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Validation du fonctionnement de l’architecture Test du fonctionnement du circuit

Interrupteur auto-commuté à thyristor

2.2. Validation du fonctionnement de l’architecture Test du fonctionnement du circuit

O tratamento de dados, realizado após a recolha dos mesmos consiste na análise e interpretação dos dados recolhidos de forma a permitir dar resposta ao problema de investigação proposto.

Face à natureza quantitativa e qualitativa (essencialmente) da informação recolhida, privilegiámos como técnicas de tratamento dos dados:

•a análise estatística para tratar os dados resultantes do inquérito por questionário;

•e a análise de conteúdo para tratar os dados resultantes dos discursos dos entrevistados e dos documentos internos da escola analisados. Realizámos, ainda uma análise comparativa (triângulação) entre os resultados obtidos nos questionários dos docentes e os resultados obtidos nas entrevistas realizadas ao coordenador de departamento curricular. Os resultados obtidos nos questionários aplicados foram sujeitos a uma descrição quantitativa e posteriormente a uma análise qualitativa.

3.5.1. Análise Estatística

Após a recolha dos dados através de um questionário estruturado procedeu-se à codificação das variáveis e os dados foram alvo de tratamento específico no programa SPSS - Statistical Package for the Social Sciences, versão 20.

Na análise dos dado, foram utilizadas as ferramentas de estatística descritiva, tendo-se procedido igualmente ao cruzamento das variáveis e ao teste de independência do Qui-quadrado, para análise da significãncia estatistica.

Foram efectuados cruzamentos com as seguintes variáveis,

relacionadas com a caracterização dos sujeitos: sexo; idade; tempo de serviço total na função docente; tempo de serviço na escola; habilitações académicas;

níveis de ensino que leciona; outros cargos desempenhados no presente ano letivo; experiência no desempenho de cargos e número de anos de exercício do cargo.

3.5.2. Análise de conteúdo

Para Yin, a análise dos dados “consiste em examinar, categorizar, classificar em tabelas, testar ou, do contrário, recombinar as evidências quantitativas e qualitativas para tratar as preposições iniciais de um estudo.” (2005, p.137).

Segundo Bardin “a análise de conteúdo é um conjunto de técnicas das comunicações, visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos”. (2008, p.44)

A análise de conteúdo, como técnica de tratamento de informação, permite construir um conhecimento sobre uma problemática através de algumas etapas. Carmo e Ferreira defendem seis etapas para o percurso da análise de conteúdo: “definição dos objectivos e do quadro de referência teórico; constituição de um corpus; definição de categorias; definição de unidades de análise; quantificação; e interpretação dos resultados obtidos”. (2008, pp.253-254)

A informação recolhida através da entrevista requer um procedimento

específico, o recurso à análise de conteúdo, que no dizer de Guerra, “é

descrever as situações, mas também interpretar o sentido do que foi dito”. (2006, p.69)

A análise realizada aos dados obtidos nas entrevistas teve por base a leitura das transcrições efectuadas, nas quais “constroem-se as sinopses das entrevistas numa grelha vertical cuja primeira coluna apresenta as grandes temáticas do guião de entrevista, acrescentadas com os novos elementos introduzidos pela leitura [das mesmas]” (idem, p.73). Acrescenta que as sinopses “são sínteses dos discursos que contêm a mensagem essencial da entrevista e são fiéis, inclusive na linguagem, ao que disseram os entrevistados.” (idem).

Com a realização das entrevistas pretendemos compreender que práticas são adotadas pelos coordenadores, em relação ao seu departamento curricular, na sua ação diária e após a realização das mesmas trancrevemos os dados recolhidos (Anexos 5-12) e procedemos à análise desse conteúdo para a qual se utilizou uma categorização com base nos tópicos que constavam no guião de entrevista.

Segundo Bardin (2008, p.145): “As categorias são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidades de registo, no caso da análise de conteúdo) sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão das caraterísticas comuns destes elementos”.

Neste sentido as informações recolhidas foram organizadas nas categorias mencionadas nos quadros 18, 19 e 20.

Quadro 18 – Identificação dos critérios de análise do bloco referente à caraterização do coordenador do departamento curricular

Bloco Categoria Subcategoria

Dados biográficos

do(a) coordenador(a) Experiência Profissional

Idade Tempo de serviço total Tempo de serviço na escola atual

Formação académica Formação complementar Níveis de ensino a que leciona

Desempenho de outros cargos no presente ano Experiência no desempenho de outros cargos

Tempo no desempenho do cargo

Quadro 19 – Identificação dos critérios de análise do bloco referente às perceções do coordenador do departamento curricular sobre a escola

Bloco Categoria Subcategoria

Perceções sobre a escola

Escola

Pontos fortes Aspetos menos positivos Identificação com a escola

Caraterização do corpo docente do departamento Apoio do órgão diretivo

Quadro 20 – Identificação dos critérios de análise do bloco referente às perceções do coordenador do departamento curricular sobre o seu percurso e atuação diária

Bloco Categoria Subcategoria

Perceções sobre o percurso como coordenador(a) de departamento e da sua atuação no dia-a-dia Visão do percurso como coordenador(a) de departamento

Grupos disciplinares do departamento Eleição

Envolvimento na escola Contribuições para a dinâmica

Motivações Caraterísticas de liderança

Sentimentos no início do desempenho do cargo Sentimentos atuais no desempenho do cargo Contribuições para o desenvolvimento profissional

Reconhecimento pelo trabalho desenvolvido

Visão do(a) coordenador(a) sobre a

forma de atuação no cumprimento das suas

funções

Caraterísticas de liderança reconhecidas pelos pares Competências para o exercício do cargo

Funções mais dificeis de pôr em prática Promoção da reflexão e trabalho colaborativo

Reação às solicitações

Incentivo/Promoção da participação dos docentes nas atividades da escola

Principais dificuldades sentidas

Com a aplicação dos questionários pretendemos:

- Caraterizar biograficamente os inquiridos - questões 1.1, 1.2, 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 e 1,7;

- Compreender perceções de docentes em relação ao exercício das funções de coordenador – questões 2.1; 2.3; 2.4; 2.5; 2.6; 2.7; 2.10; 2.11; 2.12; 2.13; 2.16; 2.18; 2.23; 2.28; 2.29; 2.31; 2.33 e 2.34;

- Compreender a influência do coordenador nas dinâmicas do trabalho docente

ao nível do departamento curricular – questões 2.2; 2.8; 2.9; 2.14; 2.15; 2.17;

2.19; 2.20; 2.21; 2.22; 2.24; 2.25; 2.26; 2.27; 2.30 e 2.32;

- Identificar caraterísticas que docentes consideram essenciais para reconhecer

liderança ao coordenador de departamento – questões 3.1.1; 3.1.2; 3.1.3;

3.1.4; 3.1.5; 3.1.6; 3.1.7; 3.1.8; 3.1.9; 3.1.10; 3.1.11; 3.1.12; 3.1.13; 3.1.14; 3.1.15; 3.1.16; 3.1.17; 3.1.18; 3.1.19; 3.1.20; 3.1.21; 3.1.22; 3.1.23 e 3.1.24 - Identificar caraterísticas que docentes consideram menos importantes para o

reconhecimento de liderança ao coordenador de departamento – questões

3.2.1; 3.2.2; 3.2.3; 3.2.4; 3.2.5; 3.2.6; 3.2.7; 3.2.8; 3.2.9; 3.2.10; 3.2.11; 3.2.12; 3.2.13; 3.2.14; 3.2.15; 3.2.16; 3.2.17; 3.2.18; 3.2.19; 3.2.20; 3.2.21; 3.2.22; 3.2.23 e 3.2.24.

Na análise do questionário e para contextualizar a ação do coordenador fizemos, ainda, uma categorização das respostas ao nível: da representação do departamento, da comunicação, da interação, da colaboração, da promoção da iniciativa pessoal, da resolução de problemas e dos objetivos comuns.