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13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild

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C onseil de publication:

Président : Ja c q u e s Guhl, Sion. M em bres: Christine A ymon, artiste- peintre, V érossaz; C h an tai Balet, avocate, Sion; A ubin Balm er, o p h ­ talm ologue, Sion; M arc-A ndré Ber- claz, industriel, Sierre; Ami Delaloye, urbaniste, Martigny; Xavier Furrer, architecte, Viège; Gottlieb G untern, psychiatre, Brigue; R oger Pécorini, chimiste, V ouvry; J e a n -Ja c q u e s Z u­ ber, journaliste, Vercorin; Michel Zuf- ferey, architecte, Sierre.

O rg an e officiel de l’O rdre de la C h a n n e Editeur: Imprimerie Pillet SA D irecteur de la publication: Alain G iovanola R éd acteu r en ch ef: Félix Carruzzo

S e créta ria t de rédaction:

A venue de la G are 19 C ase postale 171 1920 M artigny 1 Tél. 0 2 6 / 2 2 0 5 2 Téléfax 0 2 6 /2 5 1 0 1 P h o to g ra p h es: O sw ald Ruppen, T h o m a s A n d en m atten S e r v ic e d es an n on ces:

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-O nt c o lla b o ré à c e numéro:

Ariane Alter, Brigitte Biderbost, Jean- Marc Biner, A m and Bochatay, Ber­ nard Crettaz, D épartem ent de l’ins­ truction publique, Françoise de Preux, X anthe FitzPatrick, Jean-M i­ chel Gard, Jean-Pierre Giuliani, D e­ nise Guigoz, Stefan Lagger, Inès Men- gis, Charles-A ndré Meyer, Edouard Morand, Ursula Oggier, Georges Pil­ let, Jean-M arc Pillet, Lucien Porchet, Marieluce Roggo, Jean-M arc They- taz, Pascal Thurre, Michel Veuthey, Gaby Zryd, A m édée Zryd.

La reproduction de textes ou d ’illus­ trations est soum ise à autorisation de la rédaction.

C ouverture:

Je u x d ’eau, jeux d ’été: Saillon-les-Bains. P hoto: O swald Ruppen.

Il fait trop b eau

Il fait tr o p b e a u p o u r p artir. Le ciel est si bleu ce m a tin s u r les

H a u ts - d e - Cry. L ’h e rb e s a u v a g e n e b o u g e p as, ju ste u n ploie­

m e n t çà e t là signale u n insecte. Q u e lle te n ta tio n ! Aller s ’asseoir

p rè s d e la fleu r visitée, r e g a r d e r l’abeille o u l’a ra ig n é e o u les

p e tites b êtes lég ères a u x ailes d e gaze, a u c o rp s d e fée ou

e n c o re ces a u tr e s d ’u n ro u g e é c la ta n t strié d e noir so m b re , si

m o d e r n e s d e style m ais qui v ivaient d é jà il y a quelqu es

m illénaires.

U n e c h a tte é g a r é e a fait ses p etits d a n s le g a le ta s a u -d e s s u s de

la c h a m b r e . D ’a b o rd o n a e n te n d u d e s m ia u le m e n ts p uis des

tro ttin e m e n ts e t m a i n t e n a n t ce s o n t d e v éritables s a ra b a n d e s

qui n o u s fo n t s u rs a u te r. P a s s é e s les p re m iè re s réactions

d ’in q u ié tu d e e t d e colère, o n s ’est h a b itu é à leu r p r é s e n c e e t le

bruit d e leu rs é b a ts a m è n e le so u rire s u r to u s les visages. Je

n e les ai ja m a is v u s ces p etits c h a ts, m ais q u a n d ils partiront

m e n e r leu r vie d e c h a s s e u r s v a g a b o n d s , je les reg re tte ra i.

V o u s to u s q u i p a s se z les v a c a n c e s classiques, e n ta s s é s entre

les tô les s u rc h a u f fé e s d e s v o itures, affalés s u r les chaises-

lo n g u e s alig n é e s e n trip le r a n g s u r le sab le p iétin é d ’u n e mer

grise; v o u s qui so u ffrez c h a le u r, fatigue, é n e r v e m e n t pour

r e tr o u v e r a u b o u t d u v o y a g e les e n ta s s e m e n ts h u m a in s que

v o u s vouliez fuir, p e n s e z à la n a tu r e p ro c h e . Elle v o u s donne,

a u prix d ’u n p e u d e p a tie n c e e t d ’a tte n tio n , ce q u e vous

c h e rc h e z si loin: la paix.

(13)

SOMMAIRE

La maison de commune d’Ardon

Choix culturels

M émento culturel - Kulturm em ento

12

Poésie

14

Notre patrimoine culturel

14

Musique: Chef grognon et m énagerie en liesse

16

L’été aux Haudères: les concerts de l’amitié!

16

Musique: Concours - Concours

18

Charles-André Meyer

19

Ardunum , Arduns, Ardens

24

Floriane Tissières ou la mémoire du m onde

27

Les diables du Bouveret

30

La Grèce, source vivifiante de notre civilisation

31

Thirty years in Sion

34

Editorial

10

A la fonderie d’Ardon Fête des costumes à Saas-Fee

Nature

Fouillis

Hans C onrad Escher de la Linth à Bagnes

16 juin 1818 - 16 h 30

Repères d’information

Le bloc-notes de Pascal Thurre

Vu de Genève - Potins valaisans

L’Etoile du large...

35

36

38

Fonderies

FASA SA, un des fleurons de la fonderie helvétique

Artdonay

40

43

Tourisme et loisirs

Le Valais pas à pas: Mex-Col du Jorat-Salvan

Nouvelles du tourisme valaisan

UVT et AVTP en assemblée

46

47

48

Wallis im Bild

Tradition hautnah...

Am Rande verm erkt - Aus der Bundeshauptstadt

Kulturgüterschutz

Tourismus in Schlagzeilen

49

54

55

56

57

60

61

Détente

Livres: La Galerie Paul Vallotton. Depuis 1913...

O rthographe publique

Mots croisés - Concours d ’été

62

62

63

(14)

P U B L I É P A R LE C O N S E I L V A L A I S A N D E LA C U L T U R E ET 13 É T O I L E S

M EM EN TO

CULTUREL

KULTUR —

E M E M E N T O

MITTEILUNG DES WALLISER KULTURRATES U. DER ZEITSCHRIFT 13 ÉTOILES

Rencontres-Conférences

Tagungen - Vorträge

I ZERMATT I

B e o b a c h tu n g d es S o n n e n a u fg a n g e s a u f dem Gornergrat, S tation GGB

4. A ugust, 5.10 U hr 11. August, 5.10 U hr 18. A ugust, 5.25 U hr 25. A ugust, 5.25 U hr Trift bachhalle, Diavortrag:

Die V ie rtausender der W alliser Alpen

von Ludwig W eh 25. Juli, 20.30 Uhr

I C R A N S] Place de l’Office du Tourisme

P ro m en a d e botanique a c c o m p a g n é e

10 et 24 août, d é p a rt 9 h Lac de la M oubra

P ro m en a d e m y co lo g iq u e a c c o m p a g n é e , 28 août, d é p a rt 9 h

I MART1GNY [ Salle co m m u n ale

Bourse aux m inéraux

28 août, 8-18 h

I SALVAN-LES MARÉCOTTES |

R a n d o n n é e s a c c o m p a g n é e s

C h a q u e mardi —- 16 août D ép art Office du tourism e à 8 h 30

Musique - Danse

Musik - Tanz

I ERNEN I Pfarrkirche

Konzert m it K a m m ero rch ester und S o listen

W erke von Vivaldi, C h au sso n 13. A ugust, 20 U hr

K am m erm u sik k on zert

W erke von Mozart, B eethoven, B rahm s 15. A ugust, 20 U hr

K am m erm u sik k on zert

W erke von B eethoven, S ch u m a n n , D ohnanyi

18. A ugust, 20 U hr

K a m m erm u sik k o n zert

W erke von Schubert, Fauré, B rahm s 20. August, 20 U hr

K a m m erm u sik k o n zert

W erke von Schubert, M endelssohn, T chaïkovsky

21. A ugust, 20 U hr

9. Internatio naler Meisterkurs für Orgel m it Zsig m ond S z a th m à r y

22. — 28. A ugust

Konzert mit O r ch ester und S o liste n

W erke von Bach, H aydn, Mozart 23. A ugust, 20 U hr

O r gelkonzerte zum A b s c h lu s s der O r g e lw o c h e , 27./2S . A ugust, 20 Uhr

1 BRIG I Stockalperschloss

S in e N o m in e Quartett

W erke von H aydn, D vorak 27. A ugust, 20.30 Uhr I ZERMATT I Pfarrkirche

F estival Strings Luzern

24. A ugust, 20.30 Uhr I L E U K -S T A P fl Pfarrkirche

P ascal Geary, T rom pete Eva Frick-Galliera, Orgel

6. A ugust, 20.30 Uhr

I LEUKERBAD [ ln der K ath. Kirche

K l a s s i s c h e s Konzert m it D aniel Sieber, T rom pete H ilm ar G ertsch en , Orgel

■ 19. A ugust, 20.30 Uhr In der Prot. Kirche

K l a s s i s c h e s Konzert

mit Trio G rube, Geige, G em alo 2. A ugust, 20 Uhr

Im K ulturzentrum St. L au ren t P hotoausstellung

D a s s c h ö n e Leukerbad

Aussteller: Rudolf Wittig

1. —- 31. A ugust. Täglich 14-18 U hr 1 CRANS-MONTANA 1 Salle du R égent

Hertfordschire C ounty Y outh Band

E nsem ble de cuivres 2 août, 20 h 45

C o ncert D any B onvin , trom bone A lin e B aru ch et, piano

5 août, 20 h 45

C o ncert Maria J o a Pires, piano

Œ u v r e s de Bach, Mozart, C hopin 12 août, 20 h 45

I MONTANA I Eglise catholique

C o ncert Pierre A m o y a l, violon Jean-B ernard P om m ier, piano

Œ u v r e s de Fauré, Debussy, Brahm s, F ranck - 18 août, 20 h 45

1 SION I Eglise des Jésuites

Lukas David , violon Anja David , piano

3 août, 20 h 30

J e u n e s so listes, O rchestre du Festival

Dir. Tibor V arga

Œ u v r e s de H aydn, V ieuxtem ps, Viotti, A lm eda, Hertel

10 août, 18 et 20 h 30 Salle de la Matze

G ala d e s lauréats du 2 2 e C oncours international de vio lon

O rchestre de C h am b re de L au san n e Dir. E m m an u el K ri vine

19 août, 20 h 30

C ath éd rale

Marie-Claire A lain , orgue

O rchestre du Festival, dir. Tibor Varga Œ u v r e s de Bach, H aendel, Franck, Messiaen, Alain

31 août, 20 h 30

Valere, XIXe Festival international d e l’orgue ancien

E isa B o lz o n e llo Zoja

Œ u v r e s de Gabrieli, Merulo, Cavalli, Marcello 6 août, 16 h S an d er Van Marion Œ u v r e s de Sweelink, Scronx, H urlebusch, Pool, R u p p e 13 août, 16 h

J o sep Marie Mas: B on et

Œ u v r e s de Ximénez, Cabezon, Araujo, Bach, Vivaldi, Seixas

20 août, 16 h

J o h a n Huys

Œ u v r e s de C ornet, Merula, Speth, Krebs, C im arosa

27 août, 16 h

I HÉRÉMENCE | Eglise paroissiale

N a t h a li e Stutz m an n , contralto S o li s t e s du Festival

O rchestre de C h am b re de D etm old Dir. Tibor V arga

Œ u v r e s de Bach, Vivaldi 7 août, 17 h

I MAYENS-DE-CONTHEY |

Groupe Pyram ide, 6 a o û t, 2 0 h I ORS1ÈRES 1 Eglise

Q uatuor de c u ivr es de Charrat, C ornélia Venetz, o rg u e

I I a o û t, 2 0 h 3 0

I CHAMPÉRY I Eglise c a th o liq u e

Q uatuor de c u ivr es de C harrat

13 a o û t, 2 0 h 3 0

Arts visuels________

Visuelle Künste

I FURKAPASS Furkart — 2. O ktober I NATERS I K u n sth au s Z ur Linde

Lucien Lathion, Oel, Aquarell

8. A ugust — 14. O ktober M ontag-Freitag, 14-18 h I SIERRE 1 C h â te a u de Villa Peintres de la S P S A S du H aut-V alais — 21 août M ardi-dimanche, 15-19 h

(15)

1 ZINAL R esta u ran t de Sorebois

Les prem iers p h o to g r a p h e s des A lp es

I CRANS-MONTANA | G alerie 2 3 0 0

R egula-C atrina Hug, p h o t o g r a p h i e s

G e orges Manzini, d e ssin s et pa stels

—- 17 s e p t e m b r e T o u s les jo u r s d e 11-17 h

I VERCOR1N I Galerie F ontany

Céram iq ue

Yves Grivel, Mireille Roy, EAA Vevey —- 27 ao û t

Lundi-samedi, 10-12 et 14-18 h Dimanche, 14-17 h 30

Galerie Le Grenier

Vercorin n a guère - L’A r c h e perdue

— 30 août

Lundi-samedi, 16-19 h Dimanche, 11-12 et 15-18 h

I SION I Maison de la Diète

Jun-K awada, huiles

3 — 31 août

Sly van Legrand, dessins-peintures

4 —1- 28 août

M ardi-dimanche, 14-18 h

I MARTIGNY [ Fondation Louis-Moret

C ollections p erso n n elles de Louis Moret

—- 14 août

M ardi-dimanche, 14-18 h Manoir de la Ville

Rudolf Mumprecht, 50 ans de dessins

— 28 ao û t

Mardi-dimanche, 14-18 h Fondation P ierre-G ianadda

Im pressionnistes et po stim p res sio n n istes

de M anet à Picasso (Expo 2) — 6 novem bre

Tous les jours, 10-19 h

I SEMBRANCHER-VOLLÈGES |

Salle polyvalente

Exposition Art et A rtisanat Charles Krebser, photographies

— 14 août

Mardi-vendredi, 15-18 h Samedi- dim anche, 14-19 h

I BAGNESl Musée

La d éb â cle du Giétro

— 9 octobre

Lundi-dimanche, 14-18 h Jeudi, ju s q u ’à 21 h

[ ORSIÈRES I Maison des Scouts

Georges et J ea n in e Briffod

Huiles et aquarelles Paysages valaisans

Dominique Form az

Dessins d ’illustration

Sabine P e llo u c h o u d , dessins

15 ao û t

Lundi-samedi, 15-18 h 30 Dimanche, 10-12 h

|~L1DDES I Etable de la C ure

Jean-Maurice M ühlem ann, peintures

13 — 28 ao û t Lundi-vendredi, 15-18 h 30 Samedi-dimanche, 10-12 et 15-18 h 30 I GRAND-SAINT-BERNARdI Musée La m o n t a g n e vue par S a m i v e l —- 2 octobre I SALVANI

Grenier de la Maison com m u n ale

Pierre A ym ar, peintures

— 31 ao û t

Tous les jours 8-11 et 13-17 h

I CHAMPÉRY I G alerie l’Ecurie

Jean Bonnard, huiles m o d e r n e s

— 16 août. T ous les jours, 16-19 h

Folklore-Fêtes popul.

Folklore-Volksfeste

I ZERMATT I Triftbachhalle Folkloreabend 10. August, 20.45 U hr 31. A ugust, 20.45 U hr

F olk lo reta g Zermatt

G rosser Folkloristischer Umzug 15. A ugust, 14 U hr

L e s W a ls e r

m ig r a t e u r s

Ce billet nous avait em m enés le mois dernier aux confins du Bas-Valais, sur les bords du Léman. Cette fois, nous partirons vers l’autre extrémité du c a n ­ ton, ouvrant nos horizons en direction de l’Italie du Nord, des Grisons et du V orarl­ berg.

C ’est l’Office national suisse du tourisme qui nous y invite, grâce au très beau num éro de juillet de sa revue consacrée aux migrations des Walser. S an s doute de nom breux lecteurs l’ont-ils découverte dans les trains.

Cette lointaine histoire ne concerne pas seulem ent le Haut-Valais, et de n o m ­ breux Bas-Valaisans seront peut-être surpris d ’apprendre q u e des colonies de Walser ont laissé des traces au fond du val du Trient, à Vallorcine, et en deux autres localités de la H aute-Savoie. V enus du Nord p a r l’O berland bernois, les W alser se sont im plantés dans tout le H aut-Valais à la fin du prem ier millé­ naire, pour repartir ensuite vers d ’autres cieux à travers d ’autres cols, ceci à partir du XIIe siècle. La redécouverte de multi­ ples élém ents com m uns traditionnels, dans les coutum es, les constructions et la langue, a stimulé la curiosité des chercheurs, en particulier dans notre canton. Avec un dynam ism e inlassable, ils ont pris des contacts avec les descen­ dants des Walser établis au sud du Mont-Rose, dans plusieurs vallées gri­ sonnes, a u Liechtenstein et en Autriche, et l’association née de ces échanges - la Vereinigung für W alsertum, actuelle­ m ent présidée p a r M. A nton Bielander, professeur à Brigue - a multiplié les rencontres, les recherches et les publica­ tions, harm onisant avec art la joie festive des retrouvailles et le sérieux du travail scientifique.

C o m m e on p eut le voir p a r les cartes très claires publiées dans la revue

I SIERRE I Jardins de l’Hôtel de Ville

S o ir é e s sierroises a v e c les groupes suivants: C h a n so n du R hône

et les Mayintsons, 5 août D anses de Bulgarie, 11 ao û t D anse Le Muzot Veyras, 19 août L’amicale des patoisants et Lè Partichion 26 août, 20 h 30

I CRANS ET MONTANA!

Office du tourism e, 18 h 30 Forum Ycoor, 19 h 30

Groupe folklorique Lè P artichio n C h e rm ig n o n , 13 août

Le Moulin à v en t de C h a la is

16 et 23 août

Groupe folklorique Lè R é c h è tte Monta na, 20 août

I m a r t i g n y] c e r m

F estival in ternational folklorique d ’O ctodure (FIFO)

3 au 6 août, 20 h 30

S pectacle de gala avec les groupes: Espagne, Pologne, Yougoslavie, Italie, Portugal, Mayotte, Bulgarie, autres continents, Mexique.

Schweiz-Suisse m entionnée tout à l’h e u ­

re, qui propose une série d ’itinéraires aux curieux et aux chercheurs, on ne saurait parler d ’u ne voie q u ’auraient suivie quel­ ques migrants, mais de tout un réseau de passages et de routes q ue les Walser, individuellement, p ar petits groupes ou par colonies entières, ont parcourus dans leur quête de nouveaux lieux d ’im planta­ tion, la pauvreté du sol valaisan s’accom ­ m odant mal de l’accroissem ent rapide d ’une population riche en familles de plus de vingt enfants.

Les itinéraires touristiques de caractère historique rencontrent actuellem ent un grand succès. Lancés il y a peu de temps, les «Itinéraires culturels européens» vont publier bientôt leur prem ier fascicule, consacré au chemin de saint Jacques de Compostelle. Le Valais, qui participe aux activités de l’Association des régions d ’Europe, a proposé d ’inclure dans ce vaste projet les chemins des Walser. D’autres thèm es plus locaux sont en cours d ’élaboration dans notre canton. D ans cette floraison d ’initiatives, il faut voir beaucoup plus q u ’u ne mode, ou q u ’un e forme originale adoptée pour attirer un nouveau public touristique! Je crois q u ’elles manifestent une double tendance actuelle: le besoin de rem onter aux sources de nos univers culturels régionaux, et en m êm e tem ps la soif de s’ouvrir à d ’autres horizons.

Il s’agit là sans doute d ’u ne chance pour l’Europe de demain, car ces contacts nouveaux, tout en nous redonnant une véritable conscience de nos valeurs et de nos racines, nous aident à relativiser l’im portance des frontières nationales. En effet, si utiles soient-elles pour l’organisa­ tion administrative et politique, ces b ar­ rières doivent être dépassées dès q u ’elles risquent de limiter les relations humaines, les échanges artistiques, et m êm e les grands problèmes scientifiques, écologi­ ques et économ iques de notre temps.

(16)

POÉSIE

N U A G E J A U N E

L es abeilles

t o u r n e n t et v o len t

et vibren t

soleil et ra y o n s

soleil essaim

m o u c h e s noires d e l’o ra g e

g u ê p e s ja u n â t r e s

v o lca n d ’insectes

les lobes d e la m é m o ire tressaillen t

E n tre les fils d u jo u r p e n d u

je bâtis to n n o m

c o n tr e le m u r d e l’a b s e n c e vive

je vois le t e m p s

p a rle r d ’e s p a c e s

[inscrits d a n s n o tre s a n g

Poème de Jean-Marc Theytaz tiré de La uoix des âges, aux Editions Valmedia, Savièse

Notre patrimoine

culturel

Se pencher sur les détails architecturaux n ’est plus considéré com m e un acte passéiste, motivé p a r la nostalgie du bon vieux temps. En matière de conserva­ tion on a depuis longtem ps passé de la notion de m o n u m en t à la notion d ’ensemble, puis à celle de centre historique, enfin à la notion de site dans laquelle la sauvegarde du patrimoine architectural rejoint celle de l’environnem ent naturel.

Il n ’y pas d ans ce patrim oine d ’élém ent qui ne participe à la complexe texture de notre longue histoire. Les épis de faîtage et les girouettes, dont il reste un bon nombre d ’exem ples à Sion, sont à ce sujet d ’intéressantes œ u v res de nos ferronniers d ’an tan ainsi q ue des réminiscences de la féodalité.

La plupart des dem eures bourgeoises de Sion étaient surm ontées d ’une tourelle où séchaient jadis fruits et jambons. La tourelle qui coiffait souvent l’escalier de l’immeuble portait fièrement ces ornem ents très déco­ ratifs de fer et de tôle dont l’origine rem onte au Moyen Age et à la Renaissance.

Certains étalent encore, au-dessus des ardoises frustes, les traces d ’une distinction ou d ’une prérogative; ici une oriflamme nobiliaire, là une couronne héraldique, voire encore des armoiries patriciennes.

Ces signes extérieurs de préém inence étaient nombreux sous l’Ancien Régime. A la Révolution, ils ont presque tous disparu sur ordre du gouvernem ent, qui considé­ rait q ue ces distinctions étaient contraires aux principes d ’égalité qui devaient être adoptés de tous.

Coq en gloire ou ébouriffé, oriflamme to u rn a n t à tous vents, bulles à crevés com m e m anche de lansquenets, ornent les derniers poinçons et girouettes de la capitale que tout un chacun peu découvrir, pour peu q u ’il s’en do n n e la peine. Il sera alors surpris, en contem plant la cascade des toits de la ville, d ’apercevoir à côté de ces ornem ents, qui s’inscrivent com m e un filigrane dans le ciel, la cohorte des croix som m ant faîtes, clochers et clochetons.

L’art du fer qui allie force et souplesse est encore bien vivant à Sion. La découverte de ses balcons, heurtoirs, serrures, pentures, grilles, enseignes,... nous étonne toujours p a r le charm e de la qualité et l’étendue de la diversité.

jmb

P R O T E C T I O N D E S B I E N S CU L T U R EL S O f f ic e c a n to n a l

]/- : K a n t . A m t für

(17)
(18)

L’été aux Haudères:

les concerts de l’amitié!

Depuis 1978, les concerts des Haudères ont taillé leur

créneau dans l’ensemble des festivals et heures

musicales qui fleurissent un peu partout à la belle

saison. Six à huit fois chaque été, la petite église offre

sa fraîche hospitalité aux am oureux de nature et de

musique, grâce à l’énergie inépuisable des deux seules

chevilles ouvrières de ce «festival»: Pierre Souvairan,

pianiste réputé, et Francine Vuignier, cornet dans la

fanfare. Pourtant, à aucun moment, l’existence de ces

concerts n ’a été mise en péril!

Pierre S o u v a ira n en c o m p a g n ie de F ra n c in e Vuignier

MUSIQUE

C h e f g r o g n o n

e t m é n a g e r i e e n l i e s s e

Place à l’h u m o u r et à la fantaisie en cette fin de dim anche! A u p ro ­ gram m e, deux œ u v re s d an s lesquel­ les bêtes de scènes et bêtes... (pas si bêtes puisque leur sort est, en l’oc­ currence, plus enviable q u e celui des prem ières) déchaînent, p a r leurs d é ­ boires ou leurs facéties, l’hilarité du public. Si les prem ières (les m usi­ ciens!) sont m alm enées, les secondes sont à la fête! Et tandis q u e peinent les hautbois, contrebasse, violons... de D. C im arosa sous la baguette h arg n eu se d ’un m aître de chapelle grognon, les lion, tortues, éléphant, kangourous... d an sen t au C arnaval

d es a n im a u x de C. Saint-Saëns,

«pour le plaisir de nos cinq sens», selon le texte pétillant de Francis Blanche. Sous la bonhom ie im posée, Tibor V arga dirige tous ces p ro ta g o ­ nistes avec autorité. D ans le bref

in term ezzo précité, C im arosa bros­

se à traits acérés et im pertinem m ent pertinents u n portrait de chef criant de vérité! L ’orchestre, to u t de volu­ bile mobilité, ne m érite p as les fo u ­ dres d o n t François Loup, baryton- basse chaleureux et sûr, le gratifie avec u n e maîtrise vocale et scénique irrésistible.

Sain t-S aën s avait honte, bien à tort! de sa fantaisie zoologique (pour 2 pianos, 2 violons, alto, violoncelle, contrebasse, flûte, clarinette, h a rm o ­ nium, xylophone et celesta) qui allie finesse d ’hu m o u r, p u reté des lignes m élodiques et génie de l’o rch estra­ tion: «la volière», «les fossiles» et su rto u t «l’aq u ariu m » sont de vérita­ bles régals! L ’a d éq u atio n musicale aux spécim ens e évoqués confère à c h aq u e piécette sa puissance év o ca­ trice. Cordes, vents, percussion, a c ­ cordéon (rem plaçant l’harm onium ), em m enés p ar les pianos cristallins, im palpables ou étincelants de Jean- Ja c q u e s Balet et Mayumi K am eda, d o n n en t to u t leur relief à cette œ u ­ vre qui s’achève sur un paisible «point d ’interrogation to u t blanc» («le cygne») dessiné p a r l’archet sen ­ sible de Suzy Rybicki... Et c ’est la p a ra d e finale a n n o n cée p ar Jacq u es Martin, excellent récitant a u ton ju stem en t p o m p e u x qui a mis avec b o n h eu r son grain de sel d an s un texte déjà relevé!

P are n th è se sérieuse, les classiques et belles V ariations à d eu x pia nos

sur un th è m e de B e e t h o v e n de

S aint-Saëns, culm inant d a n s une fugue et u n e coda superbem ent développées, perm irent au x pianis­ tes précités de dém ontrer, d an s une parfaite symbiose, la richesse de leurs touchers subtilem ent colorés et leur identité de conception stylisti­

que. Bi

Les vieux chalets brûlés de soleil

de la petite station ont vibré très

tôt, dans les années q u aran te

déjà, aux accents de la «grande

musique». Sous l’impulsion de la

famille de Ribaupierre et de ses

élèves musiciens, les mélodies de

Bach,

Mozart,

Beethoven...,

jouées souvent en plein air,

étaient devenues familières aux

oreilles des estivants et des ré­

sidents dont les yeux pétillent de

plaisir à leur évocation. Après

l’abandon de ces concerts, les

musiciens, séduits par le charm e

de la région, continuent d ’y p a s­

ser leurs vacances. Les Haudères

sont déjà m arqués par tout un

passé musical lorsque, en 1978,

la pianiste belge Françoise Ala-

voine propose à la Société de

développem ent dont s’occupent

Francine Vuignier et son mari,

de donner un récital. Enthousias­

més, ils s’en ouvrent à un pia­

niste éminent établi aux H audè­

res, Pierre Souvairan, retraité du ;

Conservatoire royal de Toronto.

L’idée de la première saison de !

concerts est née... et aussitôt

réalisée! Pierre Regam ey prête |

un piano de l’Institut de Ribau­

pierre dont il est directeur.

« Pierre Souvairan était de pres­

que tous les concerts, accom pa­

gnant un violoniste ou un violon­

celliste..., com plétant un trio,

I

(19)

Francine Vuignier. «Il payait de

sa personne, sans jamais rien

demander. Petit à petit, les artis­

tes sont venus et la tâche de

M. Souvairan s’en est trouvée

allégée. Mais l’esprit est resté le

même. Les musiciens qui se pro­

duisent ici deviennent vite des

amis; ils jouent par plaisir, car

nos moyens ne nous perm ettent

de leur offrir q u ’un modeste

défraiement. »

Sans m oyens, m ais exigeants

F. Vuignier et P. Souvairan n ’ont

jamais sollicité une aide finan­

cière quelconque; ils équilibrent

leur budget avec les entrées m o­

diques des concerts. Tout au

plus la Société de développe­

ment a-t-elle épongé, à l’occa­

sion, un petit déficit. «Nous g a r­

dons ainsi une totale liberté!

L’argent gâche beaucoup de

choses! Il en faut, mais en avoir

beaucoup ne changerait rien,

sinon que nous pourrions offrir

davantage aux musiciens que ce

cachet symbolique!» Si Francine

Vuignier se charge de l’organisa­

tion pratique, Pierre Souvairan

assume la responsabilité artisti­

que des concerts. Il met aussi son

piano à disposition. Exigeant, il

ne transige pas sur la qualité des

musiciens engagés! Il les recrute

par contact personnel. Certains,

tels Hansheinz Schneeberger et

Rolf Looser, ont été ses élèves.

Beaucoup ont, peu ou prou, des

liens avec le site: ils y possèdent

un chalet ou connaissent des

amis (ce qui résout le problème

du logement). Quelques noms

figurent ainsi presque chaque

année à l’affiche. D ’autres vien­

nent roder le program m e d ’un

concours. Tous sont enchantés

de l’am biance de ces soirées et

beaucoup

reviennent.

Nous

avons déjà accueilli Joseph Mol-

nar, Florian Schmocker, Anne-

Lyse et Fabienne Théodoloz,

Stéphane Clivaz, Christine Sar-

toretti, l’Orchestre de C ham bre

de Neuchâtel... Nous recevons

cependant peu d ’offres d ’artistes

valaisans!»

Le village des H a u d è re s et la D en t-B lan ch e

L’aide des m édias

La RSR retransm ettra le récital

de Christian Favre et Jean

Jaq u ero d (3e retransmission en

1 /

Motiver les g ens de la vallée

Les estivants apprécient cet a p ­

port culturel dans leur séjour et

d em and en t souvent par télé­

phone les dates des concerts

a vant de fixer leur arrivée. Et si

les hôtes de passage retardent

volontiers de quelques heures

leur retour dans la plaine pour

jouir d ’un récital, la population

de la vallée n ’est pas du tout

consciente de cette formidable

possibilité de découverte; à quel­

ques exceptions près, elle fait la

sourde oreille. Même les jeunes,

m em bres de la fanfare! « Pour­

tant le program m e n ’est jamais

trop difficile», affirme un jeune

«mordu». Mais les autres ont

peut-être peur qu e leur éventuel

intérêt pour cette musique ne

fasse vieux jeu! Ici, on n ’écoute

que du rock!» Une proposition

d ’organiser

des

cars

reliant

Thyon aux H audères est tombée

à plat. «Les habitants du village

ne refusent jamais de donner un

coup de main, mais que faire

pour susciter leur intérêt?», se

d em andent les organisateurs.

(20)

dix ans!) « Mais il est rare

q u ’un journaliste se fasse lech o

d ’un de nos concerts», regrette

F. Vuignier. «Nous souhaiterions

davantage d ’appui de la part des

médias pour attirer l’attention

sur le mérite de ces artistes de

qualité qui jouent par am o u r de

la musique.» - Et l’avenir?

«Poursuivre notre effort pour

attirer plus de m onde en gardant

le m êm e esprit! Aux Haudères

les gens donnent sans compter:

quand on aime, on ne compte

pas et on n ’attend rien en re­

tour!» Sinon la joie qui fait briller

le regard!

Bi P h o to s: Julien Beytrison, ON ST,

Henri Maître, Les H a u d è re s

D any Bonvin, tro m b o n iste

Le d u o C h r is tia n F avre, pianiste et J e a n Ja q u e ro d , violoniste

PROGRAMME 1988

15 juillet: Christine Sartoretti, clavecin/R olf Looser, violoncelle

2 2 juillet: H ansheinz Schneeberger, violon/R olf Looser, violoncelle/Pierre Souvairan, piano

2 5 juillet: D om inique G uignard, flû te /L a u ra Y anqui, piano

2 9 juillet et

8 août: D any Bonvin, tro m b o n e /A lin e B aruchet, piano

5 août: J e a n Jaq u ero d , v iolon/C hristian Favre, piano

12 août: H ugues Alavoine, violon/B énédicte Alavoine, violoncelle/Françoise

Alavoine, piano Bi

MUSIQUE

C O N C O U R S - C O N C O U R S

93 candidats ont rép o n d u à l’appel du conservatoire cantonal qui o rg a­ nisait à Sion, les 18 et 19 juin, sous le p atro n ag e de la Maison HUG M usique, le C onc our s pour la jeu ­

n esse du V alais romand. Le c o n ­

cert des lauréats au T h éâtre de V alére a perm is de découvrir des talents prom etteurs. «Tous étaient bien préparés», a souligné le direc­ te u r O. Lagger, «et le sérieux des concurrents a rendu l’appréciation difficile. D ans c h a q u e catégorie, les plus jeunes l’o n t quelquefois e m ­ porté en raison de leur âge. Le choix des pièces n ’a p as toujours été très judicieux: pages trop difficiles, ou à la limite de la «jolie musique», c ’est- à-dire m usicalem ent bien minces...» Le jury se com posait de 3 profession­ nels (claviers, cordes et vents). Au palm arès étaient représentés le piano, les bois, les cuivres et la percussion, mais a u cu n ch an teu r ni archettiste!

P aradoxal d an s la capitale du violon! Les lauréats:

C atégorie A (12 an s et moins)

1er prix: B ertrand Moren, Vétroz

(piano et trom bone)

2 e prix: Didier Métrailler, C halais

(percussion)

3 e prix: Olivier Cavé, Sion (piano)

C a tég o rie B (13-16 ans)

1er prix: S am u e l Reynard,

La M u ra z /S io n (piano)

2 e prix: A nnick Loretan, Sion

(piano)

3 e prix: M artine Cretton, Orsières

(trom pette)

C atégorie C (17-21 ans)

1er prix: Jo h n Schmidli, C h am o so n

(clarinette)

2 e prix: A lexandre Rossier, Sion (trompette)

3 e prix: Olivier B agnoud,

O llo n /C h e rm ig n o n (euphonium ) Les 9 et 10 juin, M artigny accueillait plus de cent concurrents au 11e

C o nc o ur s international de m u s i­ que de c h a m b r e pour instrum ents

à vent. «Une édition exceptionnelle, d'un très h au t niveau musical» selon H ubert Fauquex, président du jury. Le concert final à la Fondation G ianadda a perm is d ’enten d re les form ations suivantes: 1er prix: M a’alot Quintett, de H anovre; 2e prix et Prix de l’E tat du Valais: Q uartetto Ticino, de Bàie; 3e prix: Wiener S a x o p h o n Q u artett; Prix de la Ville de Martigny: B ach Flöten Q uartett, de Zurich; Prix de la Fondation Pierre-G ianadda: Trio d ’an ch es «Dé­ siré D ondeyne», de Sin-le-Noble (France).

(21)

C harles-A ndré

Meyer

45

ans, architecte EPFZ-SIA, marié, un

enfant, l’hom m e est grand, svelte, le

visage agréable, l’air parfois un peu

tourmenté. Il vient d ’être n o m m é chef

du service de l’édilité, c ’est-à-dire archi­

tecte de la Ville de Sion. En m êm e

temps, il publie à la Bibliothèque des

Arts (Paris-Lausanne) un livre intitulé

« L ’architecture patrimoniale». Nous

avons lu le livre et rencontré l’hom m e

pour lui poser quelques questions.

F.

c.

F. C.: Pourquoi, à 45 ans, quit­

tez-vous le privé p ou r vous enga­

ger dans une administration p u ­

blique? R echerche de sécurité?

Frilosité devant le vent frais de

la concurrence ? N ouvelle direc­

tion d e vie?

C.-A. M.: La question appelle

une réponse au long développe­

ment car elle est liée au résultat

de huit ans de travail pour la

Ville, huit ans pour la révision

du plan d ’am énagem ent local: il

s’agit pour moi, aujourd’hui, de

mettre m on expérience au ser­

vice de Sion, en agissant du

dedans et non plus du dehors,

puisque l’occasion m ’en est d o n ­

née, puisqu’on m ’en a fait la

proposition.

Je m ’explique sur ce dedans et

ce dehors:

plusieurs études faites pour la

Ville m ’ont m ontré - et je parle

d ’études d ’urbanisme, donc de

processus à long term e - qu e le

m an qu e de suivi q u ’on ne p o u ­

vait éviter, parce q u ’on était en

dehors, c’est-à-dire assez éloigné

de la structure de décision, lais­

sait une impression d ’inachevé,

m êm e parfois de frustration.

En étant dedans, c’est-à-dire en

pouvant diriger un service de

l’administration comm unale, je

pense qu e je pourrai mieux d é ­

velopper et concrétiser ma p e n ­

sée urbanistique, sous-jacente à

toute l’étude de révision du plan

d ’am én agem en t local.

En définitive, m êm e si je dois

avouer q u ’il m ’a fallu un appel

auquel j’ai répondu : «présent»,

je pense q u ’il ne s’agit là q ue de

la suite toute logique de mon

activité antérieure et surtout de

mon engagem ent professionnel.

C ar s’il est une tâche qui néces­

site un engagem ent, c’est bien

celle-là et, pour reprendre un

peu vos termes, dans le vent frais

de la critique et dans l’insécurité

de la remise en question p e rm a ­

nente. A 45 ans, je com m ence

d ’acquérir une certaine sagesse,

mais le feu sacré de la passion

brûle plus qu e jamais.

F. C.: A vez-vous déjà une con­

ception d ’une Sion idéale que

vous chercherez à

réaliser?

C o m m e n t jugez-vous le d é v e ­

lop pem en t d e la ville actuelle?

C.-A. M.:

J ’ai

l’impression,

q u an d je traverse Sion, ces

temps-ci, de parcourir un im­

m ense chantier. Et cela me fait

un peu peur. J ’ai en effet un peu

peur q u ’on n ’arrive pas à tout

maîtriser et q u ’on doive ensuite

en subir les conséquences. En­

gagé dans des processus à long

terme, les à-coups me font

(22)

tou-jours craindre l’erreur à l’em p o r­

te-pièce, q u ’on paie toujours

beaucoup trop cher et surtout

pendant trop longtemps.

Mais, pour revenir à la concep­

tion idéale de Sion, j ’ai envie de

dire: heureusem ent q ue la ville

idéale n ’existe pas, m êm e pas sur

le papier. Existerait-elle, q u ’on

verrait très vite des gens se

sentant responsables du bon­

heur des autres vouloir l’imposer

en tant que «la» solution. Imagi­

nez la ville idéale d ’une personne

que vous connaissez, issue de

telle ou telle profession...

Alors, Sion idéale, je ne tomberai

pas dans le piège de chercher à

la réaliser car ce serait recher­

cher d ’abord un dessin idéal qui

n ’existe pas. Non, je tenterai

seulement, avec les moyens qui

m e seront donnés, de poursuivre

mes objectifs urbanistiques.

Et, parmi eux, je peux dire que

je crois à l’arbre, signe de vie, et

je m ’efforcerai donc d ’en faire

planter un m axim um : non pas

pour mettre la cam pagne dans

la ville, mais pour rythm er le

parcours des avenues; non pas

pour « décorer » la ville, mais

pour lui donner la m esure du

temps, celui des saisons; non pas

pour tenter de cacher les archi­

tectures q u ’on ne veut pas m o n ­

trer, mais pour rappeler aux

façonneurs d ’images urbaines,

quels q u ’ils soient, que l’espace

extérieur de la rue ou de la place

est aussi im portant - si ce n ’est

plus - que le volume du bâti­

ment.

F. C.: Votre livre «l’architecture

patrimoniale» est le résultat de

votre réflexion et de vos lectures

sur le traitem ent à accorder à

l’héritage construit de vos p ré ­

décesseurs architectes et urba­

nistes. Il clarifie les notions de

conservation, restauration, trans­

formation, etc. Pouvez-vous don­

ner des exem ples concrets de

ce que vous jugez réussi en ce

domaine, en Valais ?

C.-A. M.: Mon livre est le ré­

sultat d ’une réflexion, d ’une sor­

te de bilan que j’ai établi, il y a

deux ans déjà. J e l’ai fait parce

que je n ’avais rien de mieux à

faire. C ’était l’heure nécessaire

de révision en atelier d ’un outil,

d ’un appareil de pensée, quan d

les clients n ’étaient pas là pour

me perm ettre de m ’en servir «sur

le terrain».

En réalité, je m e préoccupe de

ces questions, depuis 1968. Mais,

à l’époque, j’allais à contre-cou­

rant. O n avait plutôt tendance à

reconstruire q u ’à restaurer. Il a

fallu un peu de récession et 1975,

A nnée du Patrimoine Architec­

tural... mais pas de nostalgie.

Essayons d ’en venir aux cas con­

crets. Là com m e ailleurs, le cas

parfaitement réussi n ’existe pas.

En fait, il serait beaucoup plus

facile de citer les autres, les ratés,

pour m ontrer ce q u ’on ne doit

pas faire, mais à quoi bon s ’e n g a ­

ger dans cette voie. Personne n ’y

gagne, m êm e pas les bâtiments

ainsi maltraités car, presque to u ­

jours, ils l’ont été de manière

irréversible.

Sans faire m ontre de prétention,

je préférerais parler de mes

exemples personnels, ceux que

je connais bien pour les avoir

vécus. Non pas que je les juge

réussis. Il y en a m êm e de

franchem ent ratés et je ne veux

pas les citer ici, m êm e si je pense

q ue toutes les circonstances atté­

nuantes dues à une pratique que

je dénonce y étaient réunies. Je

le ferais volontiers, un jour, à

l’occasion d ’un débat suscité par

mon livre.

Mais, à la réflexion, j’aimerais

encore mieux, puisque vous

m ’en donnez l’occasion, montrer

de m on livre les très belles pho­

tos q ue Heinz Preisig a faites à

l’Evêché. J ’ai pu avec mon bu­

reau - c’était encore le Groupe

d ’UA, avec Pierre Baechler -

réaliser là un travail passionnant,

fruit, je l’ai écrit, d ’une très saine

concertation avec Mgr Henri

Schwéry et, je n ’oublierai pas

non plus, le chancelier episcopal

d ’alors, l’Abbé Norbert Brunner.

F. C. : C o m m e n t appliquez-vous

à l’ensem ble de Valére, dont

vous assurez ju sq u ’ici la restau­

ration, les idées d e votre livre?

Qui continuera votre travail?

C.-A. M.: A Valére, j ’aurais aimé

développer mes idées, com m e je

les ai exposées dans m on livre,

mais je n ’en ai pas eu l’occasion.

Pour des raisons au-dessus de

moi, mes rapports de 1981 et

1982 sur la restauration de Va­

lére n ’ont pas eu de suite. J ’y

proposais une vaste investiga­

tion en équipe, avec historiens

de l’art et du m onum ent,

(23)

m k

(24)

logue, archiviste, chimio-physi-

cien, restaurateur et architecte.

Un projet de restauration aurait

dû être établi sur ces bases.

Mais les investigations n o n pas

eu lieu et, tout d ’un coup, en

1987, il a fallu attaquer les toits

de toute urgence et, à m on avis,

sans le tem ps nécessaire à la

réflexion.

J ’espère q u ’on laissera à mon

successeur, que je ne connais

pas encore, ce tem ps nécessaire

et, surtout, q u ’on lui laissera

aussi les com pétences de déve­

lopper et de diriger un vrai projet

de restauration. C ’est tout le bien

que je lui souhaite. Valere ne

s ’en portera que mieux.

F. C.: «Penser la ville, c ’est p e n ­

ser la vie». Quels com m entaires

vous inspire cette m axim e?

C.-A. M.: La question me plaît

car elle s’inscrit parfaitement

dans mes recherches personnel­

les.

Penser la ville, c’est pour certains

dessiner un projet de ville. Mais

q u ’y a-t-il de plus faux dans nos

structures dém ocratiques?

Le dessin de la ville ou d ’une

partie de celle-ci n ’est valable

que par son immédiateté. L’his­

toire de l’urbanisme m ontre q u ’il

s ’agit d ’un processus. Alors à

quoi bon vouloir dessiner la ville

de dem ain? La vie de la ville

n ’est pas à rechercher dans le

dessin: la vie c’est l’eau, la vie

c’est l’arbre, la vie c’est l’air, la

vie c’est la chaleur, mais peut-on

les dessiner, peut-on les mettre

en form es? La question reste

bien posée.

La ville, c’est souvent aussi pour

moi une leçon de modestie. Le

bien-être ne passe pas forcément

par le prestige et ce n ’est pas

dans les ensembles grandioses

q u ’on trouve la convivialité. Elle

est au coin de la rue, dans un

lieu sans prétention, sans g ran ­

des architectures, com m e un

m orceau de vieille ville par

exemple.

Je crois p ar contre plus à une

saine concertation: m on rêve

2 2

serait d ’instaurer un conseil,

com m e celui des édiles des R o­

mains de l’Antiquité. C ar il faut

se concerter sur la ville. C ’est

indispensable. Il faut une com ­

munication p erm anente entre

les spécialistes que nous sommes

et les usagers. C ar penser la ville,

c’est penser usagers. Et penser

usagers, c’est penser la vie.

C ’est pourquoi, j’aimerais en

conclusion illustrer ce propos

avec la petite histoire de la ba­

lançoire: elle a vingt ans, mais

elle me semble toujours parfaite­

m ent d ’actualité.

Q u estions: Félix C arru zzo R éponses: C h a rle s -A n d ré Meyer P h o to s: Heinz Preisig

H i s to i r e d e l a b a l a n ç o i r e

ti r é e d e C h . A l e x a n d e r U n e e x p é r i e n c e d 'u r b a n is m e d é m o ­

c r a tiq u e , 19 7 6 , E d iti o n s d u S e u il.

S e l o n l a v a n t - p r o j e t L a b a l a n ç o i r e p r o p o s é e p a r p r o m o t e u r d u p r o je t A p r è s i n t e r v e n t i o n d e s p r o g r a m m e u r s S e l o n le d e s i g n e r r e s p o n s a b l e d u p r o je t C e q u e d é s ir a it l 'u s a g e r

(25)

Salle de c o n féren ce - Au m u r les p o rtra its des évêques de Sion

(26)

R é f le x io n s a u to u r d ’u n e M a iso n d e c o m m u n e

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