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V – Anti-ageing effects of olive derivatives in the skin

Dans le document OPTIONS méditerranéennes (Page 146-151)

A pesquisa empírica foi realizada em cinco escolas públicas de Natal-RN, as quais estão localizadas em cada região geográfica da cidade. Na região norte de Natal-RN, a pesquisa foi realizada em duas escolas, sendo uma exceção, em virtude de um fator específico de ordem metodológica e técnica. Nessa região, a amostragem probabilística indicou que uma escola da rede federal apresentava o mesmo padrão das demais escolas estaduais, considerando apenas as instituições com padrão selecionável dentro dos critérios definidos para escolha das escolas, os quais já foram apresentados no primeiro capítulo. No sorteio aleatório, conforme já descrito, essa escola federal foi sorteada e, para não destoar os dados e análises, decidimos que nesta região a pesquisa seria realizada em duas instituições, sendo uma da rede federal e outra da

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rede estadual. As demais três escolas são todas da rede pública estadual. A seguir, destaca-se a localização espacial das escolas participantes da pesquisa (Figura 5).

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No contexto das escolas, ganha destaque o aspecto relacionado às particularidades de cada instituição. É importante se considerar que, apesar de todas as escolas pesquisadas serem da rede pública de ensino, temos na análise uma instituição pertencente à rede pública federal (Escola II da Região Norte) e todas as demais pertencentes a rede pública estadual. No contexto de uma pesquisa qualitativa, essa é uma informação que precisa ser encarada com cautela, pois temos uma escola pertencente a uma rede de ensino diferente das demais escolas pesquisadas, e isso pode nos elucidar realidades e contextos também distintos.

4.1.1.1. As escolas da Região Norte de Natal-RN

As escolas pesquisadas na Região Norte de Natal-RN estão localizadas no bairro Potengi. De acordo com dados do Anuário de Natal-RN (NUNES ET AL, 2016), o bairro Potengi é o quarto mais populoso da região, com uma população residente estimada de 59.084 habitantes. As escolas pesquisadas nessa região possuem contextos históricos bem distintos: a Escola I da Região Norte foi fundada no ano de 1983 e possui o Ensino Médio Regular de três anos, já a Escola II da Região Norte foi fundada em 2007 e possui a modalidade de Ensino Médio Integrado de quatro anos.

Apesar de ambas as escolas dessa região estarem localizadas na mesma cidade, região administrativa e bairro, as observações possibilitaram a constatação de realidades bem diferentes, principalmente no que se refere à infraestrutura. Em termos numéricos, no período da pesquisa, as escolas apresentavam equivalência na quantidade de estudantes: a Escola I da Região Norte tinha 948 estudantes matriculados, sendo 58 estudantes concluintes no Ensino Médio Regular; já a Escola II da Região Norte tinha 961 estudantes matriculados, sendo 95 estudantes concluintes no Ensino Médio Integrado.

Quanto à infraestrutura, os dados revelam mais diferenças do que semelhanças entre as escolas. Ambas possuíam mais de dez salas de aula; disponibilidade de projetor multimídia em sala de aula; uma biblioteca e uma sala de vídeo, mas, apenas a Escola II possuía auditórios e salas para vídeo conferência. A Escola I possuía um laboratório de informática, sem acesso à internet, e a Escola II possuía seis unidades desse tipo de laboratório com acesso à internet. A Escola I não possuía salas climatizadas por aparelhos de ar-condicionado, enquanto na Escola II todas as salas de aula eram equipadas com esse tipo de aparelho.

Do ponto de vista institucional, a Escola I possuía um professor(a) de Geografia atuando no Ensino Médio, e a Escola II possuía dois professores(as) de Geografia atuando nessa faixa de escolaridade. Além do Ensino Médio Regular, a primeira escola destacada ofertava o Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já a segunda escola,

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além do Ensino Médio Integrado, ofertava EJA e Ensino Superior. A Escola I possuía parcerias com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e programas de formação de professores20 dessa universidade atuavam nessa escola, o que ajuda a fortalecer a relação recíproca escola-universidade, aproximando esses dois universos formativos.

As relações que se estabelecem entre a escola e a universidade têm sido objeto de estudo de diversas áreas e eixos de pesquisas, tais como: pesquisas em Educação e Ensino, formação e profissionalização docente, estágio supervisionado, formação inicial e continuada de professores, entre outras. Nesse sentido, destaca-se as ideias levantadas por Machado; Queiroz (2012):

No contexto da parceria universidade-escola, a postura crítica-reflexiva dos professores das duas instituições promove a aproximação das preocupações de ambos, auxiliando para que revejam sua bagagem teórica e as ações de sua prática, contemplando dessa forma o campo da pesquisa. Por outro lado e de forma simultânea, tal postura contempla também o campo da prática docente, quando o pesquisador solicita a colaboração dos docentes da escola para juntos tomarem decisões acerca do que devem investigar e do desenvolvimento da pesquisa. (MACHADO; QUEIROZ, 2012, p. 06).

No que tange os aspectos pedagógicos, apenas a Escola II possuía alguma ação de incentivo à formação docente continuada: Pós-Graduação Latu Senso e Stricto Senso. Ainda sobre a participação em atividades de formação continuada, destacaremos mais à frente informações profissionais dos professores, no entanto, um dos docentes fez o seguinte relato:

“Além das experiências citadas, participei no ano anterior de um programa de formação continuada oferecido pelo governo federal e desenvolvido na própria escola. Atualmente com o corte de verbas não estou participando de nenhum programa, e tem a questão do tempo, pois, eu trabalho em dois vínculos públicos. Tentei o mestrado acadêmico em Geografia na UFRN uma vez, mas eu fui infeliz na entrevista e reprovaram meu projeto. Depois eu não tentei mais, por uma questão que você precisa se afastar, e esse afastamento é complicado, mas eu vou tentar, o negócio é tempo. Fiquei sabendo do mestrado profissional em ensino de Geografia na UFRN, o que é uma boa oportunidade” (Rafael, professor de Geografia - pesquisa exploratória, 2016).

20O PIBID é um Programa do Ministério da Educação, gerenciado pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), cujo objetivo maior é o incentivo à formação de professores para a Educação Básica e a elevação da qualidade da escola pública. Sendo um programa de iniciação à docência, os participantes são alunos dos cursos de Licenciatura que, inseridos no cotidiano de escolas da rede pública, planejam e participam de experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar, e que buscam a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. As equipes, em diversas áreas do conhecimento, são formadas por: estudantes de graduação (licenciandos), professores das escolas públicas conveniadas (supervisores) e Coordenadores de Área (professores da UFRN). O PIBID-UFRN atende a 26 licenciaturas, sendo 5 cursos à distância e 21 presenciais. Disponível em: http://www.pibid.ufrn.br.

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De acordo com relatos dos professores de Geografia, ambas as escolas possuíam projetos e ações voltadas ao trabalho pedagógico integrado, o que é algo positivo, considerando as características avaliativas e pedagógicas do ENEM. No caso da Escola I, eram realizadas avaliações integradas por área do conhecimento; já a Escola II possuía projetos integradores diversos que se fundamentavam na trilogia “ensino-pesquisa-extensão”.

As duas escolas possuíam Projeto Político Pedagógico (PPP), informação importante que será melhor explorada no quarto capítulo. No que se refere a indicadores educacionais, de acordo com o INEP, a Escola I apresentou uma média de 525,14 na prova/área de Ciências Humanas e suas Tecnologias do ENEM 2014; já a Escola II apresentou uma média de 611,9 nessa mesma prova/área/ano. É possível se perceber certo distanciamento entre essas escolas, principalmente no que se refere a condições de trabalho e de infraestrutura. De forma direta ou indireta, essa realidade constatada influencia no processo de ensino e aprendizagem. Essa situação apresenta correlação com a afirmação de Cavalcanti (2010) de que,

As representações sobre escola ― sobretudo escola pública ― que circulam entre as pessoas, diretamente ou através de veículos de comunicação, associam-na a um lugar com inúmeros problemas, entre eles os relacionados aos livros didáticos, à formação dos professores, às condições de salário e trabalho, à violência entre alunos e entre professores e alunos. Parece que não há saída, que os problemas são insolúveis. No entanto, os professores percebem que a escola é parte da sociedade, é integrante da lógica e da dinâmica sociais, e que suas dificuldades não se resolvem com medidas pontuais. Compreendem, porém, que seu compromisso mais direto é com esse espaço e que é nele que devem investir seus esforços de transformação. (CAVALCANTI, 2010, p. 02).

A Escola II da Região Norte pertence à rede federal de ensino e, através das constatações, pode se observar que a mesma possui condições muito satisfatórias para realização do trabalho pedagógico, inclusive se destacando como uma instituição de excelência e referência. Assim sendo, não se pode fazer uma análise a fim de estabelecer comparações entre essas escolas, considerando esses aspectos.

Apesar disso, foi possível observar na Escola I da Região Norte um grande envolvimento dos professores, alunos e da gestão com relação aos assuntos de interesse da escola, conforme se apresenta em sua missão (Figura 6), o que ajuda a amenizar as dificuldades vividas por esses sujeitos, com vistas às necessidades da instituição. Nessa escola, um espaço que chamou atenção foi a biblioteca, pois foi possível observar um grande zelo por esse lugar: constatou-se um ambiente muito agradável e propício para a aprendizagem. (Figuras 7, 8, 9 e 10).

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Figura 6. Pátio da Escola I da Região Norte de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

Figura 7. Exposição de cordéis na biblioteca da Escola I da Região Norte de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

Figura 8. Exposição cultural na biblioteca da Escola I da Região Norte de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

Figura 9. Acervo da biblioteca da Escola I da Região Norte de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

Figura 10. Estudantes na biblioteca da Escola I da Região Norte de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

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4.1.1.2. As escolas das regiões Oeste, Leste e Sul de Natal-RN

As análises dos dados e informações das escolas têm ajudado a aproximar a pesquisa e a realidade estudada, e nos permite compreender esse conjunto de fatos com mais sensibilidade. Na região norte, a pesquisa exploratória foi realizada em duas escolas que pertencem a redes de ensino diferentes, como já visto, permitindo a constatação de algumas diferenças entre as instituições pesquisadas nessa região. No entanto, as escolas pesquisadas nas regiões oeste, sul e leste pertencem à rede de ensino estadual, o que ajuda e contribui para uma análise conjunta das mesmas.

Conforme se observa no Figura 5, a Escola da Região Oeste está localizada no bairro Cidade da Esperança; a Escola da Região Sul está localizada no bairro Neópolis e a Escola da Região Leste se localiza no bairro Lagoa Seca. De acordo com o Anuário de Natal-RN (NUNES ET AL,2016), o bairro Cidade da Esperança (região oeste) possui uma população residente estimada de 18.454 habitantes, não está nem entre os bairros mais populosos da região, nem entre os menos populosos. Ainda segundo o Anuário de Natal-RN (2016), os bairros Neópolis (região sul) e Lagoa Seca (região leste), respectivamente, possuem população residente estimada de 22.945 e 4.956 habitantes. Esses dois últimos bairros estão entre os menos populosos de suas respectivas regiões.

Cronologicamente, a Escola da Região Oeste foi fundada no ano de 1966; a Escola da Região Sul foi fundada no ano de 1971 e a Escola da Região Leste teve sua fundação no ano de 1925 (a escola mais antiga das instituições pesquisadas). As três escolas possuem o Ensino Médio Regular de três anos, assim como a Escola I da Região Norte. Com relação ao número de estudantes matriculados e concluintes do Ensino Médio, a título de contextualização, em 2016 a Escola da Região Oeste possuía 766 estudantes matriculados e 37 concluintes; a Escola da Região Sul possuía 334 estudantes matriculados e 45 concluintes; e a Escola da Região Leste possuía 649 estudantes matriculados, sendo desses 57 concluintes do Ensino Médio regular.

Em relação à infraestrutura dessas escolas, podemos inferir que todas apresentam muitas semelhanças no que se refere aos serviços e espaços disponíveis. Entre essas escolas, apenas a Escola da Região Oeste possuía mais de dez salas de aula em funcionamento; o laboratório de informática não funcionava em virtude de os computadores estarem quebrados e poucas salas eram climatizadas. A Escola da Região Sul possuía seis salas de aula e um laboratório de informática em funcionamento; a Escola da Região Leste possuía oito salas de aula e um laboratório de informática em funcionamento.

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As três escolas possuíam, simultaneamente, alguns aspectos infraestruturais em comum, como por exemplo: ausência de auditórios e salas de vídeo-conferência; disponibilidade de uma sala de vídeo e de uma biblioteca. Em relação ao conforto ambiental das escolas, as salas de aula das escolas das regiões Sul e Leste eram climatizadas por aparelho de ar-condicionado; já a Escola da Região Oeste possuía poucas salas de aula com disponibilidade desse tipo de aparelho. Em relação a áreas para prática desportiva, a Escola da Região Oeste possuía uma quadra coberta; a Escola da Região Sul tinha a disponibilidade de apenas um pátio coberto para esse tipo de atividade e a Escola da Região Leste possuía uma quadra descoberta. No geral, podemos constatar que as condições de infraestrutura e de aparelhos dessas escolas não são satisfatórias, necessitando de manutenção e substituição em muitos casos, conforme se observa nas Figuras 11 e 12.

Do ponto de vista institucional, as escolas das regiões Oeste e Leste possuíam apenas um professor de Geografia no Ensino Médio Regular de três anos, a Escola da Região Sul possuía dois professores de Geografia nessa faixa de escolaridade. Além do Ensino Médio, as escolas das regiões Sul e Leste também ofertavam o Ensino Fundamental; as escolas das regiões Oeste e Leste também ofertavam Educação de Jovens e Adultos (EJA), e, nenhuma das três instituições ofertavam ensino superior, e nem ações de incentivo à formação continuada de seus professores.

Em relação aos aspectos pedagógicos, as três escolas possuíam parcerias com a UFRN e com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), assim, programas de formação de professores dessas Instituições de Ensino Superior (IES), como o PIBID, por exemplo, atuavam nos espaços dessas escolas. No período em que a pesquisa exploratória foi realizada, apenas a Escola da Região Leste desenvolvia algum tipo

Figura 11. Quadra de esportes da Escola da Região Oeste de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

Figura 12. Condições do bebedouro da Escola da Região Oeste de Natal-RN. Fonte: pesquisa exploratória, 2016.

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de projeto de natureza interdisciplinar que tratava das olimpíadas, e somente essa escola, das três em análise possuía disponível o Projeto Político Pedagógico (PPP), ou seja, as escolas das regiões Oeste e Sul não possuíam esse documento norteador21.

Em relação aos indicadores educacionais dessas escolas, segundo o INEP, na prova/área de Ciências Humanas e suas Tecnologias do ENEM 2014, a Escola da Região Oeste apresentou média de 522,88, a Escola da Região Sul apresentou média de 519,75, e a Escola da Região Leste obteve uma média de 525,53. Verifica-se que as quatro escolas estaduais utilizadas para o recorte empírico da pesquisa apresentam média do ENEM muito próximas, o que indica similaridade de desempenho dos alunos no Exame Nacional.

4.1.2. O contexto dos estudantes

De modo geral, a análise dos dados coletados na pesquisa exploratória tem apontado para certos fatores que influenciam no processo de ensino e de aprendizagem: os fatores internos à rotina da escola (fatores didático-cognitivos associados ao ensino e a aprendizagem, tais como metodologias de ensino e dificuldades de aprendizagem dos conteúdos científicos), e, fatores externos à rotina da escola (condições socioeconômicas dos educandos e participação da família, por exemplo).

A aplicação de questionários sobre os aspectos socioeconômico e educacional dos estudantes se torna importante para a pesquisa, na medida em que a análise das informações fornece atributos que ajudam a entender os possíveis fatores internos e externos a escola, os quais influenciam na aprendizagem. Além dos questionários, também se destacam as entrevistas semiestruturadas realizadas com os professores de Geografia, as observações em diário de campo e outros.

Abordaremos nesta subseção o contexto socioeconômico e educacional dos estudantes participantes da pesquisa.

21 Considerando o sentido da análise, destaca-se a importância do planejamento para o processo de ensino e aprendizagem. De acordo com Vasconcellos (2002), mesmo que planejamento e projeto tenham em comum a finalidade de atribuir sentido ao processo de ensino e aprendizagem, os mesmos possuem diferenças entre si. Segundo esse autor, “o planejamento se coloca no campo da ação, do fazer; todavia, não parte do nada: existem definições prévias (teorias, valores, etc.) que precisam ser explicitadas. O projeto de ensino-aprendizagem está atrelado a uma concepção de educação, que, por sua vez, está relacionada às concepções de conhecimento e currículo”. (VASCONCELLOS, 2002, p. 98). A partir dessas ideias surgem concepções como planejamento do sistema de educação, planejamento da escola (Projeto Político pedagógico), planejamento curricular, projeto de ensino-aprendizagem (projeto de curso e plano de aula), entre outros. (VASCONCELLOS, 2002).

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