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C onseil de publication:
Président : Ja c q u e s Guhl, Sion. M em bres: Christine A ymon, artiste- peintre, V érossaz; C h an tai Balet, avocate, Sion; A ubin Balm er, o p h talm ologue, Sion; M arc-A ndré Ber- claz, industriel, Sierre; Ami Delaloye, urbaniste, Martigny; Xavier Furrer, architecte, Viège; Gottlieb G untern, psychiatre, Brigue; R oger Pécorini, chimiste, V ouvry; J e a n -Ja c q u e s Z u ber, journaliste, Vercorin; Michel Zuf- ferey, architecte, Sierre.
O rg an e officiel de l’O rdre de la C h a n n e Editeur: Imprimerie Pillet SA D irecteur de la publication: Alain G iovanola R éd acteu r en ch ef: Félix Carruzzo
S e créta ria t de rédaction:
A venue de la G are 19 C ase postale 171 1920 M artigny 1 Tél. 0 2 6 / 2 2 0 5 2 Téléfax 0 2 6 /2 5 1 0 1 P h o to g ra p h es: O sw ald Ruppen, T h o m a s A n d en m atten S e r v ic e d es an n on ces:
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Ariane Alter, Brigitte Biderbost, Jean- Marc Biner, A m and Bochatay, Ber nard Crettaz, D épartem ent de l’ins truction publique, Françoise de Preux, X anthe FitzPatrick, Jean-M i chel Gard, Jean-Pierre Giuliani, D e nise Guigoz, Stefan Lagger, Inès Men- gis, Charles-A ndré Meyer, Edouard Morand, Ursula Oggier, Georges Pil let, Jean-M arc Pillet, Lucien Porchet, Marieluce Roggo, Jean-M arc They- taz, Pascal Thurre, Michel Veuthey, Gaby Zryd, A m édée Zryd.
La reproduction de textes ou d ’illus trations est soum ise à autorisation de la rédaction.
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Je u x d ’eau, jeux d ’été: Saillon-les-Bains. P hoto: O swald Ruppen.
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m o d e r n e s d e style m ais qui v ivaient d é jà il y a quelqu es
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U n e c h a tte é g a r é e a fait ses p etits d a n s le g a le ta s a u -d e s s u s de
la c h a m b r e . D ’a b o rd o n a e n te n d u d e s m ia u le m e n ts p uis des
tro ttin e m e n ts e t m a i n t e n a n t ce s o n t d e v éritables s a ra b a n d e s
qui n o u s fo n t s u rs a u te r. P a s s é e s les p re m iè re s réactions
d ’in q u ié tu d e e t d e colère, o n s ’est h a b itu é à leu r p r é s e n c e e t le
bruit d e leu rs é b a ts a m è n e le so u rire s u r to u s les visages. Je
n e les ai ja m a is v u s ces p etits c h a ts, m ais q u a n d ils partiront
m e n e r leu r vie d e c h a s s e u r s v a g a b o n d s , je les reg re tte ra i.
V o u s to u s q u i p a s se z les v a c a n c e s classiques, e n ta s s é s entre
les tô les s u rc h a u f fé e s d e s v o itures, affalés s u r les chaises-
lo n g u e s alig n é e s e n trip le r a n g s u r le sab le p iétin é d ’u n e mer
grise; v o u s qui so u ffrez c h a le u r, fatigue, é n e r v e m e n t pour
r e tr o u v e r a u b o u t d u v o y a g e les e n ta s s e m e n ts h u m a in s que
v o u s vouliez fuir, p e n s e z à la n a tu r e p ro c h e . Elle v o u s donne,
a u prix d ’u n p e u d e p a tie n c e e t d ’a tte n tio n , ce q u e vous
c h e rc h e z si loin: la paix.
SOMMAIRE
La maison de commune d’Ardon
Choix culturels
M émento culturel - Kulturm em ento
12
Poésie
14
Notre patrimoine culturel
14
Musique: Chef grognon et m énagerie en liesse
16
L’été aux Haudères: les concerts de l’amitié!
16
Musique: Concours - Concours
18
Charles-André Meyer
19
Ardunum , Arduns, Ardens
24
Floriane Tissières ou la mémoire du m onde
27
Les diables du Bouveret
30
La Grèce, source vivifiante de notre civilisation
31
Thirty years in Sion
34
Editorial
10
A la fonderie d’Ardon Fête des costumes à Saas-Fee
Nature
Fouillis
Hans C onrad Escher de la Linth à Bagnes
16 juin 1818 - 16 h 30
Repères d’information
Le bloc-notes de Pascal Thurre
Vu de Genève - Potins valaisans
L’Etoile du large...
35
36
38
Fonderies
FASA SA, un des fleurons de la fonderie helvétique
Artdonay
40
43
Tourisme et loisirs
Le Valais pas à pas: Mex-Col du Jorat-Salvan
Nouvelles du tourisme valaisan
UVT et AVTP en assemblée
46
47
48
Wallis im Bild
Tradition hautnah...
Am Rande verm erkt - Aus der Bundeshauptstadt
Kulturgüterschutz
Tourismus in Schlagzeilen
49
54
55
56
57
60
61
Détente
Livres: La Galerie Paul Vallotton. Depuis 1913...
O rthographe publique
Mots croisés - Concours d ’été
62
62
63
P U B L I É P A R LE C O N S E I L V A L A I S A N D E LA C U L T U R E ET 13 É T O I L E S
M EM EN TO
CULTUREL
KULTUR —
E M E M E N T O
MITTEILUNG DES WALLISER KULTURRATES U. DER ZEITSCHRIFT 13 ÉTOILES
Rencontres-Conférences
Tagungen - Vorträge
I ZERMATT I
B e o b a c h tu n g d es S o n n e n a u fg a n g e s a u f dem Gornergrat, S tation GGB
4. A ugust, 5.10 U hr 11. August, 5.10 U hr 18. A ugust, 5.25 U hr 25. A ugust, 5.25 U hr Trift bachhalle, Diavortrag:
Die V ie rtausender der W alliser Alpen
von Ludwig W eh 25. Juli, 20.30 Uhr
I C R A N S] Place de l’Office du Tourisme
P ro m en a d e botanique a c c o m p a g n é e
10 et 24 août, d é p a rt 9 h Lac de la M oubra
P ro m en a d e m y co lo g iq u e a c c o m p a g n é e , 28 août, d é p a rt 9 h
I MART1GNY [ Salle co m m u n ale
Bourse aux m inéraux
28 août, 8-18 h
I SALVAN-LES MARÉCOTTES |
R a n d o n n é e s a c c o m p a g n é e s
C h a q u e mardi —- 16 août D ép art Office du tourism e à 8 h 30
Musique - Danse
Musik - Tanz
I ERNEN I Pfarrkirche
Konzert m it K a m m ero rch ester und S o listen
W erke von Vivaldi, C h au sso n 13. A ugust, 20 U hr
K am m erm u sik k on zert
W erke von Mozart, B eethoven, B rahm s 15. A ugust, 20 U hr
K am m erm u sik k on zert
W erke von B eethoven, S ch u m a n n , D ohnanyi
18. A ugust, 20 U hr
K a m m erm u sik k o n zert
W erke von Schubert, Fauré, B rahm s 20. August, 20 U hr
K a m m erm u sik k o n zert
W erke von Schubert, M endelssohn, T chaïkovsky
21. A ugust, 20 U hr
9. Internatio naler Meisterkurs für Orgel m it Zsig m ond S z a th m à r y
22. — 28. A ugust
Konzert mit O r ch ester und S o liste n
W erke von Bach, H aydn, Mozart 23. A ugust, 20 U hr
O r gelkonzerte zum A b s c h lu s s der O r g e lw o c h e , 27./2S . A ugust, 20 Uhr
1 BRIG I Stockalperschloss
S in e N o m in e Quartett
W erke von H aydn, D vorak 27. A ugust, 20.30 Uhr I ZERMATT I Pfarrkirche
F estival Strings Luzern
24. A ugust, 20.30 Uhr I L E U K -S T A P fl Pfarrkirche
P ascal Geary, T rom pete Eva Frick-Galliera, Orgel
6. A ugust, 20.30 Uhr
I LEUKERBAD [ ln der K ath. Kirche
K l a s s i s c h e s Konzert m it D aniel Sieber, T rom pete H ilm ar G ertsch en , Orgel
■ 19. A ugust, 20.30 Uhr In der Prot. Kirche
K l a s s i s c h e s Konzert
mit Trio G rube, Geige, G em alo 2. A ugust, 20 Uhr
Im K ulturzentrum St. L au ren t P hotoausstellung
D a s s c h ö n e Leukerbad
Aussteller: Rudolf Wittig
1. —- 31. A ugust. Täglich 14-18 U hr 1 CRANS-MONTANA 1 Salle du R égent
Hertfordschire C ounty Y outh Band
E nsem ble de cuivres 2 août, 20 h 45
C o ncert D any B onvin , trom bone A lin e B aru ch et, piano
5 août, 20 h 45
C o ncert Maria J o a Pires, piano
Œ u v r e s de Bach, Mozart, C hopin 12 août, 20 h 45
I MONTANA I Eglise catholique
C o ncert Pierre A m o y a l, violon Jean-B ernard P om m ier, piano
Œ u v r e s de Fauré, Debussy, Brahm s, F ranck - 18 août, 20 h 45
1 SION I Eglise des Jésuites
Lukas David , violon Anja David , piano
3 août, 20 h 30
J e u n e s so listes, O rchestre du Festival
Dir. Tibor V arga
Œ u v r e s de H aydn, V ieuxtem ps, Viotti, A lm eda, Hertel
10 août, 18 et 20 h 30 Salle de la Matze
G ala d e s lauréats du 2 2 e C oncours international de vio lon
O rchestre de C h am b re de L au san n e Dir. E m m an u el K ri vine
19 août, 20 h 30
C ath éd rale
Marie-Claire A lain , orgue
O rchestre du Festival, dir. Tibor Varga Œ u v r e s de Bach, H aendel, Franck, Messiaen, Alain
31 août, 20 h 30
Valere, XIXe Festival international d e l’orgue ancien
E isa B o lz o n e llo Zoja
Œ u v r e s de Gabrieli, Merulo, Cavalli, Marcello 6 août, 16 h S an d er Van Marion Œ u v r e s de Sweelink, Scronx, H urlebusch, Pool, R u p p e 13 août, 16 h
J o sep Marie Mas: B on et
Œ u v r e s de Ximénez, Cabezon, Araujo, Bach, Vivaldi, Seixas
20 août, 16 h
J o h a n Huys
Œ u v r e s de C ornet, Merula, Speth, Krebs, C im arosa
27 août, 16 h
I HÉRÉMENCE | Eglise paroissiale
N a t h a li e Stutz m an n , contralto S o li s t e s du Festival
O rchestre de C h am b re de D etm old Dir. Tibor V arga
Œ u v r e s de Bach, Vivaldi 7 août, 17 h
I MAYENS-DE-CONTHEY |
Groupe Pyram ide, 6 a o û t, 2 0 h I ORS1ÈRES 1 Eglise
Q uatuor de c u ivr es de Charrat, C ornélia Venetz, o rg u e
I I a o û t, 2 0 h 3 0
I CHAMPÉRY I Eglise c a th o liq u e
Q uatuor de c u ivr es de C harrat
13 a o û t, 2 0 h 3 0
Arts visuels________
Visuelle Künste
I FURKAPASS Furkart — 2. O ktober I NATERS I K u n sth au s Z ur LindeLucien Lathion, Oel, Aquarell
8. A ugust — 14. O ktober M ontag-Freitag, 14-18 h I SIERRE 1 C h â te a u de Villa Peintres de la S P S A S du H aut-V alais — 21 août M ardi-dimanche, 15-19 h
1 ZINAL R esta u ran t de Sorebois
Les prem iers p h o to g r a p h e s des A lp es
I CRANS-MONTANA | G alerie 2 3 0 0
R egula-C atrina Hug, p h o t o g r a p h i e s
G e orges Manzini, d e ssin s et pa stels
—- 17 s e p t e m b r e T o u s les jo u r s d e 11-17 h
I VERCOR1N I Galerie F ontany
Céram iq ue
Yves Grivel, Mireille Roy, EAA Vevey —- 27 ao û t
Lundi-samedi, 10-12 et 14-18 h Dimanche, 14-17 h 30
Galerie Le Grenier
Vercorin n a guère - L’A r c h e perdue
— 30 août
Lundi-samedi, 16-19 h Dimanche, 11-12 et 15-18 h
I SION I Maison de la Diète
Jun-K awada, huiles
3 — 31 août
Sly van Legrand, dessins-peintures
4 —1- 28 août
M ardi-dimanche, 14-18 h
I MARTIGNY [ Fondation Louis-Moret
C ollections p erso n n elles de Louis Moret
—- 14 août
M ardi-dimanche, 14-18 h Manoir de la Ville
Rudolf Mumprecht, 50 ans de dessins
— 28 ao û t
Mardi-dimanche, 14-18 h Fondation P ierre-G ianadda
Im pressionnistes et po stim p res sio n n istes
de M anet à Picasso (Expo 2) — 6 novem bre
Tous les jours, 10-19 h
I SEMBRANCHER-VOLLÈGES |
Salle polyvalente
Exposition Art et A rtisanat Charles Krebser, photographies
— 14 août
Mardi-vendredi, 15-18 h Samedi- dim anche, 14-19 h
I BAGNESl Musée
La d éb â cle du Giétro
— 9 octobre
Lundi-dimanche, 14-18 h Jeudi, ju s q u ’à 21 h
[ ORSIÈRES I Maison des Scouts
Georges et J ea n in e Briffod
Huiles et aquarelles Paysages valaisans
Dominique Form az
Dessins d ’illustration
Sabine P e llo u c h o u d , dessins
15 ao û t
Lundi-samedi, 15-18 h 30 Dimanche, 10-12 h
|~L1DDES I Etable de la C ure
Jean-Maurice M ühlem ann, peintures
13 — 28 ao û t Lundi-vendredi, 15-18 h 30 Samedi-dimanche, 10-12 et 15-18 h 30 I GRAND-SAINT-BERNARdI Musée La m o n t a g n e vue par S a m i v e l —- 2 octobre I SALVANI
Grenier de la Maison com m u n ale
Pierre A ym ar, peintures
— 31 ao û t
Tous les jours 8-11 et 13-17 h
I CHAMPÉRY I G alerie l’Ecurie
Jean Bonnard, huiles m o d e r n e s
— 16 août. T ous les jours, 16-19 h
Folklore-Fêtes popul.
Folklore-Volksfeste
I ZERMATT I Triftbachhalle Folkloreabend 10. August, 20.45 U hr 31. A ugust, 20.45 U hrF olk lo reta g Zermatt
G rosser Folkloristischer Umzug 15. A ugust, 14 U hr
L e s W a ls e r
m ig r a t e u r s
Ce billet nous avait em m enés le mois dernier aux confins du Bas-Valais, sur les bords du Léman. Cette fois, nous partirons vers l’autre extrémité du c a n ton, ouvrant nos horizons en direction de l’Italie du Nord, des Grisons et du V orarl berg.
C ’est l’Office national suisse du tourisme qui nous y invite, grâce au très beau num éro de juillet de sa revue consacrée aux migrations des Walser. S an s doute de nom breux lecteurs l’ont-ils découverte dans les trains.
Cette lointaine histoire ne concerne pas seulem ent le Haut-Valais, et de n o m breux Bas-Valaisans seront peut-être surpris d ’apprendre q u e des colonies de Walser ont laissé des traces au fond du val du Trient, à Vallorcine, et en deux autres localités de la H aute-Savoie. V enus du Nord p a r l’O berland bernois, les W alser se sont im plantés dans tout le H aut-Valais à la fin du prem ier millé naire, pour repartir ensuite vers d ’autres cieux à travers d ’autres cols, ceci à partir du XIIe siècle. La redécouverte de multi ples élém ents com m uns traditionnels, dans les coutum es, les constructions et la langue, a stimulé la curiosité des chercheurs, en particulier dans notre canton. Avec un dynam ism e inlassable, ils ont pris des contacts avec les descen dants des Walser établis au sud du Mont-Rose, dans plusieurs vallées gri sonnes, a u Liechtenstein et en Autriche, et l’association née de ces échanges - la Vereinigung für W alsertum, actuelle m ent présidée p a r M. A nton Bielander, professeur à Brigue - a multiplié les rencontres, les recherches et les publica tions, harm onisant avec art la joie festive des retrouvailles et le sérieux du travail scientifique.
C o m m e on p eut le voir p a r les cartes très claires publiées dans la revue
I SIERRE I Jardins de l’Hôtel de Ville
S o ir é e s sierroises a v e c les groupes suivants: C h a n so n du R hône
et les Mayintsons, 5 août D anses de Bulgarie, 11 ao û t D anse Le Muzot Veyras, 19 août L’amicale des patoisants et Lè Partichion 26 août, 20 h 30
I CRANS ET MONTANA!
Office du tourism e, 18 h 30 Forum Ycoor, 19 h 30
Groupe folklorique Lè P artichio n C h e rm ig n o n , 13 août
Le Moulin à v en t de C h a la is
16 et 23 août
Groupe folklorique Lè R é c h è tte Monta na, 20 août
I m a r t i g n y] c e r m
F estival in ternational folklorique d ’O ctodure (FIFO)
3 au 6 août, 20 h 30
S pectacle de gala avec les groupes: Espagne, Pologne, Yougoslavie, Italie, Portugal, Mayotte, Bulgarie, autres continents, Mexique.
Schweiz-Suisse m entionnée tout à l’h e u
re, qui propose une série d ’itinéraires aux curieux et aux chercheurs, on ne saurait parler d ’u ne voie q u ’auraient suivie quel ques migrants, mais de tout un réseau de passages et de routes q ue les Walser, individuellement, p ar petits groupes ou par colonies entières, ont parcourus dans leur quête de nouveaux lieux d ’im planta tion, la pauvreté du sol valaisan s’accom m odant mal de l’accroissem ent rapide d ’une population riche en familles de plus de vingt enfants.
Les itinéraires touristiques de caractère historique rencontrent actuellem ent un grand succès. Lancés il y a peu de temps, les «Itinéraires culturels européens» vont publier bientôt leur prem ier fascicule, consacré au chemin de saint Jacques de Compostelle. Le Valais, qui participe aux activités de l’Association des régions d ’Europe, a proposé d ’inclure dans ce vaste projet les chemins des Walser. D’autres thèm es plus locaux sont en cours d ’élaboration dans notre canton. D ans cette floraison d ’initiatives, il faut voir beaucoup plus q u ’u ne mode, ou q u ’un e forme originale adoptée pour attirer un nouveau public touristique! Je crois q u ’elles manifestent une double tendance actuelle: le besoin de rem onter aux sources de nos univers culturels régionaux, et en m êm e tem ps la soif de s’ouvrir à d ’autres horizons.
Il s’agit là sans doute d ’u ne chance pour l’Europe de demain, car ces contacts nouveaux, tout en nous redonnant une véritable conscience de nos valeurs et de nos racines, nous aident à relativiser l’im portance des frontières nationales. En effet, si utiles soient-elles pour l’organisa tion administrative et politique, ces b ar rières doivent être dépassées dès q u ’elles risquent de limiter les relations humaines, les échanges artistiques, et m êm e les grands problèmes scientifiques, écologi ques et économ iques de notre temps.
POÉSIE
N U A G E J A U N E
L es abeilles
t o u r n e n t et v o len t
et vibren t
soleil et ra y o n s
soleil essaim
m o u c h e s noires d e l’o ra g e
g u ê p e s ja u n â t r e s
v o lca n d ’insectes
les lobes d e la m é m o ire tressaillen t
E n tre les fils d u jo u r p e n d u
je bâtis to n n o m
c o n tr e le m u r d e l’a b s e n c e vive
je vois le t e m p s
p a rle r d ’e s p a c e s
[inscrits d a n s n o tre s a n g
Poème de Jean-Marc Theytaz tiré de La uoix des âges, aux Editions Valmedia, Savièse
Notre patrimoine
culturel
Se pencher sur les détails architecturaux n ’est plus considéré com m e un acte passéiste, motivé p a r la nostalgie du bon vieux temps. En matière de conserva tion on a depuis longtem ps passé de la notion de m o n u m en t à la notion d ’ensemble, puis à celle de centre historique, enfin à la notion de site dans laquelle la sauvegarde du patrimoine architectural rejoint celle de l’environnem ent naturel.
Il n ’y pas d ans ce patrim oine d ’élém ent qui ne participe à la complexe texture de notre longue histoire. Les épis de faîtage et les girouettes, dont il reste un bon nombre d ’exem ples à Sion, sont à ce sujet d ’intéressantes œ u v res de nos ferronniers d ’an tan ainsi q ue des réminiscences de la féodalité.
La plupart des dem eures bourgeoises de Sion étaient surm ontées d ’une tourelle où séchaient jadis fruits et jambons. La tourelle qui coiffait souvent l’escalier de l’immeuble portait fièrement ces ornem ents très déco ratifs de fer et de tôle dont l’origine rem onte au Moyen Age et à la Renaissance.
Certains étalent encore, au-dessus des ardoises frustes, les traces d ’une distinction ou d ’une prérogative; ici une oriflamme nobiliaire, là une couronne héraldique, voire encore des armoiries patriciennes.
Ces signes extérieurs de préém inence étaient nombreux sous l’Ancien Régime. A la Révolution, ils ont presque tous disparu sur ordre du gouvernem ent, qui considé rait q ue ces distinctions étaient contraires aux principes d ’égalité qui devaient être adoptés de tous.
Coq en gloire ou ébouriffé, oriflamme to u rn a n t à tous vents, bulles à crevés com m e m anche de lansquenets, ornent les derniers poinçons et girouettes de la capitale que tout un chacun peu découvrir, pour peu q u ’il s’en do n n e la peine. Il sera alors surpris, en contem plant la cascade des toits de la ville, d ’apercevoir à côté de ces ornem ents, qui s’inscrivent com m e un filigrane dans le ciel, la cohorte des croix som m ant faîtes, clochers et clochetons.
L’art du fer qui allie force et souplesse est encore bien vivant à Sion. La découverte de ses balcons, heurtoirs, serrures, pentures, grilles, enseignes,... nous étonne toujours p a r le charm e de la qualité et l’étendue de la diversité.
jmb
P R O T E C T I O N D E S B I E N S CU L T U R EL S O f f ic e c a n to n a l
]/- : K a n t . A m t für
L’été aux Haudères:
les concerts de l’amitié!
Depuis 1978, les concerts des Haudères ont taillé leur
créneau dans l’ensemble des festivals et heures
musicales qui fleurissent un peu partout à la belle
saison. Six à huit fois chaque été, la petite église offre
sa fraîche hospitalité aux am oureux de nature et de
musique, grâce à l’énergie inépuisable des deux seules
chevilles ouvrières de ce «festival»: Pierre Souvairan,
pianiste réputé, et Francine Vuignier, cornet dans la
fanfare. Pourtant, à aucun moment, l’existence de ces
concerts n ’a été mise en péril!
Pierre S o u v a ira n en c o m p a g n ie de F ra n c in e Vuignier
MUSIQUE
C h e f g r o g n o n
e t m é n a g e r i e e n l i e s s e
Place à l’h u m o u r et à la fantaisie en cette fin de dim anche! A u p ro gram m e, deux œ u v re s d an s lesquel les bêtes de scènes et bêtes... (pas si bêtes puisque leur sort est, en l’oc currence, plus enviable q u e celui des prem ières) déchaînent, p a r leurs d é boires ou leurs facéties, l’hilarité du public. Si les prem ières (les m usi ciens!) sont m alm enées, les secondes sont à la fête! Et tandis q u e peinent les hautbois, contrebasse, violons... de D. C im arosa sous la baguette h arg n eu se d ’un m aître de chapelle grognon, les lion, tortues, éléphant, kangourous... d an sen t au C arnaval
d es a n im a u x de C. Saint-Saëns,
«pour le plaisir de nos cinq sens», selon le texte pétillant de Francis Blanche. Sous la bonhom ie im posée, Tibor V arga dirige tous ces p ro ta g o nistes avec autorité. D ans le bref
in term ezzo précité, C im arosa bros
se à traits acérés et im pertinem m ent pertinents u n portrait de chef criant de vérité! L ’orchestre, to u t de volu bile mobilité, ne m érite p as les fo u dres d o n t François Loup, baryton- basse chaleureux et sûr, le gratifie avec u n e maîtrise vocale et scénique irrésistible.
Sain t-S aën s avait honte, bien à tort! de sa fantaisie zoologique (pour 2 pianos, 2 violons, alto, violoncelle, contrebasse, flûte, clarinette, h a rm o nium, xylophone et celesta) qui allie finesse d ’hu m o u r, p u reté des lignes m élodiques et génie de l’o rch estra tion: «la volière», «les fossiles» et su rto u t «l’aq u ariu m » sont de vérita bles régals! L ’a d éq u atio n musicale aux spécim ens e évoqués confère à c h aq u e piécette sa puissance év o ca trice. Cordes, vents, percussion, a c cordéon (rem plaçant l’harm onium ), em m enés p ar les pianos cristallins, im palpables ou étincelants de Jean- Ja c q u e s Balet et Mayumi K am eda, d o n n en t to u t leur relief à cette œ u vre qui s’achève sur un paisible «point d ’interrogation to u t blanc» («le cygne») dessiné p a r l’archet sen sible de Suzy Rybicki... Et c ’est la p a ra d e finale a n n o n cée p ar Jacq u es Martin, excellent récitant a u ton ju stem en t p o m p e u x qui a mis avec b o n h eu r son grain de sel d an s un texte déjà relevé!
P are n th è se sérieuse, les classiques et belles V ariations à d eu x pia nos
sur un th è m e de B e e t h o v e n de
S aint-Saëns, culm inant d a n s une fugue et u n e coda superbem ent développées, perm irent au x pianis tes précités de dém ontrer, d an s une parfaite symbiose, la richesse de leurs touchers subtilem ent colorés et leur identité de conception stylisti
que. Bi
Les vieux chalets brûlés de soleil
de la petite station ont vibré très
tôt, dans les années q u aran te
déjà, aux accents de la «grande
musique». Sous l’impulsion de la
famille de Ribaupierre et de ses
élèves musiciens, les mélodies de
Bach,
Mozart,
Beethoven...,
jouées souvent en plein air,
étaient devenues familières aux
oreilles des estivants et des ré
sidents dont les yeux pétillent de
plaisir à leur évocation. Après
l’abandon de ces concerts, les
musiciens, séduits par le charm e
de la région, continuent d ’y p a s
ser leurs vacances. Les Haudères
sont déjà m arqués par tout un
passé musical lorsque, en 1978,
la pianiste belge Françoise Ala-
voine propose à la Société de
développem ent dont s’occupent
Francine Vuignier et son mari,
de donner un récital. Enthousias
més, ils s’en ouvrent à un pia
niste éminent établi aux H audè
res, Pierre Souvairan, retraité du ;
Conservatoire royal de Toronto.
L’idée de la première saison de !
concerts est née... et aussitôt
réalisée! Pierre Regam ey prête |
un piano de l’Institut de Ribau
pierre dont il est directeur.
« Pierre Souvairan était de pres
que tous les concerts, accom pa
gnant un violoniste ou un violon
celliste..., com plétant un trio,
IFrancine Vuignier. «Il payait de
sa personne, sans jamais rien
demander. Petit à petit, les artis
tes sont venus et la tâche de
M. Souvairan s’en est trouvée
allégée. Mais l’esprit est resté le
même. Les musiciens qui se pro
duisent ici deviennent vite des
amis; ils jouent par plaisir, car
nos moyens ne nous perm ettent
de leur offrir q u ’un modeste
défraiement. »
Sans m oyens, m ais exigeants
F. Vuignier et P. Souvairan n ’ont
jamais sollicité une aide finan
cière quelconque; ils équilibrent
leur budget avec les entrées m o
diques des concerts. Tout au
plus la Société de développe
ment a-t-elle épongé, à l’occa
sion, un petit déficit. «Nous g a r
dons ainsi une totale liberté!
L’argent gâche beaucoup de
choses! Il en faut, mais en avoir
beaucoup ne changerait rien,
sinon que nous pourrions offrir
davantage aux musiciens que ce
cachet symbolique!» Si Francine
Vuignier se charge de l’organisa
tion pratique, Pierre Souvairan
assume la responsabilité artisti
que des concerts. Il met aussi son
piano à disposition. Exigeant, il
ne transige pas sur la qualité des
musiciens engagés! Il les recrute
par contact personnel. Certains,
tels Hansheinz Schneeberger et
Rolf Looser, ont été ses élèves.
Beaucoup ont, peu ou prou, des
liens avec le site: ils y possèdent
un chalet ou connaissent des
amis (ce qui résout le problème
du logement). Quelques noms
figurent ainsi presque chaque
année à l’affiche. D ’autres vien
nent roder le program m e d ’un
concours. Tous sont enchantés
de l’am biance de ces soirées et
beaucoup
reviennent.
Nous
avons déjà accueilli Joseph Mol-
nar, Florian Schmocker, Anne-
Lyse et Fabienne Théodoloz,
Stéphane Clivaz, Christine Sar-
toretti, l’Orchestre de C ham bre
de Neuchâtel... Nous recevons
cependant peu d ’offres d ’artistes
valaisans!»
Le village des H a u d è re s et la D en t-B lan ch e
L’aide des m édias
La RSR retransm ettra le récital
de Christian Favre et Jean
Jaq u ero d (3e retransmission en
1 /
Motiver les g ens de la vallée
Les estivants apprécient cet a p
port culturel dans leur séjour et
d em and en t souvent par télé
phone les dates des concerts
a vant de fixer leur arrivée. Et si
les hôtes de passage retardent
volontiers de quelques heures
leur retour dans la plaine pour
jouir d ’un récital, la population
de la vallée n ’est pas du tout
consciente de cette formidable
possibilité de découverte; à quel
ques exceptions près, elle fait la
sourde oreille. Même les jeunes,
m em bres de la fanfare! « Pour
tant le program m e n ’est jamais
trop difficile», affirme un jeune
«mordu». Mais les autres ont
peut-être peur qu e leur éventuel
intérêt pour cette musique ne
fasse vieux jeu! Ici, on n ’écoute
que du rock!» Une proposition
d ’organiser
des
cars
reliant
Thyon aux H audères est tombée
à plat. «Les habitants du village
ne refusent jamais de donner un
coup de main, mais que faire
pour susciter leur intérêt?», se
d em andent les organisateurs.
dix ans!) « Mais il est rare
q u ’un journaliste se fasse lech o
d ’un de nos concerts», regrette
F. Vuignier. «Nous souhaiterions
davantage d ’appui de la part des
médias pour attirer l’attention
sur le mérite de ces artistes de
qualité qui jouent par am o u r de
la musique.» - Et l’avenir?
«Poursuivre notre effort pour
attirer plus de m onde en gardant
le m êm e esprit! Aux Haudères
les gens donnent sans compter:
quand on aime, on ne compte
pas et on n ’attend rien en re
tour!» Sinon la joie qui fait briller
le regard!
Bi P h o to s: Julien Beytrison, ON ST,
Henri Maître, Les H a u d è re s
D any Bonvin, tro m b o n iste
Le d u o C h r is tia n F avre, pianiste et J e a n Ja q u e ro d , violoniste
PROGRAMME 1988
15 juillet: Christine Sartoretti, clavecin/R olf Looser, violoncelle
2 2 juillet: H ansheinz Schneeberger, violon/R olf Looser, violoncelle/Pierre Souvairan, piano
2 5 juillet: D om inique G uignard, flû te /L a u ra Y anqui, piano
2 9 juillet et
8 août: D any Bonvin, tro m b o n e /A lin e B aruchet, piano
5 août: J e a n Jaq u ero d , v iolon/C hristian Favre, piano
12 août: H ugues Alavoine, violon/B énédicte Alavoine, violoncelle/Françoise
Alavoine, piano Bi
MUSIQUE
C O N C O U R S - C O N C O U R S
93 candidats ont rép o n d u à l’appel du conservatoire cantonal qui o rg a nisait à Sion, les 18 et 19 juin, sous le p atro n ag e de la Maison HUG M usique, le C onc our s pour la jeu
n esse du V alais romand. Le c o n
cert des lauréats au T h éâtre de V alére a perm is de découvrir des talents prom etteurs. «Tous étaient bien préparés», a souligné le direc te u r O. Lagger, «et le sérieux des concurrents a rendu l’appréciation difficile. D ans c h a q u e catégorie, les plus jeunes l’o n t quelquefois e m porté en raison de leur âge. Le choix des pièces n ’a p as toujours été très judicieux: pages trop difficiles, ou à la limite de la «jolie musique», c ’est- à-dire m usicalem ent bien minces...» Le jury se com posait de 3 profession nels (claviers, cordes et vents). Au palm arès étaient représentés le piano, les bois, les cuivres et la percussion, mais a u cu n ch an teu r ni archettiste!
P aradoxal d an s la capitale du violon! Les lauréats:
C atégorie A (12 an s et moins)
1er prix: B ertrand Moren, Vétroz
(piano et trom bone)
2 e prix: Didier Métrailler, C halais
(percussion)
3 e prix: Olivier Cavé, Sion (piano)
C a tég o rie B (13-16 ans)
1er prix: S am u e l Reynard,
La M u ra z /S io n (piano)
2 e prix: A nnick Loretan, Sion
(piano)
3 e prix: M artine Cretton, Orsières
(trom pette)
C atégorie C (17-21 ans)
1er prix: Jo h n Schmidli, C h am o so n
(clarinette)
2 e prix: A lexandre Rossier, Sion (trompette)
3 e prix: Olivier B agnoud,
O llo n /C h e rm ig n o n (euphonium ) Les 9 et 10 juin, M artigny accueillait plus de cent concurrents au 11e
C o nc o ur s international de m u s i que de c h a m b r e pour instrum ents
à vent. «Une édition exceptionnelle, d'un très h au t niveau musical» selon H ubert Fauquex, président du jury. Le concert final à la Fondation G ianadda a perm is d ’enten d re les form ations suivantes: 1er prix: M a’alot Quintett, de H anovre; 2e prix et Prix de l’E tat du Valais: Q uartetto Ticino, de Bàie; 3e prix: Wiener S a x o p h o n Q u artett; Prix de la Ville de Martigny: B ach Flöten Q uartett, de Zurich; Prix de la Fondation Pierre-G ianadda: Trio d ’an ch es «Dé siré D ondeyne», de Sin-le-Noble (France).
C harles-A ndré
Meyer
45
ans, architecte EPFZ-SIA, marié, un
enfant, l’hom m e est grand, svelte, le
visage agréable, l’air parfois un peu
tourmenté. Il vient d ’être n o m m é chef
du service de l’édilité, c ’est-à-dire archi
tecte de la Ville de Sion. En m êm e
temps, il publie à la Bibliothèque des
Arts (Paris-Lausanne) un livre intitulé
« L ’architecture patrimoniale». Nous
avons lu le livre et rencontré l’hom m e
pour lui poser quelques questions.
F.
c.
F. C.: Pourquoi, à 45 ans, quit
tez-vous le privé p ou r vous enga
ger dans une administration p u
blique? R echerche de sécurité?
Frilosité devant le vent frais de
la concurrence ? N ouvelle direc
tion d e vie?
C.-A. M.: La question appelle
une réponse au long développe
ment car elle est liée au résultat
de huit ans de travail pour la
Ville, huit ans pour la révision
du plan d ’am énagem ent local: il
s’agit pour moi, aujourd’hui, de
mettre m on expérience au ser
vice de Sion, en agissant du
dedans et non plus du dehors,
puisque l’occasion m ’en est d o n
née, puisqu’on m ’en a fait la
proposition.
Je m ’explique sur ce dedans et
ce dehors:
plusieurs études faites pour la
Ville m ’ont m ontré - et je parle
d ’études d ’urbanisme, donc de
processus à long term e - qu e le
m an qu e de suivi q u ’on ne p o u
vait éviter, parce q u ’on était en
dehors, c’est-à-dire assez éloigné
de la structure de décision, lais
sait une impression d ’inachevé,
m êm e parfois de frustration.
En étant dedans, c’est-à-dire en
pouvant diriger un service de
l’administration comm unale, je
pense qu e je pourrai mieux d é
velopper et concrétiser ma p e n
sée urbanistique, sous-jacente à
toute l’étude de révision du plan
d ’am én agem en t local.
En définitive, m êm e si je dois
avouer q u ’il m ’a fallu un appel
auquel j’ai répondu : «présent»,
je pense q u ’il ne s’agit là q ue de
la suite toute logique de mon
activité antérieure et surtout de
mon engagem ent professionnel.
C ar s’il est une tâche qui néces
site un engagem ent, c’est bien
celle-là et, pour reprendre un
peu vos termes, dans le vent frais
de la critique et dans l’insécurité
de la remise en question p e rm a
nente. A 45 ans, je com m ence
d ’acquérir une certaine sagesse,
mais le feu sacré de la passion
brûle plus qu e jamais.
F. C.: A vez-vous déjà une con
ception d ’une Sion idéale que
vous chercherez à
réaliser?
C o m m e n t jugez-vous le d é v e
lop pem en t d e la ville actuelle?
C.-A. M.:
J ’ai
l’impression,
q u an d je traverse Sion, ces
temps-ci, de parcourir un im
m ense chantier. Et cela me fait
un peu peur. J ’ai en effet un peu
peur q u ’on n ’arrive pas à tout
maîtriser et q u ’on doive ensuite
en subir les conséquences. En
gagé dans des processus à long
terme, les à-coups me font
tou-jours craindre l’erreur à l’em p o r
te-pièce, q u ’on paie toujours
beaucoup trop cher et surtout
pendant trop longtemps.
Mais, pour revenir à la concep
tion idéale de Sion, j ’ai envie de
dire: heureusem ent q ue la ville
idéale n ’existe pas, m êm e pas sur
le papier. Existerait-elle, q u ’on
verrait très vite des gens se
sentant responsables du bon
heur des autres vouloir l’imposer
en tant que «la» solution. Imagi
nez la ville idéale d ’une personne
que vous connaissez, issue de
telle ou telle profession...
Alors, Sion idéale, je ne tomberai
pas dans le piège de chercher à
la réaliser car ce serait recher
cher d ’abord un dessin idéal qui
n ’existe pas. Non, je tenterai
seulement, avec les moyens qui
m e seront donnés, de poursuivre
mes objectifs urbanistiques.
Et, parmi eux, je peux dire que
je crois à l’arbre, signe de vie, et
je m ’efforcerai donc d ’en faire
planter un m axim um : non pas
pour mettre la cam pagne dans
la ville, mais pour rythm er le
parcours des avenues; non pas
pour « décorer » la ville, mais
pour lui donner la m esure du
temps, celui des saisons; non pas
pour tenter de cacher les archi
tectures q u ’on ne veut pas m o n
trer, mais pour rappeler aux
façonneurs d ’images urbaines,
quels q u ’ils soient, que l’espace
extérieur de la rue ou de la place
est aussi im portant - si ce n ’est
plus - que le volume du bâti
ment.
F. C.: Votre livre «l’architecture
patrimoniale» est le résultat de
votre réflexion et de vos lectures
sur le traitem ent à accorder à
l’héritage construit de vos p ré
décesseurs architectes et urba
nistes. Il clarifie les notions de
conservation, restauration, trans
formation, etc. Pouvez-vous don
ner des exem ples concrets de
ce que vous jugez réussi en ce
domaine, en Valais ?
C.-A. M.: Mon livre est le ré
sultat d ’une réflexion, d ’une sor
te de bilan que j’ai établi, il y a
deux ans déjà. J e l’ai fait parce
que je n ’avais rien de mieux à
faire. C ’était l’heure nécessaire
de révision en atelier d ’un outil,
d ’un appareil de pensée, quan d
les clients n ’étaient pas là pour
me perm ettre de m ’en servir «sur
le terrain».
En réalité, je m e préoccupe de
ces questions, depuis 1968. Mais,
à l’époque, j’allais à contre-cou
rant. O n avait plutôt tendance à
reconstruire q u ’à restaurer. Il a
fallu un peu de récession et 1975,
A nnée du Patrimoine Architec
tural... mais pas de nostalgie.
Essayons d ’en venir aux cas con
crets. Là com m e ailleurs, le cas
parfaitement réussi n ’existe pas.
En fait, il serait beaucoup plus
facile de citer les autres, les ratés,
pour m ontrer ce q u ’on ne doit
pas faire, mais à quoi bon s ’e n g a
ger dans cette voie. Personne n ’y
gagne, m êm e pas les bâtiments
ainsi maltraités car, presque to u
jours, ils l’ont été de manière
irréversible.
Sans faire m ontre de prétention,
je préférerais parler de mes
exemples personnels, ceux que
je connais bien pour les avoir
vécus. Non pas que je les juge
réussis. Il y en a m êm e de
franchem ent ratés et je ne veux
pas les citer ici, m êm e si je pense
q ue toutes les circonstances atté
nuantes dues à une pratique que
je dénonce y étaient réunies. Je
le ferais volontiers, un jour, à
l’occasion d ’un débat suscité par
mon livre.
Mais, à la réflexion, j’aimerais
encore mieux, puisque vous
m ’en donnez l’occasion, montrer
de m on livre les très belles pho
tos q ue Heinz Preisig a faites à
l’Evêché. J ’ai pu avec mon bu
reau - c’était encore le Groupe
d ’UA, avec Pierre Baechler -
réaliser là un travail passionnant,
fruit, je l’ai écrit, d ’une très saine
concertation avec Mgr Henri
Schwéry et, je n ’oublierai pas
non plus, le chancelier episcopal
d ’alors, l’Abbé Norbert Brunner.
F. C. : C o m m e n t appliquez-vous
à l’ensem ble de Valére, dont
vous assurez ju sq u ’ici la restau
ration, les idées d e votre livre?
Qui continuera votre travail?
C.-A. M.: A Valére, j ’aurais aimé
développer mes idées, com m e je
les ai exposées dans m on livre,
mais je n ’en ai pas eu l’occasion.
Pour des raisons au-dessus de
moi, mes rapports de 1981 et
1982 sur la restauration de Va
lére n ’ont pas eu de suite. J ’y
proposais une vaste investiga
tion en équipe, avec historiens
de l’art et du m onum ent,
m k
logue, archiviste, chimio-physi-
cien, restaurateur et architecte.
Un projet de restauration aurait
dû être établi sur ces bases.
Mais les investigations n o n pas
eu lieu et, tout d ’un coup, en
1987, il a fallu attaquer les toits
de toute urgence et, à m on avis,
sans le tem ps nécessaire à la
réflexion.
J ’espère q u ’on laissera à mon
successeur, que je ne connais
pas encore, ce tem ps nécessaire
et, surtout, q u ’on lui laissera
aussi les com pétences de déve
lopper et de diriger un vrai projet
de restauration. C ’est tout le bien
que je lui souhaite. Valere ne
s ’en portera que mieux.
F. C.: «Penser la ville, c ’est p e n
ser la vie». Quels com m entaires
vous inspire cette m axim e?
C.-A. M.: La question me plaît
car elle s’inscrit parfaitement
dans mes recherches personnel
les.
Penser la ville, c’est pour certains
dessiner un projet de ville. Mais
q u ’y a-t-il de plus faux dans nos
structures dém ocratiques?
Le dessin de la ville ou d ’une
partie de celle-ci n ’est valable
que par son immédiateté. L’his
toire de l’urbanisme m ontre q u ’il
s ’agit d ’un processus. Alors à
quoi bon vouloir dessiner la ville
de dem ain? La vie de la ville
n ’est pas à rechercher dans le
dessin: la vie c’est l’eau, la vie
c’est l’arbre, la vie c’est l’air, la
vie c’est la chaleur, mais peut-on
les dessiner, peut-on les mettre
en form es? La question reste
bien posée.
La ville, c’est souvent aussi pour
moi une leçon de modestie. Le
bien-être ne passe pas forcément
par le prestige et ce n ’est pas
dans les ensembles grandioses
q u ’on trouve la convivialité. Elle
est au coin de la rue, dans un
lieu sans prétention, sans g ran
des architectures, com m e un
m orceau de vieille ville par
exemple.
Je crois p ar contre plus à une
saine concertation: m on rêve
2 2
serait d ’instaurer un conseil,
com m e celui des édiles des R o
mains de l’Antiquité. C ar il faut
se concerter sur la ville. C ’est
indispensable. Il faut une com
munication p erm anente entre
les spécialistes que nous sommes
et les usagers. C ar penser la ville,
c’est penser usagers. Et penser
usagers, c’est penser la vie.
C ’est pourquoi, j’aimerais en
conclusion illustrer ce propos
avec la petite histoire de la ba
lançoire: elle a vingt ans, mais
elle me semble toujours parfaite
m ent d ’actualité.
Q u estions: Félix C arru zzo R éponses: C h a rle s -A n d ré Meyer P h o to s: Heinz Preisig
H i s to i r e d e l a b a l a n ç o i r e
ti r é e d e C h . A l e x a n d e r U n e e x p é r i e n c e d 'u r b a n is m e d é m o
c r a tiq u e , 19 7 6 , E d iti o n s d u S e u il.
S e l o n l a v a n t - p r o j e t L a b a l a n ç o i r e p r o p o s é e p a r p r o m o t e u r d u p r o je t A p r è s i n t e r v e n t i o n d e s p r o g r a m m e u r s S e l o n le d e s i g n e r r e s p o n s a b l e d u p r o je t C e q u e d é s ir a it l 'u s a g e r
Salle de c o n féren ce - Au m u r les p o rtra its des évêques de Sion