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HEAD /DISK SPECIAL PRECAUTIONS AND PROCEDURES

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Neste eixo, apresentamos as dissertações de ALVES (2007), FRANÇA (2008) e a tese de ALMEIDA (2009), nos quais foram destacadas a deficiência visual de zero a três e a estimulação precoce.

Alves (2007) buscou em sua pesquisa articular uma detecção precoce da primeira infância que considere o desenvolvimento sem dissociá-lo da constituição psíquica, transmitindo os conceitos, armando os espaços de interlocução e ampliando desta forma, o trabalho de estimulação precoce nos seus diversos espaços de abrangência. A pesquisa trouxe a importância da formação dos educadores sob os aspectos teóricos da psicanálise, destacando a importância dos primeiros anos de vida na constituição do sujeito, considerando a sua subjetividade, um aspecto central e organizador do desenvolvimento infantil e trazendo a concepção de construção da linguagem da criança pelo desejo. Segundo Alves (2007) os educadores contribuem reconhecendo as diferenças, as dificuldades, buscando os caminhos para que elas sejam atendidas, minimizadas e elaboradas. O trabalho com a educação infantil requer necessariamente uma abordagem interdisciplinar, a pesquisa também buscou estabelecer parcerias com os profissionais da saúde e diversas áreas no sentido de tecer vários discursos. A pesquisadora pôde concluir que a medida que o trabalho nas instituições de educação infantil vai se ampliando torna-se evidente e necessário a atuação de um profissional que desenvolva a prática em estimulação precoce, buscando unificar os diálogos entre os sujeitos educadores, os pais e as crianças. Alves (2007) considera que a escola de educação infantil deve ser um lugar de inscrição social que ultrapassa o pedagógico, que insere o sujeito na cultura.

Almeida (2009) buscou verificar em crianças de creche, o efeito da prática em estimulação voltada para as necessidades específicas e individuais sobre o desenvolvimento psicomotor e mental, bem como sobre o comportamento, avaliados segundo a Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil.26 A pesquisadora destacou que a baixa renda familiar, má alimentação materna, o uso de tabaco durante a gestação, as más condições de alimentação e saúde mental das crianças, os problemas de relacionamento pai-criança e entre os pais, mostraram-se potenciais fatores de risco ao seu desenvolvimento. Por outro lado, a idade e escolaridade, dos pais, as melhores condições de saneamento e moradia, o pré-natal adequado, o parto normal, o peso e os tamanhos adequados ao nascimento, o desenvolvimento postural dentro da normalidade, mostraram-se potenciais fatores de proteção ao desenvolvimento. A estimulação ambiental voltada para as necessidades específicas individuais pode auxiliar o desenvolvimento psicomotor e a qualidade do comportamento.

França (2008) busca em sua pesquisa caracterizar a interação social de crianças cegas e videntes que receberam ou não estimulação (conjunto de atividades que contribuem para o desenvolvimento integral da criança) constante e especializada, caracterizar a interação social de crianças cegas ou videntes, avaliar procedimentos de intervenção em ambiente escolar inclusivo no repertório de interação social de uma criança cega com crianças videntes e no seu desenvolvimento motor. O desenvolvimento deste estudo trouxe os indicativos de que havendo estimulação constante e especializada a criança apresenta comportamentos semelhantes ao da criança vidente no ambiente escolar. Entendendo-se que o fato de uma criança possuir uma deficiência visual não significa que ela terá dificuldades cognitivas, emocionais e de adaptação social, mas, as formas de interação, comunicação, e construção social de significados serão determinantes para o seu desenvolvimento e aprendizagem, sendo assim, a estimulação realizada de maneira adequada pode contribuir para a criança cega com dificuldades adicionais ou não, adquirir senso de equilíbrio, autoconfiança e independência,

26 “As Escalas Bayley são constituídas pelas Escalas Mental, Motora e de Avaliação do comportamento infantil, sendo que a segunda versão abrange as idades de 1 a 42 meses. A Escala Mental, composta por 178 itens, destina-se a avaliação de acuidades sensório-perceptuais, discriminações, memória, aprendizagem, solução de problema, início da comunicação verbal, generalizações e classificações. A Escala Motora, composta por 111 itens, fornece uma medida do grau de controle do corpo, coordenação dos grandes músculos, e habilidades manipulatórias mais finas das mãos e dedos, habilidades importantes para o desenvolvimento da orientação da criança. Por sua vez, a escala de Avaliação do Comportamento Infantil (BRS), composta por 30 itens, auxilia na avaliação da natureza das orientações sociais e objetivas da criança, relacionadas com o seu ambiente, expressas nas atitudes, interesses, emoções, energia, atividade e tendências de se aproximar ou se afastar da estimulação” (ALMEIDA, 2009, p.54).

desempenho escolar.

O conjunto dos trabalhos aponta que, o processo de estimulação precoce é considerado como essencial desde a tenra infância, proporcionando à criança com deficiência condições para o seu desenvolvimento social, afetivo e cognitivo. No entanto, compreendemos que essa intervenção junto à criança com deficiência não pode se resumir a um conjunto de atividades aplicadas dentro de uma perspectiva clínico-terapêutica, sobretudo, no ambiente da instituição de educação infantil, pois, erroneamente, acaba por considerar o meio e seu papel na dinâmica do desenvolvimento da criança, como algo externo, que acontece de forma independente dela (GÓES, 2008). Nos estudos de Vigotski (1996), vemos que há uma situação de relação entre a criança e seu meio, na qual estão implicadas uma condição geracional e de etapa da vida em uma determinada cultura. Por isso, corroborando com os estudos Oliveira e Padilha (2011), precisamos compreender que tipo de atividades são essas? Quais suas bases teóricas? Como dialogam com a intervenção pedagógica? No sentido, de refletirmos sobre a sua propriedade para o atendimento das demandas socioeducacionais dessa criança no contexto da instituição de educação infantil.

Neste sentido, entendemos a contribuição desta pesquisa ao dialogar sobre o atendimento educacional especializado à criança de zero a três anos com baixa visão, ao que se refere o desenvolvimento e a linguagem e, ainda, no campo da deficiência visual, especificamente, a baixa visão, pensar com e sobre a prática do professor sob a perspectiva pedagógica.

2.3 SALAS DE RECURSOS/SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS:

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