Partie 3 : Les défenses des plantes
I. 3.1.3.1 La voie des phénylpropanoïdes
Para analisar o desempenho do usuário no desenvolvimento da tarefa de distribuição de vagas para docente utilizando o sistema de apoio à decisão desenvolvido para este trabalho foram produzidos dados relacionados à eficácia e eficiência.
a) Eficácia - medida pelo percentual de acertos e erros. Acertos e erros são considerados em comparação à resposta, em termos de distribuição de número de vagas para cada um dos quatro setores envolvidos. Essa comparação ocorreu entre a resposta fornecida para essa questão pelos participantes do experimento e a fornecida por um gestor de ensino que costumeiramente trabalha com decisão sobre distribuição de vagas, ele é especialista na metodologia MCDA-C, forneceu suporte para o desenvolvimento do SI e validou e certificou a origem dos dados inseridos no sistema para a realização da tarefa. O gestor que forneceu a resposta para comparação utilizou unicamente o desempenho global (dados quantitativos) de cada departamento para distribuir as vagas, de maneira relativamente proporcional. A denominação “acertos” se refere à quantidade de respostas iguais (em um total de quatro, por ser essa a quantidade de departamentos envolvidos na distribuição de vagas) à do especialista e “erros” a quantidade de respostas diferentes à do especialista em termos de número de vagas para cada um dos departamentos.
Para analisar os dados da eficácia utilizou-se como parâmetro uma pontuação para calcular a porcentagem de erros e acertos de cada respondente na tarefa de distribuição de vagas de concurso para docente em relação à resposta do especialista.
Assim, foi estabelecida uma escala de 4 pontos, sendo que quanto maior o número, maior é o percentual de acerto. A eficácia foi avaliada dentro dos seguintes parâmetros: 0 ponto indica que o respondente não obteve acertos de distribuição de vagas; 1 ponto indica que ele distribuiu a mesma quantidade de vagas que o especialista para apenas um dos departamentos; 2 pontos para quando a distribuição foi correta em dois departamentos; 3 pontos para três departamentos e 4 pontos quando atribuído, pelo respondente, para todos os departamentos a mesma quantidade de vagas que o especialista.
b) Eficiência - medida pelo tempo que o usuário levou para desenvolver a tarefa. O SI possui um sistema de registro de eventos realizados pelo usuário (logs) com o registro de ações e data e horário da ocorrência de cada ação realizada. Os eventos são todas as ações realizadas pelo usuário e eles são identificados de forma exclusiva, por exemplo: iniciar o aplicativo, clicar no botão abrir do formulário de projeto e acessar a opção de menu para visualizar a estrutura hierárquica. O registro de cada evento e o respectivo horário de ocorrência permitiram identificar cada uma das ações realizadas pelo usuário e computar o tempo para realizar a tarefa.
A tarefa realizada envolve tomada de decisão. Assim, as respostas tendem a ser baseadas em critérios subjetivos e objetivos. Os decisores (participantes do experimento) são instrumentados com indicadores reais de ensino, pesquisa, extensão e gestão do Câmpus no qual foi realizado o experimento. Porém, cada decisor pode utilizar critérios que julgar mais adequados como parâmetros para a distribuição de vagas. Por exemplo, podem ser utilizados outros critérios além dos dados fornecidos pelo sistema como: histórico do curso, tempo de existência e área do curso. Eles podem, também, utilizar dados parciais que são fornecidos pelo sistema, como a maior quantidade de aulas em sala de aula, os melhores resultados em pesquisa e a maior quantidade de projetos de extensão.
Para analisar os dados da eficiência foi calculado o intervalo do maior e menor tempo para concluir a tarefa. Esse tempo foi calculado a partir do registro dos eventos de cada usuário do sistema. Esses dados foram armazenados no banco de dados de dados do SI.
Como os participantes desenvolveram apenas uma tarefa com o uso do sistema, não foi necessário calcular a média das tarefas completadas com acurácia e a média de tarefas completadas por unidade de tempo, que são medidas da eficácia e eficiência indicadas pelo ISO 9241-11, respectivamente (Quadro 8 – Medidas de usabilidade objetiva).
A variável “Satisfação” é uma medida das características individuais e tem por objetivo medir a satisfação ou entusiasmo de uma pessoa em relação ao uso de tecnologias,
em outros termos, indica a predisposição do usuário para usar determinada tecnologia. Para a medida de satisfação “frequência de reclamações”, definida pela ISO 9241-11, não foi possível obter dados porque o SI foi usado pelos participantes pela primeira e única vez durante o experimento. Esse SI ainda não é de uso contínuo para que fosse possível obter dados sobre frequência de reclamações.
A Tabela 16 apresenta o cruzamento entre os valores da eficácia e eficiência obtidos.
Tabela 16 – Eficiência e Eficácia na realização da tarefa de distribuição de vagas
Eficiência (em minutos) Eficácia Total
0 1 2 20 a 25 Contagem 2 4 5 11 % dentro de Eficácia 5,2% 11,4% 33,3% 12,4% 26 a 30 Contagem 21 11 6 38 % dentro de Eficácia 53,8% 31,4% 40,0% 42,5% 31 a 35 Contagem 8 20 3 31 % dentro de Eficácia 20,5% 57,2% 20,0% 34,8% 36 a 40 Contagem 4 0 1 5 % dentro de Eficácia 10,2% 0,0% 6,7% 5,6% 41 a 45 Contagem 2 0 0 2 % dentro de Eficácia 2,6% 0,0% 0,0% 1,2%
Não realizaram a tarefa Contagem 3 0 0 3
% dentro de Eficácia 7,7% 0,0% 0,0% 3,5%
Total Contagem 40 35 15 90
% dentro de Eficácia 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Fonte: Dados da pesquisa
De acordo com os dados apresentados na Tabela 16, nenhum indivíduo obteve 100% de acerto em relação à resposta do especialista para a distribuição de vagas entre os quatro departamentos. A porcentagem máxima de acerto foi de 50%. Analisando a Tabela 16 observa-se, também, que 42,5% dos participantes concluíram a tarefa entre 26 a 30 minutos com a maior porcentagem (40%) de indivíduos que obtiveram 50% de acerto na tarefa. Contudo, o maior número de acerto mínimo (25%) ficou distribuído na faixa de 31 a 35 minutos com 57,2% de indivíduos. O tempo de até 30 minutos foi o estimado para realização da tarefa. Entretanto, os participantes ficaram livres para utilizar o tempo necessário.
A Tabela 16 mostra, também, que 3,5% dos indivíduos não distribuíram as vagas. De acordo com esses usuários, por informações obtidas de respostas descritivas no questionário, a distribuição não pôde ser realizada porque faltaram dados para a tomada de decisão.
Ressalta-se que processos que envolvem tomada de decisão podem ser altamente complexos, pois há relação entre elementos de natureza objetiva (índices e médias, por exemplo) e subjetiva (como opiniões, valores e crenças). Thomaz (2000) afirma que a objetividade é importante nos processos decisórios, mas que a subjetividade estará sempre presente, pois é uma atividade exercida por indivíduos que possuem juízo de valor formado
por elementos primários de avaliação que devem ser considerados no momento da tomada de decisão.
A atividade realizada usando o SI de apoio à decisão desenvolvido para este trabalho envolveu elementos objetivos e subjetivos. A objetividade está alicerçada nos dados de ensino, pesquisa, extensão e gestão apresentados pelo SI utilizado no experimento. A subjetividade é baseada em diversos fatores como: a diversidade de profissionais do corpo docente com formações, idades e experiências distintas atuando em conjunto; a diversidade em termos dos cursos que abrangem áreas distintas (humanas, licenciaturas, engenharias, tecnologias), há os cursos que são em período integral, os diurnos e os somente noturnos, há cursos verticalizados (graduação, mestrado, doutorado) e cursos atuando apenas na graduação.
Para a medida de eficiência “taxa de uso em relação ao tempo” foi calculado o tempo médio que os indivíduos utilizaram para realizar a tarefa que ficou em 29,9 minutos, ficando, portanto dentro do tempo estimado para a realização da tarefa (30 minutos).
As Tabelas 17 a 21 apresentam os valores das médias da variável eficácia, de acordo com as variáveis demográficas. A Tabela 17 apresenta a média da eficácia para a variável “gênero”.
Tabela 17 – Média da eficácia de acordo com a variável gênero Gênero Média N Desvio padrão
Feminino 0,94 33 0,83
Masculino 0,61 56 0,65
Outro 0,00 0 0
Total 0,73 89 0,73
Fonte: Dados da pesquisa
De acordo com a Tabela 17 percebe-se que a média da eficácia para os indivíduos do gênero feminino apresenta maior valor.
A média da eficácia em relação à variável idade é apresentada na Tabela 18.
Tabela 18 - Média da eficácia de acordo com a variável idade
Idade Média N Desvio padrão
31 - 40 anos 0,74 39 0,79
41 - 50 anos 0,59 37 0,64
51- 60 anos 1,08 13 0,76
Total 0,73 89 0,73
De acordo com a Tabela 18, a maior média da eficácia está na faixa etária entre 51 a 60 anos, seguida pelos indivíduos com idade entre 31 a 40 anos. Esse resultado indica que os indivíduos com faixa etária entre 31 a 40 anos e 51 a 60 anos obtiveram mais acertos que os indivíduos que possuem idade entre 41 a 50 anos. De acordo com esses dados, o grupo de indivíduos com faixa etária entre 31 a 40 anos e de 51 a 60 anos percebe melhor a qualidade da informação.
Os dados de média e desvio padrão da eficácia considerando a variável tempo de trabalho na Universidade são apresentados na Tabela 19.
Tabela 19 – Média da eficácia de acordo com a variável tempo de trabalho Tempo de trabalho Média N Desvio padrão
Menos de 5 anos 0,79 33 0,78
5 a 10 anos 0,35 17 0,70
10 a 15 anos 0,67 3 0,58
Mais de 15 anos 0,86 36 0,68
Total 0,73 89 0,73
Fonte: Dados da pesquisa
Pela interpretação da Tabela 19 percebe-se que os indivíduos que trabalham há mais de 15 anos na UTFPR são mais eficazes na tomada de decisão, seguido dos indivíduos que trabalham há menos de 5 anos.
A eficácia analisada em relação à atuação estratégica, tática ou operacional é apresentada na Tabela 20.
Tabela 20 – Média da eficácia de acordo com a variável nível de atuação Nível de atuação Média N Desvio padrão
Estratégico 0,29 7 0,49
Tático 0,84 55 0,74
Operacional 0,63 27 0,74
Total 0,73 89 0,73
Fonte: Dados da pesquisa
De acordo com os dados apresentados na Tabela 20, a maior média da eficácia consta no grupo de indivíduos que trabalham no nível tático. Contudo, o menor desvio padrão ficou para os indivíduos no nível estratégico.
A eficácia considerando o nível de formação dos participantes é apresentada na Tabela 21.
Tabela 21 – Média da eficácia de acordo com a variável formação
Formação Média N Desvio padrão
Especialização 0,00 0 0,00
Mestrado 0,81 36 0,89
Doutorado 0,63 48 0,61
Pós-doutorado 1,20 5 0,45
Total 0,73 89 0,73
Fonte: Dados da pesquisa
Pelos dados apresentados na Tabela 21, os indivíduos que possuem mestrado e pós- doutorado se mostraram mais eficazes no desenvolvimento da tarefa. Não houve participantes com especialização.
Para DeLone e McLean (1992) a eficácia na decisão, produtividade e eficiência no cumprimento das atividades são variáveis importantes a serem estudadas como efeitos individuais e que influenciam no processo decisório. Na pesquisa de Santos (2009) foi confirmada parcialmente a influência da formação e do nível hierárquico no II (pesquisa realizada em duas organizações). De acordo com Wijesinghe, Sedera e Tan (2009) a eficácia na decisão aumenta a agilidade e a produtividade e a eficiência é o relacionamento entre o resultado gerado e o esforço despendido para realizar a tarefa. Isso pode ser observado pela relação entre o tempo que cada indivíduo levou para realizar a tarefa (Tabela 16).
Também, vale ressaltar que Petter, DeLone e McLean (2013) afirmam que quando os usuários percebem a qualidade da informação aumenta a confiabilidade em suas decisões proporcionando resultados mais eficientes na organização.
Em estudos voltados ao uso de TI com variáveis demográficas envolvendo fatores que influenciam na intenção de uso de novas tecnologias, as variáveis relacionadas ao gênero indicam que os homens são mais orientados pela percepção da utilidade da tecnologia, enquanto que as mulheres valorizam mais os aspectos relacionados à facilidade de uso da tecnologia (VENKATESH; MORRIS, 2000). Estudos revelam, ainda, que os homens são influenciados por motivos extrínsecos em relação à tecnologia enquanto as mulheres são mais sensíveis a aspectos intrínsecos (VENKATESH; MORRIS; ACKERMAN, 2000). De acordo com Huffman, Whetten e Huffman (2013) os homens apresentam atitudes mais positivas em relação ao uso de computadores, são menos ansiosos e apresentam maior conforto ao usar determinada tecnologia.
Em estudos que envolvem as variáveis demográficas de gênero, idade e experiência na percepção da QI, Saeed e Abdinnour (2008) revelam que gênero e experiência influenciam na adoção de TI. Os resultados da pesquisa desses autores indicam que as mulheres consideram a QI oferecida por websites mais que os homens em termos de valor do SI. Saeed
e Abdinnour (2008) concluem, também, que quanto maior a experiência dos respondentes (em termos de uso do SI) maior será a consideração em QI oferecida pelos SI. Weigel e Hazen (2014) reforçam que a QS tem pouco ou nenhum impacto no uso ou na intenção de uso se o indivíduo que usa o SI não tem um entendimento básico de como usar o SI e deficiências na proficiência técnica do usuário podem afetar os construtos do modelo de DeLone e McLean (1992) e consequentemente os benefícios líquidos resultantes do modelo.
Os resultados do estudo de Santos (2009) revelam que dentre as variáveis exógenas observadas (tempo de trabalho, educação, idade e nível hierárquico), educação foi a única que teve influência negativa sobre as percepções de QI nas duas organizações pesquisadas (energia elétrica e universidade). Os resultados revelam, ainda, que a idade e o tempo de trabalho influenciam positivamente a percepção da QI e o nível hierárquico influencia positivamente o II. Esses resultados foram confirmados em apenas em uma das organizações pesquisadas.
Nesta pesquisa, analisando a influência da variável gênero nas percepções de QS, QI e II, os resultados não apresentaram diferenças entre homens e mulheres. No entanto, revelam que as mulheres tiveram a maior média em termos de eficácia nas respostas de distribuição de vagas.