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VR14 PM PROCEDURE A. Equipment Required

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IX. VR14 PM PROCEDURE A. Equipment Required

As questões fundamentadas em escalas de atitude22 compuseram a segunda parte do questionário. Os respondentes analisaram 11 afirmativas cuja elaboração teve como ponto de partida os sete objetivos do Programa Institucional de Bolsas de Incentivo à Iniciação à Docência — PIBID23, manifestando seu grau de concordância que variava entre: muito, razoavelmente, pouco, muito pouco e nada.

A princípio, essa parte do instrumento de coleta e produção de dados tinha como objetivo trazer um delineamento inicial das atitudes dos sujeitos em relação às contribuições do curso para sua formação docente. Porém, dada a consonância observada entre os dados obtidos por meio dessa parte do instrumento e os discursos dos sujeitos nas entrevistas, optou-se por apresentar os dados obtidos por meio dos dois instrumentos paralelamente. Dessa forma, apresenta-se na sequência: a afirmativa apresentada aos alunos, os gráficos obtidos por meio das repostas dos sujeitos em relação ao grau de concordência com cada afirmativa, excerto de entrevistas realizadas com trinta e dois (32) sujeitos do estudo e discussões preliminares cruzando esses dois tipos de dados produzidos.

I. A atuação na escola básica durante o curso de formação de professores permitiu a aquisição de conhecimentos sobre a profissão docente.

22 Dentre os vários tipos de escalas existentes com essa finalidade, optamos pela Escala de Likert. 23 Os objetivos do PIBID foram tomados como referência por se entender que abrangem algumas das principais questões discutidas pela comunidade acadêmica da área no que diz respeito à formação de professores para Educação Básica.

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos obtidos e apresentados no gráfico apontam que 86% dos alunos consideram que a atuação na Educação Básica24 durante o curso de licenciatura contribui para sua formação para a docência nesse campo. Em seus discursos, os sujeitos argumentam sobre a natureza e o alcance dessa contribuição.

II. O curso incentivou a formação para atuação como professor da Educação Básica.

24 Enfatiza-se este dado a fim de esclarecer que os alunos estão se referindo às inserções na escola e não ao curso como um todo, como potencializador na aquisição de saberes para a docência na Educação Básica. Quando se trata do curso como um todo, os dados apontam totalmente para o contrário, conforme indicado na sequência da apresentação dos dados e discussões.

44%

42% 10%

3% 1%

GRÁFICO 3 - PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A ATUAÇÃO NA ESCOLA BÁSICA DURANTE O CURSO COMO ESPAÇO DE AQUISIÇÃO DE

SABERES PARA A DOCÊNCIA

Muito

Razoavelmente Pouco

Muito Pouco Nada

Fonte: A autora

Apesar de tratar-se de um curso de licenciatura, cuja finalidade explícita é a formação de professores para atuação na Educação Básica, os dados quantitativos obtidos indicam que 34% dos alunos consideram que o curso incentiva pouco, muito ou nada sua atuação como docente nesse segmento.

Nas entrevistas, os alunos indicam que a desmotivação está relacionada a diversos fatores, tais como o discurso de alunos e professores sobre dificuldades enfrentadas na carreira de professor da Educação Básica em relação ao desenvolvimento profissional e condições de trabalho:

Pesquisadora: Como o curso contribui para a motivação para ser professor na Educação Básica?

Aluno: (...) E desmotivação dentro do curso, bom... a gente não tá tão

incentivado a ser profissional, professor de educação básica. A gente escuta muito, assim, pra fazer um mestrado, fazer um doutorado, ser professor universitário, porque é complicado ser

professor da educação básica, é complicado, principalmente, pela carreira. A carreira não é muito motivada, as condições de trabalho. Pesquisadora: Os professores fazem esse discurso ou entre vocês alunos, só?

Aluno: Entre os dois. Os professores, alguns, eles também fazem esse discurso. Outros já tentam motivar pra ser feito também na Educação Básica. (IES 2 -2).

30 %

36% 24%

6 % 4 %

GRÁFICO 4 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DO CURSO PARA INCENTIVO À DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Muito

Razoavelmente Pouco

Muito pouco Nada

Aluno: E a desmotivação é muito particular. A gente não é motivado a participar, por exemplo, de eventos que sejam fora da área da matemática. Então, isso eu acho que é muito falho aqui no nosso curso, mas como eu falei, isso é particular. (IES 11 -1).

III. O curso promoveu a integração entre o Ensino Superior e a Educação Básica.

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos apresentados no gráfico indicam que 38% dos alunos têm a percepção de que o curso não contribuiu, contirbuiu muito pouco ou nada para a integração entre o ensino superior e a educação básica. Em seus discursos, os sujeitos indicam que percebem essa falta de integração em relação aos conteúdos tratados no curso de licenciatura25.

IV. O curso proporcionou oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar.

25 Esse é um aspecto que será retomado quando forem apresentados os resultados obtidos por meio da aplicação da técnica de Associação Livre de Palavras – ALP sobre os conhecimentos veiculados nos cursos de licenciatura em matemática.

19%

43% 24%

8% 6%

GRÁFICO 5 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE CONTRIBUIÇÕES DO CURSO PARA INTEGRAÇÃO ENTRE O ENSINO SUPERIOR E A

DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Muito

Razoavelmente Pouco

Muito pouco Nada

Fonte: A autora.

Em relação às contribuições do curso na criação de oportunidades de participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar, mesmo diante das evidentes discussões em torno das “Tendências em Educação Matemática”, cerca de 35% (trinta e cinco por cento) dos alunos consideram que o curso contribui pouco, muito pouco ou nada nessa direção.

V. O curso contribuiu para a elaboração de diagnósticos de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem.

28%

42% 18%

9% 3%

GRÁFICO 6 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO NA CRIAÇÃO DE POSSIBILIDADES DE PARTICIPAÇÃO EM

EXPERIÊNCIAS METODOLÓGICAS DIVERSIFICADAS

Muito

Razoavelmente Pouco

Muito pouco Nada

Fonte: A autora

Os dados quantitativos obtidos apontam que 42% dos sujeitos têm a percepção de que o curso contribui pouco, muito pouco ou nada para o desenvolvimento da capacidade de diagnóstico de dificuldades de problemas de aprendizagem.

Considera-se que, para que os licenciandos possam identificar dificuldades de aprendizagem e buscar estratégias para superá-las, é necessário que se demore um tempo mínimo em campo de estágio e que as atividades realizadas não sejam apenas de docência. O discurso dos sujeitos aponta nessa direção, conforme exemplificado pelos excertos a seguir.

VI. O curso contribuiu para reflexões sobre formas de superação de problemas diagnosticados no processo de ensino-aprendizagem.

21%

37% 26%

11% 5%

GRÁFICO 7 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA A CAPACIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS DE

ENSINO-APRENDIZAGEM Muito Razoavelmente Pouco Muito pouco Nada

Acompanhando os resultados obtidos na questão anterior, os dados quantitativos obtidos apontam que 44% dos sujeitos têm a percepção de que o curso contribui pouco, muito pouco ou nada para reflexões sobre as formas de superação de problemas diagnosticados no processo de ensino-aprendizagem. Novamente, os sujeitos apontam a questão do tempo, que nas atividades organizadas na escola é insuficiente para desenvolver atividades que poderiam contribuir para isso.

Pesquisadora: Você acha que ainda é pouco só o estágio? O estágio ainda é pouco?

Aluno: Eu acho que é pouco.

Pesquisadora: Poderia começar antes?

Aluno: O que acontece... Que nem a gente ter um trabalhão com tudo de matrizes com os alunos, só que a gente não tem muito tempo de ficar com os alunos, a gente fez uma avaliação com eles, mas talvez não deu pra

retomar o que poderia ajudar a melhorar pra eles compreenderem... Ter mais contato pra isso, ver as dificuldades.

VII. O curso promoveu inserções dos acadêmicos no cotidiano de escolas da rede pública de Educação Básica.

23%

33% 26%

15% 3%

GRÁFICO 8 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA REFLEXÃO SOBRE FORMAS DE SUPERAÇÃO DE

PROBLEMAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM Muito Razoavelmente Pouco Muito pouco Nada

Fonte: A atuora.

Os dados apresentados como resposta a esse questionamento indicam que 79% dos alunos consideram que o curso contribui para a inserção nas escolas de Educação Básica. Porém, à medida que se avança na análise de outros pontos do questionário e no conteúdo das entrevistas, encontra-se no discurso dos sujeitos a insatisfação com o momento dessa inserção (considerada pela maioria dos entrevistados tardia), com a sua duração (que apesar de ser regulada pela legislação difere pelo projeto dos cursos), com sua forma de organização, entre outros26.

VIII. As atividades do curso contemplaram a Educação Básica em diferentes modalidades, a saber: educação de jovens e adultos, espaços de educação não formal, entre outros.

26 Esse ponto será retomado quando for tratada a questão das contribuições do curso e do estágio supervisionado para formação dos licenciandos, com base nos dados obtidos por meio da aplicação da técnica de Associação Livre de Palavras – ALP.

35%

42% 15%

7% 1%

GRÁFICO 9 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA INSERÇÃO NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DA EDUCAÇÃO

BÁSICA Muito Razoavelmente Pouco Muito pouco Nada

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos representados no gráfico apontam que 62% dos respondentes consideram que o curso contribuiu pouco, muito pouco ou nada para que tivessem experiências em diferentes modalidades da Educação Básica. Esses dados indicam uma fragilidade dos cursos de licenciatura, considerando as discussões, a legislação e os investimentos atuais acerca das diferentes modalidades de ensino: Educação Escolar Indígena, Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo e Educação Profissional.

Sujeitos entrevistados, que já exercem a docência, deparam-se com esses contextos e relatam dificuldades enfrentadas devido à pouca vivência em relação a esse assunto em seu curso.

Pesquisadora: É complicado. E sabe o que eu vi agora no estágio professora, nesse estágio diversificado?

Pesquisadora: O que é estágio diversificado?

Aluno. São estágios com 35 horas, diferente do estagio curricular normal. A gente escolhe outras opções, outras realidades fora do ambiente de estágio que a gente vai dar aula, no caso ensino fundamental II e ensino

9%

29%

25% 21%

16%

GRÁFICO 10 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA EXPERIÊNCIAS EM DIFERENTES MODALIDADES DA

EDUCAÇÃO BÁSICA Muito Razoavelmente Pouco Muito pouco Nada

médio. Então, a APAE, a APADEF, eu escoli Educação no Campo. Então são outras realidades. (IES 9 – 1).

IX. O curso possibilitou o estudo de documentos que norteiam o planejamento e desenvolvimento das atividades docentes, tais como: o projeto político-pedagógico da escola, os Parâmetros Curriculares Nacionais, as Diretrizes Curriculares Estaduais para a Educação Básica e os documentos referentes à gestão escolar.

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos representados no gráfico apontam que 47% dos alunos consideram que o curso contribui muito para o estudo de documentos norteadores da Educação Básica. Nas entrevistas, os alunos corroboram esses dados, citando disciplinas de conteúdo pedagógico e específico pedagógico como momentos para essas discussões. Foram citados como exemplos a discução das Propostas Pedagógicas das escolas em que estagiam, os Parâmetros Curriculares Nacionais e mais recentemente a Base Nacional Comum Curricular.

47%

34% 9%

7% 3%

GRÁFICO 11 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA ESTUDO DE DOCUMENTOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO

BÁSICA Muito Razoavelmente Pouco Muito pouco Nada

X. O curso contribuirá para a transformação do quadro de fracasso escolar em matemática apresentado pelos alunos de acordo com avaliações nacionais e internacionais.

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos representados no gráfico apontam que 72% dos alunos consideram que o curso contribui muito ou razoavelmente para a transformação do quadro de fracasso escolar em matemática apresentado pelos alunos, de acordo com as avaliações nacionais e internacionais.

XI. O curso contribuiu para a valorização do magistério como perspectiva profissional. 21% 51% 15% 8% 5%

GRÁFICO 12 – PERCEPÇÃO DOS ALUNOS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO CURSO PARA A TRANSFORMAÇÃO DO QUADRO DE FRACASSO ESCOLAR

EM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Muito

Razoavelmente Pouco

Muito pouco Nada

Fonte: A autora.

Os dados quantitativos apresentados no gráfico apontam que 43% dos alunos consideram que o curso contribuiu pouco, muito pouco ou nada para a valorização do magistério como perspectiva profissional.

4.2 REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE A PARTIR DE ANÁLISE DE

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