A figura 2 traz um resumo de todas as ações que serão implementadas e a que nível da gestão elas estão ligadas.
Fonte: Elaborado pela autora
Diante do exposto sobre este plano de ação, podemos sintetizar que foram traçadas estratégias de capacitação, execução, acompanhamento,
AÇÕES RELACIONADAS À GESTÃO ESCOLAR
GESTÃO SETORIAL SRE GESTÃO ESCOLAR PROFESSORES
Apresentar os resultados da pesquisa relacionadas com a gestão
Capacitar os professores e funcionários da escola
Participar dos estudos propostos pela direção, equipe pedagógica e
técnica da SRE. Capacitar dirigentes e Analistas
Educacionais
Propor estudos sistemáticos sobre as práticas das escolas eficazes e
sobre as dimensões da gestão escolar
Regular e alinhar as práticas de Gestão internas
Alinhar à cultura organizacional ao ideário de excelência
Implementar as práticas eficazes
Colaborar na construção da identidade da escola como eficaz.
Capacitar os Gestores das unidades escolares
Acompanhar e atualizar o banco de boas práticas e a rede de colaboração de gestores no site da Elaborar os critérios/formulários que
servirão de parâmetro para o acompanhamento da gestão da SRE
e das unidades escolares Monitorar as práticas das Unidades
escolares
Monitorar as práticas de Gestão internas
Avaliar periodicamente a execução das dimensões da Gestão interna e
das escolas
Atrelar a eficácia das dimensões da gestão aos critérios de avaliação de
desempenho dos dirigentes ,Analistas e gestores escolares.
Acompanhar a efetividade das dimensões da gestão escolar.
Avaliar periodicamente a eficácia da escola tendo como parâmetro os
formulários da SRE
Divulgar as boas práticas de gestão escolar no banco de boas práticas
do site da SRE.
Participar das discussões da rede de colaboração de gestores no site da
SRE.
Estimular o protagonismo e a participação nas decisões da escola.
Apresentar as práticas exitosas e os resultados à toda comunidade
escolar periodicamente
Implementar em sala de aula práticas exitosas que caracterizam a
eficácia.
Monitorar a efetividade das práticas de gestão escolar em consonância
com as propostas. Avaliar periodicamente a eficácia da
escola, tendo como norte os formulários da SRE Divulgar as boas práticas à Equipe
pedagógica, à direção e à comunidade escolar.
Avaliar-se periodicamente.
Decidir, sugerir e implementar ações e estratégias para otimizar as práticas eficazes que podem lograr
um bom resultado da escola.
monitoramento e avaliação, perpassando-se por todos os níveis de gerenciamento. Isto tudo na perspectiva de se efetivar em nível da sala de aula, mais especificamente na relação direta professor-aluno, a melhoria do desempenho deste aluno e, portanto, dos resultados da escola.
Para tanto, consideramos necessário a este projeto Escolas Eficazes prever momentos (de dezembro de 2012 a fevereiro de 2013) de capacitação de todos os agentes dos níveis envolvidos, mas sobretudo, tempo destinado ao monitoramento e a avaliação de cada um e também a do processo como um todo, para que as ações possam ser bem implementadas, tenham visibilidade, possam ser bem acompanhadas, revistas e aprimoradas.
Como pressuposto básico, indicamos que o órgão setorial precisa adquirir a cultura e a capacidade de ser oferecedor exemplar de serviços, na função de acompanhar as escolas com apoios pedagógicos, com recursos e com a formação continuada. Faz-se necessário que assuma um lugar de ajuda, não de mandante, efetivamente providenciando o apoio técnico de diferentes setores, conforme necessidades detectadas pelos analistas ou manifestas pelos gestores e professores.
Também se previu a partir dos estudos sistematizados no módulo II, a organização de espaço de aprendizagem significativa. Aprendizagem acadêmica e prática como experiências, pontos de vista, divergências e colaborações compartilhadas por todos.
Atentou-se para a importância enfática da liderança, por isso o acompanhamento dos gestores quanto ao alinhamento das propostas e a consolidação das práticas. Porém, espera-se uma liderança democrática compartilhando responsabilidades entre os gestores e professores sempre em prol do aprendizado e, por conseguinte, do desempenho dos alunos.
Pensou-se ainda na necessidade dos gestores e professores perceberem o entorno, orientarem-se e aprenderem com outros gestores, outros educadores, que avançaram e alcançaram resultados positivos. Este ponto específico do plano foi pensado a partir da situação pesquisada, uma vez que, a escola estudada apresentou um resultado de IDEB de 7,9, um dos maiores de Minas Gerais e as demais escolas circunscricionadas não tinham conhecimento disso. Esse conhecimento é de fundamental importância principalmente numa regional como
a de Diamantina que tem poucos resultados expressivos e muitos insatisfatórios. Inclusive ínfimos, como o de IDEB de 0,2 referente a uma escola da rede municipal. Assim, julgamos que esta estratégia de compartilhamento de práticas faz–se relevante por possibilitar novas ideias e possibilidades, formando uma rede de cooperação e suporte para objetivos e metas comuns. Comuns a todas as escolas da circunscrição que pelo alinhamento das proposições acordadas e explicitadas devem trabalhar em consonância com as indicações às práticas de gestão eficazes.
Envidamos esforços, propondo a alimentação do banco de boas práticas como estratégia a e estimular o olhar das escolas uma para as outras, sejam elas mais próximas ou distantes, em busca de alternativas que foram experimentadas e tornaram-se bem sucedidas. A possibilidade de formação de grupos de interlocução entre as escolas pode fomentar a construção de uma identidade coletiva do grupo de escolas da rede, e a relação dialógica estimulada dentro de cada escola, a construção das singularidades e uma nova identidade daquele grupo específico. Entendemos que disseminar na rede de cooperação de gestores as melhores práticas experimentadas na própria jurisdição, demonstra que a prática é factível, incentiva e oferece repertório aos atores educacionais para implementarem–nas como seu próprio trabalho.