3 LE GROUPE DES HERPES VIRUS
3.2 Le Varicella-Zona virus
Para fundamentar o estudo e conhecer o que existe produzido pela enfermagem sobre o existencialismo, a fenomenologia, relacionado a morte e o morrer, foi realizado um levantamento bibliográfico no banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior, em 10 de junho de 2010 (BRASIL, 2009). Utilizando as palavras- chave: morte, morrer e enfermagem foram encontradas 2 teses de doutorado e 9 dissertações de mestrado em enfermagem. Versando sobre as vivências dos enfermeiros com o processo de morte e morrer, encontramos uma dissertação de mestrado sobre a vivência da enfermeira no processo de morte e morrer do paciente oncológico (BRASIL, 2009).
Dentre os profissionais enfermeiros que utilizaram a Análise Existencial de Viktor Emil Frankl como referencial teórico pode destacar alguns estudos; 1 tese de doutorado em enfermagem, a compreensão do significado da responsabilidade profissional da enfermeira à luz da análise existencial de Viktor Emil Frankl e 10 dissertações de mestrado em enfermagem.
Santa Rosa (1999) defendeu, na sua tese de doutorado, a compreensão do significado da responsabilidade profissional da enfermeira à luz da análise existencial de Frankl., utilizando a abordagem fenomenológica existencial buscou o significado da vivência da responsabilidade profissional da enfermeira em um hospital público, na cidade de Salvador. A interpretação, segundo a referida análise, com modelo de Giorgi, adaptado por Vietta, permitiu compreender que as enfermeiras possuem os sentidos da responsabilidade profissional e compromisso com a vida.
Diniz (1992) estudou o sentido de vida: base na compreensão do alcoolista, na qual a análise existencial foi utilizada para direcionar a investigação, dentro de uma abordagem
humanístico-existencial-personalista, na visão de Viktor Frankl, de que o vazio existencial leva o indivíduo a estados de ansiedade, enfraquecimento da vontade, e que a relação do indivíduo com a bebida ocorre quando ele perde o sentido da vida, o seu “para que viver” e passa a sentir-se afastado da própria vida.
Calache (1993) realizou estudo sobre o sentido da vida: uma questão de saúde mental para o idoso, buscando, no grupo, os fatores contribuintes para alcançá-la entre os quais encontra-se inserida a responsabilidade, qualidade de que se orgulham os idosos, que os faz sentir-se motivados a permanecer em atividade, assim ajudam a dar sentido à vida, foi utilizado como referencial teórico a análise existencial de Viktor Frankl. Concluiu que o sentido da vida é algo que impulsiona os idosos a se sentirem bem e buscar atividades que contribuam para manutenção desse bem-estar.
Zaleski (1996), em estudo sobre o sentido de vida do portador de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida como uma questão de saúde mental para ações de enfermagem com objetivo de apreender os indicadores do sentido de vida desses pacientes, abordou aspectos relacionados à tríade trágica: sofrimento, culpa e morte descrita por Viktor Frankl. Surgiram vivências de que o ser humano vem ao mundo para cumprir uma missão na vida, uma responsabilidade na busca do sentido do sofrimento de poder transformar sua vida.
Pettengill (2000) estudou o sentido do cuidar da criança e da família na comunidade, como experiência da aluna de enfermagem, com o objetivo de compreender o sentido que o aluno de enfermagem encontra ao cuidar da criança e da família na comunidade. Os resultados permitiram identificar conceitos de liberdade, intencionalidade, responsabilidade e sentido presentes na proposição de Viktor Frankl. Permitiu compreender que o sentido que move a aluna é a busca de conhecimento favorecendo o seu crescimento pessoal e profissional.
Huf (1999) estudou a assistência espiritual em enfermagem na dimensão noética, à luz da análise existencial de Viktor Frankl, com o objetivo de compreender a assistência de enfermagem direcionada para a integralidade humana, por observar, ao longo da vivência profissional, a ênfase à enfermagem holística, havia uma evidente ausência do elemento espiritual no assistir em enfermagem e, consequentemente, um destaque maior para os cuidados nas dimensões biológica, psicológica e social.
Lima (2005) desenvolveu estudo sobre o sentido da vida do familiar do paciente crítico, em que utilizou, como referencial teórico filosófico, a analise existencial de Viktor Frankl, com o objetivo de compreender e descrever os sentimentos de familiares de pacientes críticos internados na UTI, confrontados com a tríade trágica: sofrimento, culpa e morte. O
estudo desvelou que o sentido da vida dos familiares é perceber o otimismo trágico, como possibilidade de responder às questões da vida de modo positivo e responsável.
Rodrigues (2003) realizou estudo sobre o sentido do cuidar nas experiências vividas pelas estudantes de graduação em enfermagem, com objetivo de compreender o sentido do cuidar nas experiências vividas por estudantes de enfermagem no processo de aprender a cuidar, utilizou a Análise Existencial de Viktor Emil Frankl. Desvelando a busca de sentido nas experiências de cuidar com responsabilidade; liberdade em busca de sentido para cuidar; desvelando valores franklianos.
Velame (2004) estudou o sentido existencial da enfermeira diante do potencial doador de órgãos, com o objetivo de compreender o fenômeno o sentido existencial da enfermeira, os significados foram analisados pelos fundamentos filosóficos da Análise Existencial de Viktor Frankl. Para obtenção dos significados, utilizou a análise ideográfica, das declarações ingênuas, por considerar a possibilidade de ir além dos limites das descrições e penetrar nos fenômenos, mesmo que se apresentem através de veiculações diferentes ou ocultas.
Almeida (2005) estudou o significado da liberdade e da responsabilidade pelo cuidar de si do cliente em hemodiálise, com o objetivo de compreender o significado da liberdade e da responsabilidade pelo cuidar de si do cliente em hemodiálise. Utilizou abordagem existencialista pautada na Análise Existencial de Viktor Emil Frankl, a fenomenologia foi utilizada como método para análise. Os clientes vivenciam a liberdade como algo perdido, situado e limitado pela responsabilidade requerida pelo tratamento de Hemodiálise.
Rodrigues (2009) estudou o sentido do cuidado em enfermagem: vivências do ser com câncer, com o objetivo de compreender qual é o sentido do cuidado de enfermagem na perspectiva do ser com câncer. Realizou um estudo fenomenológico cujo referencial teórico foi a Análise Existencial de Viktor Frankl, o qual possibilitou apreender os significados de busca pelo cuidado, do cuidado recebido e das vivências de estarem com câncer, de aprender o sentido do cuidado e os valores que atribuem significado, sem exaurir outras possibilidades.
Todos esses estudos estiveram voltados para a compreensão da intersubjetividade humana, de acordo com temáticas especificas.
A enfermagem lida no seu cotidiano com questões existenciais dos seres humanos que cuida e encontra na fenomenologia uma importante contribuição para o seu pensar e o seu fazer, pois para compreender a realidade do dia-a-dia no qual estamos imersos, é preciso mergulhar na subjetividade e sua essência, sem esquecermos a objetividade que os permeia (TERRA et al., 2006, p. 673).
As autoras supracitadas corroboram que o estudo fenomenológico descritivo desenvolve-se seguindo quatro passos: colocar em parêntese o que diz respeito ao processo de identificar e suspender as crenças e opiniões pré-concebidas sobre o fenômeno; a intuição que ocorre quando o pesquisador permanece aberto aos significados atribuídos ao fenômeno por aqueles que o vivenciaram; a fase de análise se inicia ao extrair declarações significativas, classificar e dar sentido aos significados do fenômeno; a fase descritiva a partir do momento em que o pesquisador entende e descreve o fenômeno tal como ocorre (TERRA et al., 2006).
Como método de pesquisa, a fenomenologia se caracteriza pela descrição, redução e compreensão da experiência. Dessa forma, a aproximação neste estudo, dos princípios da pesquisa fenomenológica ao utilizar a modalidade do fenômeno situado para a compreensão da estrutura da experiência vivida (MARTINS; BICUDO, 2005).
A investigação fenomenológica na modalidade da estrutura do fenômeno situado busca os princípios gerais, segundo os quais o homem organiza as suas experiências na vida cotidiana (MARTINS; BICUDO, 2005). Nesse sentido, situar o fenômeno quer dizer especificar o sujeito envolvido e a situação que se procura compreender, localizando-o no contexto em que ocorre e mantendo-o livre de teorizações, idealizações e generalizações. Assim, o pesquisador inicia a sua descrição por meio dos relatos das memórias, percepções e antecipações contidos na experiência vivida (MARTINS; BICUDO, 2005).
CAPÍTULO III
A fenomenologia busca aquém das concepções de sujeito e objeto a gênese do sentido. Sentido que não é buscado em uma só direção, mas que acompanha a pluralidade natural de possibilidades do horizonte da experiência vivida.
3 METODOLOGIA