• Aucun résultat trouvé

Traitement curatif: [58, 110-115]

Dans le document Tuberculose oculaire à propos de 14 cas. (Page 148-158)

Diagnostic positif

1- Traitement curatif: [58, 110-115]

5.4.1 Arquitecta Lívia Tirone

Com uma vasta experiência em construção sustentável, a arquitecta Lívia Tirone é actualmente uma figura de referência na divulgação das melhores práticas de arquitectura bioclimática e de soluções energeticamente eficientes. Da sua experiência, faz parte a participação na Task Force Environment and Sustainable Architecture para o Conselho de Arquitectos da Europa, que contribuiu para a elaboração da directiva para a eficiência energética dos edifícios.

O quadro 5.6. apresenta a sua posição relativamente ao desenvolvimento de um mercado de reabilitação assente na melhoria da eficiência energética dos edifícios.

Quadro 5.6. Resultados da entrevista à Arquitecta Lívia Tirone

A reabilitação de edifícios como alternativa real ao mercado da nova construção e com capacidade de melhorar a eficiência energética do actual parque edificado.

Demonstra optimismo face aos novos regulamentos e reconhece uma vontade à escala nacional, passíveis de combater o empobrecimento do país através da construção energeticamente mais eficiente.

Salienta os pontos dinamizadores de um mercado pequeno mas de muita gente, como por exemplo os incentivos financeiros, referindo o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) como potencial dinamizador da reabilitação urbana.

Releva a importância da consolidação do processo de melhoria da qualidade de construção do meio edificado, através de uma ligação directa entre o perito qualificado, o proprietário do imóvel e as empresas idóneas com boas práticas. Indicando para esse efeito uma plataforma online, como é a da ‘Casa Certificada’.

A reabilitação energética é assumida como actividade determinante para a recuperação da economia, aumentando simultaneamente as condições de salubridade e de conforto e reduzindo os custos de operação para os proprietários dos imóveis.

Quadro 5.6. Resultados da entrevista à Arquitecta Lívia Tirone

Maiores obstáculos ao mercado da reabilitação.

Falta de informação e de qualificação de competências. Apesar de considerar a existência de um bom enquadramento para a melhoria das práticas comuns de construção, o processo evolutivo é lento.

Certificação energética obrigatória dos edifícios existentes como contributo para o mercado da reabilitação.

Mais um factor impulsionador para a abertura deste mercado, aliciando os proprietários dos imóveis à concretização das medidas de melhoria propostas pelo perito qualificado, a favor de um melhor desempenho energético e consequente redução da factura. A classificação energética atribuída apresenta-se capaz de se tornar num parâmetro de diferenciação.

Embora ainda recente, a exigência da metodologia de cálculo do RCCTE é adequada ao edificado existente.

Constrangimentos

resultantes da integração de novas tecnologias no edificado existente.

Neste tipo de edificado, para além da integração arquitectónica dos sistemas activos (colectores solares térmicos, painéis fotovoltaicos, micro-eólicas), deverão ser estudados os efeitos sobre a estabilidade dos edifícios.

5.4.2 Engenheiro Vítor Cóias e Silva

Especialista na área da patologia e da reabilitação de edifícios e outras construções, o engenheiro Vítor Cóias e Silva, fundador e presidente do Gecorpa, é membro activo de várias associações nacionais e internacionais do seu campo de especialização, entre as quais: W086 “Building Pathology”, do CIB (International Council for Building), e da comissão Iscarsah, “International Scientific Committee for the Analysis and Restoration of Structures of

Architectural Heritage”, do ICOMOS (International Council on Monuments and Sites). Pelo seu percurso profissional nesta temática, importa apresentar a sua visão sobre as dificuldades e vantagens do mercado da reabilitação de edifícios, com foco na melhoria do desempenho energético, conforme disposto no quadro 5.7..

Quadro 5.7. Resultados da entrevista ao Engenheiro Vítor Cóias e Silva

A reabilitação de edifícios como alternativa real ao mercado da nova construção e com capacidade de melhorar a eficiência energética do actual parque edificado.

Através da reabilitação e conservação do construído advêm vantagens nas dimensões: económica, social e ambiental. Permite gerir adequadamente o stock construído, preserva a competitividade do país e não envolve maior esforço financeiro. Simultaneamente, promove maior qualidade de vida às populações, gera emprego e contraria a exclusão. Por último, evita a ocupação de solo virgem, o consumo de materiais e de energia e a deposição de resíduos

Maiores obstáculos ao mercado da reabilitação.

O património edificado é alvo de um regime jurídico desequilibrado ao ponto de deixar o proprietário e o Governo descapitalizados, e de manter as rendas dos imóveis desactualizadas.

A ausência de fundos, os instrumentos de gestão territorial desproporcionados bem como, os prazos extensivos para o licenciamento de obras de reabilitação, constituem-se factores desfavoráveis à expansão deste mercado.

O novo regime jurídico da reabilitação urbana, recentemente apresentado pelo Governo e aprovado em Conselho de Ministros a 3 de Setembro de 2009, poderá, caso entre em vigor, ser um vector impulsionador da procura de obras de reabilitação do edificado.

Certificação energética obrigatória dos edifícios existentes como contributo para o mercado da reabilitação.

É vista com muito interesse e acredita que o benefício estará na preferência de um mercado atento e informado sobre o desempenho energético dos imóveis e melhores práticas para o melhorar.

A metodologia de cálculo do RCCTE e a escala de classificação energética ajustam-se com flexibilidade aos edifícios existentes, não podendo ser considerada demasiado exigente.

Quadro 5.7. Resultados da entrevista ao Engenheiro Vítor Cóias e Silva

Estado do mercado da reabilitação no que respeita à mão-de-obra qualificada.

Afirma existir um enorme desconhecimento da construção existente, aumentando a especificidade da reabilitação, isto é, saber fazer tradicional conjugado com as novas tecnologias. Defende que, para alcançar a qualidade nas actividades de reabilitação, as empresas devem dispor de técnicos superiores, técnicos intermédios e profissionais operários, com competências adequadas aos trabalhos especializados a que se propõem.

Enfatiza o facto da fraca qualidade e durabilidade decorrente da nova construção, pôr em causa as competências dos quadros técnicos e a sua vocação para intervenções de reabilitação, as quais utilizam produtos e tecnologias específicas.

Como forma de contrariar esta tendência, aponta a adopção de critérios de selecção das empresas, adjudicatárias de obras de reabilitação, diferentes dos da construção corrente, impondo um nível de qualidade às actividades de reabilitação.

6 Conclusões

Dans le document Tuberculose oculaire à propos de 14 cas. (Page 148-158)