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Les Variétés de la langue dans le roman gabonais

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Chapitre 1 : Stratégies d’écriture d’Otsiémi

1.1 Les Variétés de la langue dans le roman gabonais

Não foi incluída na gravação a introdução das entrevistas que inclui uma breve descrição da pertinência desta entrevista para a investigação, o esclarecimento quanto a questões relativas à confidencialidade, e o pedido para serem honestos e sucintos.

Entrevista DB

Realizada no dia 22 de Março de 2010, pelas 20h.

Já estas a par do nosso trabalho, deste nosso projecto Ano Zero, não é?

Sim.

De preparação de alunos para ingressar na escola, na Licenciatura – que não é o teu caso.

(Risos)

Primeiro quero saber se já praticaste alguma actividade física.

Sim, já fiz ginástica, quando era mais pequena….

Com que idade?

Para aí até aos 12, 13…

E, desde…?

Desde novinha, desde pequena, seis, sete anos.

Fazias com que frequência?

Uma a duas vezes por semana, noite.

Profissionalmente, ou seja, de competição?

Não, nunca foi competição.

E mais?

E fiz cavalo durante cinco anos.

Equitação.

Equitação. E depois fiz capoeira durante dois anos – foi o mais intenso, duas vezes por semana – e foi há dois anos atrás, portanto, acabei há dois anos.

Que idade tens agora?

Tenho 23.

Porque começaste a dançar – mesmo a capoeira, podemos considerar dança.

Porque gosto de…preciso, para o meu corpo, de sentir que sou elástica e ter força, e gosto de misturar com ritmo e dança. Isso e para me sentir mais fit.

Ok. Então acabavas sempre por saltar de uma coisa para a outra, não tiveste assim uma pausa…

Não.

Saltavas de uma modalidade para outra modalidade. Porque desistia de cada modalidade?

Por causa dos meus estudos. Porque estou sempre a mudar de sítio e não consigo ter… um percurso…

Já trabalhas?

Não, estou na faculdade e estou a estudar arquitectura, e agora estou a estagiar cá, para o ano vou fazer um erasmus, por isso estou sempre a…

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Estás sempre a mudar de sítio.

Estou sempre a mudar de cidade. Quando comecei a faculdade tive de mudar de casa porque é a cinco horas de minha casa, por isso é sempre…

Sim, está explicado. E porque decidias sempre por um novo estilo, ou modalidade diferente?

Sim, eu queria continuar capoeira cá, só que já não…anularam o curso que eu queria fazer, que era a mesma escola que eu fazia lá na Suíça, e, portanto, eu não queria começar outra escola com outro estilo de capoeira, e como a dança…também é uma coisa que sempre tive curiosidade, pensei esta é uma boa ocasião, porque é um…já tenho 23 anos, e arranjar uma aula para pessoas que nunca fizeram dança é raro.

Então, sempre tiveste esse gostinho pela dança e agora decidiste…

Sim. E tenho amigas que estão na dança há muitos anos, e sempre acompanhei espectáculos e assim, e sempre estive em contacto com isso.

Boa. E que expectativas tinhas em relação a estas aulas antes de as integrares?

Antes?

Sim.

Ught…desenvolver capacidades físicas do meu corpo. E sentir-me…preciso…não sei como dizer, explicar!

(Risos)

Preciso sentir que o meu corpo se está a desenvolver, e que estou a ganhar aptidões que não tinha antes.

Ok. E estão, ou não, a corresponder às tuas expectativas?

Sim, estão.

Estão?

Estão.

Em termos de dificuldade, o que achas…?

É bastante difícil porque nunca fiz dança clássica, portanto…

E nós já estávamos um pouco avançadas…

Sim, as bases são um bocado…mas sim.

Então não vale a pena perguntar que expectativas é que tens em relação ao teu futuro na dança, não é? Isto é só uma forma de tu trabalhares o teu corpo…

Sim, mas gostava de continuar para o ano, de arranjar um curso – mesmo para Berlim – de arranjar um curso para poder continuar a dança.

Mas curso superior?

Não, sempre ao lado do curso que eu estou a tirar agora, porque não consigo conciliar as duas coisas.

É difícil.

Por enquanto. Mas há experiências, que já ouvi de raparigas que acabaram o curso de arquitectura e que agora estão aqui na escola, a tirar o curso de Dança. Por isso, nada é impossível!

(Risos) Pronto, só queria agora saber a tua opinião acerca deste Ano Zero que nós propomos implementar aqui. O que tu achas, qual a tua opinião acerca disto?

Eu acho que é óptimo.

Se é útil, se não…

Acho que é, para quem quer entrar aqui para a escola porque é uma preparação inteira, completa. E acho que, para mim, é óptimo!

(Risos) Ah, estás a fazer clássico e contemporâneo.

Sim.

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Não. É porque não conhecia bem as duas coisas e quando comecei achei que era completo, completava ter as duas coisas. Só que também acho que é difícil fazer só uma vez por semana.

Pois… Pronto, obrigada!

Entrevista DM

Realizada dia 26 de Maio de 2010, pelas 20 horas.

Que tipo de actividades já frequentaste? E aproveita já para me dizer que idade tinhas, quanto anos fizeste cada actividade, e quantas vezes por semana. Daquilo que te lembras.

Actividades a nível da dança, obviamente.

Actividades no geral. Ginástica, natação, ballet…

Então, ballet nunca fiz. Fiz natação, para aí dos, sei lá, dos sete aos 12, 13, não sei muito bem.

E quantas vezes por semana?

Uma vez por semana a natação.

Ok.

Fiz dança jazz, duas vezes por semana.

Que idade tinhas?

Creio que tinha aí uns 15 anos.

Fizeste dois anos.

Até aos 14, 15 anos. Fiz dois anos, ano e meio, talvez.

E quantas vezes por semana?

Duas vezes por semana. Fiz acrobática. Acrobática fiz um ano, acho eu, se não estou em erro.

Com que idade?

Devia ter uns 16, 17 anos, mais coisa menos coisa.

Ok.

Não, mentira, mentira! Tinha menos, tinha menos. Devia ter para aí uns 15. Foi tudo mais ou menos na mesma altura, umas coisas a seguir às outras. Depois fiz ginásio normal. Fiz aulas de salsa…não fiz uma ano seguido portanto, fazia sempre que podia duas vezes por semana, e ginásio normal, aeróbicas, etc.

Tens que idade agora?

25.

Então desde os 17…

Não, entretanto…

Então aos 17 se calhar começaste foi a fazer o ginásio.

Comecei a fazer ginásio. Comecei a fazer ginásio, passei para a aeróbica, fiz durante algum tempo aeróbica, talvez dois anos. Fiz aeróbica, e depois parei. E depois na faculdade, no final da faculdade reatei, e comecei a fazer danças latinas: salsa, merengue…foi por aí, e depois parei.

Isso foi durante a faculdade. Estás parada, então, há quanto tempo?

Depois voltei para o ginásio no final da faculdade, ah…portanto… voltei para o ginásio para aí com 22. Fiz ginásio até há pouco tempo, até ao ano passado.

Ok. E porque começaste a dançar? Seja nas latinas, seja neste…

Porque amo a dança. (risos) Sempre quis, sempre quis ir mesmo para…

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Não sei, é uma cena que eu adorava, que achava assim muito gracioso, muito…bonito, sempre achei muito bonito. O mais parecido que tive com o ballet foi a dança jazz, tinha alguns passos.

Ah pois, tu fizeste dança jazz.

Sim.

Então quando começaste a dançar a dança jazz, porque é que começaste? É porque gostavas daquele estilo...

Porque gostava e como não havia mais nada…porque gostava daquele estilo. Eu gostava daquele estilo e como não havia ballet nem nada, e não me podiam por na altura porque não havia perto, nem havia danças de salão, que eram os estilos que eu gostava mais, eu fiquei pela acrobática e pela dança jazz, que eram as coisas que mais ou menos se assemelhavam àquilo que eu queria e que gostava.

Fizeste então várias actividades. Porque acabavas, paravas uma e recomeçavas noutra área?

A dança jazz acabou, deixou de existir onde eu estava, então parei e passei para a acrobática que era com o mesmo professor. E como eram as actividades que mais ou menos puxavam pelo corpo…gostava muito de ginástica rítmica e de ballet, tinha aquela parte clássica, pronto, eu gostava muito desse estilo mas não havia, portanto, passei da dança jazz que deixou de haver para a acrobática, e tive de sair da acrobática por motivos pessoais, porque a minha mãe…eram três vezes por semana e era muito complicado, então acabei por ter que sair. Também na altura não tinha ninguém para me levar e…pronto.

Então nunca levaste a coisa para o profissional, para a competição?

Pois, acabei por nunca levar. Eu cheguei a fazer saraus, mas competição não cheguei a fazer…ia começar…supostamente ia ser federada no ano em que saí, portanto…

Ok. Então nunca foi por, mesmo nas outras actividades que fizeste, não foi por falta de motivação ou…

Não.

Eram coisas que surgiam…

Não, a única que foi por falta de motivação foi a natação, porque nunca gostei de natação, fui obrigada por causa da saúde, por causa das costas, que a médica mandou-me para lá como manda os miúdos todos. E essa foi mesmo a única que foi por falta de motivação.

Pronto. Agora mesmo relativamente a este projecto e às tuas expectativas, que expectativas tinhas antes de integrar estas aulas?

Ugh…não sei muito bem. Eu queria ver como é que era porque sei que era uma oportunidade de fazer uma coisa que eu sempre tinha querido fazer, apesar de ser uma grande loucura porque já não tenho idade para isto mas, como achei que era uma oportunidade quis experimentar e ver se era capaz de fazer. E se gostava. Porque nós às vezes vemos e é tudo muito bonito mas na prática não é aquilo que nós achamos que é, mas estou a adorar.

Então e que achas agora…

Estou a adorar!

Pronto, a próxima pergunta era isso…se estavam a corresponder ou não…

Sim, mais ainda. Estou a adorar. Está a ultrapassar as expectativas, estou a adorar mesmo. E vou continuar. (risos)

Então e em relação ao teu futuro na dança, que expectativas é que tens? Objectivos futuros.

Honestamente, não sei. Ainda estou…

Tu trabalhas, não é?

Sim, trabalho. Trabalho…

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Em marketing, já sou licenciada há três anos, já trabalho há três anos em marketing e comunicação, e estou efectiva, portanto, isso significa que, se por acaso…não sei, acho que depende de como isto evoluir. Estou a deixar…estou a dar um passo de cada vez, a ver o que acontece. Não quero de maneira alguma precipitar-me e fazer uma loucura…

Mas quando pensas, vês-te a dançar ou a fazer isto só por hobby?

Eu gostava, se isso fosse possível, que não sei, acho difícil, mas se fosse possível acho que não descartava a possibilidade de fazer isto profissionalmente, honestamente. Mas isto é assim…assim um bocado à frente.

Ok.

Não sei se será possível!

Sei que não queres entrar para a escola.

Para já não.

Ah…para já não. Então, equacionas isso?

Equaciono, talvez.

Ok.

Depende, lá está, depende de como isto evoluir e se eu tomar assim uma decisão louca de deixar o meu trabalho e voltar a estudar, noutro curso que não tem absolutamente nada a ver (risos) com o que fiz a minha vida inteira! Inteira…pronto, sim, cinco anos, mais três anos, são alguns anos da nossa vida.

Sim. E conheces outras escolas de dança? Escolas superiores de dança.

Não, conheço só o Conservatório.

Que não é superior…

Que não é superior. A Escola Superior de Dança, e não conheço mais nada.

Ok. Queria saber agora a tua opinião acerca deste Ano Zero, que nós propomos implementar.

Acho fantástico! Acho que devia continuar, eu ia já fazer o ano a seguir! Estou a falar a sério.

Mas este projecto equaciona a preparação de alunos para entrar para a Escola especificamente.

Eu sei, eu sei, eu sei. (risos) Mas poderia entrar, eventualmente.

Mas achas importantes aulas deste género?

Sim, acho, acho mesmo. Também porque tenho amigas que querem entrar para a Escola mesmo e que se vêem um bocadinho aflitas para conseguirem ser preparadas, são pessoas que não têm, lá está, pessoas que se lembraram de começar a dançar um pouco mais tarde…

E não têm bases.

E não têm as bases, não têm técnica, e se calhar seria muito mais adequado professores daqui e até professores de ballet darem as aulas aqui, conhecendo a Escola do que eles estarem a aprender numa academia lá fora onde não estão a ser preparados tão bem como um professor daqui poderia prepará- los.

Pronto, muito obrigada pela entrevista.

De nada. E 102 euros é muito caro! (referindo-se ao valor de inscrição para a audição à ESD) (risos)

Entrevista FC

Realizada dia 4 Maio 2010 pelas 18h15

Então, a nível de actividades, dança ou não, o que é que já fizeste ao longo da tua vida?

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Dança. Qual é o teu percurso? Quando é que começaste? Aonde é que começaste?

Hmm… Com a minha mãe.

Lá em Faro?

Em Faro. Depois tive aulas com os professores, não foi sempre ela, porque ela dava outros níveis. Em mais pequenina tive alguns professores, depois acabei nela e continuei sempre com ela, até… até agora, há um ano.

E isso durou, então, esses anos todos?

Sim, desde que era mais nova, desde criança.

A frequência com que fazias essas aulas? Quantas vezes por semana, mais ou menos, por norma?

Duas. Dois. Quando eram espectáculos, eram mais. Mas normalmente era trabalhar coreografias para o espectáculo.

Passavam muito tempo a trabalhar para o espectáculo?

Sim, sim. Aulas, assim de técnica, não, nunca perdíamos assim muito tempo com isso. Eram as coreografias, era o espectáculo, fazer coreografias novas, trabalhar nas antigas. As aulas foram… Pelo menos num grau assim mais alto, mais velhas, era mais isso. Pequeninas, não, claro que era sempre mais técnica. Mas pronto, como não continuámos, não fomos aperfeiçoando, e então foram-se perdendo algumas coisas… O que íamos aprendendo era mesmo com o que íamos fazendo, com as coreografias e isso…

Então, e a nível de estilos? Que tipo de aulas de dança é que tu tinhas, é que tu tiveste? Fizeste ballet?

Sim, ballet e contemporâneo, mas era assim tipo… uma fusão.

Das duas coisas?

Sim, sim. Tínhamos aulas, dávamos as duas coisas. Mas como nunca foi uma coisa… só de início… de início comecei sempre com o ballet. Contemporâneo foi agora mais para o fim, não é… E como era mais a dança dos espectáculos… Pronto… Temos sempre de ter sempre um bocadinho de técnica…

Claro.

Pronto, foi assim… Foram as coreografias e isso…

Que expectativas é que tu tinhas quando vieste fazer estas aulas?

Expectativas? O que é que eu estava à espera das aulas?

Porquê estas aulas? Porque é que vieste para cá?

Ah! Porque quero entrar na Escola.

Queres entrar na Escola… E achas que as aulas estão a corresponder ao que tu precisas?

Acho que sim. Acho que muito, até. Acho que não podia ser melhor. Vim para cá e não imaginava bem o que é que… Imaginava… Sei o que é uma aula, mas não imaginei em que nível é que estavam, e não sei quê… Não sabia… Mas acho que sim, que está adequado e é uma grande ajuda e acho que vamos evoluindo de aula para aula, é muito bom.

E que expectativas, a nível futuro, que expectativas é que tens em relação à dança? O que pretendes fazer?

Ah, não sei… Quero entrar na Escola, não é? Depois, a partir daí… Acho que é o que todas as bailarinas querem… Trabalhar numa Companhia, entrar numa Companhia, ou até mesmo dar aulas… Mas, não sei… É um bocado… (risos)

Então, no próximo ano lectivo, vais fazer a audição? Vais tentar vir para cá…

Sim.

Conheces outras universidades cá em Portugal? De dança.

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Sim. E em relação a esta ideia de termos um Ano Zero cá na Escola, um ano de preparação para pessoas que pretendem seguir o curso? Achas que é valido, que é benéfico?

Acho que sim, acho é muito benéfico, até mesmo… Acho que até devia ser para pessoas que não viessem mesmo com a ideia de entrar, acho que isso até ia ajudar muito, há pessoas que entram nestas aulas e não querem seguir, mas depois gostam tanto, e vão, com as aulas vão-se habituando àquela coisa de dançar todos os dias, que se calhar era uma ajuda para juntar mais pessoas para entrarem cá na Escola…

Pois, também pensámos nisso…

Acho que estas aulas são boas.

Ainda bem! Vá, obrigada!

Está tudo?

Está tudo. Vai ser muito útil para nós.

Entrevista MV

Realizada dia 24 de Fevereiro de 2010, pelas 18 horas e 15 minutos.

Estás a par do nosso trabalho, não é?

Estou, sim senhora.

Esta entrevista vai servir para caracterizar o teu percurso, saber as tuas motivações, as tuas expectativas, e objectivos futuros na dança.

Ok.

É totalmente confidencial e anónimo. Posso utilizar informação mas ninguém saberá que és tu. Primeiro, que tipo de actividades físicas já frequentaste?

Fazia ballet quando era mais nova…dança jazz, nada de especial…

Então, espera. É que eu vou precisar mesmo de saber quando é que foi, que idade é que tinhas, quantas vezes por semana…por isso, podes elaborar já um bocadinho mais.

Então, ballet, comecei, estava, tinha para aí uns dez anos ou onze anos, fiz até…sete anos ou assim alguma coisa…

Quantas vezes por semana?

Tinha três vezes por semana.

E onde?

Nos Bombeiros Voluntários de Alcabideche. Depois mudei de professora…tive uma ano a fazer no Hotel do Estoril Sol que depois passou para o Clube de Ténis do Estoril, com a professora Ana Rita.

Ok. E sem ser o ballet, o que é que fizeste mais?

Sem ser o ballet, não…fiz patinagem artística quando era pequenina, mas tinha…

Ai é? Com que idade?

Tinha cinco anos, ainda vivia na Madeira. Tinha cinco anos….

Fizeste o quê, um ano?

Um ano, é.

É só? Nunca fizeste mais nada?

Assim físico não. Equitação e essas coisas mas isso não tem nada a ver com dança…

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Porque uma amiga minha dançava e disse-me que fazia ballet e disse-me “não queres experimentar?” e eu “então, está bem, ‘bora!”. (risos)

E foi assim…

Foi.

Alguma vez paraste?

Parei, parei no 12º ano, durante quatro anos mais ou menos…três anos.

E só recomeçaste agora?

Só recomecei agora.

E porque é que paraste?

Por causa da faculdade, porque estava em arquitectura… (sorri)

E era difícil conciliar?

Era muito difícil conciliar.

Não foi por te desmotivares…

Não, nada.

Agora estas a fazer dança clássica e técnica de dança contemporânea também. Porque é que decidiste…

Fazer as duas?

Sim.

Para…para entrar para aqui (sorri), para a Escola Superior de Dança, e já ter as noções básicas, principalmente de contemporâneo, que não tinha. E porque gosto, e tem de ser.

(risos) Tem de ser… que expectativas tinhas antes de integrar estas aulas?

O Ano Zero?

Sim.

Estava cheia de medo! Cheia, cheia, cheia, cheia de medo. Eu achava que ia ser dificílimo, e achava…achava…

Difícil para ti que já praticavas ballet há tanto tempo?

Estava cheia de medo! (risos) Confesso.

Do contemporâneo, acredito que tivesses….

Contemporâneo não tinha bem…sabia o que era o contemporâneo mas não tinha bem a noção de como eram as aulas e, portanto, estava mesmo à nora.

Então e, agora que já estás há uns meses a fazer, o que achas das aulas? Estão a corresponder às tuas expectativas?

Sim.

Continua a ser muito difícil, como pensavas no inicio?

Não. (risos)

Fala-me do clássico e do contemporâneo.

Contemporâneo, gosto muito. Eu, ao princípio, estava também cheia de medo de não gostar muito porque sempre gostei muito mais de clássico. E fez-me um bocado de confusão, porque entrei para o contemporâneo, de repente, era tudo em sexta posição, fez-me muita confusão.

E o trabalho de chão…

E o trabalho de chão, e relaxar imenso, que eu sou aquela coisa tensa….estava mesmo…ao princípio foi assim um bocado complicado e confesso que saía das aulas de contemporâneo toda partida, e a suar em bica…uma desgraça.

Trabalhar então….

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Mas, espera. Ainda do contemporâneo, isso foi no inicio. Entretanto, ao longo destes meses, tem vindo a melhorar isso?

Sim, já. Tem vindo a melhorar, sei que sou muito tensa ainda….

Pronto, eu ia-te perguntar se estava mais orgânico.

Bem que tento, mas noto…sinto melhor, sinto-me muito melhor a fazer as aulas de contemporâneo.

E no clássico?

No clássico, estava cheia de medo porque achei que ia ser assim pernas a 180 graus e essas coisas…

Mesmo sabendo que era para iniciados?

Mesmo sabendo que era para iniciados, achava mesmo que era assim uma coisa “fora”. E, ao princípios, as primeiras aulas, adorei, estava…percebi, ok, é de base então vamos fazer tudo em sexta posição e lá aquelas coisas…

Bem lento…

Bem lento… Depois tive aí uma altura em que comecei a desanimar um bocadinho, confesso – estava lento, de frente para a barra – e agora voltei a adorar e…

É?

…e estou muito mais contente. Mas, mas sei que serviram para aperfeiçoar muita coisa, e tinha muitos

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