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VE LOCITY GAIN CHECK

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VE LOCITY GAIN CHECK

Neste eixo, destacaremos apenas um trabalho visto que, na busca nos bancos de dissertações e teses tivemos grande dificuldade em encontrar, em específico, uma pesquisa que trouxesse a discussão da temática que iremos discutir nesta pesquisa – a sala de recursos multifuncionais: funcionamento no que concerne ao atendimento educacional especializado as crianças pequenas com deficiência visual. Percebemos neste processo, nas pesquisas já realizadas, a dificuldade em encontrar uma pesquisa com a investigação que reúna as seguintes temáticas: atendimento educacional especializado; criança de zero a três anos; deficiência visual e instituição de educação infantil com intuito de trazer uma reflexão mais precisa para o

desenvolvimento da pesquisa que pretendemos desenvolver. No entanto, percebemos uma limitação na produção de pesquisas que abarque esta especificidade, encontrando em maior número pesquisas que evidenciam a salas de recursos e o atendimento para crianças maiores e até mesmo adolescentes e, também, na educação infantil no âmbito geral.

O trabalho escolhido foi o de PRADO (2006) que não especificamente, traz a abordagem sobre crianças de zero a três anos, que é o foco do nosso trabalho, no entanto, entendemos que este foi o que mais se aproximou da temática que também pretendemos analisar. O trabalho de Prado traz uma análise estrita da sala de recursos e o atendimento educacional especializado para alunos cegos e com baixa visão.

Prado (2006) investigou o trabalho realizado numa sala de recursos para deficientes visuais, que apoia educandos cegos e com baixa visão, seus familiares e os profissionais da instituição, discutindo sobre a contribuição, legitimidade e importância desse atendimento dentro do um contexto de inclusão escolar. O público-alvo atendido neste espaço é bastante diverso, alcançando crianças (a partir de 4 anos) aos adultos (até 30 anos).27 O aporte teórico que serviu para a reflexão da problemática e interpretação dos dados foi a abordagem histórico-cultural, especificamente, as contribuições de Vigotski e de outros teóricos que compartilham desse aporte teórico. Os dados foram obtidos mediante entrevistas semiestruturadas realizadas com os participantes.

Também foram realizadas observações das aulas, e a análise documental de dois projetos de funcionamento da sala de recursos, registros e outros materiais selecionados na escola e no setor de apoio (sala de recursos) pesquisado, contemplando seus diferentes significados, em seus múltiplos contextos, de forma ampla, descritiva, enfatizando o processo, como pressupõe uma pesquisa qualitativa.

Os dados elucidaram as razões para a criação desse setor de apoio, assim como as condições de funcionamento, através de uma retomada histórica, e teórica sobre a clientela atendida. A realidade constatou a importância desse serviço, no processo de inclusão escolar, supervisionando e desenvolvendo um trabalho adequado à necessidade de pais, alunos, profissionais ligados a escola, enfatizando-se o professor.

A pesquisa demonstrou que a sala de recursos colabora para o acesso da criança com deficiência visual ao ensino regular com maior eficácia. As entrevistas apontaram entender o que a deficiência visual acarreta na vida dessas crianças de seus familiares, da escola, da comunidade e na sociedade como um todo, perpassa compreender a própria sociedade e suas contradições. Obstante as conquistas, notou-se a necessidade de o setor de apoio rever suas práticas saindo do isolamento, aprendendo e buscando, efetivamente, trabalhar em equipe, ampliando seu olhar e desenvolvendo atividades que ultrapassem o âmbito educativo da criança pesquisada.

No entanto, destacaram, também, a necessidade do trabalho colaborativo e conjunto entre as salas de recursos e a regular, visando uma ação coletiva dos profissionais, que permita ampliar o olhar e o desenvolvimento das atividades para além das referidas salas. Ao final, a pesquisadora dá ênfase ao seguinte aspecto [...] “o que não pode ser esquecido e negado é a participação ativa e “voz” do próprio deficiente visual. Esse deve ter a oportunidade de manifestar, exigir seus direitos, buscar a saída de seus problemas e dizer, nos aspectos educacionais o que é excesso e o que é realmente necessário (PRADO, 2006, p,185).”

Com a análise da literatura de Prado (2006) podemos elencar os seguintes apontamentos: a educação infantil de zero a três anos de idade ainda é pouco discutida, no que diz repeito as políticas e diretrizes para o atendimento; as concepções de cuidar e educar que são previstas nos documentos oficiais para a educação infantil e a relação com as atividades de estimulação precoce precisam ser refletidas nos processos de formativos e de intervenção pedagógica dos professores que atuam em instituições de educação infantil junto à criança de zero a três anos; o espaço de AEE para crianças de zero a três anos de idade bem como esta relação com a sala regular precisa ser refletido pelos profissionais a fim de fazê-los dialogar entre si; a deficiência visual, sua concepção e especificidade necessitam ser evidenciadas no contexto da instituição de educação infantil para o atendimento educacional e, por fim; o processo de formação do profissional que atua diretamente com a criança que apresenta esse tipo de deficiência tem que ser mais favorecido.

Neste capítulo, nos propomos a compreender a partir da literatura atual o atendimento educacional especializado para criança de zero a três anos de idade no que concerne à sua concepção e ao seu desenvolvimento; o uso de atividades de estimulação precoce para o

atendimento das demandas das crianças com baixa visão nessa faixa etária, destacando a dimensão dessas práticas e suas especificidades e; o funcionamento das salas de recursos multifuncionais ou na sala de atividades28 para esse atendimento à criança com baixa visão.

Nessa direção, pretendemos realizar uma reflexão e investigação críticas sobre as problemáticas que relacionam às temáticas evidenciadas, tendo como aporte teórico a abordagem histórico-cultural, acreditando, assim como Góes (2008, p. 37) que, “[...] essa vertente teórica tem permitido avanços no conhecimento e nas derivações propositivas para a educação especial pela visão que assume sobre o desenvolvimento do indivíduo e o meio em que ele se desenvolve”.

28 Segundo (VIEIRA, 2009, p.112) ao realizar a pesquisa na Itália sobre os espaços de aprendizagem para a Educação Infantil, aponta sobre o uso do termo “sala de atividades” e não “sala de aula”: ambiente organizado intencionalmente para ampliar a atividade e o desenvolvimento infantil, as crianças passaram a ter uma interação maior entre elas e com os adultos. O novo espaço também proporciona que as crianças realizem inúmeras atividades no decorrer do período, ou seja, numa mesma tarde as crianças realizam muito mais atividades ricas que estimulam o desenvolvimento da atenção, da oralidade, da criatividade, da imaginação, da autonomia, dos valores e da leitura e escrita se comparado com a realidade anterior na qual a sala de atividades se parecia com a sala do ensino fundamental.

3 DEFICIÊNCIA VISUAL: ASPECTOS GERAIS E PARTICULARES À LUZ DA

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