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1-4: Leachate from application of simulated rain

USING A BUFFER AND A BACTERIOSTAT AGENT

Devido ao desenvolvimento da sociedade e o avanço da tecnologia, derivado das descobertas científicas, as interferências humanas aumentaram consideravelmente, principalmente em relação ao uso da terra e dos sistemas aquáticos (CUNHA & GUERRA, 1999).

Ao se discutir a expressão “uso da terra”, o termo “terra” tem um significado mais amplo que o termo “solo”. Da mesma maneira que o solo, ela também envolve os atributos dos recursos naturais que ocorrem na superfície da Terra, mas, ao contrário deles, integra a vasta gama de condições ambientais e processos que, direta ou indiretamente, estejam relacionados com esses atributos. A definição técnica e comumente aceita de “terra”, conforme determinado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação-FAO-ONU in Verheye (2009) é:

“uma área da superfície da Terra, em que as características de todos os atributos que se interrelacionam de maneira razoavelmente estável ou previsível (mesmo que cíclica) na biosfera (no sentido vertical acima e abaixo desta área), incluindo os atributos da atmosfera, dos solos e geologia subjacente, a hidrologia, as populações de plantas e animais, e os resultados do passado e do presente da atividade humana, à medida em que esses atributos exercem uma influência significativa sobre os atuais e futuros usos da terra pelo homem”.

Desse modo o “uso da terra” difere de “cobertura da terra” por causa do papel intencional das pessoas em se adaptar à cobertura natural da terra em função de seu benefício. A conotação de “uso da terra” implica uma interferência por seres humanos e uma intenção subjacente de transformar os recursos naturais da terra em algo benéfico (beneficial output). Isso implica tanto a maneira pela qual os atributos biofísicos da terra são manipulados, e quanto à intenção de sua manipulação subseqüente, ou seja, a finalidade para a qual a terra é utilizada (VERHEYE, 2009).

Já a “cobertura da terra” é o estado biofísico da superfície terrestre (TURNER et al., 1995, in FERREIRA, 2006). Isto é, a “cobertura da terra” descreve os atributos naturais e/ou construídos pela ação do homem, que cobrem determinada área: campos agrícolas, floresta, montanha, lagos, etc. Uso da terra envolve tanto a maneira como os atributos biofísicos da terra são utilizados como a intenção por trás dessa manipulação – o propósito pelo qual a terra é utilizada (TURNER et.al., 1995; LAMBIN, 2004 in FERREIRA , 2006).

De acordo com o conceito da FAO, uso da terra define as atividades humanas que estão diretamente relacionadas à terra, fazendo uso de seus recursos, ou tendo um impacto sobre eles. Nesse contexto, a ênfase está na “função ou finalidade” para a qual a terra é usada, e é feita especial referência à "gestão das terras para atender às necessidades humanas". O termo inclui tanto usos rurais e urbanos ou industriais. Uso do solo automaticamente envolve os conceitos de otimização do uso potencial da terra, avaliação de terras, por exemplo, e do ordenamento do território (VERHEYE, 2009).

De acordo com Chueh e Santos (2005) o uso do solo está relacionado diretamente à degradação do ambiente pelas ações antrópicas, tanto diretas quanto indiretas. Estas ações podem variar em grau de intensidade conforme a função que um determinado ambiente assume, decorrente da apropriação dos seus recursos

naturais, normalmente priorizando-se o fator socioeconômico em detrimento do ambiente físico, transformando-o em um espaço que demanda a sua exploração econômica, estabelecendo uma nova dinâmica na relação homem/natureza e gerando consequências no meio natural.

Este processo de apropriação e exploração ambiental carece de diagnósticos que contemplem as necessidades de se prevenir impactos ambientais considerados negativos, tanto para se evitar a degradação dos ambientes a serem explorados, quanto para minimizar as degradações já ocorridas, proporcionando subsídios técnicos no planejamento das ações mitigadoras. Assim, conhecer o comportamento do solo da bacia em termos de cobertura da terra e uso da terra é ferramenta de grande valia para a análise da qualidade ambiental da bacia hidrográfica. Logo, buscou-se discutir acerca da proteção dada ao solo pela vegetação atual (cobertura da terra), como também sobre as formas de uso do solo.

2.3.1 O grau de proteção da cobertura vegetal atual

De acordo com Botelho (2010) o levantamento dos dados sobre a cobertura vegetal, em geral, vem acompanhado pela informação sobre o uso atual do solo, já que ambos estão estreitamente relacionados.

Botelho (2010) destaca a importância da cobertura vegetal:

A identificação dos diferentes tipos de cobertura vegetal atual informa, principalmente, sobre o nível de proteção do solo, já que a cobertura vegetal é responsável pela proteção contra a ação do impacto das gotas da chuva (splash), pela diminuição da velocidade do escoamento superficial (runoff), através do aumento da rugosidade do terreno, e pela maior estruturação do solo, que passa a oferecer maior resistência à ação dos processos erosivos.

Como a cobertura vegetal atual e uso atual do solo, geralmente, estão relacionados, é possível criar, após a etapa de planejamento propriamente dita, ou seja, do estabelecimento das atribuições ou sugestões ou alterações de uso do solo, um confronto ou incongruência de uso, em função da conjugação das informações sobre o uso e cobertura do solo atual (real) e aquele considerado mais adequado (potencial).

A vegetação exerce papéis importantíssimos, dentre eles destacam-se: a manutenção do ciclo da água, pois à medida que protege o solo contra o impacto

das gotas de chuva, aumenta a porosidade e a permeabilidade do solo através da ação das raízes, reduzindo o escoamento superficial, mantendo a umidade e a fertilidade do solo pela presença de matéria orgânica. A proteção dada ao solo pela vegetação nativa proporciona menores perdas de solo e maior capacidade de retenção de água, especialmente quando comparada ao solo sob culturas ou desnudo.

De acordo com Silva; Schulz e Camargo (2003) a cobertura do solo é um fator que está intimamente ligado a processos antrópicos (econômicos, sociais e culturais), os quais explicam o modo pelo qual vem sendo manejado o solo de uma região, assim como sua cobertura. A vegetação apresenta importância fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, pois torna o solo fértil, com a decomposição das folhas e de outras partes; reduz a velocidade do escoamento da água, evitando assim, o assoreamento dos rios; permite maior solidez e porosidade do solo por meio do seu sistema radicular; propicia a formação de materiais coloidais, importantes para a aeração do solo; e ainda protege os recursos hídricos e abriga inúmeras formas de vida (SILVA, 2003).

Assim, ao descrever e caracterizar a vegetação da área é possível conseguir informações importantes quanto às modificações da natureza e assim analisar de forma sistemática os vários processos atuantes.

2.3.2 Índice de suscetibilidade do solo à erosão

Ainda associado ao uso do solo está a suscetibilidade do solo alterado em sofrer erosão em função das atividades intervenientes. Segundo Mafra (2010) o que diz respeito à análise dos mecanismos de erosão hídrica, consideram-se, como fontes de energia, a ação das gotas de chuva e a atuação dos processos hidrológicos de superfície e subsuperfície. A essas duas fontes se contrapõe a resistência que oferecem o solo e a vegetação à atuação dos processos erosivos. Ou seja, a erosão depende das relações existentes entre a capacidade erosiva da chuva e os fluxos de superfície e subsuperfície, assim como da suscetibilidade dos materiais a serem erodidos.

Beltrame (1994) e Sucupira (2006) relatam que para cada grupo de diferentes tipos de rochas, pode-se associar a um índice referente ao grau de suscetibilidade à erosão. Para cada grupo de diferentes tipos de rochas, pode-se associar um índice

referente ao grau de desagregabilidade das mesmas à erosão. Desse modo a suscetibilidade dos solos à erosão é analisada em função de suas diferenças texturais, correlacionando o diâmetro das partículas com a mínima velocidade média do fluxo da água necessária para transportá-las. Segundo Sucupira (2006), as curvas de erosão/transporte e transporte/sedimentação, comportam-se de forma distinta a diferentes velocidades de corrente e para diferentes classes da granulometria. Sendo, portanto necessário o estudo integrado entre as classes texturais e a vazão na seção de análise.

Segundo Mafra (2010) os solos possuem diferentes vulnerabilidades à erosão, a qual depende diretamente de características como a textura, a estrutura, a consistência, conteúdo de matéria orgânica, desenvolvimento do perfil de solo, etc. A textura é uma das mais importantes, devido à estreita relação com as propriedades de coesão do solo, estabilidade dos agregados, assim como a permeabilidade. O domínio das frações areia fina e silte, por exemplo, favorece uma maior credibilidade, enquanto elevados percentuais de areia grossa permitem uma maior permeabilidade e, portanto menor credibilidade.

De um modo geral, os solos que apresentam percentuais elevados de argila possuem uma boa coesão e uma apreciável estabilidade estrutural, ainda que existam diferenças no que diz respeito a essas propriedades, para argilas de estrutura 1:1 e 2:1. É importante a avaliação desse conjunto de características e propriedades e sua relação com a capacidade de infiltração do solo, uma das condições determinantes do processo erosivo (MAFRA, 2010).

A erosão do solo tem sido definida como “a desagregação e o transporte de solo por agentes erosivos” (ELLISON, 1947 in ALBUQUERQUE; CASSOL & REINERT, 2000). A erosão geológica ou normal é a erosão do solo em seu ambiente natural, não alterado pela atividade humana, incluindo os processos de intemperização e a remoção dos materiais pela gravidade, vento, água e gelo, ativos através do tempo geológico. “A erosão acelerada é a erosão com uma taxa excedente a taxa natural ou de gênese do solo” (GOTTSCHALK, 1965 in ALBUQUERQUE; CASSOL & REINERT, 2000).

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