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Les différentes sous-unités du NMDAR

V. Les récepteurs du glutamate de type NMDA

1. Les différentes sous-unités du NMDAR

O contexto histórico da alfabetização de adultos em Goiânia abre diversas possibilidades de abordagem para esse estudo: no âmbito de política pública, formação continuada, didático-pedagógica dentre outras. No entanto, embora seja um projeto bem

elaborado pela equipe da SME de Goiânia, observei a falta de referência da educação ambiental em suas proposições, o que me alertou para a necessidade da inserção de vínculos com essa discussão. Toma-se, portanto, o aspecto didático-pedagógico como foco desta pesquisa, por sua relação direta com os sujeitos envolvidos no processo. Essa abordagem, além de possibilitar a inserção da Educação Ambiental com estratégias ecopedagógicas que promovam o trabalho de consciência ambiental junto aos educandos da cooperativa ACOP em processo de alfabetização, direciona o olhar para outra perspectiva de atuação a partir da sensibilização, da percepção do ser, da expansão da vida.

A longa e conflituosa história da alfabetização de adultos no Brasil e o acúmulo de discussões e produções existentes que subsidiam o Programa AJA-Expansão da SME de Goiânia são elementos que lhe possibilitam enfrentar os desafios e contribuir para a construção de uma nova história da alfabetização de adultos no Brasil. Nesse contexto, considero que a EA pode trazer contribuições significativas para interferir junto a essa situação de grande evasão dos educandos da EJA que está se apresentando hoje em Goiânia e em todo o país. É uma situação que traz novos desafios, que exige novas maneiras de serem olhados e cuidados.

A concepção de educação que envolve a EA não se contrapõe à concepção de educação que orienta a EP, mas a EA revela a natureza complexa que envolve a alfabetização de adultos colocando em foco nesse processo uma relação integrada com a natureza. A EA busca integrar o homem à sua natureza e à natureza da natureza reaproximando-o, levando o ser humano a se perceber parte da natureza, inserido em seu sistema de alimentação da vida. Nesse caminho, ela vai ao encontro das emoções, da sensibilidade, das subjetividades, criando uma relação diferente daquela que vê a natureza como matéria prima para ser explorada, da que coloca a natureza a serviço do homem. Por meio da sensibilização, ela busca a reaproximação consigo mesmo, localizando o pertencimento e resgatando a identidade para tornar-se sujeito consciente e capaz de realizar transformações que alimentem a vida. Sato e Passos (2013, p. 24) aprofundam essa reflexão comentando que

Na dimensão político-poética da EA, não há orientações pedagógicas magistrais de receitas prontas, cartilhas que promovam o ABC de estratégias, ou bússolas que mostrem apenas um eixo “norteador” do universo, senão um conjunto de tentativas e erros, com acúmulo de dissabores e que muitas vezes nem alcançam a beleza da flor. A educadora ou o educador ambiental situa-se, assim, num enigmático mundo de descobertas, com dúvidas sobre por onde caminhar ou sobre qual itinerário seguir.

Seguindo a correnteza que conduz estas águas, teço esta trama com as pontas soltas dos fios escorridos do tecido encontrado. O Programa AJA-Expansão/Brasil Alfabetizado possui uma estrutura organizacional para a formação e a prática das atividades com as turmas, tanto internas quanto externas, por meio da qual implementa toda a elaboração para o atendimento aos educandos. A essa estrutura inseri a turma da pesquisa e acredito que, assim como houve para essa turma uma relação específica entre ela e a estrutura de atendimento proposta, também para cada turma que aí se forma há uma relação peculiar decorrente das características de cada comunidade atendida. Assim, apresento a estrutura organizacional da proposta de trabalho do AJA-Expansão onde se inseriu a experiência vivida nesta pesquisa, para em seguida contar como ela aconteceu. É importante lembrar que a relação com o AJA- Expansão é apenas uma das dimensões do universo abordado, outras extensões desse universo estão localizadas nas cooperativas contatadas, no apoio recebido da Incubadora Social da UFG, nas parcerias com Ong e com professor de artes, dentre outras.

A Proposta Político Pedagógica da Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (EAJA) 2010-2014 da SME de Goiânia apresenta a estrutura organizacional do Programa AJA-Expansão expondo que essa organização se dá em função de garantir formação integral e cidadania aos educandos, mas sem explicações acerca do que seja uma educação integral, ou de como essa cidadania pode ser garantida. Ou seja, sem nenhuma discussão acerca desses e de outros aspectos que estão na base do AJA-Expansão. Essa falta de explicitação acerca do trabalho pedagógico com o AJA-Expansão pode ser entendida também como uma expressão da falta de atenção a esse Programa, parece indicar não estar havendo um repensar da sua proposta, ficando subsumido na proposta geral da EAJA da SME.

Além de aparecer na Proposta Político Pedagógica da EAJA da SME de Goiânia, o Programa AJA-Expansão tem um projeto específico para a consolidação da parceria com o PBA. Entendo, porém, que, pela relevância desse Programa, para valorizá-lo e enriquecer o trabalho junto com os grupos dos educadores populares, é necessário que seu projeto seja partilhado, que sua proposta seja apresentada integralmente, com detalhamentos, explicitações, avaliações e discussões. As experiências boas, as trocas, as sugestões para um trabalho contínuo, enriquecido com as experiências de cada ano a fim de que possa se aproximar cada vez mais das comunidades atendidas, se revendo, se recontextualizando e se aprimorando. Assim, poderá compartilhar e discutir a compreensão do que seja uma educação integral, pensar em uma transversalização da EA, num trabalho mais profundo e de continuidade. Em depoimento para esta pesquisa, a coordenadora popular que acompanhava a minha turma disse não saber que existe uma proposta de EAJA na SME e que, também, não

conhecia nenhum projeto específico do AJA-Expansão. Um forte indício de desatenção. O Programa AJA-expansão aparece inserido na Proposta da EAJA da SME, apenas na parte concernente à “Estrutura organizacional”, e apresentado da seguinte forma:

2.4 Estrutura organizacional

Tendo como foco o atendimento às necessidades, anseios e especificidades dos educandos, a EAJA está organizada de forma a garantir sua formação integral e seu pleno direito de exercício da cidadania.

2.4.1 Programa AJA-Expansão / Brasil Alfabetizado

• Carga horária: 360 horas anuais e 10 horas semanais. • Jornada letiva: 2h30min diárias.

• Números de educandos por turma: mínimo de 15 e máximo de 25. • Desenvolvimento de leitura e escrita contextualizada e pensamento

lógico-matemático.

• Registro de avaliação: produção textual mensal.

• Desenvolvimento em locais alternativos, tais como empresas, sindicatos, igrejas, associações e outras instituições.

• Formação inicial com duração de 40 horas/aula.

• Formação continuada: encontros semanais organizados em grupos que funcionam nos turnos matutino e noturno.

• Acompanhamento mensal do coordenador aos respectivos grupos. • Uma reunião semanal da coordenação, para reflexão e planejamento. • Financiamento para participação em seminários, encontros e congressos.

(GOIÂNIA, 2013, p. 48-49)

O cumprimento de toda essa “Estrutura Organizacional” foi efetivado dentro dos limites entre o proposto e as possibilidades de realização, durante a experiência vivida no ano de 2014 com a alfabetização dos catadores. Assim, apresento essa “Estrutura Organizacional” do AJA-Expansão aplicada na experiência vivida na comunidade de catadores, explicitando como cada item se efetivou.

Carga horária: nessa experiência, a carga horária das 360 horas foi cumprida, priorizando o atendimento aos educandos. Por ter iniciado as atividades na turma somente no dia 12 do mês de maio, não foi feito intervalo de férias no mês de julho e as atividades se sucederam ininterruptamente até o dia 16 do mês de dezembro.

Jornada letiva: a jornada de 2h30min diárias foi cumprida seguindo uma combinação com os educandos. Essa combinação consistiu no cumprimento de 2h de atividades diárias no grupo, complementada com atividades para serem feitas fora da sala, em outros horários de cada um. Dessa maneira, as atividades em sala aconteciam das 17h30min às 19h30min. Essa

sugestão precisou ser acatada por solicitação do grupo, sob pena de os educandos não permanecerem na turma. As atividades propostas a serem realizadas fora desse horário consistiam muito em observação da natureza, apreciação da lua cheia, contemplação das estrelas, observação e cuidados com a água, plantação de horta, cultivo de flores, respiração profunda, observação dos sentimentos ao longo do dia, atividade de escrita do próprio nome e de palavras do mundo, dentre outras. Essas atividades eram retomadas no início de cada encontro, frequentemente em clima de risadas e descontração.

Número de educandos na turma: esse foi o item mais difícil para ser cumprido. A turma inicialmente foi cadastrada em dois grupos, sendo 8 educandos na cooperativa Coocamare e 8 na cooperativa Acop. Na segunda semana de atendimento o grupo da Coocamare se desfez, com uma greve na coleta seletiva os alunos não compareceram. As atividades se concentraram somente na turma da Acop. As atividades realizadas inicialmente no galpão da cooperativa chamava a atenção de quem por ali passava e várias pessoas da comunidade se cadastraram, formando uma lista de 15 educandos. As dificuldades de cada um para vencer as resistências nutriam a irregularidade do grupo. Em alguns dias compareciam 3 alunos, em outros 6 compareciam, às vezes a presença era de apenas 2 educandos, mas todos os dias teve frequência. E as atividades eram desenvolvidas com o mesmo entusiasmo, valorizando a presença do aluno que estava ali.

Desenvolvimento da leitura e escrita contextualizada e pensamento lógico- matemático: foi um item desafiador para todo o grupo e, especialmente, para mim. Como desenvolver essa atividade, como introduzir o procedimento da leitura, com qual lógica caminhar? Do analítico para o sintético, do sintético ao analítico, do global para o silábico, das letras às palavras, das palavras ao mundo e do mundo às ideias. Os princípios do método desenvolvido por Paulo Freire foram a estrela guia e, me orientando por esse caminho, fomos plantando flores, somando com as estrelas do céu, subtraindo dores, juntando poesia com alegria, para desabrochar pensamentos e palavras.

Registro de avaliação: foi um procedimento que fizemos por meio de rodas de conversa, que foram gravadas como registro avaliativo feito pelo próprio grupo. O desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e do pensamento lógico matemático foi avaliado pelos teste de entrada e teste de saída. O teste de entrada avalia os conhecimentos com os quais os educandos iniciam a formação, o teste de saída é outra avaliação feita ao final da formação. Esses testes são enviados pelo Programa Brasil Alfabetizado (PBA) para avaliação das aprendizagens dos alunos. Acompanhando esses testes vem um guia com orientações para a aplicação e para o preenchimento das fichas de registro dos resultados

obtidos. Por ter sido a minha primeira experiência com essa formação, fiquei surpresa ao saber que teria de aplicar esses testes. A nossa programação teve de ser refeita e as atividades adaptadas em função dessa exigência. Todos os educandos tinham de fazer os testes. Isto exigiu que nos desdobrássemos para o cumprimento dessa atividade, porque a frequência dos educandos sempre foi muito irregular e, em decorrência, enquanto um grupo finalizava os testes, outro iniciava. Tive receio de que pudesse ter estranhamento e rejeição por parte dos educandos, mas acho que isso foi maior somente em mim, pois recebi esses testes como sendo uma quebra do trabalho que estávamos fazendo e, de fato, foi. Algumas estratégias foram suspensas, como a oficina de produção de papel reciclado e os trabalhos com vidros. Mas os educandos foram se envolvendo com os desafios trazidos e gostaram da experiência com os testes.

Desenvolvimento em locais alternativos: esse item, relativo ao local onde as atividades devem ser desenvolvidas, foi outro desafio a ser superado. A comunidade não tinha um espaço onde a turma pudesse ser instalada, por isso a formação foi iniciada provisoriamente no próprio galpão da cooperativa. Estava acontecendo uma greve dos trabalhadores da coleta seletiva na cidade e, com a redução do material, pudemos utilizar esse espaço. Durante o mês de junho ficamos na varanda da casa de uma catadora e no início do mês de julho fomos para uma sala alugada para instalar a turma. O pagamento do aluguel foi assumido com a bolsa do educador popular. Esse foi o lugar alternativo onde a formação foi realizada durante todo o restante do período. Naquela região não havia empresa, sindicato, igreja, associação ou outro tipo de instituição para essa parceria, mesmo assim, da experiência empreendida percebi que o local deve ser escolhido a partir das relações estabelecidas na comunidade onde a turma será instalada.

O local de funcionamento da turma precisa ser agregador de todos indistintamente. Assim, se for na residência de alguém pode afastar aqueles que não tenham boa relação com as pessoas daquela residência, se for em uma igreja, pode afastar quem não é daquela religião. O espaço do galpão da cooperativa, onde iniciei a experiência, teve maior aceitação da comunidade, mas não tinha a condição para o funcionamento da turma. Ao irmos para a casa da catadora, houve a desistência de um aluno por razões de relações interpessoais. A sala alugada foi um espaço que se institucionalizou, criado somente para esse fim e aberto a todos indistintamente.

Formação inicial com duração de 40 horas/aula: essa formação é realizada com os educadores populares, ao longo das duas primeiras semanas de atividade. Para essa formação são convidados professores da Universidade Federal de Goiás, técnicos ou outros

profissionais de acordo com a programação realizada. Não me foi possível participar dessa formação, pois o deferimento ao meu processo junto à SME para a realização da pesquisa foi expedido somente após esse momento, quando pude cadastrar a turma junto ao Programa e, consequentemente, a mim como educadora popular.

Formação continuada: essa formação é direcionada aos educadores populares e no ano de 2014 se deu somente no turno noturno, embora tivessem turmas atendendo no matutino e no vespertino, mas todos os educadores populares puderam se reunir nesse turno. Foram encontros semanais realizados sempre na 6ª feira, das 19h às 21h. Esses encontros foram momentos fecundos e da maior importância para a alimentação e fortalecimento do trabalho. Muitas trocas, muita partilha, águas aquecidas no encontro de vidas. A equipe coordenadora, responsável pela formação, era composta por uma chefe da coordenação e mais duas coordenadoras, as que faziam o acompanhamento das turmas. Com relação à EA, a chefe da coordenação possuía uma formação na área da biologia que lhe fazia colocar os pés na EA. Uma pessoa sensível, amorosa e muito comprometida em trabalhar com elementos da natureza. Buscou desenvolver uma formação integrada com a natureza, para isso trouxe um rico material sobre o cerrado com vídeos e textos. Também apresentou um material lúdico muito rico, criado por ela, para trabalhar com a apresentação dos animais e plantas do cerrado. Essa mesma coordenadora fez uma formação muito especial junto aos educadores populares sobre o plantio da horta, acoplado com o “Projeto Horta em Pequenos Espaços” que já existe na SME, ensinando e estimulando como fazer, como plantar. Houve uma formação prática, em um terreno da SME, com o técnico do Projeto. Essa formação gerou frutos no trabalho das turmas e também em meu trabalho no grupo de catadores, uma importante iniciativa dessa coordenadora, fazendo uma rica abordagem da EA. O que pude observar com relação a esse trabalho é que a abordagem da EA se aproximou a um tema, algo como um conteúdo a mais sendo trabalhado, um movimento externo. A EA necessita ser trabalhada a partir do próprio ser, a partir da sensibilização, do trabalho corporal, da respiração, da integração das partes, do movimento em espiral, num movimento dialético e sistêmico de dentro para fora, unindo e integrando a parte ao todo e o todo à parte para que o educando possa dialogar em um ambiente formador.

Para que haja melhor compreensão do trabalho com a EA, é necessário formação. Essa é uma formação que precisa ser feita no universo da formação inicial e continuada, porque trabalhar com a EA não é fazer dela mais um conteúdo, mas para que essa mudança seja feita é preciso que seja compreendida e essa compreensão se faz em uma formação que seja integradora. Dessa maneira, todo esse trabalho desenvolvido tangenciou a transversalização,

sem romper com o caráter disciplinar, conteudista, pois trabalhar com a EA é, antes de tudo, nos percebermos seres pertencentes à natureza, em permanente troca na sustentação da vida e esse envolvimento não foi feito. Daí a importância da formação abrindo passagens para percorrer os caminhos de dentro, integrando a nossa vida, em suas múltiplas dimensões, do micro ao macro, às outras vidas do planeta. Dessa maneira, podemos vislumbrar uma EA transversalizada.

Figura 9 - Equipe do AJA-Expansão e educadoras populares.

Fonte: Acervo da pesquisa. Dezembro de 2014.

Acompanhamento mensal do coordenador: Na equipe de coordenação havia uma coordenadora que fazia o acompanhamento da nossa turma. A cada visita mensal ela fazia uma produção textual descritiva e avaliativa. Nem sempre sabíamos quando ela compareceria. Em uma das primeiras visitas feitas, eu não estava na turma. Às vezes eu precisava viajar para ir à UnB, em Brasília, sempre deixando atividades com a monitora que me acompanhava. O grupo estranhou a presença da coordenadora e o estilo da aula. Disse que ela era brava. Essa imagem logo foi desfeita, em outras ocasiões, quando pudemos intermediar interlocuções amorosas com essa coordenadora. Notava que ela era uma educadora alfabetizadora experiente, habilidosa e que rapidamente transformava as conversas em palavras para serem escritas. Aprendemos muito com ela.

Reunião semanal da coordenação: essa era uma atividade interna da equipe coordenadora para reflexão e planejamento. Tratava-se de uma reunião preparatória onde as coordenadoras avaliavam, planejavam, elaboravam materiais, pesquisavam. Ao longo do ano, fomos percebendo o quanto a equipe coordenadora trabalhava sozinha no acompanhamento do AJA-Expansão. As atividades desenvolvidas eram de sua própria iniciativa. Havia muita limitação para realizar visitas, promover excursões com o grupo ou liberação de materiais solicitados. Para equipar a sala do meu grupo a equipe coordenadora fez a solicitação, mas

não conseguiu as carteiras e nem um quadro de giz. Eu equipei a sala com a colaboração de uma catadora e com o que eu levei de mesa e banquinhos. O quadro de giz foi feito em pintura na parede.

Financiamento para participação em seminários, encontros e congressos: esse financiamento foi utilizado ao longo do ano. O Programa AJA-Expansão é afiliado da Rede Mova Brasil de alfabetização de adultos. O MOVA - Movimento de Alfabetização de jovens e Adultos, foi criado por Paulo Freire quando foi secretário de educação em São Paulo, durante a gestão da prefeita Erundina, de 1989 a 1992. Em 2014, de 31/10 a 02/11, foi realizado o 10º Encontro Nacional da Rede Mova-Brasil, em Porto Alegre, RS. A estadia e alimentação para todos os delegados foi financiada pelo MEC e as passagens, em número limitado, foram subsidiadas com financiamento próprio para o AJA-Expansão. Eu participei como delegada financiando a minha passagem, mas o financiamento recebido pelo Programa foi muito importante por ter proporcionado a participação de uma educadora popular de nosso grupo em uma experiência inédita e emocionante para ela e de grande contribuição para todo o grupo. O encerramento das atividades do Programa AJA-Expansão, nos primeiros anos das formações, era um momento cerimonioso, festivo e de grande alarido na SME. As autoridades da cidade participavam, era feita a entrega de certificados em momento solene, em grandes auditórios. Não faltavam discursos, entusiasmos, emoções, prantos e sorrisos. Os educandos eram chamados ao palco um a um para receber o certificado. Em 2014, ao final da formação dos grupos, os educandos do meu grupo já estavam esperando a cerimônia. Eles estavam se sentindo orgulhosos, envaidecidos e felizes por se verem pertencentes a uma rede de educação. O pertencimento se fortalecendo nesse caminho. Já havíamos conversado sobre isso e eles sabiam dos vínculos institucionais que a turma possuía e se viam, satisfeitos, alunos da RME de Goiânia. Mas naquele ano não teve nenhuma cerimônia, a DEF-AJA não fez a certificação, a SME não prestou nenhuma homenagem.

A falta dessa cerimônia foi substituída pela grandiosa celebração feita pelo nosso