3.3 Premi` ere impl´ ementation : un couplage entre MadKit et Jess
3.3.1 Vue d’ensemble de la mise en oeuvre de notre mod` ele Eass
Hoje, Casarão Junqueira Aires, tombado pelo patrimônio estadual e restaurado pela Fundação José Augusto.
FONTE: http: monumentosecontrastesrn.blogspot.com.br
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Palacete aqui entendido como sobrado de alto luxo. 55
Este casarão construído no início do século XX, por João Alfredo, foi adquirido pelo Coronel Aureliano de Medeiros, abastado comerciante paraibano que se estabelecera em Natal-Rn, e ali fixou moradia por dois anos, até concluir o casarão ao lado, hoje conhecido como Solar Bela Vista que serviria de morada definitiva da família.
Proprietário do casarão, Cel. Aureliano Medeiros, não economizou na construção. Arquitetura moderna, para a época, d esde sua construção recuada - no centro do terreno com capelas e jardins - aos acabamentos com metais, vidros, cristais importados da Europa. Tapetes, mobiliário, lustres e porcelanas decoravam seu interior. O casarão precisava expressar o status social e político do proprietário, comerciante de algodão e de lojas de produtos importados de Paris, que também exercia forte influência política. (www.rn.sesi.org.br).Viveu grandes festas da chamada alta sociedade natalense, do começo do século, com recepções aos governadores da época e para a elite e ao mundo político local. Entre 1910 e 1920 a elite potiguar usufruiu, concomitantemente, deste bairro e dos eventos elitistas na Cidade Alta com uma nova área denomin ada Cidade Nova (1920) que hoje compreende os bairros Petrópolis e Tirol.
Cidade Nova era o terceiro bairro da cidade projetado, em 1901, por Jeremias Pinheiro da Câmara, ampliado e executado posteriormente, em 1904, pelo arquiteto italiano Antônio Polidre lli (FERREIRA, 2008). Surgem, então, áreas centrais elitizadas sob forte influência de outros projetos de modernização realizados no Rio de Janeiro e São Paulo, cujo foco se centra no saneamento e no embelezamento das áreas elitizadas.
A Cidade Nova passa a atrair a elite que deixara seus casarões localizados na Cidade Alta e passara a ocupar novos casarões no novo bairro, que entre 1908 -1914, no segundo mandato do governo de Alberto Maranhão (1947) 56 passou a se chamar Petrópolis e Tirol. Os
novos bairros não perderam de vista suas características elitistas, e seus padrões de luxo, apesar de descaracterizar as antigas construções
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Oficializados como bairros pela Lei n. 251 de 30 de setembro de 1947, na Administração de Sylvio Pedroza, cujos limites, com outras áreas da cidade, foram redefinidos na Lei n.º 4.330, de 05 de abril de 1993. Publicada no Diário Oficial, em 07 de setembro de 1994.
deixando para trás as precárias condições ambientais e higiênicas existentes nas partes antigas da cidade, (BORGES et al, 2010; TAVARES, 2009).
Este tipo de urbanismo onde coexistiam diferentes padrões de moradia Art Déco57 era comum nas cidades brasileiras na primeira
metade do século XX. Esta tipologia durou até a transição entre dois momentos distintos: o ecletismo e o modernismo .58 No entanto, no
mesmo período, grandes transformações principalmente políticas e econômicas influenciaram sobremaneira nas formas e nos modos de
morar. Estas mudanças estimuladas por um novo dinamismo no
contexto da economia internacional causaram impact os na ordem e nas hierarquias sociais, nas noções de espaço e tempo dos indivíduos e nos modos de percepção do cotidiano.
Surgiram, então, nas décadas de 1920 -1930, em Natal, edifícios residenciais, até então de uso misto (comércio, escritório e moradia) modificando o conceito de habitação coletiva que deixou de ser associada à camada social pobre. Enquanto em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo59 eram construídos estes tipos de edifícios, a cidade
de Natal, ainda insistia com seus casarões.
Nas décadas seguintes surgiram nas metrópoles edifícios residenciais com características modernas (pilotis, fachadas livres, etc.) destinados à camada social média. Os bairros residenciais começavam a ficar afastados do centro, e tais prédios constituíam uma opção d e moradia para quem queria permanecer na região central. Este novo tipo
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Movimento surgido na última década do século XIX (1890-1900) que durou até as primeiras décadas do século XX. A arquitetura Art Déco está espalhada por todo país, mas o principal acervo brasileiro concentra-se em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Este movimento é precursor da arquitetura moderna.
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A partir do último quartel do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX, o ecletismo arquitetônico foi introduziu na paisagem urbana carioca. O período foi caracterizado também pela repulsa ao estilo tradicional brasileiro, ou “estilo luso brasileiro do tempo da colônia”, excluído das possibilidades estilísticas, caracterizando um processo crescente de aproximação de parâmetros culturais europeus (SANTOS, 1981, p. 82-83).
59 Rio de Janeiro e São Paulo constituíam, na época, centros culturais e socioeconômicos do país onde estavam localizadas, conseqüentemente, as primeiras escolas de arquitetura do Brasil. Os exemplares modernos estão implantados na sua maioria nessas duas cidades, em meio de quadra. Existem ainda, exemplares nas cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, além de exemplares internacionais, como o edifício de Oscar Niemeyer para o Hansaviertel, em Berlim. (DREBES, 2003).
de edificação foi possibilitado também pela popularização do uso do concreto armado. Em São Paulo o fenômeno ocorreu na mesma época. (CARVALHO DA SILVA, 2007).
Até as primeiras décadas do século XX, conforme assinalado, os sobrados, casarões e mansões figuravam, ainda, como modelos ideais de residência para as camadas sociais elitizadas urbanas. A partir da década de 1920, principalmente no sudeste do Brasil, a opção pelo apartamento, ou modo de morar compartilhado, ou em condomínio, passou a ser visto como solução ideal de moradia, demonstrando sinal evidente das transformações nos modos de morar. No Rio de Janeiro, as primeiras construções luxuosas, a beira -mar, datam de 1922 na Praia de Copacabana.