2. DIE VERLUSTVERRECHNUNG IM ALLGEMEINEN
1.2. Der steuerbare Gewinn
1.2.3. Umstrukturierungen und Wechsel des Steuerstatus
Ao iniciar o estudo, a dificuldade do tema me colocava à frente de certos desafios, de sorte que alguns questionamentos logo surgiram: Como fazer para conhecer o ambiente familiar? Que famílias deveriam fazer parte do estudo? O que eu deveria perguntar? Para conhecer o ambiente familiar, seria importante que eu tivesse acesso às famílias ou vivesse com elas para poder compreender o fenômeno de interesse. Com relação à segunda opção, algumas dificuldades me impediriam de realizar o estudo, como a minha indisponibilidade de tempo e a liberação das atividades de trabalho, além da disponibilidade ou não das famílias em aceitar uma pesquisadora em seu ambiente de vida. Então, como fazer para realizar o estudo dentro da primeira opção, ou seja, como ter acesso ao ambiente das famílias?
No primeiro momento, pensei em observar e entrevistar as famílias com filhos pequenos, uma vez que elas fazem parte da clientela das minhas atividades de ensino do curso de graduação. Porém, senti que precisava me preparar para conhecer o ambiente das famílias. Lembrei, então, de fazer uma leitura inicial das dissertações de mestrado apresentadas para o Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina, cuja população era constituída pelas famílias envolvidas com o nascimento do primeiro filho, visitadas pelas enfermeiras que fizeram registros de campo. Os registros reuniam dados sobre vários aspectos do modo de viver das famílias.
A análise de registros já elaborados e analisados em outro estudo é denominada análise secundária de dados qualitativos. Szabo e Strang (1997) declaram que a análise secundária de dados qualitativos é utilizada como um
modo alternativo de pesquisa em enfermagem para gerar conhecimentos, a qual envolve a análise de dados obtidos em estudos anteriores. As autoras salientam que os registros detalhados nos estudos realizados podem permitir o uso máximo das informações, e também oferecem a oportunidade de destacar aspectos que o pesquisador pode encontrar dificuldades na observação de uma determinada situação. Embora se reconheçam as limitações deste tipo de análise, como a falta de controle sobre o levantamento de dados, é necessário que o conjunto dos dados originais seja amplo o suficiente para que os procedimentos analíticos possam ser realizados dentro do rigor da pesquisa. As autoras comentam que os estudos que realizam a análise secundária não geram novas informações “per se” , mas novos dados podem ser criados pelos procedimentos de análise de estudos qualitativos, incluindo a Teoria Fundamenta nos Dados.
Considerando a riqueza das informações presentes nas notas de campo das dissertações elaboradas por Boehs (1990);Monticelli (1994); Nitschke (1991), assim como a possibilidade de análise através do método desenvolvido pela Teoria Fundamentada nos Dados, optei por utilizar os dados registrados para dar início ao processo de pesquisa e que vieram a corroborar na análise.
Nos estudos realizados pelas autoras acima citadas, a visita domiciliar foi utilizada como um instrumento para o desenvolvimento da prática assistencial com as famílias. O registro dessas visitas domiciliares resultou em vinte notas de campo, nas quais foram relatadas características da vida familiar e dos relacionamentos entre os membros da família, vizinhos e comunidade, decorrentes do evento do nascimento. Além disso, constavam também descrições do espaço físico da moradia. Os relatos desses dados originais possibilitaram o início do processo de análise.
É importante registrar que o levantamento de dados aconteceu em dois momentos seqüenciais. No primeiro momento, os dados foram obtidos através das leituras de relatórios de pesquisa, no segundo momento, por meio de entrevistas realizadas com as famílias.
A partir da análise realizada com a leitura dos relatórios, passei para o desenvolvimento do segundo momento, com a realização das entrevistas. Elas se
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caracterizaram por um estilo relativamente informal, com uma abordagem temática, para as quais utilizei um roteiro livremente estruturado. Segundo Mason (1997), essa é uma forma de entrevista qualitativa em que não há um conjunto padronizado de questões, mas busca-se o que realmente se deseja saber através de questões apropriadas à situação em questão ou encontrada. Por meio de uma conversa natural com os membros da família, foram inicialmente colocadas questões amplas, de modo a explorar as várias facetas do objeto de estudo. Nas entrevistas que se seguiram, as decisões sobre o que perguntar foram tomadas a partir da análise dos dados de cada entrevista.
Realizei uma entrevista com cada família em seu domicílio, tendo uma duração média de duas horas. Os domicílios localizavam-se na área que abrange a Grande Florianópolis. As entrevistas foram realizadas durante o período de fevereiro a outubro de 2000 e aconteceram nas datas e horários estabelecidos em comum acordo com a família, com a presença do maior número possível de seus membros. As entrevistas foram realizadas com o mínimo de duas pessoas em cada encontro. Este número foi determinado por mim, uma vez que eu gostaria de observar as relações estabelecidas pelos membros da família.
Ao ser realizado o primeiro contato por telefone, ou.pessoalmente com um dos membros da família, esclareci-o sobre a natureza do estudo e convidei-o a participar solicitando que essa pessoa entrasse em contato com os outros membros da família para confirmar se aceitavam ou não a participação no estudo. Aguardei o retorno do contato e a resposta sobre o convite realizado. Após esse procedimento, iniciei o levantamento de dados com as famílias. Todos os membros receberam informações sobre a natureza, os objetivos e a metodologia do estudo, além de esclarecimentos sobre a importância de suas contribuições para a realização da pesquisa. As famílias foram também informadas sobre o direito de qualquer um dos seus membros, ou da família como um todo, de se retirar do estudo, se assim desejassem. A cada família foi garantido o sigilo e o anonimato em todos os registros. Assim, os membros presentes na entrevista assinaram um termo de consentimento, concordando com a participação no estudo (Anexol). Com o consentimento das pessoas presentes, as entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas para os procedimentos de análise.