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[Tableaux Grison, Hodler, Furet, beaux meubles...]

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Academic year: 2021

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4

I>A T R I B V N E D E G E S È T E d e » 2 3 , 2 4 e t

2 5

M A R S 1 9 1 3

t

iA U S E D E P A B T . — B ib lio tlii q n e ch S n e, p r e s -

j q u *. n e u v e ; d é m o n ta b le , & 6 r a y o n s , f r . 1S5 ; t a i i e r ohwn* a m é r ic a in , p re s q u e n e u f , à U ti r o i r s , fr. 88 ; 1 rid e 'an -eto ro a u t o m a tiq u e aveo u n e p a ir e l e b r is i-o is a , fr. 18. 8 'a d re » » e r. H ô te l M in e r? » , r u e M t-B la n c . <081

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J

Mo]

m

p ia n o , é t a t n e u f,

M o n t-B lan o , 11, 2m e. b e lle o o o a eio » . — B u e 4307 o to a a ao c h é eux 13. S . A . a o c u m . b n e m a ro lio e t b ic . D a m e , r . lib . I m n r im ., B d G .-F a v o ri, 6 4208

0

N a c h è t. o h au fte -b ftin o t b a ig n o ir e d ’o c o a sio n . O ffres. N o 353, T r ib u n * , M in n a ie . 4213 IA N Ô , n o y e r, n e a i , f&br. a iie m . s o ig n é e ,v o l. f 1200 fr a n c s , p o u r 650 fra n c s . C hez A. S a lo m o n , 3, c o u rs d e R iv e . 3971

P

o u r c a u s e d é p a r t, à v e n d re , M A C H IN E â é c r ir a p re m iè re m a r q u e a m é ric a in e . ü lc r., A . J . , p o s te r e s ta n t e , M o n t-B la n c. 4203 ' p l. p ia n o , c o rd . c r. b. m o d . n e a i', d é p . p r . B as fr p rix . B d Q eo rg » 8 -F a v o n , 19, 3 m e. p. g. 4274 t a b l e a u x G ris o n , H o d le r, F u r e t , b e a u x m e u b le s a n c ie n s L s X V e tc ., 4, q u a i d e l a P o s te . HT2127

S

U P E R B E P IA N O D R O IT , A V E N D R E , p o u r c au a e d e d é p a r t. 4261 S ’a d r e s s e r le m a tin , c h o m in F a l l e r , 4, a u 1 er é t. L O U E R , â M o n s ie u r s e u l, b e lle g r a n d e c h a m ­ b r e tr è s b ie n m e u b lé e , p ia n o , é le c t r i c i t é . T rè s (o lie s itu a tio n .

C a rte p o s te r e s t a n t e , 41, S ta n d . 4163 p e l l

K P' M arti:

e lle c h a m b re m o n b lé e , 2 fe n ê tre s , s o le il, e t b n e p e n s io n , p o u r 1 o u 2 p e rs o n n e s . R u e P r ô v o st- ' n , 3 5 ,1 er, a r r ê t t r a m , Cluwe, P l a in p a la is . 4266

B

n e fa m illo t’r a n ç ., p r e n d on p e n s . j . a lle m a n d . V ie fa m illo . — 873, T r ib u n e , M o n n a ie . 4295

B

o n n e p e n sio n de f a m ille p o u r M essieu rs. P r i x m o d é ré . — R u e T h a lb e r g , 2, a u 3 m e. 4180

C

'h a m b r o à 1 e t 2 lit» , c o n f. m o d ., a s c e n s e u r, j c u is in e fr a n ç a is e s o ig n ée , p e n s io n n a ir e s p o u r l a ta b lo . — P a s sa g e dos L io n s, ô, r u e dos A lle ­ m a n d s , p e n s io n - fa m ille . _________________ 4207

(

'h a m b re e t s a lo n c o n tig u ü c o n f o r t, p o u r 1 o u

j 2 p e rs o n n e s s é rie u s e s . B d d u P o n t- d ’A rv o , 16, (e n tre s o l), I r e p o r te à d ro ite . 4209

J

C h a m b re s e t p en sio n ^ leço n s e t c o n v e r s a tio n

a fr a n ç a is e s . — P e n s io n d u M a il, a v e n u e d u a il. 7, r n e d e la M use, 1. 3593

D

e u x d a m e s, tr è s t r a n q u ille s , d é s i r e n t lo u e r d ès j u i l l e t e t p o u r 3 â 4 m o is , d a n s c a m p a g n e a g r é a b l e , u n a p p a r t e m e n t m e u b lé de 3 p iè c e s , a u re z -d e -c h a u s s é e . — A d ro s . o ffres à M M . A r c h in a r d B. r u e d e s A lle m a n d s . 4135 ViVAM lLLE d is tin g u é e , d e m e u r a n t d a n s tr è s j o lie v illa , p ré s a v e n u e P i c t e t d e -R o c h e m o n t, d é sire p r e n d r e e n p e n s io n P E R S O N N E b ie n , d ’u n c e r­ ta in fige, jo u is s a x e e j a r d i n , v é r a n d a , p ia n o à d is p o s itio n . — A d re s s e r o ffres, M. T . 77, p o s te M a irie E a u x -V iv e s. 4210

J

e u n e h o m m e s é rio u x , c h e r c h e c h a m b r e e t p e n ­ s io n d s u n e b o n n e f a m ille . P r i x e n v ir ., f r . 125. O ffr. d é ta il]., à 370, T r ib u n e , M o n n a ie . 4233 1 o lie c h a m b re b ie n m e u b lé e p r M o n s i e u r av eo o u s a n s p e n sio n . R u e B an tu», 16,1 e r.“ 4148' I o lie s c h a m b . e t p e n s io n . O n p r e n d , p e n s . p r la J ta b l e . — R u e d 'I t a l i e . 9. L . L a n z ._________3505

H

O N S IE U B c h e r c h e c h a m b re m e u b lé e , tr è s p ro p r o , e n H a u te - S a v o ie , o n p r é f è r e A n n e ­ x a s s e . E c r ., s. N o 3814, T r ib u n e , r u o B a r th o lo n i. 4248

P

E N S IO N R A C IN E , P e t i t - L a n c y , à c ô té de l ’é g lis e c a t h o liq u e , co n f. m o d e r n e , c h a m b r e s e n so le illé e s. P r i x m o d é ré s. 407U 'I J E N S I O N F A M IL L E . M m es G i r o d - F a v r e , c h a u ff. c e n t r ., ô le c tr. T é lé p li., b a in s . 39, R o se ­ ra ie , v i l l a « L e s C èd res ». P r ix m o d é ré s. 3700 J J E N S I O N L t TT Z , r n e da IIo sso , 12 (G d T hé& tre).

J B e lle s o h a m b re s. P r i x m o d é r é s . _______ 4239 |E N S I O N s o ig n é e , 16, r n e E c o le -d e -M é d e c in e , 6m e, à g a u c h e , a s c e n s e u r.____ ___ _____ 4265

ENSEIGNEMENT

A

P P B E N E Z L E S L A N G U E S E T R A N G E R E S 2, P la c e B e l-A ir. A l a F R E N C H -S C H O O L . D e m a n d e z le p r o s p e c tu s . E psai g r a t u i t . T1508

R

T E . E R L IT Z -S O H O O L , p a ss a g e d e s L i o n s . L A N - ► G U E S M O D E R N E S . E n t r é e e n t o u t t e m p s . îA D U C T IO N S . C o u rs d u s o i r : 5 f r . p a r m o is .— JLeçons p a r t i c u l i è r e s o t e n p e t i t s g ro u p e s . T1507 kiLAl O IS E L L E i r a n ç , d i p l ., tlo u n e B lur.oiis. ô fr. " f r a n ç ., a lle m . M ilo M img, ! I, r. P r a d ie r . 4806 d e m o iselle , é c h a n g . f r a n ç a is c o n t. a l l e m a n d o u a n g la is . R u e dos F a la is e s , 1. J o n c ti o n . 4204 r^ s p a g n o l. — D a m o d é s ir e p r e n d r e le ç o n s av eo e sp a g n o l. E c r ., 387, T r ib u n e , M o n n aie . 4280 jVRANÇAIS : g r a m m a i r e ; l i t t é r a t u r e ; .c o n v e rs . . 1 M . E r a t h , A s s o c ia tio n d e s P r o f e s s e u r s p riv é s , o, r u a C h a rle s -G a lla n d . T é lé p h . 6055. 4300 f ta lie n . O n c h e r . 2 p e r s . p o u r p a r t . le ç . d ’i t a lie n . I C o n n a is, m o y e n . E c ., 868, T r ib u n e , M o n n a ie . 4281 t a l i e n . — A n g e lo F o s s a ti, p ro f, d e la n g . e t l i t t é ­ r a t u r e i t a l i e n n e s . A d r:, r u e L a u s a n n e , 11. 430> o u n e d e m o is e lle f r a n ç a is e , tr è s le t t r é e , d o n n e le ç o n s 1 t r . l ’i i . — 35(>, T r ib u n e , M o n n a ie . 4032

J

E U N E F I L L E , d o n n e r a it le ç o n s o u r é p é t i t i o n s â u n e n f a n t. — P r i x m o d é ré s. M. M .. P o s te R e s ta n te , r u e d ’I t a l i e . 4290 a n g u e o t l i t t é r a t u r e f r a n ç a is e . E n s e ig n e m e n t i s ec o n d , p r d e m o is ., p a r j n e i n s t i t u t r i c e d i p l . '.ne A lf r e a -V in c e n t, a u 2m e, à g . P â q u is . 4224 E Ç O N S d 'a n g la is .C o n v e r s a tio n e titr a d u c tio n s . M rs S m y t h , 1, r o n d - p o in t d e P la i n p a l a i s . 3151

U

N A N G L A IS d is tin g ., d ip lô m é , p a r i , fr a n ç a is , e sp a g n o l, a lle m a n d e to ., d o n n e le ç o n s a n g la is , m é th . r a p ., i r . 1,50 l 'h e u r e . E x c e lle n t, r é fé re n c e s . E c r i r e , 307, T r ib u n e , M o n n a ie . 4240

A L O U E R

A

r c a d e s , b a s p r i x .

R u e d u M ôle, 31, 3 a r c a d e s d ’a n g le a v e c c u i­ s in e , f r . £00. — S ’a d r e s s e r , à MM. F .- L o u is G r a n g e fc F il s , T o u r -d e -l’H e, 2. T2116

A

C O L O G N Y . — A P P A R T E M E N T S d e 3 p iè c e s a v e o p e t i t j a r d i n ; p r i x a v a n t a g e u x . S 'a d r e s s e r , h M M . F . L o u is G r a n g e & F il s , GPour-de-l’Il» , 2 . T2117 p p a r t . 6 p ., d iv is ,, m e u b lé o u n o n , d s b . c a m p . A r r ê t t r a m . C o n c h e s , p a r F l o r i s s a n t , 172-176. 4270 p p a r t e m e n t a r e m e t t r e d e s u ite , 6 p iè c e s, _ c h a m b r e d e b a in , d e b o n n e , é le o tr ., g a z, e a u ’a u d e t o u t e l ’a n n é e , o h a u ff. c e n t r ., f r . 1325. — B’a d r ., H iv e r o , 3, P é n a te s - C h a r m ill e s ( I r e r u e à g a u c h e , d e p u is p o n t St-.Toan). 4277 i | P P A R T E M E N T S N E U F S , 4e t 5 p iè c es, d iv e r s A é ta g e s , c h e m in V e r t, 42, o h a m b ro do b a in , a s c e n s e u r , a sp . d e v o n s * ., b e lle v u e , 4p iè c e s , d iv . é ta g e s , r n e d e s V o is in s , 8, o h a m b . d e b a in , s o le il. S ’a d r ., a M M . P .-L o u is G r a n g e & F i l s , ru e T o u r - d e - l’I l e . 2. T2U 8 r e m e t t r e , b e l a p p a r t e m e n t de 5 p iè c e s , c o n f o r t j m o d e r n e . R o u te de C h ên e , 5 3 ,1 e r, d r . HT2126 L O U E R , j o l i e v i l l a m e u b lé e , c h . d e b a in s , e a u , [ g az, o m b ra g e s. C a m p a g n e C a le n d r e t, V é se n a z. 4303

B

o r d la c . A n iè re s , 3700 m . v e rg e r, m a is o n 7 p ., g a ra g e . T r a m s , b a t. 143, T r in u n e . M t-B la n o . 4007

M

e u b lé s. A lo u e r, a p p a r t e m e n t s e t v illa s c o n fo r­ ta b le s e n to u s q u a r t i e r s e t e n v ir o n s . S ’a d r ., a g e n c e d e lo c a tio n s T r a c h s e l, p la c e E a u x -V iv e s ( e n tr é e , a v e n u e F r o n te n e x , 1). 4302

P

o u r p e r s o n n e s t r a n q u i l l e s , a p p a r t e m e n t 4 p ., b a lc o n d a n s b e lle c a m p a g n e , s t a t . tr a m w a y . 450 fr . A v e n u e d ’A ïr e , 5. P r v is ite r , e n t r e 2 e t 4 h . 4208 | ) U E D E L A V IO L E T T E , 5. — A p p a r te m e n ts n e u f s do 3 p iè c e s , c o n f o r t m o d ., s o le il, l o r é t a g e . A rc a d e s a v e c c u is i n e e t a r r i è r e , b a s p r ix . S ’a d r e s s e r , à MM. F .- L o u is G r a n g e & F i l s , r u e Ü T onr-de-rilo, 2. T2119

A REMETTRE

P

O U H S E R R Ü M E H S , M E T A L L U R G IS T E S . A r e m e t t r e , à m o itié p r i x d u m a té r ie l, b e l a t e l i e r , fo rc e m o tr ic e , o u tilla g e a u c h o ix , lo y e r, f r a n o s 3C0. — E c r i r e , c a r t e N o 7, p o s te d e P lu i n p a la ia .______________ 4278

ET PERDUS

P

K B D U , p e tite o h ie n n o S t-U o rn n rd , 4 m o is , c o u ­ l e u r j a u n e c la ir , r a i e b la n c lio d u f r o n t a u m u s e a u . A v is e r o o n tre ré c o m p e n s e , H o ffm a n n , M d d e p o rc s , Q u e n e -d ’A rv e . HT2097 T ) É C O M P E N S E . - P E E D Ü , C H IE N L O U P g r i l J T | o la ir, n o m t r a k , s a m e d i m id i, o n v ir. C o nchos- v illo tt e . B o n n e ré c o m p e n s e à, q u i le r a m è n e r a ch. F é r r iè r e , F lo r is s a n t, $5 t e r ._______________ 4298

Cessez

de vous fier à la

v e in e

our augmenter

s affaires.

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7 F

BULLETIN

A PROPOS DE LA MORT

DU ROI GEORGES

Genève, 3 mars. La vocation de roi est devenue de nos jours si dangereuse qu’on finira par ne plus trouver de gens disposés à s’asseoir sur un trône. Le roi Georges de Grèce n’est que le dernier venu en rang de date d ’un long martyrologe.

Ce souverain a joué à certaines épo­ ques de la vie du jeune royaume hellé­ nique, un rôle des plus im portants e t des plus décisifs. Il D’e s t pas trop tard, pour dire de ce monarque décédé à l’âge de soixante-huit ans, qu’il a conquis de haute lu tte la couronne q u ’il a si coura­ geusement portée e t qu’il a pour ainsi dire ramassée dans la poussière, en 1863, date à laquelle le roi Othon, profondément découragé, l’avait laissé choir pour re­ tourner en Bavière.

Le jeune prince, qui appartenait à la famille royale de Danemark, assum ait un rôle qui n’était pas des plus faciles : le triste spectacle qu’offrait alors la vie politique e t nationale à Athènes n’était pas non plus des plus encourageants.

L ’Assemblée nationale hellénique, qui avait frappé vainement à plusieurs portes pour obtenir un roi a y a n t du prestige dans le monde des cours, d u t se contenter du jeune homme qui s’offrait pour tenter la chance, et, malgré sa jeunerse, l’élut et le proclama majeur.

Les premières années du nouveau roi furent des plus difficiles : il eut à lutter avec un royaume en proie à l’anarchie e t au brigandage. Les députés ne se ren­ daient à la Chambre qu’armés de pied en cap e t 13 tribune était en proie à la verbosité des orateurs, chacun n’avait qu’un b u t : renverser le ministère au pouvoir.

Malgré toutes ces difficultés, le roi Georges parvint à réorganiser le Parle­ ment e t l’armée. Sous son règne, la Grèce commença à se développer. Son nouveau souverain lui avait apporté, en m ontant sur le trône, les îles ioniennes que lui av ait abandonnées la Grande-Bretagne; Plus tard, le tra ité de Berlin lui donna la Thessalie. A l’intérieur, le souverain augm enta considérablement les voies de communication, créa des chemins de fer e t mena à bien le percement de l’isthme de Corinthe, to u t en essayant de relever les finances assez anémiques du royaume, grâce au contrôle adm inistratif de l’E u ­ rope bienveillante. .

Mais c’est surtout- dans ces dernières années que l’influence personnelle du roi Georges se fit sentir. Il prépara l’entrée de la Grèce dans l’alliance balkanique en formation, e t fit appel au concours du patriote crétois, M. Venizelos, qui, malgré l’hostilité des chefs de parti, p rit en mains les affaires d u royaume e t im­ prim a à la politique grecque un élan nou­ veau.

Nous n’avons pas à refaire ici l’histoire dram atique de ces derniers mois, ni à rappeler quel rôle considérable le roi Georges a joué dans les conquêtes bal­ kaniques. Constatons seulement qu’il est m ort au moment où il réalisait le b u t glo­ rieux de to u te sa vie, e t c’est un autre qui recueillera le fruit de ses victoires, de son nergie e t de son habileté.

C’est son fils, le diadoque qui a si cou­ rageusement collaboré à son œuvre, qui hérite ae la couronne hellénique sous le nom de Constantin 1er. Il monte sur le trône en pleine m aturité; il est âgé de quarante-cinq ans e t p araît capable de diriger en connaissance de cause, e t dans un moment difficile, les destinées de sa patrie.

A cet égard, la m ort n’aura pas été to u t à fait aveugle.

.

A propos

de la Cure de Printemps

Un nom sur toutes les lèvres

PILULES PINK

Le nom de Pilules Pink est sur toutes les lèvres, et cela est.très naturel. Songez aux nombreuses guérisons qu’elles ont données. Songez à la satisfaction éprouvée par tous ceux qui, après avoir essayé quantité des médica­ ments, étaient feu fin de compte toujours aussi malades et qui, après avoir pris les Pilulos Pink, ont retrouvé une bonne santé sur laquelle ils no comptaient plus. Lo nom des Pilules Pink est sur toutes les lèvres, commo pour­ rait l ’être celui d’un grand médecin qui aurait eu la faculté de pouvoir soigner et soulager les habitants de touto la Suisse. Le nom des Pilules Pink est sur toutes les lèvres, parti­ culièrement en ce moment.

On entend souvent ce dialogue: * —Voyons, mon ami, vous qui êtes toujours en parfaite santé, vous sur qui l’âge semble n’avoiraucuue prise, dites-moi votre secret. — Mon secret? La cure de printemps quo je fais régulièrement tous les ans avec los Pilules Pink. Je les prends pondant quelques semaines, j ’y puise des res­ sources do sang ot do force et cela suffit pour me maintenir en bonne sauté jusqu’au prin­ temps prochain. Au printemps prochain jo recommencerai et j ’espère recommencer ainsi longtemps encore».

Faites, vous aussi, votre cure de printemps avcc les Pilules Pink. Vous no pouvez vous imaginer tout lo bion quo vous en ressentirez. Il vous semblera qu’un nouveau sang coulo dans vos veines, qu’une nouvelle sève so répand dans votre organisme. Toutos les im­ puretés que votre corps a emmagasinées pen­ dant la mauvaise saison seront éliminées par les voies naturelles, grâce au bon fonctionne­ ment des reins, du foie, de l’intestin. Ces impuretés doivont être éliminées par ces or­ ganes, elles no doivent pas sortir par la peau. Les personnes qui ont sur la figure ou sur les mains do l ’eczémà, des dartres, celles qui ont des rougeurs, des furoncles, ces porsonnes certainement n ’éliminent pas. Leurs reins, leur foio, leur intestin fonctionnent mal, et ces personnes n ’ont certainement pas fait la euro des Pilules Pink. La cure dos Pilules Pink ne vous donne pas un soulagement mo­ mentané. Lo bon effet do cette cure persiste et vous permet de supporter sans fatigue la longue période déprimante des chaleurs.

Les Pilules Pink sont en vente dans toutes les pharmacies ot au dépôt: MM. Cartier & Jorin, droguistes à Genève; 3,50 la boîte; 19 fr. les 6 boîtes, franco.

CONFÉDÉRATION

— B e a u x -a r ts .

Le ju ry de l’exposition itinérante suisse des beaux-arts (Tumus), qui va se réunir les 18 et 19 avril à Soleure, est composée de MM. Edgar Schlatter, vice-président de la so­ ciété des beaux-arts de Soleure, président, Pvcethlisberger, peintre, de Neuchâtel, et Zimmormann, sculpteur, de Munich, comme représentants de la commission fédérale des beaux-arts, et des peintres Max Buri, Gio­ vanni Giacometti, Wilhelm Hartmig ot Bur- lchard Mangold. Le délai d’inscription pour l’exposition expire lo 4 avril.

— In d u s trie n a tio n a le .

Des essais de fusion à l’aide de plusieurs chalumeaux oxy-acétyléniques ont eu lieu les 12 et 13 mars courant, dans uno fabrique de coffres-forts de La Chaux-de-Fonds (les frères Pécaut). Deux coffres-forts muraux ont été présentés aux efforts de cinq opéra­ teurs munis de deux chalumeaux oxy-acé­ tyléniques.

L’un des coffres-forts, de construction déjà très robuste, a résisté pendant 6 h. l/ 2 avant de so laisser percer d’un trou de 5 cm. sur 9 cm, tandis que l’autre, dont la cons­ truction est tenue secrète, a résisté pen­ dant 18 heures à l’assaut.

Ces résultats ont été constatés officielle­ ment par M. le préfet du district de La Chaux-de-Fonds.

— L e s in gé n ie u rs et architectes et la c o n v e n tio n .

Ainsi quo l’expose un communiqué, le comité central dc l’Association suisse des ingénieurs e t architectes a envoyé aux sec tions, au sujet de la convention du Gothard, uno circulaire dans laquelle il expose co qui suit :

Conformément à une décision prise dans l’assemblée des délégués du 14 décembre à Olten, le comité central a invité les sections à nommer des commissions délibératives e t à discuter la convention du Gothard. Le 6 mars, il les priait de lui communiquer lo résultat de leurs délibérations. On songea à la convocation d ’une assemblée extraordi­ naire des délégués.

Des réponses reçues, il résulte que près do la moitié des sections no se prononcent pas du tout ou seulement de façon peu pré­ cise sur la question de savoir si cotte assem­ blée est désirable ou non. Des autres, une petite partie se prononce pour la convocation do cotte assemblée. En égard à ce résultat et à l’attitude adoptée par les sections vis- à-vis de la convention, et étant donné en particulier lo temps trop court pour uno pré­ paration soignée des délibérations, lo comité central renonce à la convocation de cetto assemblée.

Quant à l’attitude des sections à l’égard de la convention, la moitié à pou près ne 60

prononcent pas ou se prononcent de façon pou précise. L’autre moitié accuso une petite majorité contre la ratification de la convon* tion. On no peut donc déduire do cette con­ sultation que l’association prenne nettem ent position pour ou contre la convention.

T raitant de 1 attitude de la ScJiweizerischc

Bauzeitung, l’organo allemand de l’associa­

tion dans la question dc la convention du Gothard, le comité central déclare n ’avoir pas dc raisons de douter des bonnes intentions de la rédaction, bion qu’il ne soit pas d ’accord avec toutes les considérations publiées dans ce journal. Il va de soi, ajoute le comité cen­ tral, que ces considérations ne sont pas, comme on pourrait lo supposer d ’après les renseignements publiés dans les journaux quotidiens, des manifestations do l’associa­ tion suisse des ingénieurs e t architectes ou de sa direction, mais simplement do la rédac­ tion do la Bauze lung.

ci Nous plaçons notre confiance dans los Chambres fédérales, conclut la circulaire, e t nous attendons d’elles qu’elles prennent, conscientes do leur responsabilité, et pour 10 bien de notre pays, leur im portante déci­ sion dans cetto question. »

— L e d în e r suisse à P a ris .

On nous écrit :

« Lo second dîner des écrivains et artistes suisses de Paris a eu lieu jeudi soir, 20 mars, avec un grand succès. Plusieurs personna­ lités suisses de passage à Paris y assistaient: M. Jaques-Dalcroze, M. et Mmo Edouard Claparède, le professeur Antoine Guilland, le virtuose R obert Pollak, lo poète Henri de'Ziegler. Au nombre des convives appar­ tenant à la colonie suisse de Paris, citons : M. et Mme Tony Borel, le Dr et Mmo Emile B atault, MM. Maurice Muret, Frédéric Barbey, Mathias Morhardt, Edmond Fleg, W. Bastard, Jacques Chenevièro, Ernest Tissot, en to u t uno cinquantaine dc per­ sonnes.

Après une allocution dc M. Louis Dumur, qui présidait cetto charmanto réunion, le Dr Weber e t le professeur ont pris suc- cæsivement la parole. Puis M. Ernest Tissot a dit des vers d’Edouard Tavan. Une partie musicale très réussie a suivi, au cours do laquelle on a applaudi la voix délicieuse de Mlle Hélène-M. Luquicns, dans des mé­ lodies de Jaques-Dalcroze, et lo Deuxième

Concerto du maître genevois, merveilleuse­

m ent exécuté par R obert' Pollak, avec lo compositeur au piano. Enfin, Jaques, ad­ mirable au tan t qu’infatigable, a terminé en chantant avec brio, au grand divertisse­ ment dc l’assistance, toute une série de ses légendaires chansons romandes.

Le dîner suisse est m aintenant fondé. 11 aura lieu régulièrement lo troisième jeudi de chaque mois. Ceux de nos concitoyens qui, séjournant ou passant à Paris, dési­ reraient y participer pourront s’adresser au secrétaire, M. Ami Chantre, 55, boule­ vard Saint-Michel. »

B E R N E — L e crim e du p o n t du G re n ie r.

On écrit de Berne à la Revue :

« L’enquête du juge d’instruction sur l’af­ faire Delacour-Cerisier toucho à sa fin. Lo juge compte la terminer dans une quinzaine de jours, et, si la Chambre d’accusation fait diligence, l’affaire pourra passer dans la session des assises du m oiB do mai. E n ce qui concerne Delacour, la cause est claire et la culpabilité n’est pas douteuse. Mais lo juge d’instruction aurait voulu provoquer un aveu. Il n’y a pas réussi. Mercredi dernier, il a fait une suprême tentative. Il a fait venir Delacour dans son cabinet et il lui a donné connaissance do quantité de faits qu’il igno­ rait totalement, en raison du secret dont il a été entouré constamment depuis son arresta­ tion : il lui a appris notam m ent l’emprison­ nement de Mme Cerisier, les soupçons qui pe saient sur elle, soupçons qu’un aveu do sa p art pourrait peut-être dissiper. L’interro gatoiro a été très complet ot, bien qu’il ait duré plusieurs heures, pas un instant Dela­ cour n’a faibli : « Il n’avouera jamais », ont d it dès le début ceux qui le connaissaient, et tout porte à croire qu’ils auront raison jus­ qu’au bout. Quant à Mmo Cerisier, son cas est beaucoup plus difficile à éclaircir. Elle n’avoue pas non plus, mais c’est peut-être qu’elle n’a rien à avouer. Il paraît, en effet, quo l’instruction n’a pas du tout précisé les charges qui ont motivé son arrestation et qui restent très légères, presque impalpables. »

— L e d ra m e du W e is s e n b u h l.

Voici des détails sur le drame sensation­ nel signalé par nos dépêches :

« Dans le quartier du Weissenbühl, au chemin des Roses, demeurait, au premier étage du No 9, la famillo du mécanicien Jean Hahn, composée du pèro, bourgeois do Ludwigshafon dans le grand-duché do Bade, de la mère, Marie Hahn, néo Gesch, Bornoiso (née lo 1er août 1883), des gar­ çons Albert (né en 1908), Othon-Gustavo (1910) e t de la fillette Id a (1911).

Lo mari était occupé dans lea ateliers Haslcr (fabrication d’appareils électriques). Il gagnait un bon salaire e t comme il était actif, la famillo se trouvait à l’aise.

Lo ménage n’était pas u n i;lo mari se plaignait que la fomme ne lui procurât pas un intérieur satisfaisant e t la femmo lui reprochait sa liaison trop intim e avec une jeune fille. Les querelles se suivaient tou­ jours plus fréquentes e t la vie en commun était devenue impossible; aussi les deux épous avaient-ils décidé do rccouri» à la

solution extrême du divorce; le père aurait gardé les deux garçons, et la mère, la fillette.

Le mari avait accueilli avec résignation cette solution, mais la femmo en souffrait cruellement. Dans un moment de désespoir elle écrivit une lettre à l’amie de son mari — dans laquelle elle lui disait de ne pas ee faire des illusions; même après le divorce elle ne pourrait jamais épouser son mari — un cadavre ee dresserait entre sa rivale et l’homme pour ompêcher leur union. ■

Mme Hahn avait manifesté à ses voisins son intention d’en finir aveo une existence qui lui était devenue à' charge.

Jeudi à midi uno querelle éclata de nou­ veau pendant le ropas de midi ; elle fu t vio­ lente. Lo mari p artit bientôt pour so rendre au travail, la femme sortit à 1 heure pour faire des emplettes et rentra à 1 h . 15. Un silence insolite se fit, dans le logis et !a porte fu t enfoncée; on trouva, gisant sur une couverture do laine, les têtes reposant sur des oreillers, Mme Hahn et ses trois enfants. Prcsqu’en même temps survint le D r Steiger qui fit le possible pour ranimer ces malhoureux. Mais il d u t constater, avec lo professeur Honald qui arriva peu après, que la m ort devait dater d’environ 3 heures.

Vers 8 h. 30 arriva aussi le mari — en proie à un violent désespoir. La police éloigna, par prudence, les armes qui se trou­ vaient dans le logis — et accompagna l'homme, pour le soustraire à des actes do violence de la p art des voisins qui lui étaient tous hostiles ».

B E R N E

— Le s b alayu re s de la ville fédérale.

Les électeurs do la ville de Berne ont voté un projet de transport des balayures et ordures, dans la propriété de WitzwiL C’est uno initiative intéressante. Elle dis­ pensera la ville do Borne de construire un four spécial pour détruire scs immondices, ot elle fournira à Witzwil un excellent en­ grais pour bonifier les terrains*du Grand Marais. Chaque année, la ville de Berne déversera à Witzwil 1000 wagons d’ordures, de 10 tonnes chacun, dont le transport et le déchargement coûteront par an la somme de 27.000 francs. Le contrat est passé avec lo gouvernement bernois, propriétaire des domaines de Witzwil, e t avec les Compa­ gnies de la Directe Berne-Neuchâtel et de la

ligne de la Gurbe.

-B A L E — U n escroc.

U n menuisier de Bâle avait emprunté dc l’argent à un laitier et lui avait remis, comme garantie, une action ot une obligation. Mais, lorsqu’il s’agit do négocier l’action, valant soi-disant un millier de Lancs, on découvrit que le titre était faux. Le menuisier en avait volé le formulaire dans une collection d’échan­ tillons appartenant à son frère, imprimeur do son métier, e t l’avait complété à la main. Le trop habile menuisier a été condamné par la cour pénale à huit mois do prison.

F R I B O U R G — T r o u v a ille a rché olog iq u e .

E n creusant les fondements dc la nouvelle maison d ’école do Blassens, on a mis au jour à 80 centimètres de profondeur, un sque lette sur lequel on a trouvé uno chaîne avec pendeloques en brouze servant probablement de collier e t un charm ant bracelet de verre, en parfait é ta t de conservation, portant à l’extérieur uno periure saillante de couleur bleue intense et d ’un très belle effet. Ces ob­ jets so rapportent à l’époque dite de la Têne II, soit helvè.te ou gallo-helvète (200-150 ans avant J. C.)

L’archéologue cantonal M. Poissard, aver­ ti tout de suite de la découverte, se propose do profiter do la continuation des travaux pour opérer les fouilles sérieuses, avec l’aide do M. Mcnoud, instituteur à Blessens. L’au ­ torité communale qui a acquis récemment lo champ en question, ^jipnlé la a Cuomaz », en vue de la construction "î.e l’école, se montre tout à fait disposée à favoriser les recherches archéologiques qui vont t>4 *nire.

— D a n s la presse fr ib o iirg *> is e .

M. Ferdinand Magerel, journaliste a Fribourg, travaille actuellement à la cons­ titution d’uno association do la presse fri- bourgeoiso.

N E U C H A T E L — Noces de d ia m a n t.

Mercredi dernier, les habitants du villago do Provence assistaient à uno cérémonie assez rare pour être, signalée. Les époux Fordinand e t Lisette Delay, au milieu de leur famillo célébraient leurs noces do dia­ mants. Lo mari est âgé do quatre vingt-cinq ans, tandis que son épouse compte quatre vingt un printemps.

Les deux vénérables époux ont passé ces soixante années do vio conjugale dans la même maison qu’ils occupèrent le jour do leur entrée en ménage.

Mmo Dolay, malgré son grand âge, vaque encore à ses occupations journalières.

V A U D — M a tu rité fé d éra le .

Nous apprenons que tous les candidats présenté par l’Ecole Lémania à la dernière session des examens de m aturité fédérale, à Fribourg, ont réussi leur examen. Ces nou­ veaux succès ajoutés à ceux des années pré­ cédentes placent cette institution au premier rang des écoles préparatoires do la Suisse française.

— Pré co cité .

On nous signale au restaurant du Lac, à Yvonand, un poirier en fleurs qui est de touto beauté.

0'

— C o m p te de l’ E t a t de V a u d p o u r 1912. Le compte général des recettes ot des dépenses de l’adm inistration cantonale solde par un boni do 1.264.587 fr. au lieu d’un déficit prévu do 555.912 fr.

Ce résultat est dû ». à l’augmentation do la plupart des postes do recettes, sur­ to u t des droits do m utation; le droit sur les transfert immobiliers par contrat à titro onéreux s’est élevé à 2.237.000 fr., chiffre qui n’a jamais été atteint e t qui dépasse les prévisions budgétaires do 1 mil­ lion 37.000 francs.

C’est là un phénomène exceptionnel, la crise financière actuelle empêche les tra n ­ sactions immobilières et, partant, les droits do m utation donneront un rendement bien inférieur aux exercices précédents.

Les comptes du premier trim estre de l’annéo courante accusent uno forte dimi­ nution et on peut craindre un gros défi­ cit sur les prévisions du budgot pour 1913.

de pailer. Véritable brute, le jeune hom ­ me n’eut pas un instant d ’émotion, pas un muscle do son visage ne bougea. Il re­ garda dans la pièce avec la même indiffé­ rence que s’il n’avait pas été intéressé à la scène qui se jouait autour de lui.

On résolut alors de ten ter une der­ nière expérience e t on se rendit devant le café Merle où Bologna fut, le 5 janvier dernier, blessé d ’un coup de .fusil.

D evant le café M. Peillon dem anda à Pierre Chiapale d ’indiquer comment il avait tiré sur Bologna, mais le chef des bandits ne répondit pas. M. Metenier, inspecteur de la brigade mobile, se sub- titu a alors à lui. Il suivit le tra je t que d u t faire l’assassin porteur d ’un fusil. Il mima la scène telle qu’il se la représentait d ’après les éléments de son enquête. D urant to u t ce temps, le chef des ban­ dits ne fit pas la moindre réflexion.

Pour Je faire sortir dc cette torpeur, on le traîna dans la cour où, il y a quelques mois, il s’é ta it rendu pour tirer sur sa victime. Il se laissa conduire sans pro­ tester ni proférer une parole.

M. Peillon estima qu’il n’était pas né­ cessaire de continuer l’expérience e t il donna l’ordre de ramener Chiapale.

A l’issue de cette formalité, le chef des bandits consentit à parler e t s’est accusé de tous les crimes commis du­ ran t ces quelques dernières années à Pégomas, sans autre précision. Voici la liste de ses victimes :

Baptiste Risto, a tte in t d’un coup de fusil, le 31 juillet 1910, dans le café Merle, à Pégomas.

Delfino, cabaretier, à Mouans-Sarfcoux, mortellement a tte in t d ’un coup de fusil le 29 août 1910.

Mme Roussey-Dalon, tuée d’un coup de fusil le 18 septembre 1911.

Vincente Avena, blessé d ’un coup de fusil au café Barbéris, à la Roquette, le 2 décembre 1912.

Barrate, blessé d’un coup de fusil le 30 décembre 1912, au quartier du Châ­ teau, à Pégomas.

Le gendarme Paoli, blessé d’un coup de fusil au quartier du logis, à Pégomas le 9 janvier 1913.

Tels sont les crimes sur des personnes reconnus par Pierre Chiapale. E n ce qui concerne celui du gendarme Poli, il a expliqué en revenant de Pégomas, com­ m ent il l’avait perpetré. Il a d it qu’il s’é ta it caché derrière les arbres du cha­ le t Perithol e t av ait attendu là sa vic­ time. Chiapale a dû être blessé ce soir-là, car il porte encore des traces de blessu­ res à peine cicatrisées e t produites par des plombs. On sait que le gendarme Paoli avait tiré deux coups de fusil dans la direction de son agresseur. Chia­ pale se défend énergiquement d ’avoir tiré sur le gendarme Cassé.

GRANDE-BRETAGNE — C u isin e ro y a le .

Le cuisinier en chef dc George V, d’An­ gleterre, touche annuellement, 62,500 francs. Il a nom M. Cedard, e t c’est un

virtuose de la casserole mondialement connu.

M. Cedard a douze façons différentes de préparer le merlan. Pour l’une d ’elles, il a travaillé pendant six mois av an t d’arriver au résultat qu’il désirait obtenir.

Ce p lat s’intitule « w hitebait à la reine Mary d e t coûte excessivement cher à

préparer.

U n autre meta très coûteux est celui qui figure su r les menus sous le nom de « chapons de Houdan à la Edouard V II ». C’est le prédécesseur du chef actuel, le célèbre Menager, qui l’inventa.

Le « w hitebait à la Reine Marie » re­ vient à peu près à 12 francs la bouchée. Les « chapons de H oudan à la Edouard

V II » coûtent aussi cher.

Tous les soirs, à Buckingham Palace, ou à toute autre résidence où elle se trou­ ve, Sa Majesté prend place devant un dîner dont chaque plat revient au moins à 50 francs !

U n des dîners périodiques les plus som ptueux qui soient servis à la table royale est celui du Derby, offert chaque année au propriétaire du cheval gagnant de la grande course nationale e t auquel assistent presque-tous les grands proprié­ taires du royaume. Le premier fut conS' titu é par Edouard V II, qui en élabora lui- même le menu.

Celui-ci, depuis, n’a que très peu varié Il comporte toujours les mets suivants qui sont de tradition : « Potage de tortue à la parisienne », « w hitebait à la reine Mary » e t « pêches à la reine Alexandra ».

On sert, ce jour-là, les plus rares et les meilleurs vins des caves royales, ceux dont ou débouche quelques flacons lors des visites des têtes couronnées.

Les plus fameux sont un porto de 1812 et un madère de 1816.

Mais le roi George V est dyspeptique il est au régime, et voici le menu ordinaire de son dîner : un potage maigre, une sole grillée, une tranche de gibier rôti, une glace.

BRESIL

— 1 4 0 a n s ! n é e n 1 7 7 3 !

Le Brésil doit certainement détenir le record de la longévité :

Dans l’E ta t de Goyaz, au Far-W est brésilien, v it encore un paysan, nommé Manoel-José Ferre ira, né le 3 mars 1773. ...

A la fin du X V IIInie siècle, Ferreira, qui à cette époque était déjà un habile artisan, travaillait à la fabrication des briques employées dans la construction de l’église de sa paroisse, dans la ville de Uberaba.

Malgré ses 140 ans, il monte encore à cheval, laboure son champ, conduit lui-même son bétail au pâturage; il jouit d ’une excellente santé e t conserve une mémoire admirable e t des hommes qu’il a connus e t des faits dont il a été té ­ moin pendant les X V IIIm er X IX m e et XXm e siècles.

LA VIE GENEVOISE

DANS LES SOCIÉTÉS

ETR A N G ER

FRANCE

— L ’ a u te u r des a tte n ta ts cie P é g o m a s. Le juge d ’instruction de Nice, M. Pcil- lon, avait définitivement renoncé à obte­ nir des aveux complets de Chiapale. Le chef des bandits a adopté une attitude des plus bizarres : il est comme hébété et o’est au prix des plus grandes diffi­ cultés que le m agistrat a pu obtenir de lui quelques monosyllabes.

Voyant qu’il ne pouvait rien obtenir, le m agistrat fit venir la sœur de Chiapa­ le et il demanda à la jeune fille d ’exhorter son frère à dire to u t ce qu’il savait. La fil­ lette se prêta de boune grâce à l’expérience et ce fu t une scène des plus émouvantes qui se déroula à Pégomas, dans la mai­ sonnette où des inspecteurs de la briga­ de mobile ont établi leur résidence. La sœur du jeune bandit to u t en larmes, se jeta aux pieda de son frère, le supplia

B e lle s -L e ttre s

La société dc Belles-Lettres a constitué commo suit son comité pour le senmestre d’été 1913 : MM. Henri Besson, stud. med., président; Jean Wachsmuth, stud. theol. vice-président; Jules P ittard, stud. litt., censeur; Charles Capt, stud. scienc., tré ­ sorier; Georges Droz, stud. jur., secrétaire.

A n c ie n s élèves de l’ E c o le de C om m e rc e

La société compte actuellement, 232 mem­ bres actifs, 6 membres d ’honneur, 36 mem­ bres honoraires, 7 correspondants, soit au total, 331 mombres, contre 314 l’année der­ nière.

L’augmentation se continue normalement e t la vitalité de la société trouve sa preuve la plus convaincante dans l’animation qui règne à chacime des séances. Celles-ci ont été suivies en 1912, e t plusieurs membres leur ont donné un vif intérêt en présentant des causeries fort goûtées.

La bibliothèque jouit d’uno grande faveur Le 17me bal annuel a obtenu une réussite complète.

n Cependant depuis quelques années, dit lo Bulletin trin de la société, nous éprou­ vons des inquiétudes financières à son sujet. Les bals, à Genève, se sont en effet trans­ formés; à chaque saison on lance de nou velles danses d’un goût souvent discutable, et ceux qui n’ont pas les loisirs de suivre, un ceurs au début de l’hiver, sont un peu dé­ sorientés ot préfèrent s’abstenir. Une réaction se fera tout naturellement et les danses clas­ siques reverront fleurir lers beaux jours Ayons donc confiance en l’avenir, et appli­ quons-nous à conserver à notre bal trad i­ tionnel sa tenue élégante et familiale, et ne lo laissons pas disparaître dans la vague d’un exotisme douteux.

Quant à la soirée de novembre, son succès s’affirme d’année en année. Cette soirée a été répétéo au profit des colonies de vacances des Pâquis.

Lo bureau do placement so développe do plus en plus, grâce à M. Fueslin, qui prend sa tâche à cœur et no s’épargne aucune peine pour obligor ses camarades; c’est ainsi qu’il en a placé un nombre très réjouissant durant co dernier oxorcice.

La subvontion que nous accorde le Conseil administratif nous facilite grandement, et nous pensons que d’ici quelques années, notre scrvico de placement répondra exactement à ce que l’on attend do lui. J e no veux pas m’étondre plus longuement sur ce chapitre im portant puisque vous entendrez un rap­ port spécial.

Le secrétariat permanent est ontré main­ tenant dans le domaine dos réalités.

Lo comité a déjà pu se rendre compte des services qu’on doit espérer de co jeune roua­ ge, e t une chose certaine, c’est qu’il facilitera lo recrutement dos membres des futurs co­ mités.

D urant l’exorcice qui vient de s’écouler, le bureau do placement a fonctionné d ’uno façon normale en prenant toujours plus d’ex­ tension.

Il est parvenu 45 offres de places et 39 demandes, soit 10 offres et 10 demandes de plus qu’en 1911. Le comité a pu placer 20 collègues, soit 7 de plus que l’année précédente.

Lo comité qui a lancé à Genève la sous­ cription nationale au profit do l’aviation militaire a domandé à la société de participer à cetto collecte. Le comité des a Anciens » tient à la disposition des membres do la société uno liste de souscription, en tête do laquelle il a inscrit la société elle-même pour uno sommo de dix francs.

La nouvelle organisation introduite sous la forme d’un secrétariat permanent a consi­ dérablement augmenté les frais généraux do la société, notam m ent ceux du bureau de placement.Les dépenses effectives de la so­ ciété sont, pour 1912, en augm entation de 300 francs onviron sur celles do 1911, et oette augm entation absorbe ainsi entiè.

rcment l’allocation accordée par la ville de Genève.

D’une manière générale, conclut le rap port du trésorier, M Mégevand, l’on peut dire que la situation financière de la société est satisfaisante. Sa base est solide, mais serait dangereux d’y toucher quoi que ce soit : nos charges ne peuvent aller qu’on augm entant ot los ressources dont nous disposons sont relativement limitées. Notre capital do réserve s’augmente encore chaque année, e t nos efforts doivent tendre non seulement à ne pas entam er co capital, mais encore à le développer le plus possible. Un jour — peut-être plus rapproché qu’on ne le croit — viendra où nous serons très heureux d ’avoir su épargner quelque argent. Nos disponibilités atteignent aujourd’hui 6.000 francs, e t sans vouloir être pessimiste, il ne convient pas non plus de se laisser aller à un optimisme trop exagéré. Conservons à notre société les assises financières solideB sur lesquelles elle repose e t nous n’aurons pas lieu, plus tard de regretter les sacrifices que nous aurons été appelés à faire pour elle. »

Jeunesse litté raire d u P e tit-S a c o n n e x

L a Jeunesse littéraire du Petit-Saconnex donnait samedi dernier sa soirée de prin­ temps devant une salle bien garnie. La section chorale sous l’habile direction de M. F, Mathil a chanté trois chœure qui ont été très goûtés. M. Hutin, baryton qui prêtait son gracieux concours a été chaudement applaudi dans 2 morceaux. Le programme comprenait en outre : Le secret de Polichinelle, une fine comédie en 3 actes de Pierre Wolff, qui a remporté un immense succès, du com­ mencement à la fin, la pièce fu t coupée par de longs applaudissements. M. Senglet dans le rôle de Jouvenel a joué avec un naturel et une sûreté digne d’un artiste, M. Guerchet dans Trévoux a également joué sans que le moindre défaut ait été relevé, les autres rôles masculins ont été bien tenus par MM. Deruaz et Ch. Duboule sans oublier le petit François, enfant de huit ans,qui a joué d’une façon charmante. Tous les rôles féminins ont été enlevés avec talent e t naturel par Mlles Nicole, J. Painoau, H. Sartorio, M. L.-S-, Mlle de Siebenthal e t les deux bonnes par Mlles L. Courvoisier e t Rithon. La mise en scène était réglée par M. le prof. Schneegans avec tout l’art qu’on lui connaît. U n bal inti­ me a suivi cette charmante soirée. Souhaitons qu’avec un tel succès la Jeunesse no s’en tien­ dra pas à une seule Boirée, car bien des per­ sonnes seraient heureuses de pouvoir applau­ dir cette pièce si fine et si bien interprétée.

L E S S O I R E E S

A V e rs o ix

Dimanche dernier a eu lieu à Versoix, dans la salle des réunions, un grand concert vcal e t instrumental donné sous lo patron- nage des autorités municipales, au bénéfice des ouisincs scolaires et du fonds do bienfai­ sance de Versoix, avec le bienveillant con­ cours du « Groupe musical artistique de Genève ». Cette brillante et dévouée pha­ lange d ’artistes, dont nous avons eu maintes fois l’occasion d ’appréoier le talent, avait élaboré un programme des mieux réussis.

0 La marcho héroïque « de Schubert, celle du 0 Songe d’une nuit d’été » do Men- delsohn, le « Poème érotique » de Krieg pour quatuor à cordes, violon flûte, harmo­ nium et piano, sous l’habile direction de M. Favre, furent enlevées avec brio. «Lo Cygne », de St-Saëns, joué avec virtuosité par M. D upont lui a valu de chaleureux applaudissements. M. Bermond, dans uno superbe « Rêverie » a recueilli de nombreux suffrages. Mmo Giuchardet-Poingt, pro- fossour de violon, a remporté un succès mérité aveo le Préludo du Déluge de St- Saëns et la 0 Fileuse de Lotto », où elle fit admirer son charme et son smpeccable mécanisme d ’artiste. Mme Epplé, soprano, chanta d ’une façon exquise l’air d’Eisa de « Lohengrin » et l’a Abscnce » de Berlioz et

enfin l’inoubliable duo de Mireille aveo M.

Chez les Elèves

qui sont inappliqués et indifférent», il faut souvent rechercher

la

cause dans l’état physique : constitution délicate ou autre. U est d'urgence ici d'exciter l'appétit insuffisant et de produire une meilleure nutrition do corps. Rien n’atteindra ce but comme l'Emulsion Scott, le fortifiant reconnu depuis des dizaines d’années. S i les enfants en prennent régulièrement quelque temps, ils se fortifieront â vue d'œil, leur torpeur disparaîtra et l’étude leur sera bientôt un vrai plaisir. Prix : 2&. 50 et 5 fr. dans toutes pharmacies.

VV

*

M artinet, le sympathique ténor; tous deus ont obtenu uu grand succès. IL Martinet s’est fait applaudir en chantant une jolje romance do Mattei. Mmo Jeanne B lattner fit valoir sa belle voix de contralto dans Ie& « Rêves » do Wagner et les a Feuilles sont mortes » do Doret. M. Clerc, baryton, chanta avec uno émotion communicative, l’ariosc du « Roi do Lahore ». Nous ne saurions oublier la charm ante Mme Clerc Rœsgen, professeur, qui avait assumé la lourde tâche d’accompagner les artistes au piano e t à laquelle revient une bonne p a rt du succèe do cette manifestation artistique.

A l’issue du concert, une collation a ét? offerte aux participants, à l’hôtel Pavid. Là, M. Dégallier, adjoint, on l’absenco de M. le maire Marc Peter, indisposé, a adressé au nom de la municipalité de Versoix à tous les artistes et à leur distingué président M. Henri Bloch, toutes ses félicitations et ses remerciements pour avoir bien voulij prêter leur aimable e t précieux concourt à une œuvre de bienfaisance si digne d’ip. térêt.

Nous tenons également à remercier MM les régents de Versoix pour leur collabo ration dans l’organisation de cette agréabl» soirée.

C h œ u r paroissial de S a in t-P ie rre

Comme chaque année, lo Chœur parois* sial de St-Pierre salue le retour du joyeux printemps par une audition musicale et littéraire d’un goût sûr e t d’une exécution toujours soignée sous la direction de H. la prof. O. Barblan.

Cette société a eu la bonne fortune 3e s’assuror le concours bienveillant de Mm'a Lang-Malignon, LeCoultre, professeur de musique, IL L. Munier, prof, de dictiofl, e t de plusieurs am ateurs distingués qui font augurer d’une belle soirée, le dimanche 30 mars, à 8 h. 1/4, au Casino de St-Pierre,

Au programme figurent, entre autres^ deux comédies : Les Deux Timides, pièce en un acte, de Labiche, puis On naît Esclave, comédie en trois actes, de Tristan Bernard.

Nul doute qu’un nombreux publie ne vienne applaudir ces artistes e t toutes ces bonnes volontés e t ne contribue en même temps à l’achèvement de la nouvelle sallé paroissiale de St-Pierre, en faveur de la­ quelle lo profit de cette soirée est consacré^ Les cartes sont en vente chez MM. Blan- chut, salon de lecture; Bujarel, Grand’Rue, 37, CaviUier, rue des Chaudronniers; Gui- gnet, Grand’Rue, 17 ; Voihl, Bourg-de-Four, 9, e t le soir à l’entrée.

Cartes réservées chez MM. Blanchut el

CaviUier. '

- v

Dais la Colonie Étrangère

FRANGE

L a Chambre de commerce française de Genève, vient do faire paraître son troisième bulletin mensuel, de mars 1913, dont le som­ maire, dans la partie officielle, donne le procès-verbal de la séance du 4 mars, où furent traitées la question de la Faucille, celle du Rhône navigable, et do son aména­ gement, les conditions de l’exposition da Gand, et les démarches quo devront faire les industriels e t les commerçants qui dési­ rent participer à l’exposition internationale urbaine do Lyon.

Dans la partie non officielle, on m et en garde l’opinion publique contre les informa­ tions erronées qui circulent au sujet du perce­ ment de la Faucille, dont la question reste

entière. I

M. Gaston Valran, s'appuyant sur up ouvrage que M. Lucien Coquet, docteur en droit, viont de publier sous le titre : Les

indications (Forigine et concurrence déloyale,

fait ressortir combien sont préjudiciables aux bonnes mœurs commerciales, ces prati­ ques contre lesquelles on ne saurait trop s’élever au nom de la justice et de la probité.

M. C. Augier, dans une courte, mais subs­ tantielle étude, traite des <1 droits de douane fiscaux »,en ce qui concerce les denrées colo­ niales, principalement du café et du cacao

brésiliens. _ »•

Dans un intéressant rapport, M . Louis Farges, consul général honoraire de France

à

Bâle, donne les plus clairs renseignements sur les produits alimentaires dans !a Suisse allemande, e t recommande aux expédition­ naires de se conformer rigoureusement aux prescriptions de la législation fédérale sur le commerce dos denrées alimentaires.

On y trouve encore les plus intéressants passages du rapport lui à la séance du comité du Syndicat suisse pour l’étude de la voie na­ vigable du Rhône au Rhin, le 26 février 1913, rapport où figure une étude de M. G. Autran, ingénieur, sur les dimensions des écluses du Haut-Rhône.

Le bulletin se termine par une peinture très colorée du tourisme suisse en Tunisie, où M. Gaston Valran a dessiné les grands» lignes de la colonisation des oasis.

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