybridge oblinl la première série

d"inJtanta.lés d'un chcval de course, ccl .. provoqua UII grand "moi: IICS résullalS comrcoJisaienl

I{aphnel !

4. On écurie habilUcliement av« t.up de promptilude la notion de cr.!alÎon U 'liM/". li cau,", de

,,, &allgue Ih~ologique qui rempnOiOline ~\ ~UrtOul par c<.)nform;tc aux IIC1juis d~s $Cicn«S physiques. roortunl, il n'csI pas silr que 'cltc nO\;OIl, (ertes irreceyable J'lricr" .• etIJ". lIil dit lIOn dcrnier mOI, Si

créer ajoutc d ce qui uisle dèjà en IrIlIIsforom,nl par raclioll hnlllüine des ma!~rihux cn n"'lière~, il ~I

en effel absurde de youloir créer' PMlir de rien. Ccpendanl il eSI .:crlhi" que. pour un csprll moderne, 1iC1I. a Y .. ~imelll d'importnnce Iç supplement de si"gularit~ qui p;" .. hra venir de .ien il

1111-ycrs le maqui5 d6 forTllCll imitées. Aussi. dHendre un u nihilo mo!!llodologiquc. n'esl-«: pas d~fcndre

la cltal;on 10UI coun ?

$. Cf. E. Monn et M. l'ialelli.

I.

·

""ir

r

,f<,

/·ho",mr

.

/l'Wlriimu b/(JI"~iq,,n el "ni."..r6<"'.~ ..

"I,"re/l.

l'ans. I.e Seuil, 1974.

(9)

124

Ri

ch

ard

Co

nt

e

l

a

n

écessité

de

com

poser

avec

l

e

h

asa

rd

,

l'in

ce

rtitud

e,

l

'

Înd

é~

t

c

rminisme,

l

e pu

l

s

i

o

nnel

e

t

l

'es

th

é

tiqu

e.

Il f

a

ut une im

ag

in

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tion

tena

ce,

des e

ff

o

rts

infru

c

tu

eux,

de

s

essa

i

s e

t

e

rr

e

ur

s

in

in

t

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rr

o

mpu

s,

avan

t de

l

ance

r

l

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fameux

Eurêka

! Il

y

a

a

u

ssi

dans

la

rec

h

e

r

c

he

sc

ientifique de

s

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epenti

rs,

de

s

recyclages,

une

fécondité

par

décent

re-m

e

nt

,

b

r

ef

la

faculté

d

'a

r

ti

c

ule

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es co

nn

a

i

ss

an

ces s

ur un

f

o

nd d

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m

éco

nnaiss

ance.

D'autre

pa

rt

,

ne p

arle-

I

-on

pa

s

de

«

scéna

ri

o)) c

t

de

«

s

imu

l

a-t

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on»

concern

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nt

le

s

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eprése

n

tat

i

o

ns

du

futur

e

n

pro

spec

t

i

ve,

domai

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e esse

nti

e

ll

e

m

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nt

fl

ex

i

f

et exp

l

o

rat

o

i

re?

On

s

a

i

t

que

l

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pro

specti

ve

se

donn

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pour mi

ssi

o

n

d

'ant

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ciper

l

es

d

évelo

ppement

s

sci

e

ntifi

ques e

t tec

hn

o

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ogiques

rutur

s

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po

sa

nt d

es

qu

es

ti

o

n

s

n

o

u

-ve

ll

es

pour

l

a

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echerc

he.

D

a

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s

toute

s

imulation

,

d

a

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s

t

o

ut

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an

ti

c

ip

a-tion, m

ê

m

e

l

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plus

rigoureu

se,

e

ntr

e

une

part

d

'

i

ntuiti

on e

t

de p

r

o

-ject

i

o

n

m

e

nt

a

l

e

qui

interdi

sent d

e

pen

se

r

la

r

ech

e

rch

e

scientifiqu

e

co

mme

pr

oc

edure purem

e

nt dedu

c

ti

ve

ou

mécan

iq

ue.

Tout

efois,

mêm

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fa

i

re de

la

rec

h

erche

au

se

ns

de

«

r

ech

e

r

c

h

e

sci

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ntifiqu

e)) c

omp

o

rte

touj

o

urs,

e

n

tant qu

'acte,

une

p

a

rt d

'e

nga

-ge

m

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nt

du

co

rps

e

t

d

e

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'affec

t,

un

in

vestissement

p

syc

h

o

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ogiq

ue,

c

'

est

-à-

dir

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just

e

m

ent

une

part de f

a

ir

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hum

ain

, i

l

n

'e

mpêche

que c'est

bi

e

n

l

'

inve

st

igat

i

o

n

et

l

a véri

fi

c.:

1.ti

o

n

'

qui doiv

e

nt

l

'e

mporter quant

à

l

a

m

é

thod

e

r

eq

ui

se

.

L

'ob

j

ec

tif

g

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obal est

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n d

'étab

li

r

des savo

ir

s

o

ù l

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part d

'

un

co

n

se

n

sus

de

rités

d

oi

t

a

u

gme

nte

r

.

C'es

t dir

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qu

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rt

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s,

t

o

us

l

es

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approchemen

ts

peuvent être

p

o

ïétiqu

e

m

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nt

tentés

e

ntre

recherch

e sc

ientifiqu

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c

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éat

io

n

a

rti

sti

que -

ce

l

a

est

s

timulant pour

l

'

e

sprit

e

t

f

écond

pour

l

a rec

her

c

h

e -

,

ma

i

s

que

,

e

n

fin de

co

mpt

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di

s-tin

g

u

er va

ut

mi

eux

qu

e

co

nf

o

ndr

e.

Or,

s'il

peut

y

avoir

,

p

ar exe

mpl

e,

de

s

point

s

d

e

converge

n

ce

en

t

re

un bio

logis

t

e

du

CNRS

et

un

plasti-cie

n,

si

l

'on

peut

considérer

que t

o

u

s

deu

x,

à

leur

manière

,

«

font

d

es

mo

nd

es

~)

l

,

l

es

but

s

rée

ls,

l

es

mo

ye

ns

d

'ag

ir

e

t

l

es

r

és

ult

ats

obten

us ne

1. Cepend~m, ,ur CC poinl aU51i il 'J a débill. Par e~enlple, Karl Popper

ne:

demande pas aux

IhCories seicnlirlques d'~re ~rifj~bles, mais rCfulable-!, falsifiables, 1e5lables. Voir Lu Iogiq,,~ de lu

d~~ou"rf~ "k",Ij'''I''~ (]9JJ). lrad. de l'angl., Paris. ]'a)'Ol. 1973.

2. Goodman va mème plu. loin el D. Chaleau pose ~llIiremerl1 III '1uestion : .. Les ,oodmaniens dèveloppenl ain,i le paradoxe 'lue ln monde, f~ils par l',,rl nou.' apprennenl a"mm 'lue les mnndes

fail! par la sçiel>CC el celH dlon, III mesure oû il n'y a pa! de monde rrlll/)'-"1<11/'" m"is dive~ venÎons du monde er~ par divers illdividus. L'idk tsl s6dui!lanle. mais corre!!polld-clk i I"upêrience 'lue

nous MVQnS dts choses. C1 10UI panicul~remcnl i l'ex~riel>CC de I"arl;sle Ielle qu'elle :Je maniresle dan,

son aeI;vile el sa rffie:o;;on? (in Aru p"llIlquu. r«hM"rlH-.r rI lomuulon su,,"kur~. ACles du Col·

loq~, op. cil ..

p

.

r64-16~).

Voir ~ CC propos l'arlicle de Calher;rn: Z. Elgin, ~ Comprendrç: l'lm el la &cic:nce N. in U"

G"'HI,mm. Comb;I~.

io.:d

.

de I"Ech,l, 1992, p. 49,67. 'lui Ocril (p. jO): .. Toulefoi" la science et III

(10)

Les arts plastique

s

dan

s

"

e

llseignemellt

supérieur

1

25

p

e

uv

e

nt

s'

id

e

ntifi

er.

M

ê

me

si

l

a

r

ec

h

erc

h

e sc

i

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nt

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fique

a

ime

à

se

dire

«

créat

ri

ce

»

,

m

ê

m

e si

l

es

a

rt

i

s

t

es so

nt

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u

ve

nt r

asci

n

és

par

l

es

démar

-c

he

s

d

i

vers

ifi

ées

des

scie

n

ces

t

,

leur

s

resso

u

rces i

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ve

nti

ves et

leur

s

d

é

ri-vés technologiqu

es.

indiITé

r

e

n

c

i

er

sera

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t ouvri

r

l

a voie à

un

sy

ncré-ti

s

m

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rum

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u

x

dont

ces

d

e

u

x app

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oches

rondamental

es

de

l

'es

prit

hum

a

in

que

so

nt

l

es

sc

i

ences et

l

es

arts

a

ur

aie

nt

à

t

ir.

Cepe

n

da

nt

,

o

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découvr

e

un

v

iru

s,

m

ais on crée

un médicament

,

car c

r

éer

un

médicament

,

lout

en participant

d

e

la recherche

scienti-fique

,

rait

intervenir

de

s

mixtur

es

comme

l

a

cuis

in

e des rece

tte

s,

La

r

ec

h

erc

h

e

d

'

un

vacc

in

pe

ut

ap

p

araît

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e,

par

exe

mpl

e, co

mm

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une

créa

ti

o

n

,

e

t

il

es

t ind

éniab

l

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qu

e ce

l

ui qui le découvre

y

met un

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pui

ssa

nce

créatrice, raisant entrer e

n

jeu une part

d

'

intu

i

t

io

n

,

d

'

« im

ag

in

at

i

o

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scien

tifiqu

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»1,

vo

ire quelqueroi

s

de

h

asa

rd

,

D

a

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s

l

e

cas

d

'

un prot

otype

d

'a

utomobi

l

e

par

exe

mpl

e,

i

l

y a

aussi

é

tr

o

it

e

connivence

d

e

la

c

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ti

o

n

e

t d

e

l

a

recherche

p

ar

l

es efTe

t

s

co

nju

g

u

és

de

l

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i

e

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ce des

matériaux

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d

'

une

sor

te

de

«

génésis

non

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tu

-rell

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~)

utili

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nt

p

ar exemp

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e des

sou

ffi

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ri

es pou

r

c

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éer

le

s

rorm

es les

mi

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u

x a

dapt

ées a

ux

multip

l

es co

nt

ra

int

es a

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xq

uell

es

doit

obé

i

r

l

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co

n

s

tru

c

teur

tout

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n

s

ingu

l

arisant

l

e

m

odè

l

e

)

,

Le

prot

o

t

y

p

e se

ra

compte cst trop aoi!miquc pOur ""rvir à quelque chQ$e. Mais une cpistémolo';': suffisamment vilOU'

reuse pour expliquer leurs cOnlributions cOJl'itives ne peut, c'est ce que je SUilère, eviter de prendre

en CQnlpte les arts, Clir pour l'essentiel, les arts font le même Jen ... ' de COnlrihutions, Si fai rairon, la

question n'est pas de SIIvoir si I~ an. fonctionnent cognitivement, mais con,ment ils le font.»

1. Il suffit de cher Klee: .. En an aussi, on trouve un champ SUffiSllnt pour I~ recherehe ~uCle,

el les portes qui

y

donnent sont ouvertes depuis quclque len'.-. Ce qui nait deji lIocompli pOur la

musique lIvanl la fin du xVllr sîecle vic:m enfin de commencer d3ns le domaine pll5tique JO (R

echer-ches euctes dans le don'lIine des lins. in Tliit>rit dl.' l"/trI mv</rrnr. op. ril., p. 48). Mais Klee:

,'empresse de r~tablir contre tOUlc .. loi nue », la .. r~nlite vivante », l' .. intuition JO el le .. Bénie " ..

Reste que la tentative de Klee est un e~emple l'Ouvcnt cilé dllnl I"enseignement universitaire en pns

plastiques. On sait i quC"l pOint il e~istait un r~ve dc Bauhaus Chc/.lcs .. pères fonduteurs. de l'un de

Paris l, et la Il1Cmion .. Scicr>CCS dc l'art. le ,ilnale encore aujourd'hui dis<:r~tement.

Voir lIussi, , propos de o;e pauaac de Klee: l"Iubert Damisch. F .... i'rr jou, ... radmium. Paris.

lA Seuil. 1984, p. 197-199.

2. En psycholo,ie,I'e~pression d· .. impgination cr';~lrice» ,·oppose il celle d' .. imagination repro'

ductrice» el COrrespond ~ la facuM de produir~ de nouvelles imaicl. Cette f,tculte cr~ative désigne le

prOCCSSUi qui permet' un JUjc1 de dcpaSlicr le dtji'w dan~ n·importe quel domaine des activités

humai-neS. Cf. aussi GêTllrd UoJt01l, L ·i",u,ina/km sc/rmiÎ"I' .... trdd. fr .. nç .• Paris. Gallimard, 1982. A propol

d'Einstein, il mOntre le rôic des" ~ fi~es" du ~Vltnt (Ih .. ",mfl' duns ses db;ouverles.

3 .•

Entre la nature qui geMrC et I"homme qui ··instaure~, il n.anquc un chaînon pOur rendre

compte du mode de fahriciltion de ces objcts dont le f~ire n·",t plus dècuntposable en unc succession

de gestes humains et qui ne som pli' non plus le produit d'une çroiS~ltncc interne ou de la sécrétion

d'un mollusquc. Il ~'Mgîl du chainon. disons mathemmiqu.c: un module malhCmMtique appliqué de

façon serielle. Entre endoaênèsoe CI

""Ii'ru,

e~inc une grllùis nOn IlIliurelle qui se déw:loppc non ku lc-ment à l'aide de 111I«Urs ct de ClIJ.culs. mais lIussi pltr des profilages de l~borDtoire. On pc1lse au~

soumeries dirig6::t lur des corps mous pour etudier 1'.erodynamisnlC d·un prOlotype automobile

par c~e"'plc. C'esl justement la pene du

lï1

math~matique, qui nie semble, en revanche, de l'ordre de l~ j>IIfr,I,. (R. Conte, An et tell:phone. Communication au ~minaire lA!

JI'O</'''.'

,Je la créllllw,.

(11)

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trÎtt= de la creation. in l'",,, Ullf l'hilowphi,,.k lu r"~U1if"" l'ari5. Klintksio:ck, 19&9. p. 154-163.

2. Sauf bicn emendu , en (aire un

"""II<'

suictemenl mçlapboriquc, d'ailleurs largement tipIondu. ou encore' l'employer de faÇOn purement 5mul:giquc pour sollicit~r les bonneJ ,r.lcc:s institutionnelles ct adminisnaliws des autorit~ de lutelle, M:.is œla ne vaL>d ... il pas ql>Ç pour les an, pla~liques. ..

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