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DISSIPATION OF COUMAPHOS ACARICIDE IN MODEL XA9846534 CATTLE DIPPING VATS AND SOIL COLUMNS UNDER

3. RESULTS AND DISCUSSION

3.3. Persistence and leaching of coumaphos

Seguindo a etimologia da palavra eutrofização temos: do grego "eu" (bom, verdadeiro) e "trophein" (nutrir), portanto, "bem nutrido". Logo, denomina-se por eutrofização o fenômeno natural causado pelo aumento de nutrientes essenciais para o fitoplâncton e plantas aquáticas superiores, principalmente compostos nitrogenados, fosfatados, potássio, carbono e ferro. Porém, as diversas atividades humanas podem acelerar este processo. Podendo este processo ser denominado de eutrofização artificial, cultural, acelerada ou antrópica, normalmente causada pela descarga de efluentes agrícolas, urbanos ou industriais em um ambiente aquático mais ou menos fechado (BOYD, 1990; CARVALHO, 2004; CRUZ; BRAZ, 2000; ESTEVES, 1998; HOLMES, 2000) in SOARES FILHO (2010).

De acordo com Dodds (2002) a eutrofização é o processo onde um ecossistema torna-se mais produtivo pelo enriquecimento de nutrientes que estimulam os produtores primários. O aumento da entrada de nutrientes em um sistema pode ocorrer de forma natural ou por influência humana. Já o estado trófico diz respeito ao nível de produtividade de um ecossistema.

Kubitza (2000) e Schmittou (1999) in Soares Fillho (2010) citam que quanto maior a eutrofização, maior será a densidade do fitoplâncton. Porém, pode atingir uma biomassa crítica, entrar em senescência e morte súbita (die-offs) parcial ou total, provocando uma redução no processo fotossintético. Com a rápida decomposição da biomassa fitoplanctônica, ocorre uma queda acentuada nos teores de O2 dissolvido, redução no pH, aumento nos teores de CO2 dissolvido, nitrito,

amônia etc., comprometendo totalmente a qualidade da água.

Sendo assim, é necessário manejo adequado desses empreendimentos para reduzir os impactos e as alterações ambientais. Deve-se entender que a preservação ambiental e parte do processo produtivo e que não se deve conceber o desenvolvimento de técnicas de manejo para aumentar a produtividade sem avaliar os impactos produzidos. Assim, as atividades ocorrentes nos recursos hídricos devem estar apoiadas em três pilares essenciais e indissociáveis para que se possa ter uma atividade perene: a produção lucrativa, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social (VALENTI, 2002).

A eutrofização dos recursos hídricos talvez seja um dos maiores impactos causados pela aquicultura, seja ela semi-intensiva ou intensiva. O manejo inadequado de rações propicia a entrada, o aumento e a concentração de nutrientes na água dos tanques de criação, promovendo a Eutrofização artificial dos mesmos. A baixa eficiência energética das rações constitui uma das principais causas da elevada perda de nutrientes para o ambiente, uma vez que é necessário ministrar grande quantidade de alimentos para obter o peso vivo desejado, o que resulta em elevada taxa de conversão alimentar (WATANABE, 1991 in MONTAGNOLLI et al., 2004). O mesmo se aplica às áreas estuarinas onde ocorre com frequência a carcinicultura.

É impossível produzir sem provocar alterações ambientais. No entanto, pode- se reduzir o impacto sobre o meio ambiente a um mínimo indispensável, de modo que não haja redução da biodiversidade, esgotamento ou comprometimento negativo de qualquer recurso natural e alterações significativas na estrutura e funcionamento dos ecossistemas. Esta é uma parte do processo produtivo. Não pode-se desenvolver tecnologia visando aumentar a produtividade sem avaliar os impactos ambientais produzidos (VALENTI, 2002).

2.2.6.1 Processos associados à eutrofização

O efeito da qualidade do efluente sobre o corpo receptor está ligado principalmente à quantidade de sólidos suspensas na água, à quantidade de nutrientes dissolvidos e à redução nas concentrações de oxigênio dissolvido. O enriquecimento orgânico afeta diretamente as taxas de consumo de oxigênio e, quando a demanda por oxigênio é maior que a disponível, o sistema pode se tornar anóxico, principalmente na interface água-sedimento.

Os processos que ocorrem no sedimento também colaboram com a redução nas concentrações de oxigênio dissolvido, resultando na produção de amônia, gás sulfídrico e metano, os quais podem dissipar-se pela coluna d'água. O enriquecimento de amônia na água, sob baixas concentrações de oxigênio dissolvido, pH e temperatura elevada, propicia a mortandade de peixes implicando perdas econômicas (BOYD, 1982; in MONTAGNOLLI; et al., 2004).

Dessa forma, nas atividades de aqüicultura, a utilização de rações que apresentem baixa taxa de conversão alimentar e o emprego de técnicas eficientes de alimentação, bem como um sistema eficiente de detecção e coleta de resíduos alimentares (alimentos não ingeridos), pode reduzir a poluição por nutrientes (BLYTH & PURSER, 1993; in MONTAGNOLLI, et al. 2004).

Considerando os estudos de Barbosa et. al. (2006), a eutrofização cultural é atualmente um dos principais problemas relacionados à qualidade da água e disponibilidade de recursos hídricos no mundo. Esta é causada pelo estabelecimento de atividades humanas nas bacias de drenagens, fato que tem incrementado descargas de nutrientes nos lagos, rios, reservatórios e estuários tendo como consequência mudanças nas características tróficas destes corpos aquáticos. Inúmeras fontes têm sido identificadas como as causas primárias deste enriquecimento: descargas domésticas e industriais e águas residuais urbanas e agrícolas, produtos que tem restringido drasticamente o tempo de vida útil destes ecossistemas.

Os índices de estado trófico (IET) foram desenvolvidos com o intuito de classificar as águas de lagos e reservatórios, facilitando assim, aos agentes de tomada de decisões e a comunicação ao público sobre o estado ou a natureza na qual se encontram tais sistemas. Neste trabalhão considerou-se o índice do estado trófico de Carlson (IET), modificado por Mercante e Tucci-Moura (1999) que tem por

base a transparência da água e o fosfato (fósforo solúvel reativo), que classifica os estados de trofia de acordo com os seguintes índices: Oligotrófico (IET ≤ 44), Mesotrófico (44 < IET ≤ 54) e Eutrófico (IET > 54).

A classificação do estado trófico dos ecossistemas aquáticos é de grande valia, pois, permite a comparação da produtividade de ecossistemas dentro e entre ecorregiões distintas, além de oferecer uma noção inicial acerca da extensão de eutrofização cultural sofrida pelo sistema (DODDS, 2002). Para Carlson e Simpson (1996) o estado trófico representa o peso total da vida ou material biológico (biomassa) em um corpo d'água, em um local e hora determinados. Tempo e medidas específicas de localização podem ser agregados para produzir estimativas de nível d'água do estado trófico. O estado trófico é entendido como a resposta biológica ao forçar fatores tais como adições de nutrientes (NAUMANN, 1919 in CARLSON e SIMPSON, 1996). Mas o efeito dos nutrientes pode ser modificado por fatores como o período, tipos de culturas presentes, a mistura de profundidade, etc.

Segundo Von Sperling (2005), os níveis de trofia dos ambientes aquáticos e suas características mais comuns são: Oligotrófico (lagos claros e com baixa produtividade), Mesotrófico (lagos com produtividade intermediária), e Eutrófico (lagos com elevada produtividade, em comparação com o nível natural básico).

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