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13 étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild = Treize étoiles : reflets du Valais = Wallis im Bild

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Academic year: 2021

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REFLETS D U VALAIS

Mai 1991 N° 5 41e année Le numéro Fr. 6.50

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WALLIS IM BILD

Mai 1991 Nr. 5 41. Jahr Exemplar Fr. 6.50

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Sion, tél. 027/29 51 51 Fax 027/23 57 60

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Daniel Revaz, directeur

Sortie autoroute Sion-Ouest

Tél. 027 / 23 65 56 - Fax 027 / 23 65 58

Bonne nouvelle pour l'é co n o m ie valaisanne

Un centre cantonal

d’électro-ménager

On en parlait depuis deux ans. Ça y est. Il fo nctionne à plein rendement. Le Valais a enfin son «Centre valaisan de l'électro-mé- nager». Les professionnels de la branche vie nnent de l'in augurer sans goupillon ni coup de cymbale.

La nouvelle va intéresser le monde de la constructio n et de l’ aménagement intérieur mais to u t autant le grand public puisque chacun a accès désormais dans ce temple que nous va u t «La Fée Electricité».

Cette initiative est due aux électricie ns va- laisans qui ont senti la nécessité d'unir leurs intérêts, de se serrer les coudes, pour mieux servir leur monde. Le groupe a aménagé ainsi, à Sion, à la sortie de l'autoroute, côté ouest, «Le plus grand centre cantonal d'électro-m énager». Près de 5000 articles acheminés sur le Valais par trente-six fo u r­ nisseurs sont offerts au public. Le Centre a même créé partout dans le canton quinze points de contacts, sortes de vitrines de la base de Sion.

Cette réalisation était attendue dans le monde des architectes, des bureaux- conseils, des municipalités, des services in­ dustriels comme par le client de tous les jours.

Le ca pital en mains de l'A ss ociation ca nto nale

Une société anonyme a été constituée avec un capital-actio ns de 300000 fran cs au dé­ part. Le 50% de ce capital est détenu par les membres de l'Associa tio n cantonale valai­ sanne des installateurs-éle ctric ie ns et le 50% par la Société Transele ctro qui a mis à disposition du groupe une partie de ses nou­ veaux bâtiments au c a rrefour de la rue de la Traversière et de la rue de la Drague, à la sortie de l'autoroute Sion-Ouest.

Le but de la société? M ettre sur le marché un centre d'exposition de toute la gamme des produits liés à l'éle ctro-ménager, à la lustrerie et au matériel de télé com m unica­ tions. C'est ainsi que défilent sous vos yeux, sur 1600 mètres carrés, cuisinières, boilers, lampes halogènes, congélateurs, lumi­ naires, frigos, aspirateurs, téléfax, télé­ phones; to u t ce qui galvanise la qualité de la vie.

Des spécia listes sont à disposition du public pour conseille r les visiteurs sur ce qui se fait de mieux dans le domaine de l'agencement des appartements, bureaux, salles de classe, comm erces, ou vitrines commer­ ciales.

La dé cha rg e éle ctr iq u e

Comme s'ils avaient reçus une décharge électrique, les éle ctricie ns valaisans ont soudain repris conscie nce de leur mission. Projetés, depuis des années, dans l'engre­ nage des travaux conduits sur le terrain, ils avaient oublié que ce sont eux les véritables professionnels de la vente du matériel élec­ trique. Ils se sont fa it prendre de vitesse par une co n c u rre nc e de plus en plus tran­ chante, dans to u t le secteur de l’

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électro-mé-nager, de la lustrerie et de la té lé c o m m u ni­ cation. Les voici qu'ils reprennent les com­ mandes et o ccu p en t à nouveau un créneau qui jadis leur appartenait en prime. Ce coup de barre a été donné par un groupe d 'élec­ triciens de la section sédunoise qui a réussi à rallier à ses idées des collègues de to u t le canton.

La présidence du Centre a été confiée à M. Arnold Schenkel, entrepreneur à Sion et la direction à M. Daniel Revaz, te ch nicien en publicité, secrétaire de l'ACVIE, section de Sion et ancien c ollaborateur des Services Industriels de Sion.

Le CVEM, dépassant son caractères pure­ ment commercial, va désormais servir éga­ lement de lieu de rencontres, de défilés, d'expositions, devenir le c a rrefour de ce qui se fait de mieux en Suisse dans le monde de l’électro-ménager.

Gute Nachricht

für die W a llis e r W irtschaft

ein kantonales Elektro-

Haushaltapparate-Center

Schon seit zwei Jahren w a r davon die Rede. Jetzt funktionie rt es auf vollen Touren. Das Wallis hat endlich sein «kantonales Elektro- Haushaltapparate-Center».

Die Initiative kommt von den W a llis e r Elek­ trikern. Die Gruppe hat in Sitten bei der A u ­ tobahnausfahrt «Sion-West» das grösste kantonale Elektro-Haushaltapparate-Center eingerichtet. Gegen 5000 Artikel, von 36 Lie­ feranten ins W a llis geliefert, w e rde n dem

Publikum angeboten. Das Center hat sogar, verteilt über den ganzen Kanton, 15 Kon­ taktstellen eingerichtet, sozusagen als Schaufenster der Basis Sitten.

Das Kapital in den H än den des kantonalen V erbandes

Es wurde eine AG mit Fr. 300000.- Startka­ pital gegründet. Der W a llis e r

Electroinstalla-teure-Verband besitzt 50% des Aktie nkapi­ tals, die ändern 50% sind in den Händen der Firma Transelectro, die der Gruppe einen Teil ihres neuen Gebäudes an der Kreuzung Rue de la Traversière - Rue de la Drague bei der Autobahnausfahrt Sitten-W est zur Verfügung stellt.

Das Ziel der Gesellschaft? Den M a rk t mit einer Ausstellung resp. Verkauf der ge­ samten, den Elektro-Haushalt-, Beleuch- tungs- und Telekommunikatio ns-B ereich berührenden Produkte-Palette bereichern. A u f 1600 m2 bieten sich somit Kochherde, Boiler, Halogenlampen, Tiefkühlgeräte, Be­ leuchtung, Kühlschränke, Staubsauger, Telefax, Telefone, Nähmaschinen, Rasen­ mäher und Motorsägen an. Kurz, alles w a s die Lebensqualität verbessert.

Spezialisten stehen dem Publikum beratend zur Seite fü r das Beste im Bereiche der W ohnungsein richtu ng, Büros, Schulräume, Geschäftslokale oder Laden-Schaufenster.

Der E lekt ro schock

Als hätten sie einen Elektroschock erhalten, w u rden die W allise r Elektriker plötzlich ihrer Aufgabe w ie d e r bewusst. Durch die seit Ja hren im Gelände ausgeführten Arbeiten hatten sie vergessen, dass gerade sie die echten Spezialisten im Verkauf von Elektro- material sind. Durch die im mer härtere Konkurrenz, vor allem im Haushalt-Appa- rate-Sektor, im Beleuchtungs- und Tele kom ­ munikatio ns-Bereich, w u rden sie überrannt. Jetzt nehmen sie die Zügel w ie d e r in die Hand und besetzen ein Gebiet, das vormals erstrangig das ihre war. Das «CVEM», über seinen ausschliesslich kommerziellen Cha­ rakter hinaus, wird zukünftig zum Ort der Be ­ gegnung, M odeschauen, Ausstellungen, w ird zum M ittelp unkt dessen w e rde n , w a s in der Schweiz im Bereiche des Elektro-Haus- haltapparates angeboten wird.

turpress Photos: Oswald Ruppen

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A l'étable de la cure - Ouverture de l'exposition «Animaux de la combe de PA» avec M. Rillet, photographe

animalier et M. Vonlanthen, taxidermiste Tournoi du FC Liddes

Fête nationale sur la place du village avec musique, ambiance, restauration, jusqu'au petit matin

Concert donné par la fanfare La Fraternité Concert donné par la fanfare l'Union Instrumentale. Résultat du concours «Maisons fleuries»

Fête du village à Chandonne (animation dans la rue)

Fêtes de fin d'année: Concert du Cinq - cop's brass quintett Couvert pour sociétés (réservation au 026 / 83 17 51 ) Piste Vita - Tennis - 200 km de chemins balisés Restaurant de la Poste Liddes 026 / 83 13 30 H ô tel des Alpes L iddes 026 / 83 13 80 R estaurant de Dranse Liddes 026 / 83 10 54

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Bourg-Saint-Pierre, 1630 m, porte des Alpes sur l'artère du Grand- Saint-Bernard vous offre, dans une nature variée en faune et flore alpines des plus riches d'Europe, une série de promenades et d'excursions pour toute catégorie de touristes. Au retour vous pouvez goûter au plaisir d'un bon bain dans notre piscine chauffée ouverte toute l'année.

PROMENADES ET EXCURSIONS

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- Les cabanes de Valsorey, Vélan - Etape haute route Chamonix-Zermatt

SPORTS

- Piscine chauffée - Pêche en rivière

PROGRAMME D'ÉTÉ

- Décoration florale du village - Concours des fleurs

- Animation du 1er août - Cross Vélan le 15 août 1991 - Animations diverses

Auberge

Au Bivouac de Napoléon Bou rg-S a int-P ie rre

0 2 6 / 8 7 11 47 A uberge du Valsorey B o u rg-S a int-P ie rre 0 2 6 / 8 7 11 76 H ôtel de l'Hospice du Grand-St-Bernard G ra n d -S a in t-B e rn a rd 0 2 6 / 8 7 11 53 O u v e rt l'été Garage du Tunnel du Grand-St-Bernard R. Ellen b e rg e r B o u rg-S a int-P ie rre 026 / 87 11 24 ■M M fc&USI

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fc.13 ETOILES

Mensuel: mai 1991

Conseil de publication:

Président: Jacques Guhl, Sion. Membres: Chantai Balet, avocate, Sion; Aubin Balmer, ophtalmolo­ gue, Sion; Marc-André Berclaz, in­ dustriel, Sierre; Ami Delaloye, ur­ baniste, Martigny; Xavier Furrer, architecte, Viège; Gottlieb Gun- tern, psychiatre, Brigue; Roger Pécorini, chimiste; Vouvry.

Organe officiel de l'Ordre de la Channe Editeur: Imprimerie Pillet SA Directeur de la publication: Alain Giovanola Rédacteur en chef: Jean-Jacques Zuber Secrétariat de rédaction: Avenue de la Gare 19 Case postale 840 CH-1920 Martigny 1 Tél. 026 / 22 20 52 Téléfax 026 / 22 51 01 Photographes: Oswald Ruppen Thomas Andenmatten

Service des annonces:

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Service des abonnem ents, im pression, expédition: Imprimerie Pillet SA Avenue de la Gare 19 CH-1920 Martigny 1 Tél. 026 / 22 20 52 Abonnements: 12 mois Fr. s. 6 0 - , étranger Fr. s. 7 0 -

Elégant classeur à tringles blanc, pour 12 numéros Fr. s. 15

.-Ont collaboré à ce numéro:

Stephan Andereggen, Pierre Ber­ claz, Jérôme Meizoz, Edouard Mo­ rand, Ursula Oggier, Thierry Ott, Jean-Marc Pillet, Lucien Porchet, André Seppey, Pascal Thurre, Mi­ chel Veuthey, Gaby Zryd-Sauthier.

La reproduction de textes ou d'illustrations est soumise à autori­ sation de la rédaction.

Couverture:

Open de golf, Crans-Montana. Photo: Télés Deprez.

Editorial

Il y a quelques années encore, des experts nous mettaient

en garde contre une poursuite du développement touristique

en faisant valoir que les infrastructures de ce secteur ne sont

utilisées qu’à raison de 15 à 20% . Leur inquiétude était

fondée, elle le demeure dans une large mesure. Cependant,

et c ’est une heureuse surprise, le taux d ’utilisation de

l’appareil touristique s’améliore chaque année grâce à des

saisons d ’été plus actives.

Y sommes-nous pour quelque chose? Oui, sans doute. Les

stations ont créé des espaces de loisirs et de sport pour la

belle saison; elles ont développé les réseaux de sentiers et

amélioré leur signalisation; elles organisent des animations

prisées comme les prom enades botaniques ou les

randonnées à la découverte de la faune alpine.

Mais il y a une raison extérieure et plus décisive au

développement du tourisme estival: c ’est l’intérêt renouvelé

du public pour les espaces naturels et, parallèlement, le ras-

le-bol face à des plages surpeuplées, polluées, bétonnées.

Ce retournem ent de situation constitue une chance

exceptionnelle pour le domaine alpin. Il faut l’accueillir et la

favoriser en améliorant la qualité de notre accueil, en offrant

des distractions de qualité à nos hôtes, en encourageant le

dialogue entre populations indigènes et touristes.

Mais attention, ne laissons pas rem onter la fièvre de la

construction et du bétonnage. Ou bien, dans vingt, trente

ans, nous aurons détruit la matière première du tourisme:

les espaces naturels. La banquise de béton est en train de

ruiner le tourisme de certains pays méditerranéens; une

couronne de béton détruirait tout aussi sûrement le domaine

alpin.

(15)

SOMMAIRE

O s w ald R u p pe n

Editorial

1 2

Notre environnem ent

La production intégrée - une vision globale de

l'agriculture

1 4

Vie culturelle

Mémento culturel du Valais

1 7

Mythes et rites primitifs

2 1

Les palaces sont un manuel d ’histoire

2 4

Le Valais, centre national de l’audiovisuel

2 6

Le festival du clip touristique à Champéry

2 9

Pasquali cherche une langue paternelle

3 2

Nature

La coronelle

3 6

Couleuvres ou vipères?

3 8

Sport et tourism e

Golf: de Guillaume le Conquérant à René Schwéry

4 0

- René Schwéry: «Ça me fait rire...»

4 2

- En matière de golf, les Chablaisiens font la queue

4 3

Panoram a touristique

4 4

Stations valaisannes: quelques suggestions pour l’été

4 6

Som m erprogram m e 91: Schwerpunkte

4 8

Tourismus in Schlagzeilen

5 0

Magazine

Le nouveau président du Grand Conseil:

un dimanche à H érém ence

3 3

Potins valaisans

5 1

Les pensées de Pascal

5 1

Les faits de tout à l’heure

5 2

Laufendes Geschehen

5 4

Chronique de l’Ordre de la Channe

5 6

Mots croisés

5 8

Schlechtes Wetter? Museumbesuch!

5 8

O s w ald R u p pe n

(16)

La production intégrée

Une vision globale

de r agriculture

Produire des légumes et des

fruits de qualité et en quan­

tité, mais pas n ’importe

comment. La production in­

tégrée, c ’est une nouvelle

manière de concevoir l’agri­

culture. Qui prend en consi­

dération les intérêts des

producteurs et des consom ­

mateurs, mais aussi ceux de

l’environnement. Rencontre

avec un convaincu, l’ingé­

nieur agronome Charly Dar-

bellay.

(17)

NOTRE ENVIRONNEMENT

N os a n c ê t r e s é t a i e n t s a g e s s a n s le s a v o i r

Il est ra re que le pro g rès, dans quelque do m ain e que ce soit, n ’ait que des effets positifs. Mais il faut du te m p s p o u r c o m p re n d re les dangers qu'il p e u t cacher. B eau­ coup plus de tem p s, e n général, qu’il n ’e n a fallu p o u r se convain­ cre de ses bienfaits. P ensez à la voiture ou à la télévision. O u m êm e aux m édicam ents d ont les effets secondaires, indésirables n e sont p as toujours co n n u s ou seule­ m ent m aîtrisés - et p o u rta n t, la consom m ation m édicam enteuse ne cesse d ’augm enter.

L’agriculture n ’a p as é c h a p p é à ce p h én o m èn e , révélateur peut-être d’une crise de croissance. «Dans l’agriculture traditionnelle, l’h o m ­ me, pa rc e q u ’il m anquait de connaissances e t d e m oyens, inter­ venait très p eu dans le processus de production», explique Charly Darbellay, ingénieur ag ro n o m e au Centre d ’arboriculture e t d ’horti­ culture des Fougères, à C onthey. “En ce tem ps-là, l’h o m m e n e p o u ­ vait que laisser agir la nature; il était à sa merci». C e m o d e d e cul­ ture, caractérisé p a r u n e faible

productivité e t de faibles re n d e ­ m ents, était san s grand danger ta n t q u ’il servait les buts d ’une co m m u n a u té vivant dans un état p ro ch e de l’autarcie.

D ans la plaine, en Valais, les choses o n t ch an g é à partir des a n ­ n é es 1 9 3 0 avec l’ap p a ritio n des p rem iers vergers, intensifs, à C har- rat, S ax o n ou B ram ois. L ’agricul­ ture, au p arav an t m ixte - cultures vivrières et élevage - se spéciali­ sait, l’arboriculture d ev en an t une véritable m onoculture. D ans un p rem ier tem ps, les effets n e furent que positifs: les ren d em en ts au g ­ m e n tè re n t sensiblem ent. Mais l’ab ­ sen ce de diversification allait bien­ tô t avoir aussi u n e autre incidence: l’ap p auvrissem ent des sols.

C u ltu r e i n te n s i v e e t c h im ie f o n t tr o p bon m é n a g e

L ’arrivée de la chimie, au lende­ m ain de la D euxièm e G u erre m o n ­ diale, laissa croire que la n ature pouvait être définitivem ent d o m p ­ tée. «L’agriculteur disposa soudain de tout un arsenal de produits - d o n t le DD T est le plus co n n u - p o u r lutter co n tre les m aladies et les parasites», poursuit C harly D ar­

bellay. «Euphorique, il n e lésina p as sur les doses.» U n e fois e n c o ­ re, les résultats furent d ’abord spectaculaires d ’efficacité. Mais u n e fois en co re, o n se rendit bien­ tô t c o m p te q u ’ils cachaient d ’autres p h é n o m è n e s. «En résol­ vant un p roblèm e, o n pouvait en crée r d ’autres. P ar exem ple, la destruction d ’un insecte nuisible pouvait en traîn er celle d ’autres in­ sectes qui, eux, étaien t utiles. O u elle pouvait e n traîn er la proliféra­ tion de celui p o u r lequel l’insecte an éan ti était le principal p ré d a ­ teur.»

C o m m e n t sortir de ce cercle vi­ cieux? La p rem ière é ta p e fut d ’im aginer des m oyens de lu tte in­ tégrée. R en o n cer à la guerre chi­ mique tous azim uts, calculer soi­ g n eu se m e n t les doses d e produits utilisés et le seuil de tolérance des sols et des plantes, observer a tte n ­ tivem ent les résultats de chaque in­ tervention. Bref, agir de m anière raiso n n ée e t raisonnable, seule­ m en t en cas de nécessité. Charly Darbellay: «On sait, p a r exem ple, que si 10 ou 15% des feuilles d ’un arbre so n t m alades, c ’est que l’e n ­ nem i est bien là m ais q u ’il n ’est

(18)

p a s en co re dangereux. Alors, m ieux vaut atten d re p o u r inter­ venir.» Une a p p r é h e n s io n p l u s larg e d e la p r o d u c t i o n e s t n é c e s s a i r e D ès les a n n é e s 1 9 7 0 et surtout 1 9 8 0 , o n n e se c o n te n ta plus de p e n se r e n te rm e d e lutte, m ais aussi de p r o d u c tio n intégrée. La réflexion devenait ainsi plus glo­ bale. A près avoir remis en question les m odes d ’intervention, o n re ­ m ettait aussi en question les m é ­ thodes, voire les buts de l’agricul­ ture. Intégrer signifie faire e n trer divers élém ents dans un ensem ble. O n avait longtem ps p e n sé l’agri­ culture à court term e, et le re n d e ­ m en t prim ait. Avec la production intégrée, d 'au tres facteurs sont pris e n considération, p arm i les­ quels la qualité du produit, la p ro ­ tection des sols ou le resp ect de l’env iro n n em en t. Les m oyens d ’y parvenir im pliquent de la p a rt des agriculteurs q u ’ils c h an g en t c er­ taines habitudes et certains co m ­ p o rte m e n ts - «La production inté­ grée, c ’est d ’abord un état d ’esprit», rem arq u e judicieusem ent Charly Darbellay.

Bien choisir le site - sol et climat - et sélectionner des variétés résis­ ta n te s à certaines m aladies p e r­ m e tte n t d ’obtenir des légum es de meilleure qualité et nécessitant m oins de traitem ents. Effectuer

des rotations de cultures - sur trois an s - prévient l’ép u isem en t et l’a p ­ pauvrissem ent des. terres. A la dif­ férence de la production biolo­ gique, la production intégrée ne p rô n e p a s le re n o n c e m e n t à tous les produits chim iques. Mais elle privilégie les m esures de p réven­ tion e t insiste sur l’im p o rtan ce de bien m esurer toutes les co n sé ­ quences des autres types d ’inter­ ventions.

En Valais, une cen tain e de m araî­ chers - des jeunes p o u r la plupart - , m em b res du g ro u p e m e n t Culti­ vai, s ’efforcent depuis quelques an ­ n ées de travailler en suivant les principes de la production inté­ grée; des viticulteurs fo n t de m êm e au sein du g ro u p e m e n t Vitival. Charly Darbellay est confiant. Mais il observe tout de m êm e: «Le suc­ cès tient essentiellem ent à l’en g a­ g e m e n t des producteurs. Pour m ettre en œ u v re ces m éth o d es de travail, le m araîcher doit s ’as­ treindre à une grande discipline. Il doit suivre une form ation p e rm a ­ n e n te afin de ten ir à jour ses connaissances; il doit être p rê t à pren d re certains risques en ren o n ­ çant aux solutions de facilité, en m atière de défense des végétaux p a r exemple.» R e n o n cer aux solu­ tions de facilité... Le pari ne m anque p as d ’am bition. Il en vaut certain em en t la peine.

Texte: Thierry Ott P h o to s: O sw a ld R uppen

(19)

Calendrier culturel

Walliser

et récréatif du Valais

M onatskalender

Publié p a r 1 3 Etoiles av ec la c o llab o ratio n du C o n seil valaisan d e la culture M itgeteilt v o n 1 3 Etoiles in Z u s a m m e n a rb e it m it d e m W alliser K ulturrat

Musique - D anse

Musik - Tanz

FIESCH Turnhalle Jahreskonzert der M usikgesellschaft Eggishorn, Fiesch 17. Mai, 20 Uhr ÖSTLICH-RARON Grengiols Jahreskonzert M usikgesellschaft Alpengruss 4. Mai, 20.30 Uhr Mörel Jahreskonzert M usikgesellschaft Eintracht 12. Mai, 20.30 Uhr Eglise de Muraz Concert par

Christine Sartoretti, clavecin Jennifer Paul, hautbois

24 mai, 20 h 30 La Sacoche Concert par le Gemischten-Kirchenchor 24 mai, 20 h Salgesch

2 . Kantonales Jugenm usikfest

La Sacoche

En Suite, spectacle danse-théâtre

par la Compagnie Opale

30, 31 mai et 14, 15 juin, 20 h 30

SION

Aula du Collège des Creusets

Harmonie municipale de Sion

Direction: Michel Barras

Corinne Métrailler, piano

24 mai, 20 h 30

HAUTE-NENDAZ

Amicale des Fanfares radicales

des trois Districts du Centre, concerts, cortège

31 mai, 1er et 2 juin

SAINT-PIERRE-DE-CLAGES

Eglise

Récital de chant

Patrice Maye, chant Monique Fessier, piano

26 mai, 20 h 15

RIDDES

Salle de VAbeille

13' Concours national d’exécution m usicale pour la jeu n esse

Flûte, clarinette, saxophone, cor 1er, 2, 3, 4 mai

BRIG

Oberwalliser Keller Theater

Alex Ruedi Big Band u. Christine Lauber

25. Mai, 20.30 Uhr

VISP

Litternahalle

Country Festival

Versch.: John Brack, Suzanne Klee, J.-G. Duke, Paul Mc Bonvin Band, Nashville Train

10. Mai, 19 Uhr; 11. Mai, 18 Uhr

LEUKERBAD Jubiläums-Jahreskonzert M usikgesellschaft Gemmi 5. Mai Muttertagskonzert M usikgesellschaft Gemmi 12. Mai MONTANA-VILLAGE Salle de gymnastique

Chœur Echo de la Montagne

Direction: Pierre-Louis Nanchen

Chœur mixte de Cheseaux- Lausanne 5 mai, 17 h S1ERRE Eglise Sainte-Catherine Chœur Novantiqua 9 mai, 20 h 30

Salle de gymnastique, Salquenen Concert par

L’Harmonie de S algesch

10 mai, 20 h 30

VENTHÔNE

Concert annuel de la Société de chant

«La Cécilienne» 11 mai , 20 h 30

jan

t h / f f

4

(20)

MARTIGNY

Fondation Pierre-Gianadda

Irena Grafenauer, flûte Academy of St-Martin in the Fields

Direction: Iona Brown 7 mai, 20 h 15 Fondation Louis-Moret

Atelier musical de Martigny

Direction: Dominique Tacchini 11 mai, 17 h 30

CERM

Concours romand des S o ciétés d ’accordéonnistes

10, 11 et 12 mai

Festival des m usiques du Bas-Valais Concerts en salle Cortèges 24, 25 et 26 mai Eglise Saint-Michel Martigny-Bourg

Octuor vocal de Sion

Direction F.-X. Amherd Concert du 15e anniversaire 17 mai, 20 h 30

ORSIÈRES

Eglise paroissiale

Chœur et O rchestre du Collège de Saint-Maurice 8 mai, 20 h 30 (veille de l’Ascension) SALVAN Salle communale Concert par le

Chœur mixte «La Mauritia»

18 mai, 20 h 15

CHAMPÉRY

Halle de curling du Centre sportif Concert par la

Fanfare l’Echo de la Montagne

18 mai, 20 h

MONTHEY

Théâtre du Crochetan

Lionel Hampton et son orchestre

2 mai, 20 h 30

Journée des Harmonies municipales du Valais

Inauguration des costumes de l’Harmonie municipale de Monthey Concerts, cortèges 3, 4 et 5 mai

Variétés___________

Variete

SION Petithéâtre Spectacle d’humour Cabaret du Pays

Jeunes artistes de cabaret valaisans 10 et 11 mai, 20 h 30

MARTIGNY

Les Caves du Manoir Soirées de rock

The Shaking Dolls (France)

3 mai, 20 h 30 Trepomen Pal 17 mai, 20 h 30 The Fleshtones 30 mai, 20 h 30 MONTHEY

P'tit théâtre de la Vièze

Spectacle comique et humour avec

Vincent Rocca

17 mai, 20 h 30 CRAM

Hom m age à Bob Marley

Soirée Reggae avec le Groupe Nawari (France et Guinée) 25 mai, 20 h 30

Théâtre - Cinéma

Theater - Filme

BRIG Simplonhalle

Theater «Der Schachersepp» 3. Mai, 20.15 Uhr

Kino Capitol

Fantasia

Walt Disney, USA, 1948 13. u. 14. Mai, 20.30 Uhr

SIERRE

Salle de la Sacoche

Passion s et Prairies

de Denise Bonel

par les Compagnons des Arts Mise en scène: Roberto Salomon 2, 3 et 4 mai, 20 h 30

HAUTE-NENDAZ

Salle du Cycle d’Orientation

Léon ou la bonne formule

par la Troupe théâtrale «Le Masque» 4 mai, 20 h 30

SION

Cinéma Capitol Ciné-cure

Le d ossier Adams (USA 1988)

d’Errol Morris 7 mai, 20 h 30

D ao Ma Tse (le voleur de Chevaux)

Ditianzhuangzhuang (Tibet 1985) 21 mai, 20 h 30

Petithéâtre

Mémorial de la planète

Françoise Gugger dit Roselyne König Christophe Daverio, violoncelle 17 et 18 mai, 20 h 30

Concert à la carte de Franz-Xaver Kroetz avec Catherine Sumi, mime 2 au 4 mai, 20 h 30

MONTHEY

Théâtre du Crochetan

Andromaque

Tragédie de Jean Racine

Mise en scène: Jean-Paul Rosfelder 7 mai, 20 h 30

Je ne suis pas Rappaport

de Herb Gardner, avec Jacques Dufilho et Bernard Fresson Mise en scène: Georges Wilson 22 mai, 20 h 30

Arts visuels_________

Visuelle Künste

NATERS

Kunsthaus zur Linde

Hildegard Beusch

01, Pastell, Aquarell, Zeichnungen Bis 14. Juni

BRIG

Galerie Matza

Peter Bräuninger, Grafik und

Zeichnungen Rosemarie Koczy, Tuschzeichnungen Bis 5. Mai Klubschule Migros W ernerJecker 37 Plakate Bis 8. Mai

Ausstellung der Arbeiten der Kursteilnehmer aus dem Kunstgewerbe

17. Mai - 25. Juni

Walliser Heimatwerk (Laden)

Walliser Keramik und Sonderschau Zugvögel Bis 15. Mai VISP Litternahalle Pro Sanitate Ausstellung 2. Mai - 5. Juni ZERMATT Hotel Beau-Site Silvano 91

Ölbilder, Acryl, Aquarell, Pastell

Täglich offen

MISSION/ANNIVIERS

Galerie Cholaïc

Anne R osset

Peinture sur porcelaine jusqu’au 20 mai Fernand Florey Huiles, aquarelles 25 mai - 14 juillet SIERRE Château de Villa Gilbert Mazliah De la caverne à la table... 1986-1991 Peintures, dessins jusqu’au 12 mai Petra Feliser Peintures 25 mai - 7 juillet Château de Venthône Exposition artisanale villageoise jusqu'au 12 mai Galerie du FAC François Berthoud Gravures 11 mai - 3 août CRANS-MONTANA Galerie Jeanne-d’Arc

Carole Mittaz, dessins Sukmann, batiks

(21)

Hôtel Derby

Gherri Moro

Aquarelles Hôtel Royal

Hélène Jousselin

«Le stable et le mouvant» Aquarelles SÏON Galerie de la Grande-Fontaine Jean-Pierre Stauffer Huiles et aquarelles Nuccio Fontanella Sculptures jusqu’au 11 mai Rudolf Haas Peintures, collages 25 mai - 1 5 juin SAXON

Galerie Danièle Bovier

Catherine Zoupanos Collages 4 mai - 2 juin MARTIGNY Fondation Louis-Moret Olivier Saudan Peintures récentes jusqu’au 19 mai Galerie Latour Jacques Biolley Huiles et pastelles Hildegarde Tschopp

Créations sur porcelaine jusqu’au 31 mai

VERBIER

Galerie d’Art du Hameau

Michel Bovisi

«Portraits de famille» Œuvres récentes jusqu’au 4 mai

SALVAN

Grenier de la Maison communale

Michel Gross

Peintures, gravures sur bois et sculptures

jusqu’au 21 mai

MONTHEY

Galerie Charles Perrier

Art alpin su isse

XIX" - XXe siècle En permanence

R encontres

-C onférences________

Tagungen - Vorträge

SIERRE

Ecole des Buissonnets L’art du Moyen Age en Valais

Valére à l’heure de sa restauration

Dominique Studer, historien d’art 1er mai, 14 h 30 à Valére

La peinture du XVe siècle en Valais Anne-Catherine Fontannaz-Fumeaux, historienne d’art Cours, 15 mai L’architecture de la fin de l’ép oq u e gothique en Valais Gaétan Cassina,

historien des monuments Cours, 22 mai

Visite à Rarogne, 29 mai

14 h 30 sur place Centre holistique Le Lotus Galerie de l'Ecole-club Migras

Jean-Daniel Sauterel

Bleu outre-mer ou la passion du monde sous-marin Photographies jusqu’au 17 mai Galerie de la Treille Jan Wolters Aquarelles 3 au 20 mai

Musée cantonal d’histoire et d’ethnographie de Valére

Ubi bene ibi patria

Valais d'émigration XVIe au XXe siècle

Ethnographie

25 mai - 30 septembre Musée d’histoire naturelle

Le Groënland

Photographies, faune, objets inouïs Dès la fin mai Galerie du Vieux-Sion Peintres valaisans En permanence Fondation Pierre-Gianadda Chagall en Russie

avec le décor du Théâtre juif de Moscou

Peintures, œuvres sur papier, eaux-fortes

jusqu'au 9 juin

Galerie de l’Ecole-club Migras

Regards sur l’Asie

Photographies

de Dominique Zenklusen 17 mai - 21 juin

Centre valaisan du film

Villa des Cèdres (rue du Nord 1)

Les Images en folies - 7 0 0 e de la Confédération Inauguration - exposition 31 mai - 30 septembre Le Manoir de la Ville L’Ecole cantonale des beaux-arts de Sion Travaux de diplôme 1er juin - 16 juin

Mim-ateiier a astrologie

Les natifs du Taureau

avec Cathy Renggli 4 mai, 14 h Mini-atelier

«Auto-guérison m entale par la prise de conscience

Retour à la source avec les critaux»

avec Danielle Tonossi 4 mai, 14 h

MARTIGNY

CERM

Centre de recherche

et d ’enseignem ent en énergie et techniques m unicipales Séminaire 16, 17 mai Fondation Pierre-Gianadda S o ciété romande de relations publiques Assemblée générale, conférence 31 mai

M iche l D arb e lla y

(22)

Folklore - Divers

Folklore -

Verschiedenes

FIESCH Feriendorf, Sporthalle Jugend-Europam eisterschaft im Volleyball 1. bis 4. Mai ÖSTLICH-RARON Fronleichnam

P rozessionen in allen Dörfern

30. Mai

SIERRE

Fête-Dieu avec la participation de

l’Harmonie la Gérondine et des Tambours et Fifres sierrois 30 mai

SION

Artisanat valaisan

Cinq artisans locaux

Démonstration-vente, 6 au 12 mai

PLAN-CERISIER

2 0 ' marche internationale d ’été des amis de Plan-Cerisier

25 et 26 mai

VAL-D’ILLIEZ

Salle communale

1 4 e Fête de musique cham pêtre

4 et 5 mai

M usées_____________

M useen

SIERRE

Hôtel de Ville

M usée des étains

Collection d’étains anciens de France, d ’Allemagne et de Suisse

L u - ve, 9 h - 11 h et 15 h - 17 h Maison de Courten

Fondation Rainer-Maria-Rilke

Ma - di, 15 h - 19 h

Château de Villa - Salquenen

Sentier viticole

Parcours balisé de 6 km avec 45 panneaux explicatifs Accès libre - aller ou retour par transports publics

SION

M usée cantonal des beaux-arts

Collections permanentes

Ma - di, 10 h - 12 h et 14 h - 18 h

M usée cantonal d ’archéologie

Ma - di, 10 h - 1 2 h et 14 h - 1 8 h

M usée cantonal d ’histoire et d ’ethnologie

Ma - di, 10 h - 12 h et 14 h - 18 h

MARTIGNY

Fondation Pierre-Gianadda

Musée gallo-romain d'Octodure Musée de l'automobile

Parc de sculptures

Tous les jours de 10 h à 18 h

La signification des mots évolue par­ fois à une vitesse étonnante. Parlez des «bourgeois» dans une assemblée de village valaisan ou dans une réunion d’extrême-gauche, et vous ne serez pas compris de la même manière: la première acception est fidèle à l’éty- mologie, mais la seconde est le fruit d’une lente déviation commencée il y a plusieurs siècles.

L’évolution du mot «culture» fut beau­ coup plus rapide. Il y a 30 ans, la cul­ ture était encore l’apanage d’un petit nombre d'êtres privilégiés. Mainte­ nant, on glisse sous une telle étiquette toutes sortes d’idées, d’attitudes, de réalisations artistiques, de manifesta­ tions: parler de «culture populaire» ap­ paraît presque comme un pléonasme! En soi, on ne peut que se réjouir de cette ouverture. En effet, plus le souci culturel est répandu, plus nombreuses sont les chances d’un progrès et d’une montée vers la qualité, par une espèce d’osmose qui fait croître la qualité des initiatives les plus modestes, rend excellents les meilleurs amateurs, et oblige les professionnels à s’approcher de la perfection.

Tout cela est très beau en théorie. Mais l’histoire nous montre que la mul­ tiplication des bonnes choses s ’accom­ pagne presque inévitablement d’un dé­ perdition qualitative.

Prenons un exemple très actuel, puisque le bulletin des auditeurs et télé­ spectateurs du Valais romand - la SRT-Valais - vient de nous livrer les ré­ flexions de la responsable de la chaîne culturelle de la Radio romande, Mme Esther Jouhet. Depuis son arrivée, elle est confrontée à de terribles pro­ blèmes, vu la réduction drastique des moyens financiers mis à sa disposition. Comment améliorer la qualité, avec beaucoup moins d’argent? Comment sauver une telle chaîne, si les organes responsables diminuent les budgets en fonction du taux d’écoute?

On assiste donc depuis quelques mois à un essai de racolage proche de celui qu’on pratique à Genève pour vous

SAINT-MAURICE

Musée militaire cantonal et Musée des tireurs valaisans

Ma - di, 10 h - 1 2 h et 14 h - 1 8 h

ligoter à «votre» télévision. En effet, on a souvent l’impression que le souci de la qualité préoccupe moins cer­ tains responsables que le fameux taux d’écoute, en raison de ses consé­ quences sur la publicité. Et c’est là qu’apparaissent les limites flagrantes d’une culture qui, de peur d'être éli- taire, se veut trop facilement popu­ laire. Le niveau culturel véritable d ’un peuple ne s’élève pas en quelques an­ nées. Libres de choisir leurs émissions, les auditeurs optent souvent pour la fa­ cilité. Ce qui incite les responsables à rester «faciles» pour garder les faveurs d’un public moyen, nous rappelant ainsi qu’en latin «moyenne» et «médio­ crité» dérivent-du même terme... Une chaîne culturelle risque de suc­ comber à cette tentation. Si le réalisa­ teur de l’émission n ’est pas vraiment cultivé, le ton enjôleur de [’«annon­ ceuse» ou la lecture d’un détail biogra­ phique extrait d’une pochette de disque ne garantira pas sa qualité. Sur­ tout lorsqu’il est dit avec un accent banlieusard soigneusement entretenu. Je suis effrayé de l’incohérence avec laquelle se succèdent parfois les pièces musicales: je ne parle même pas d'œuvres, car, à certaines heures, nous n ’avons droit qu’à une mosaïque désordonnée de mouvements divers, sans lien apparent. Quelle différence, quand arrive enfin l'humour caustique de Daniel Rausis: lui aussi nous sert des enchaînements d'éléments dispa­ rates, mais avec esprit! Même s’il est plein d ’imprévu, son fil conducteur existe, soigneusement élaboré! C ’est par la valeur de ses émissions qu’une chaîne culturelle doit mériter son nom et attirer son public. Quant à moi, je trouve rédhibitoire la formule «Espace 2 - promotion» qui, trahissant un nom synonyme de progrès, de marche en avant, rappelle plutôt cer­ taines soi-disant «promotions» com­ merciales, ventes au rabais de produits promis à une prochaine dégradation.

M ichel V euthey

Annoncez par écrit vos manifestations culturelles, récréatives ou folkloriques à l'adresse suivante:

R evu e TREIZE ÉTOILES

Calendrier culturel et récréatif Case postale 8 4 0

C H -1920 Martigny 1 Fax 0 2 6 / 22 51 01

Quelle promotion?

M usée cantonal d ’histoire naturelle Ma - di, 14 h - 18 h Eglise de Valére M a -di, 10 h - 1 2 h et 14 h - 1 8 h Château de Tourbillon Ma - di, 10 h - 18 h

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Château de Villa, Sierre

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Gilbert M azliah d ev a n t «table blanche»

La rétrospective que l’artiste gene­ vois Gilbert Mazliah présente au C hâteau de Villa à Sierre, du 13 avril au 12 mai 1991, s ’inscrit dans une heureuse continuité avec celle organisée p ar le Manoir de Martigny en 1987. L ’exposition, intitulée «De la caverne à la table», regroupe les œuvres des années 19 8 6 à 1991. Le thèm e de la table constitue la nouvelle étape d ’un parcours de six" ans, signalée à chaque fois par un thèm e précis: «La caverne» (1986-1987), «La marche», «Au fond du noir», «Marche avec le renard» (1984- 1987). Thèm es et motifs qui, com m e des jalons, viennent ponc­ tuer un itinéraire personnel. Le chem inem ent dans le m onde de la caverne, sous la conduite du re­ nard, son animal-totem, débouche sur une nouvelle étape, sur une nouvelle phase de transgression ou de transition: le passage d ’un état primordial, pré-historique ou pré­ civilisé, que figure le motif de la ca­ verne (symbole de renaissance et d ’initiation), au m onde de la civili­ sation, à tout ce qui contribue à raffinem ent des besoins, du plaisir, du confort, que fiqure le motif de la table.

En outre, l’artiste a créé dans l’es­ pace du château deux installations: deux tables y sont apprêtées. Au- delà du clin d ’œil adressé aux toiles et aux sérigraphies, il faut y voir un jeu de miroirs entre la réalité sug­

gérée par l’œuvre picturale illu­ sionniste et la réalité tangible de l’objet concret; il faut y entendre les échos qui se répercutent dans les salles de l’exposition, les sono­ rités «planes» du thèm e de la table qui entrent en résonance avec celles «étendues» du pré, rappelant ainsi à la mém oire du spectateur, com m e un leitmotiv, le thèm e m a­ jeur de la rétrospective présentée

au Manoir.

L ’œ u v r e , un v e c t e u r d e s e n s Avec évidence, l’artiste se pré­ occupe fortem ent d ’inscrire ses œuvres dans une continuité thé­ matique, qui relève plus de la cohérence d'une dém arche inté­ rieure que de l’enchaînem ent aléatoire des sujets. Ce processus mental, cet attachem ent au sens, aux thèm es et aux motifs, n ’a pas pour conséquence de reléguer au deuxième plan le procédé pictural. Il y a m êm e «jonction». Par ailleurs, l’aspect technique peut se résumer ici principalement, sans amoindrir la valeur des travaux proposés, à l’utilisation de l’acrylique, de la poudre de marbre ainsi qu’au re­ cours à la sérigraphie. En outre, l’imagerie proposée et le vocabu­ laire des figures mises en scène sont fortem ent imposés. Ainsi, l’œuvre apparaît avant tout com m e un vecteur de sens, véhicu­ lant les préoccupations essentielles de l’artiste. En effet, au centre

m êm e de cette rétrospective réside la nécessité d ’une dém arche qui se veut individuelle, intériorisée et sincère.

Pour cet artiste, le cheminem ent s’effectue selon une exigence clai­ rement définie: «l’implication totale du créateur dans sa recherche et la redéfinition des notions d ’art et d'artiste». Ainsi, à la base de l'acti­ vité créatrice, l’on décèle non seu­ lem ent une préoccupation d ’ordre artistique, mais surtout la quête d ’une dimension mythique, voire spirituelle. Celle-ci lui perm et de renouer avec le m onde magique des mythes collectifs, de tenter de répondre à la question décisive posée p ar C.-G. Jung, qui sous- tend toute sa dém arche intérieure et créatrice: «Te réfères-tu à l’in­ fini? Tel est le critère de la vie.»

Une é c r itu r e p r o p h é t i q u e L ’on peut alors s’interroger sur les moyens utilisés par l’artiste pour «se référer à l’infini». Il peint, il trace des graffitis très expressifs, il grave sur la toile des signes et des figures énigmatiques, fortement chargés d ’une valeur symbolique. A travers ses représentations parti­ culières d ’homm es, d ’animaux et d ’objets rituels, il renoue aussi bien avec l’universel qu’avec le person­ nel. Evoluant entre les extrêmes, le collectif et l’individuel, l’intérieur et l’extérieur, le fini et l’infini, il s’adonne à un langage qui s’inscrit

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hors du tem p s. Les œ uvres devien­ n en t des «tables de divination», re ­ couvertes d ’une écriture p ro p h é ­ tique. Et co m m e le ch erch eu r confronté aux gravures et aux peintures ru p estres qui â n o n n e quelque sens, il ap p a rtie n t au sp ec­ tateu r de d écry p ter ces «tables divi­ natoires».

D e s m o t i f s ré cu rre n ts: la ta b le , l ’h u m a in , le p o i s s o n

R eproduite g éo m étriq u em en t en plan, la table occu p e le devant du tableau, désignant explicitem ent le centre de l’œ u v re - ou plutôt son épicentre - et im plicitem ent la p é ­ riphérie, o c cu p ée p a r le groupe des hum ains et des anim aux. Et c ’est de la table que provient la lumière, à partir d e laquelle nais­ sent et se dév elo p p en t des ondes concentriques qui p ro cu re n t la clarté jusqu’à l’horizon du créé. P lacée au centre, elle est avant tout le lieu prim ordial, principiel, à partir duquel tout a été co m posé. Les pieds, dessinés schém atique­ m ent, figurent les rayons é m a n a n t du cercle lum ineux, ils désignent les q uatre points cardinaux, consti­ tuant ainsi un lieu d ’an crag e qui situe spatialem ent l’œ uvre.

Les hum ains, traités e n silhouettes noires et o m brées, se d é ta c h a n t du fond clair, souvent acc o m p a g n é s d’anim aux et d e fossiles, en c ad ren t ou encerclent la table. C ertaines parties des organism es hum ains reproduisent la structure in tern e du poisson, d ’autres p araissen t re ­ vêtues d ’u n e c o tte d ’écailles. Ces figures, conviées au re p a s q u ’évo­ quent les motifs d e la table e t du poisson, so n t ici en a tte n te d ’une perso n n e ou d ’u n événem ent; ailleurs, elles sont attablées et com m e placées sous le signe du poisson. L ’élém ent m arin s’asso ­ cie ici étro item e n t au m o n d e de l’hum ain, il p articip e d e sa n atu re.

E ssa i d ’i n te r p r é ta t io n

Faut-il y voir ou e n ten d re un éch o des th éo ries évolutives des es­ pèces? C ’est surtout l’affleurem ent sur la toile des strates tem porelles, figurées p a r les couches de sédi­ m entation, laissant ici e t là ses re ­ liques. T em ple souterrain, la cavité de la caverne conserve les souve­ nirs de la p ério d e glaciaire (co­ quilles, poissons, objets...).

La source de lum ière, qui é m a n e de la table, se situe à l’intérieur de la caverne, réceptacle d ’énergie tellurique. Et justem ent p arce que ce lieu matriciel est p ro p ice aux initiations, aux cérém onies, q u ’il p e rm e t de vivre une deuxièm e naissance, un nouveau p assag e à la civilisation. D ’ailleurs, la caverne rassem ble au to u r d ’un centre, d ’une table lum ineuse, une co m ­ m u n au té d 'h o m m e s en a tten te de l’être m agique; elle p e rm e t à ces h o m m es de com m uniquer n o n seulem ent avec le primitif m ais surtout avec les puissances chto- niennes. La table rem plit à cet égard une fonction analogue à celle du tem ple ou de la tour, du to tem ou du po teau , en ta n t que c o n d en sateu r d ’énergie magique; elle reproduit l’im age d ’un centre spirituel, d ’un cen tre unificateur, convoquant les assistants au sacri­ fice, à une cé rém o n ie rituelle, celle du repas. Ceux-ci savent que l’é v é n em e n t les initiera aux m ys­ tères du sacré, leur p e rm e ttra de «se référer à l’infini».

Texte: A ndré S e p p e y P h o to s: G ilbert M azliah

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La prise de la Bastille ne constitua jamais que le prem ier coup de bé­ lier porté contre la forteresse de l’Ancien Régime; celui-ci allait conserver son pouvoir et ses privi­ lèges dans la plupart des pays eu­ ropéens et orientaux jusqu’à la prem ière Guerre mondiale. Les progrès techniques réalisés dans le dom aine des constructions et des transports durant le XIXe siècle al­ laient m êm e fournir aux em pe­ reurs, tsars, rois, vizirs ou m aha­ radjahs, aux despotes de tous poils et origines la possibilité de parcou­ rir l’Europe à la recherche de neige ou de tem ps chaud, d ’ém o­ tions fortes ou de récréations. Les palaces furent construits pour sa­ tisfaire le goût du voyage et du dé­ paysem ent des souverains.

Une histoire des palaces suisses vient de paraître chez Cabédita. Oh! surprise, elle n ’a pas été écrite par quelque dandy nostalgique, mais par notre confrère Thierry Ott qu’on croise généralem ent sur des chemins plus rugueux ou plus abrupts. C ependant, au fur et à mesure que l’on progresse dans la découverte du livre, on com prend sa curiosité: les palaces ont m ar­ qué la conscience et l'imaginaire de plusieurs générations, car ils se trouvent à l’articulation de deux périodes du monde. En quittant leurs palais pour s'adonner aux voyages d ’agrém ent, les souve­ rains s ’éloignaient de leurs tâches, et bientôt du pouvoir; tout au contraire, les petits bourgeois qui leur vendaient de la distraction et

Le p a la c e d e Saint-M oritz, érig é à la fin du s iè c le dernier

des plaisirs s’apprêtaient à saisir le pouvoir économ ique et politique. P a s d ’a r g e n t, m a is u n e f o l l e

a u d a c e c h e z les f i l s d e p a y s a n s e t d ’o u v r ie r qui

e n t r e p r e n n e n t la c o n s tr u c t io n d e s p a l a c e s Le premier palace de Suisse fut construit en 1 8 3 4 à Genève, c’est l’hôtel des Bergues. On en com p­ tera près d ’une centaine en 1914. Baedecker, auteur du fameux guide de voyage, écrivait: «La Suisse possède incontestablement les meilleurs hôtels du monde». Si notre pays fut le premier lieu tou­ ristique de la planète, il le dut sans doute au paysage fascinant qu’il offrait alors, des Alpes fulgurantes, d ’épaisses forêts, un semis de lacs très romantiques, une architecture rurale sobre et belle. D ’illustres

publicitaires avaient révélé la Suisse au m onde entier: G oethe et Rousseau, Haller et Byron, Hugo, Tolstoï et Dumas.

Les premiers palaces furent construits dans les villes. Par exemple. l'Hôtel Baur à Zurich, le Grand Hôtel des Trois Couronnes à Vevey, l’Hôtel des Trois Rois à Bale, le Schweizerhof à Berne. Vers la fin du siècle, on se mit à éri­ ger de splendides édifices au bord des lacs et dans les villages de montagne: à Ouchy ou Vitznau, à Zerm att ou à Saint-Moritz. Le suc­ cès de ces premiers établissements cham pêtres poussa les promoteurs à porter plus loin encore leur au­ dace; on vit s ’élever des palaces au som m et du Righi ou du Burgen- stock, ou encore sur la Maloja. Contrairem ent à ce que l’on pour­ rait croire, ces immenses construc­

Les palaces

sont un manuel d ’histoire

dans lequel on lit

la fin som ptueuse de l’Ancien

Régime

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