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Traction uniaxiale

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2.7 Chargements macroscopiques simples

2.7.1 Traction uniaxiale

A visão de Educação Tecnológica está exigindo, cada vez mais, das instituições de ensino e da sociedade, de modo geral, reflexões e aprofundamentos quanto aos termos conceituais e metodológicos, devido ao intenso ritmo do progresso técnico, bem como a mudança de um novo paradigma organizacional, que deve estar voltado à inovação e à difusão tecnológicas.

Embora o ensino técnico-profissional no Brasil tivesse uma história de experiência de mais de 80 anos, houve necessidade de mudanças substanciais em seus conteúdos programáticos, em consideração, sobretudo, do papel importante que desempenha no cenário tecnológico e industrial do País.

E disso não se furtaram as instituições envolvidas com o ensino técnico-profissional, embora estivessem fortalecidas pelos diversos núcleos das escolas técnicas e agrotécnicas, denotando as dificuldades que vinham sofrendo ao longo desses anos pelas políticas e estratégias educacionais, como também pela falta de recursos humanos e financeiros, mesmo se mantendo com conquistas significativas. Fica registrado, assim, o forte impacto que causou no sistema educacional a criação dos Centros Federais de Educação Tecnológica –

CEFETs, a partir de 1978, apresentando uma modalidade inovadora na formação dos jovens e

a reciclagem dos profissionais, abrigando diversos níveis de ensino, conjugando horizontal e verticalmente: o técnico de 2º Grau, o tecnólogo, o engenheiro industrial, o pós-graduado e a formação de docentes.

Surge, então, a necessidade de formação de quadros qualificados de profissionais, capazes de responder à demanda do mercado cada vez mais exigente, decorrente do crescimento das atividades de Educação Tecnológica, exigindo das instituições responsáveis pelo ensino a formulação de políticas de desenvolvimento, assim como a elaboração de programas de pesquisa, gestão e condução de processos tecnológicos e administrativos.

As necessidades de formação de quadros qualificados, em que “o espírito formador permeará as ações e as reflexões sobre as práticas, tendo em mente o contexto macro da Educação Tecnológica, nos seus aspectos conceituais e epistemológicos” (Bastos, 1997, p. 49), levaram o MEC – Ministério da Educação e Cultura, em 1978, a transformar as Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro em Centros Federais de

Educação Tecnológica – CEFETs, com uma estrutura integrada e peculiaridades voltadas a

um modelo inovador de educação, sobremaneira no que tange à área industrial.

Em decorrência, foram criados os três CEFETs – MG/PR/RJ – pela Lei nº 6.545, de 30/06/78, que explicitou também os seus objetivos gerais:

“I – ministrar ensino em grau superior:

a) de graduação e pós-graduação, visando à formação de profissionais em engenharia industrial e tecnólogos;

b) licenciatura plena e curta, com vistas à formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas no ensino de 2º Grau e dos cursos de formação de tecnólogos;

II – ministrar ensino de 2º Grau, com vistas à formação de auxiliares e técnicos industriais;

III – promover cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, objetivando a atualização profissional na área técnica industrial;

IV – realizar pesquisas na área técnica industrial, estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços”.

Alguns anos após, o Decreto nº 87.310, de 21/06/82, definiu mais nitidamente os contornos dos CEFETs, enunciando as características básicas que deveriam fundamentar sua atuação, como a seguir vem transcrito:

“I – integração do ensino técnico de 2º Grau com o ensino superior;

II – ensino superior como continuidade do ensino técnico do 2º Grau, diferenciado do sistema de ensino universitário;

III – acentuação na formação especializada, levando-se em consideração tendências do mercado de trabalho e do desenvolvimento;

IV – atuação exclusiva na área tecnológica;

V – formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas do ensino técnico de 2º Grau;

VI – realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços;

VII – estrutura organizacional adequada a essas peculiaridades e aos seus objetivos”.

Pela Lei nº 7.863, de 31/10/89, foi criado o quarto Centro Federal de Educação

Tecnológica, o CEFET do Maranhão. Alguns anos depois, pela Lei nº 8.711, de 26/09/93, o

quinto CEFET, com a transformação da Escola Técnica Federal da Bahia e a incorporação do Centro de Educação Tecnológica da Bahia – CENTEC (Lei nº 6.344, de 06/07/78).

Convém salientar que a Lei nº 8.711, de 28/09/93, que cria o CEFET-BA – Centro

Federal de Educação Tecnológica – Bahia, alterou o Artigo IV da Lei nº 6.545, de 30/06/78,

enfatizando, dentre os objetivos dos CEFETs, a dimensão mais ampla da Educação Tecnológica (e não somente a área industrial, formação de tecnólogos, técnicos industriais e pesquisa industrial), da seguinte forma:

“Os Centros Federais de Educação Tecnológica [...] têm por finalidade o oferecimento de Educação Tecnológica e por objetivos:

I – a) de graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, visando à formação de profissionais e especialistas na área tecnológica (substituindo: “em engenharia industrial e tecnólogos”); “... à formação de professores especializados para as disciplinas específicas do ensino técnico e tecnológico” (substituindo “... à formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas no ensino de 2º Grau e dos cursos de formação de tecnólogos”);

II – “ministrar cursos técnicos, em nível de 2º Grau, visando à formação de técnicos, instrutores e auxiliares de nível médio (substituindo: “ministrar ensino de 2º Grau, com vistas à formação de auxiliares e técnicos industriais);

III – “ministrar cursos de educação continuada visando à atualização e ao aperfeiçoamento de profissionais na área tecnológica” (substituindo: “promover cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, objetivando à atualização profissional na área técnica industrial”);

IV – “realizar pesquisas aplicadas na área tecnológica” (substituindo: “realizar pesquisas na área técnica industrial,...”).

Os Centros Federais de Educação Tecnológica constituem-se em instituições integradas de educação tecnológica, fundamentadas em bases que postulam uma educação maior e continuada, em vários níveis, tendo no homem e em sua inserção na sociedade o meio e o fim. Outro fator a destacar nos Centros Federais de Educação Tecnológica é integração

vertical e horizontal do ensino, de maneira a preparar equipes que viabilizem estudos e

pesquisas em prol do desenvolvimento científico e tecnológico do país. Resumidamente, poder-se-ia assim explicitar as duas vertentes de integração:

a) Integração vertical é a formação que utiliza meios e desencadeia ações, com o intuito de integrar os níveis através de processo investigatório de educação tecnológica, que permita desenvolver e aprofundar conhecimentos técnicos, de modo a entender e a expressar as linguagens e as práticas desses níveis de formação.

b) Integração horizontal é compreendida como a formação que emprega métodos e desenvolve conteúdos programáticos de um mesmo nível, com vistas a preparar diversas profissões. Essa dimensão horizontal, por sua vez, pode desencadear interações e comunicações entre os vários cursos, como também entre os diferentes conteúdos.

Um aspecto importante a destacar é que a interação entre os níveis de ensino, a contínua e adequada preparação dos docentes e o estímulo à pesquisa na área tecnológica devem continuamente ser transformados em mecanismos de conexão com os vários segmentos da

sociedade, sobremaneira os segmentos produtivos.

Em suma, consoante Bastos (1998, p. 158), “a implantação do modelo CEFET, na realidade educacional brasileira, insere-se no quadro mais amplo de alternativas de educação tecnológica para atender o desenvolvimento sócio-econômico verificado em escala mundial, numa tentativa que buscou preservar peculiaridades e respeitar tendências verificadas no nosso meio e nossa cultura”, para sempre mais direcionar seus objetivos à educação e à aprendizagem.

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