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TPS Assembler Language Program

Dans le document IBM System/360 Model 20 (Page 188-197)

Pesq. E da outra vez que você naufragou, já foi com sua rede?

Correia – Já foi cum minha rede. Foi. Mas ali foi pur que du tempo. Caiu, pego de supetão, aí não tinha jeito...

Pesq. Foi trovoada também?

Correia – Tudo era trovuada. Depois disso pra cá, eu também passei a pescá dento da Ponta Grossa. Qui ali cê corre poco risco. Se o tempo caí, cê encalhô a canoa ali, deixa a canoa lá, vem pur terra. E quando eu dexo minha canoa na Ponta Grossa, eu fico mais tranqüilo do que quando eu dexo aqui no porto.

Aqui no porto, otro dia, o mininu cortô a azeia da canoa. Pegô a faca – eu tô de cá vendo esse mininu...Eu tô dispreucupado qui eu digo:

- Minha canoa tá no cadiado, eles não vão pegá minha canoa.

O qui fizero, cortaro! Um irmão de Ciele e um de Mutuca. Cortaro! E os mininu tão sabido. Eu digo: - Ô, minha canoa tava aqui, não tá mais? Foi aqueles mininu.

Aí eu passei naquele fundo onde cê passa, no meio do rio. - Foi aqueles mermo...

- Ô mininu, traga a canoa, traga a canoa...

Aí eles troxero a canoa, troxero,qué dize, eles voltaro, voltaro cum a canoa. Eu digo: - Eles vai deixá a canoa no lugá!

Qui nada desses mininu chegá no porto. Nada! Aí eu disse: - Não! Aí eu fui vê...

Uns mininu tão sabido... Esse Bita fica até cum vergonha di mim.

Oto dia, essa semana, ele tava ali querendo puxá o contadô de Teteco ali, quando eu olhei pá ele, já meio escabriado comigo pur que da canoa. Meio escabriado, ele olho pá mim, fechô e se picô, se picô.

Eu acho qui naquele dia ele, o único qui não panhô foi ele. Qui Romenilda saiu procurando o dela; Mutuca disse qui deu bolo no filho dele. Qui eu saí fazendo quexa, qui eu não ia pegá o filho du zotro pra baté. O de Mutuca, eu pudia até dá uma surra nele! A única coisa qui eu fiz, qui eu mi retei, peguei a faca qui ele tava na mão

- Cê cortô essa canoa cum quê? - A faca aqui !...

Peguei a faca:

- Me dê essa faca, aí...

Piquei a faca longe, foi, peguei a faca, joguei longe. Aí fui com a azeia da canoa cortada. Chamei Romenilda e mostrei, fui ali, mostrei a Cuíca:

- Oh pá qui, ói...

- Ah, vô mostrá a mãe dele!

Ele foi, mostrô lá, não sei o quê, sei o quê...

O único qui não tomô uma surra foi Bita, o único qui não tomô uma surra... Pesq. Essa corda, é ela que amarra a canoa?

Correia – qui segura, amarra a canoa, ela fica amarrada, a gente bota o cadiado. Ela fica presa ali. Por maldade, só assim: nego pegando uma faca pra cortá. Mas se não, com o cadiado. Só assim, no caso assim:

- Oh Correia, cê me empresta sua canoa?

Aí vem, pega a chave ni minha mão. Eu dô a chave, ele vai lá e abre. Mas a não sê assim, só se cortá com a faca. Qui você cortando com a faca, você ta robando. Né isso! Não, eu tô falando o terno certo mermo. Se você tá cortando uma coisa du zoto cum a faca, qui você não pediu o dono, tá robando!

Aí levou, sei qui eles levaro, o qui eles fizero?

Aí esperei, esperei. Ele pensô qui eu não tava cunhecendo eles. Meteu a canoa dento do mangue. Saltaro dento do mangue. Eu digo:

- Oh, a canoa taí dento, aí eu tô vendo a maré chea, dento do mangue, o andar... - Venha cá, rapaz! Quem é vocês qui tão aí dento? – Mas eu tô sabendo... Qui eu olhei assim: - Oh, cês cortaro a azeia dessa canoa cum quê? - Aqui a faca...

Foi nessa hora qui eles viero cum a faca. Foi nessa hora qui eu peguei a faca, piquei a faca com um ódio da porra! Cum um ódio disgraçado mermo. Aí fiz quexa!

Bita, eu acho qui não panhô. O de Mutuca, eu sabia qui Mutuca exemplava ele! Não fui lá qui o sô tava quente, qui tava retado, num fui! Mas digo:

- Wilsu, Wilsu ô pá qui. Diga a Mutuca, você qui mora perto. Oh pa qui, qui o filho dele fez, junto cum Bita e cum o de Romenilda: cortô minha azeia de canoa, inda dexô minha canoa nu mangue. Se eu ficasse esperando ele trazê a canoa na hora qui eu chamei, minha canoa ficava lá solta, depois ia imbora! Ia dá trabalho pá eu i procurá, gastá dinhero, se não tivesse ia tê qui tomá imprestado pá procurá minha canoa.

Aí Uilsu disse: - Eu vô dizê a ele...

- Correia... – Mutuca, ele me considera como a zorra!

- Correia ... – Naquela rua qui nós távamos ali, qui a gente foi vê aquele rapaz qui não tava im casa...

- Correia, eu recebi seu recado. Uilsu me deu o seu recado. Ele panhô, Correia. Dei uns bolos nele...

Qui Mutuca não alisa não. O mininu é ruim pur natureza. Mas pur dislexo do pai, coisa, não. E ele é um pai bom, qui ele é pobre, mas o filho ele chama no eixo, coisa assim, é assim...

Baiacu, Correia 25 de março de 2005

2. Relato de mortes em pescarias

Já teve um pescadô que morreu afogado. Otro dia mermo foi um rapaz mariscá lá fora, na..., num lugá chamado Ilhote, ele morava lá na rua nova. Chegô lá, não sei o qui foi qui ele teve. A canoa tombou, ele caiu... pedi...gritando, pedindo socorro. Não apareceu ninguém pá dá socorro...

Esse rapaz morreu. Um rapaz forte!

A coroa assim pertinho, ele não sabia nadá. Nem pá botá a mão im cima da canoa, qui a canoa ia levando ele, ele nem fez! Parece qui o dia daquele rapaz chegou...

Quando foru nu otro dia, foru um bucado de gente procurá ele... Chego lá, no otro dia, encontrô lá o chapéu assim dislizando im cima d’água. Quando foru lá, era ele im pezinho morto e o corpo todo ruidu di siri. Aí foi, foi gente nesse porto, foru buscá esse rapaz.

Outro lá da Chapada, chamava Stop. Aquele, irmão de D. Rubinha...(referindo-se a

circunstantes). Stop foi pescá mais um rapaz chamado Seteasdenha, chegô lá o mininu deu uma crise, caiu morreu. Os caso de pescaria é só esse qui eu sei assim...

Sr. Fau Baiacu, 25 de março de 2005

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