Chapitre 5 : Du film hybride au film mésoporeux
5.1.2 Evolution thermique de la mésostructure
5.1.2.2 Thermo-ellipsométrie
O instrumento de recolha de dados é um meio utilizado para colher todas as informações oportunas e pretendidas da amostra selecionada, para posteriormente se submeter a tratamento estatístico, possibilitando obter conclusões, tendo em conta as hipóteses e a fundamentação teórica prévia. Gil (1999) refere que a elaboração de um instrumento de recolha de dados consiste em traduzir os objetivos específicos da investigação em parâmetros bem rígidos, atendendo a regras básicas para o seu desenvolvimento, obtendo, desta forma, informação válida e pertinente para a realização da investigação.
O instrumento de colheita de dados pelo qual optámos, neste estudo de investigação, foi um questionário. A aplicação de um questionário permite uma maior sistematização dos
resultados fornecidos, maior facilidade de análise, bem como redução do tempo necessário para recolher e analisar os dados. Pode ser aplicado a uma população homogénea como é o caso. Este método apresenta ainda vantagens relacionadas com o custo, sendo este menor. No entanto, à semelhança de outros instrumentos, apresenta também algumas desvantagens que se prendem com a dificuldade de conceção, pois é necessário ter em conta vários parâmetros, tais como: a quem se vai aplicar, o tipo de questões a incluir, o tipo de respostas que se pretende e o tema abordado. Dado ser preenchido pela população sem a interferência do investigador, existe a probabilidade de uma elevada taxa de não-respostas (Fortin et al., 2009).
O questionário incluía questões fechadas, dicotómicas, e questões mistas para caracterizar a população, foi constituído por três partes: a primeira destinou-se a proceder à caracterização sociodemográfica e profissional da amostra (idade, sexo, estado civil, habilitações académicas, categoria profissional, anos de experiência profissional, serviço onde atualmente exerce funções, anos de exercício no atual serviço); a segunda parte pretendia caracterizar os participantes no que diz respeito à formação profissional (se têm ou não formação em SBV e SAV, tempo que decorreu desde a última formação ou atualização em SBV e SAV, quem proporcionou essa formação e a variável número de PCR’s em que participou no último ano); por último a terceira parte foi constituída por 20 questões de escolha múltipla com o objetivo de avaliar o nível de conhecimentos em RCR na situação de PCR no adulto, tendo como base as guidelines recomendadas pelo ERC (2015) (sinais de PCR, cadeia de sobrevivência, compressões e ventilações, reconhecimento de ritmos, desfibrilhação, fármacos e vias de administração e causas reversíveis de PCR) (Anexo 1- Versão provisória do questionário).
A cada questão foi atribuída a pontuação de 0 se estivesse errada ou de 5 pontos se estivesse correta. A pontuação final variou entre 0 e 100, sendo que qualitativamente baseada na classificação dos autores Hill & Hill (2000) a pontuação entre 0 e 24 pontos correspondeu a um nível Muito Mau de conhecimentos, de 25 a 49 pontos correspondeu a um nível Mau de conhecimentos, de 50 a 75 pontos correspondeu a um nível Razoável de conhecimentos, de 75 a 89 pontos correspondeu a um nível bom de conhecimentos e de 90 a 100 pontos correspondeu a um nível Muito Bom de conhecimentos.
Para a otimização do instrumento de recolha de dados, é importante a aplicação de um pré-teste. “Esta etapa é de todo indispensável pois permite corrigir, modificar e resolver
problemas imprevistos, verificar a redação e a ordem das questões” (Fortin et al, 2009). O pré-teste também permite evidenciar possíveis falhas na redação das questões, como: complexidade, imprecisão, incoerência, constrangimentos aos participantes e exaustão (Fortin et al, 2009).
O pré-teste poderá comprovar se este apresenta os elementos essenciais, como a fidedignidade (se são obtidos os mesmos resultados, independentemente da pessoa que o aplica); validade, (se os dados obtidos são todos necessários à pesquisa); e operatividade (se o vocabulário é acessível e claro para todos os participantes) (Marconi & Lakatos, 1996), com vista à sua apreciação para possível reformulação.
Com o intuito de validar o questionário foi realizado um pré-teste, no qual participaram 20 enfermeiros do serviço de urgência de outra unidade hospitalar do mesmo Centro Hospitalar em estudo, no período de 21 a 26 de janeiro de 2018, os quais não fizeram posteriormente parte da amostra do estudo. Estes enfermeiros responderam à versão provisória apresentada no anexo 1. No final do preenchimento a investigadora entrevistou estes enfermeiros, tendo registado o tempo que demoraram no preenchimento, as questões em que sentiram dificuldades no preenchimento e os contributos para a sua melhoria. Em média os enfermeiros demoraram cerca de 15 minutos no preenchimento do questionário. As sugestões de alteração indicadas por este grupo de enfermeiros foram substituir termos ou frases que suscitavam dúvidas de interpretação, que se encontram descriminadas abaixo.
As alterações realizadas ao questionário provisório que resultaram das sugestões dos enfermeiros que preencheram o pré-teste e da qual resultou a versão definitiva do questionário (Anexo 2- Versão definitiva do questionário), foram:
1. Na segunda parte do questionário na questão número 1 substituí a frase “número estimado de PCR’s assistidas no último ano” por “Número estimado de Paragens Cardiorrespiratórias (PCR’s) em que participou no último ano”, uma vez que o pretendido era saber em quantas PCR’s os enfermeiros participaram de forma ativa, pois assistir não implica participar ativamente;
2. Ainda na segunda parte nas questões número 2 e 3 foi substituída a palavra “acreditada” por “certificado” uma vez que a primeira gerava muita confusão nos enfermeiros, que não entendiam se a palavra se referia a formação reconhecida pelas entidades competentes para tal ou se a formação estava dentro da validade recomendada;
3. Na terceira parte do questionário na questão número 4 foi corrigido um erro, uma vez que o que se pretendia era perguntar o tempo de cada insuflação e não da ventilação (ventilação e insuflação são termos com significados diferentes); 4. Na terceira parte na questão número 7 foi substituída a opção a) que dizia
AMBU por Insuflador manual, sendo este último o termo mais adequado.
5. Por último e ainda na terceira parte, na questão número 18 foi substituída a palavra “intervalo” por “momento” uma vez se utilizasse o primeiro termo estaria a sugerir logo à partida a resposta correta.