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Ao investigar sobre o Curso TIM na cidade de Florânia / RN por meio do PRONATEC, percebi o quanto a interiorização e expansão do ensino profissionalizante de Música, oriundo da EMUFRN, está fazendo história nos municípios interioranos do RN, em especial, aos que compõem a região Seridó. A realidade de investimento capital e pessoal em Educação Musical no RN ainda está distante do que se deseja, porém, vemos programas federais, a exemplo do PRONATEC, se configurar como uma das formas possíveis para garantir o acesso ao ensino técnico-profissional-musical a estudantes de cidades interioranas, em especial, da região Seridó-norte-rio-grandense, que almejam um ensino formal de Música que, até então, não tinha como ser concretizado em seus pequenos municípios.

A partir dos dados e reflexões apresentadas neste Trabalho, são vários os alunos egressos, em Florânia / RN, que, voluntariamente, se sentem motivados a repassar o que aprenderam durante o Curso TIM, por mim ministrado, verdadeiros agentes multiplicadores de conhecimento, instigados, ainda mais, a partir da pesquisa-ação realizada. Os entrevistados atestam, ainda, terem encontrado neste Curso a tão desejada qualificação técnica instrumental e teórica além da melhoria na leitura, escrita e interpretação musical. Para o município de Florânia / RN, este Curso trouxe maior visibilidade aos que se interessam pela Música como profissão, já tendo, inclusive, alunos oriundos deste Trabalho, ingressos no Curso de Licenciatura em Música na sede da EMUFRN, em Natal / RN.

Conforme foi mostrado na análise dos dados, aos participantes com menor poder aquisitivo, foi dada a oportunidade de transformação social, uma vez que, agora, estão trabalhando com Música no programa Mais Educação e no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos assim como em instituições religiosas e grupos profissionais que priorizam a qualidade musical nessa região e estado.

Quanto às filarmônicas, este Curso em questão, aumentou o intercâmbio de músicos nas mesmas e, em especial, na região Seridó-norte-rio-grandense, consequentemente, influenciando a promoção de encontros e festivais de filarmônicas e outros eventos dessa natureza. Este Programa, na região apresentada, significou a possibilidade de expandir e interiorizar o ensino técnico musical antes possível, apenas, se buscado na capital do estado, Natal / RN.

Com a reforma do ensino médio já em fase de implantação no país, a realidade do ensino de Música pode ficar ainda mais incerta, uma vez que as escolas de Educação Básica através de seus representantes legais poderão optar pelas linguagens artísticas que lhes forem mais convenientes. Das poucas oportunidades existentes para se aprender Música, como ensino especializado, no Seridó-norte-rio-grandense, vimos que ocorrem, com frequência, nas bandas de Música ou filarmônicas, instituições que, desde a colonização do país estão presentes nas cidades interioranas. Percebo, diante desse fato, o quanto é importante a continuidade do PRONATEC / Música nesses interiores, formando profissionais aptos ao ensino musical nesses contextos.

São muitas as críticas existentes a esse Programa a nível nacional, no entanto, para o Seridó, diante do que foi investigado, ele foi uma luz no final do túnel que trouxe e traz ainda formas de acesso ao ensino da Música e perspectivas de emprego para os recém-formados.

Para os músicos de Bandas Filarmônicas do interior, o PRONATEC pode se configurar como a esperança e a oportunidade social que faltava há décadas para suas qualificações profissionais.

Para os municípios, uma esperança para o custeio de cursos profissionalizantes necessários aos públicos jovem e adulto, que se encontravam fora do mercado de trabalho.

Considerando as reflexões apresentadas durante esta Pesquisa, analiso que, vivemos na era da informação e da formação para o trabalho, onde o sujeito precisa estar preparado para conseguir uma vaga de emprego manual cada vez mais escasso pelo aproveitamento de recursos tecnológicos e outros insumos. Em uma nação onde a educação é uma mercadoria, por vezes, cara aos que não dispõem de recursos financeiros suficientes ao provimento de moradia e alimentação. No semestre 2017.2, com a média de 14 milhões de pessoas sem empregos, iniciativas a exemplo do PRONATEC, além de subsidiar a classe musical, possibilita uma melhor qualificação aos que precisarem retornar ao mercado de trabalho com Música, seja formal ou mesmo informal.

Novas edições desse Programa estão em fase de implantação pelo estado do RN e será questão de tempo para que, através da EMUFRN, nosso estado possa ser um dos lugares mais musicalizados do país.

Acredito que este Trabalho possa abrir possibilidades para futuras pesquisas na área da formação musical obtida em Programas destinados ao ensino técnico musical oferecido a jovens e adultos pelos interiores do Brasil.

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