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Thomas Piketty and Nancy Qian

Dans le document Top Incomes (Page 60-81)

(Research and Support Center for Victims of Maltreatment and Social Exclusion – C.V.M.E., Greece)

Tipo de serviço:terapia pelo telefone/atendimento telefónico

Descrição do serviço

A linha telefónica SOS funciona 24 horas. Pessoas com especialização: - Tentam avaliar a situação da vítima

- Ouvir a situação para poder aconselhar sobre os próximos passos a seguir - Dar informação sobre os serviços disponibilizados pela organização

- Se a vítima viver longe do centro, a organização pode/deve disponibilizar informação sobre outra organização mais próxima à qual poderão recorrer

- Disponibilizar apoio em situações de crise/emergência a vítimas de violência doméstica

Descrição dos serviços disponibilizados

As pessoas que disponibilizam os serviços são terapeutas, assistentes sociais, psicólogos ou outros profissionais especializados na área da Violência contra as Mulheres:

O terapeuta para ser bem sucedido deve: - Encorajar a vítima a falar sobre o problema - Ouvir atentamente, sem interromper

Métodos e instrumentos necessários – Procedimento habitual

• Primeiro, as vítimas ligam para a linha de emergência e falam com um assistente especializado. O especialista tenta fazer com que a vítima se sinta confortável, colocando questões que podem levar ao problema com que mulher se depara. O tom de voz do especialista, tal como o falar devagar desempenham um papel importante uma vez que a vítima deve sentir que é ela quem conduz a conversação, isto faz com que se sinta mais segura.

• Nesta fase a mulher encontra-se vulnerável, sob grande tensão – geralmente acabou de ocorrer um incidente violento – e não confia em ninguém. O especialista tem que ganhar a sua confiança e deve encorajar a vítima a visitar o centro, marcando um atendimento. Ambos terapeuta e vítima precisam de tempo para construir uma relação de confiança, o que só sucede através de atendimentos regulares.

Para sumariar este passo: 1. Atendimento da chamada 2. Ouvir atentamente 3. Abordagem calma 4. Identificação do problema 5. Avaliação da situação 6. Aconselhar e informar

7. Encorajar a vítima a recorrer ao terapeuta

Nalguns casos os familiares das vítimas recorrem à linha SOS no sentido de se aconselharem sobre a melhor forma de encorajar a vítima a pedir apoio.

Exercícios que ajudam a desenvolver competência terapêutica (Programa

de formação na área da violência contra as mulheres da WAVE)

Exercício 1: Chamada telefónica ou atendimento a sobrevivente de violência doméstica

Objectivo: Identificar as condições em que a pessoa requeira o apoio no

sentido de poder falar sobre as experiências dolorosas

Tempo: 60 minutos (30 minutos para o jogo)

Desempenhar a situação de atendimento telefónico ou presencial. Um dos participantes desempenha o papel de vítima que liga ou recorre a um atendimento. A vítima, inicialmente, mostra-se muito relutante em contar a sua história. O profissional tenta fazer com que a utente se sinta segura. A pessoa que desempenha o papel de vítima para o jogo quando se sente suficientemente confiante/segura para contar a sua história.

Segue-se a discussão das seguintes questões a colocar à “vítima”: - Como se sentiu?

- O que ajudou a relatar a história?

- Quais as questões que ajudaram mais e quais as que ajudaram menos?

Exercício 2: Disponibilizar informação passo a passo

Objectivo: Perceber quando e como colocar as questões correctas

Método: Estudo de caso (de acordo com a experiência do próprio formador) Tempo: 45 minutos

O formador começa por descrever o caso e interrompe a história passado pouco tempo. O formador vai disponibilizando mais informação passo a passo.

1º passo: Os participantes devem colocar questões para obter informações: passo: O formador divulga alguma informação

passo: Os participantes identificam o principal problema do caso

passo: Os participantes tentam apoiar ou discutem na melhor forma de apoiar

a vítima

Fonte: Van der Vlugt / TransAct, Handelen bij mishandeling, een handleiding voor hulpverleners bij geweld in de relatie, Utrecht 1998

Exercício 3: “Sou sobrevivente de violência doméstica…”

Objectivo: Possibilitar aos participantes estar no papel da vítima e darem o

feedback de como se sentiram nesta situação.

Método: Exercícios individuais em frente ao grupo/estudos de caso Tempo: 20 minutos

Impacto nas beneficiárias

Beneficiárias dos serviços disponibilizados pelo CVME (Grécia):

• São apoiadas a iniciar uma nova vida, sentindo-se fortalecidas, com uma visão mais positiva e optimista em relação ao futuro

• Recuperação da vida emocional e social das quais tinham sido privadas

• Começam a acreditar em si mesmas e nas suas capacidades, tendo uma maior auto-estima e autoconfiança

• Começam a confiar mais nos outros e a melhorar as relações à volta delas • Adquirem conhecimentos sobre os seus direitos humanos a reconhecem

quando estes estão a ser violados

• Encontram um novo trabalho e tornam-se economicamente e, consequentemente emocionalmente independentes

• Sabem que têm alguém com quem falar

• Tentam aprender como enfrentar os problemas quando estes ocorrem em vez de os evitar

Sustentabilidade

Em 2004, 90 mulheres recorreram ao CVME e aos seus serviços e em 2003 recorreram 110. Deve ter-se em conta que estes números não são amostras representativas, uma vez que nem todas as vítimas solicitam apoio. O centro encontra-se interessado em expor os modelos e instrumentos do Guia Educacional no sentido de disponibilizar apoio a um maior número de vítimas de violência.

Sugestões para Melhorar

No sentido de disponibilizar apoio de uma forma mais eficiente sugere-se:

- Aumentar os fundos Europeus e governamentais na criação de programas para as Mulheres e apoio económico para as ONGs

- Irradicação da pobreza e do desemprego nas Mulheres – 2 dos principais obstáculos quando as vítimas decidem deixar os companheiros

- Facilitar o acesso aos serviços públicos e flexibilização de sector público no sentido de apoiar tanto as vítimas como as organizações

Apoio Psicológico

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