Materiel et methods
B- Autres complications :
3- Traitement chirurgical :
Em 2004, Wangari Maathai, da etnia Kikuyo – uma das mais de quarenta do Quênia – tornou-se a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Também primeira mulher a concluir o PHD em seu país, ela fundara o Movimento Cinturão Verde em 1997 para unir duas lutas: pelas mulheres pobres e contra a desertificação. Até então, a ong teria plantado 30 milhões de árvores. Presa várias vezes nos anos 1980, elegeu-se deputada em 2002 e se tornou vice-ministra do meio ambiente em 2003. “Defesa ambiental é essencial para a paz. Ao destruirmos recursos naturais, eles se tornam raros e passamos a lutar por eles”, disse ao receber o prêmio.
No ano anterior, o Nobel da Paz fora para advogada Shirin Ebadi, por seu trabalho na Associação de Apoio aos Direitos das Crianças no Irã. Mas, desde que criado em 1901, apenas 13 mulheres haviam sido laureadas com a insígnia da paz. A constatação motivou a Associação 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005 a promover uma campanha internacional, que selecionaria mil mulheres para dividirem a indicação. Entre elas, 52 brasileiras, tais como a educadora Moema Viezzer, a ministra Marina Silva, a líder indígena alagoana Maninha Xucuro e a radialista Mara Régia di Perna.
A academia sueca preferiu, no entanto, premiar a Agência Internacional de Energia Atômica e seu diretor Morhamed Maradei “pelos esforços em prevenir que a energia atômica seja usada para fins militares”106.
exigências legais, até o controle de gastos, obtenção de certificações ambientais ou compromisso com a responsabilidade social. Do mesmo modo, ficou clara a diversificação de situações e setores geradores de demandas por EA. Entre outros, ela poderia ser solicitada pelo departamento de comunicação social, ou pelo de marketing, pelo RH, área de higiene e segurança, setor de meio ambiente etc. Também poderia resultar de pedidos externos de ongs, de sistemas de ensino, do “mercado”, decorrer de exigências do Ministério Público, ou da premência ante conflitos ambientais...
É claro que, diante de tanta variação, a execução dos programas também revelaria uma riqueza de matizes. Nas empresas mais adiantadas, a EA partia de um plano embasado num Projeto Político Pedagógico, para gerar mudanças culturais efetivas no ambiente corporativo. Em várias, estudos da percepção ambiental eram a ferramenta para definir as atividades. Mas não faltaram casos em que a EA se limitava a ações pontuais em datas específicas, ou propostas empíricas. Eventualmente, ela era compreendida apenas como estratégia de negócio, ou para resolver temas práticos, como o destino correto dos resíduos.
Observou-se uma forte diferença entre as práticas de EA direcionada ao público externo (comunidade do entorno, consumidores etc.) e ao interno. Para o bloco do público externo, um rico cardápio de opções: visitas de grupos organizados à empresa, capacitação de docentes das escolas da região e de agentes da comunidade, instalação de hortas comunitárias, oficinas visando a capacitação para gerar empregos, palestras, patrocínio de projetos, entre outros. Já para o público interno, o GT concluiu que, em geral, as ações de EA eram pontuais. Isto se acentuava nas pequenas empresas, quase sempre desconhecedoras do homenageadas do evento nacional, por sua
trajetória como educadora.
Doze anos antes, ela liderara a construção coletiva desse documento internacional, num processo que envolveu 600 pessoas de vários países, por um ano, e foi subscrito pelo Fórum Global de Ongs e Movimentos Sociais, paralelo à Rio 92. O tratado tornou- se referência mundial para educadoras/es ambientais. Em vista dos avanços da EA desde então, seria preciso atualizá-lo? No V Fórum, o GT iniciaria esse debate que só findaria em 2006, no V Congresso Ibero-americano de EA. Vale adiantar que a decisão foi pela não- reformulação.
EA NAS EMPRESAS
Entre todos os GTs do V Fórum, apenas um era dedicado exclusivamente à área empresarial. Coordenado por Deborah Munhoz, da Rede Mineira de EA e na época responsável pelo Núcleo de EA da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o GT Empresas & Educação Ambiental estabelecera a meta de iniciar um diagnóstico da EA que empresas ofereciam para o público interno e o externo, visando traçar recomendações para a área.
Num trabalho classificado como envolvente e exaustivo, 27 profissionais de 22 empresas em 12 estados responderam 13 questões, que ajudariam a visualizar qual EA se oferecia nas empresas do Brasil. Seria uma amostra pequena frente ao que existia no país em 2004. Mesmo assim, causou surpresa a variedade de possibilidades reveladas nas respostas.
No quesito motivações, por exemplo, 27 participantes listaram 24 objetivos empresariais para justificar práticas de EA junto ao público interno e/ou externo. Desde criar um canal de comunicação com a comunidade ou atender
110
es para quem ela representa uma “atividade que qualquer um faz”, despesa inútil para a corporação.
Como trabalhar a EA em ambientes tão heterogêneos? O GT concluiu que um dos desafios seria desenvolvê-la de forma emancipatória no ambiente interno e externo. Técnicas de comunicação lúdicas e cuidados para evitar conflitos que diferenças culturais e religiosas podem gerar seriam detalhes para fazer a diferença para alcançar este objetivo.
CENTROS DE EA
Espaços físicos de referência em EA cuja multiplicação fora estimulada nos anos 1990 pela Coordenação de EA do MEC, os Centros de Educação Ambiental (CEAs) eram numerosos em 2004, não só em empresas, mas também em instituições de ensino, organizações governamentais e não governamentais. Como transitar em meio a esta variedade foi um dos temas do GT CEAs.
Havia CEAs que aproveitavam espaços ao ar livre – como matas, viveiros e/ou parques – para trabalhar com diferentes públicos. Alguns tinham sede fixa; outros, móvel. Entre as finalidades, eles poderiam gerar e disponibilizar conhecimentos, e/ou sensibilizar e integrar atores sociais, e/ou pesquisar. Quanto às atividades mais típicas, havia oficinas, trilhas, palestras, eventos, estudos do meio, entre outros. E não existia um padrão único para equipamentos e recursos, que variavam, de simples materiais pedagógicos a sofisticados instrumentos de informática e de segurança. Em Minas Gerais, a implantação de CEAs se tornara condicionante para licenciar empreendimentos minerários, siderúrgicos, hidrelétricos, loteamentos e silvicultura.
potencial da EA. Entre atividades, citou-se, por exemplo, treinamentos de meio período para a prevenção de riscos.
Por que se engajar na função de educador/a ambiental em companhias? Houve respostas pragmáticas, como sustentação econômica, evolução profissional, compromisso social, e/ou tratar a questão como técnica. Mas, em outras, transpareceu o idealismo: desejo de promover mudança de comportamento frente às questões ambientais, conscientização ambiental, resgatar valores e auto-estima, criar espaços para diálogo.
Formações variadas estavam por trás das pessoas que fazem a EA empresarial: biologia, engenharia, química, geografia, administração, educação física, pedagogia, RH foram alguns dos cursos citados. Ao detalhar o perfil das/ os profissionais para a EA nas empresas, o GT intuiu que teriam de ter “um pouco da característica empresarial na forma de pensar”. Além de conhecimentos específicos em educação e meio ambiente, seria preciso saber usar a linguagem administrativa e conceitos básicos de marketing, para negociar com os demais setores. E conhecer como funciona a empresa, quais suas metas e recursos disponíveis.
Trocando em miúdos: no meio corporativo, profissionais da EA teriam de ter capacidade de mediação. Ter conhecimento, por exemplo, de como criar vínculos entre a empresa e órgãos ambientais, tornando-os parceiros. Ou demonstrar para seus pares que a EA é vantajosa como instrumento para a ecoeficiência, que proporciona economia de custos, leva à redução de impactos socioambientais, promove a credibilidade e melhora a imagem junto ao público externo. Descreveu-se um ambiente de trabalho cheio de facções: desde funcionárias/os que crêem na importância da EA até aquelas/
diagnóstico de CEAs no Brasil feito pelo Laboratório de Educação e Política Ambiental (OCA), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), essa rede nasceu oficialmente Mais que deliberar sobre o tema, o objetivo
do GT foi discutir concepções deste “cipoal de CEAs”, identificando dificuldades e potencialidades também para a Rede CEAs. Impulsionada pelos resultados de um