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5 REVUE DE LA LITTERATURE ET DISCUSSION

5.2 Varicella-zoster virus

Os enfermeiros consideram que os cuidados prestados no fim da vida, devem garantir o conforto à pessoa e aos familiares mesmo quando não tem condições de recuperação, ter disponíveis os recursos, e levar em consideração as condições específicas de cada caso.

Ah! O paciente já é terminal, já não tem mais o que fazer, mas no meu caso eu não vejo desta forma porque as pessoas falam enquanto há vida há esperança, mas eu não vejo desta forma, eu acho que enquanto há vida nós precisamos dar uma

qualidade [...] se tratando de um hospital geral é preciso ter um cuidado de qualidade porque existem aqueles casos [...] (Lírio).

[...] a gente precisa prestar mais assistência, ter mais cuidado [...] tem muitos

pacientes que requerem muito mais atenção do que cuidado técnico, [...] e por ser do Anexo a gente fica muito distante de dar uma assistência melhor por falta de recursos. [...] atualmente está melhor porque já colocaram o ponto de oxigênio, o

ponto de vácuo, o que já é um ponto positivo para nossa assistência [...] (Margarida).

[...] poucas condições que nos temos aqui de recursos materiais de recursos

[...] a família do paciente, você tem que dar aquela atenção, dar aquele cuidado, [...] processo que você está ali e vai a óbito (Cravo).

[...] dar conforto para família, a gente passa [...] a valorizar mais a vida do outro (Violeta).

Uma paciente com CA de útero [...] e exposição uterina via vaginal sentindo muita

dor, muita dor e sofria, então o filho ficava sempre perto dela (Jasmim).

Teve um caso na clinica medica de uma paciente que tinha um odor fétido,

insuportável e essa era uma das maiores barreiras para as pessoas estarem próximas e prestarem cuidados, porque tem um limite para você suportar [...] sempre que a gente tem uma atitude humana [...] tem uma satisfação imensa, e isso é muito importante. [...] passar por uma situação terminal, se eu tiver que passar por isso eu não gostaria de ficar no hospital, eu preferiria estar em casa do lado dos meus familiares, das pessoas queridas, em casa no aconchego do lar, no

acolhimento, no calor humano assim. [...] Claro que o remédio vai auxiliar muito

mais o lado do calor da casa se eu tiver que optar eu prefiro que seja em casa. Eu

acho que é bem mais [...] eu acho que é isso (Girassol).

Lírio chama a atenção para a qualidade do cuidado ao paciente que se encontra no final da vida. Margarida destaca ainda a necessidade de atenção como anterior ao cuidado técnico, o contexto e as mudanças na instalação de recursos para melhoria na prestação desses cuidados. Jasmim concorda com Margarida no sentido da necessidade de melhoria nos recursos humanos e materiais.

Cravo, Violeta e Jasmim expressam a importância da presença do familiar no cuidado ao final da vida. Cravo destaca a necessidade de dar atenção ao familiar presente na instituição. Violeta lembra o cuidado com o conforto para valorização da vida e Jasmim cita um caso em que a presença constante era do filho.

Girassol descreve um caso de sofrimento marcante em que presenciou barreiras na prestação de cuidados. Ela enfatizou a atitude de humanização do cuidado no contexto domiciliar argumentando que a condição do paciente, a necessidade de terapêutica medicamentosa e o aconchego da família como condições de cuidado humanizado no final da vida, colocando-se na condição de paciente ela transcende e escolhe morrer em casa.

Os enfermeiros referem envolvimento emocional com os pacientes que cuidam no fim da vida e tentam prestar o cuidado humanizado, dar apoio espiritual e medidas de conforto para família neste momento de separação.

[...] experiência vivida no dia a dia que através da assistência direta ou indireta com o usuário que a gente vai passando por essas situações e o que realmente esta

experiência traz para mim como profissional é o aprendizado, o aumento do conhecimento e melhor relacionamento interpessoal (silêncio) (Lírio).

[..] esses pacientes terminais a gente acaba se apegando e a gente tenta dar

medidas de conforto preparar a família, e tentar preparar a gente deste momento de separação [...] da morte. [...] [Silêncio...] A gente aprende a valorizar mais a vida [...] tenta aliviar a dor e o sofrimento [...] (Violeta).

A gente procura se aproximar mais das pessoas que cuida e [...] a gente está aqui

passando um período e é muito rápido (Margarida).

[...] depois que eu comecei a vivenciar a morte dos outros eu passei a ter mais

cuidado ainda com os pacientes [...] (Camélia).

Porque o paciente não precisa disso naquele momento da gravidade ele precisa de

muito mais de apoio espiritual e de uma assistência humanizada. Eu gostaria que

mudasse a mentalidade das pessoas para uma melhor humanização (Gardênia). [...] eu não vejo isso só em mim, [...] também nos colegas enfermeiros, equipe [...]

a gente passa a lidar com a morte sem sentimento como se fosse uma coisa natural. [...] deveria ter oficinas trabalhando esse lado emocional [...] a gente se torna insensível (Cravo).

Lírio e Violeta concordam em que a experiência de cuidar de pessoa no final da vida traz um aprendizado para a vida profissional. Lirio destaca que esse aprendizado melhora as relações interpessoais. Violeta associa o aprendizado ao preparo para a morte na vida pessoal por considerar que esse cuidado de conforto a família favorece criação de vínculos e a valorização da vida.

Margarida e Camélia expressaram ter mudado de atitude diante do cuidado a pessoa no final da vida. Margarida passou a ter consciência da finitude da vida e isso fez com que ela passasse a se aproximar das pessoas e Camélia passou a ter mais cuidado.

Gardênia expressa que na condição de final da vida o paciente necessita de apoio espiritual e de maneira humanizada. Ela critica pessoas ao falar que há necessidade de mudança na mentalidade do cuidado das pessoas que estão próximas a morte.

Cravo inclui-se no grupo de profissionais que lidam com a morte com relativismo, sem emoções, ele argumenta a necessidade de capacitação para o cuidado ao fim da vida considerando a morte como algo natural.

1.4 Os valores Franklianos vivenciados pelo enfermeiro diante do sofrimento, na relação

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